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domingo, setembro 23, 2012

Dia Internacional da Literacia celebrado em Lisboa


Celebrar o  Dia Internacional da Literacia, promovida anualmente pela UNESCO no dia 8 de
setembro e assinalar o encerramento da Década das Nações Unidas sobre Literacia: Educação
para Todos (2003-2012) e  consciencializar a sociedade portuguesa para a  importância  e
pluralidade da literacia são as finalidades da jornada que amanhã se realiza em Lisboa, numa iniciativa da Comissão Nacional da UNESCO, do Plano Nacional de Leitura e da Sociedade de Gepografia de Lisboa.

É o seguinte o programa:

14h30 – abertura pelo Presidente da SGL, prof. catedrático Luís Aires-Barros.
14h40  – palavras iniciais pela escritora e  prof.ª  catedrática Helena Carvalhão Buescu da
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

15h15 – colóquio “A Literacia em Portugal e no Mundo”, sob a presidência da prof.ª doutora
Maria Calado, docente, investigadora e Vice-Presidente do Centro Nacional de Cultura, com
as intervenções seguintes:

“A Literacia no Mundo: o Papel das Nações Unidas”,  mestre Mónica Ferro,  deputada,
doutoranda em Relações Internacionais  e docente do  Instituto Superior de Ciências
Sociais e Políticas.

“A Literacia em Portugal”:
(a) “O Estado da Literacia em Portugal”,  prof.  doutor António Firmino da Costa,  ViceReitor  e docente  do  ISCTE/IUL e  investigador do  seu  Centro de Investigação e
Estudos de Sociologia.
(b) “O Plano Nacional de Leitura”, prof. doutor Fernando Pinto do Amaral, poeta, docente
e Comissário do Plano Nacional de Leitura.
(c) “Literacia e Saúde”, dr. Francisco George, Diretor-Geral da Saúde.
(d) “Conhecimento Científico e Literacia”, dr.ª Rosalia Vargas, Presidente da Ciência Viva
– Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica.

(e) “Os Mitos Científicos na Literacia do Oceano”, dr.ª Carla de la Cerda Gomes,
educadora marinha do OMA – Observatório do Mar dos Açores.
(f) “A  Literacia e  os  Media”,  jornalista e  prof.  catedrático Manuel Pinto,  docente  da
Universidade do Minho e investigador do seu Centro de Estudos de Comunicação e
Sociedade.

17h00 – encerramento pelo Comissário do PNL,  prof. doutor Fernando Pinto do Amaral, pelo
Presidente da CNU, emb. António de Almeida Ribeiro e pelo Presidente da SGL.

quarta-feira, novembro 09, 2011

Deficits na literacia financeira dos portugueses




- Sabe o que é o spread?
- Como é que posso saber, se nem sei inglês?
- Mas tem empréstimo de casa?
- Tenho, já há mais de dez anos.
- E sabe quanto paga por mês ao banco?
- Claro que sei!
- E sabe qual é a margem que o seu banco cobra por lhe emprestar o dinheiro?
- Eu sei lá! Sei que pago.
- Mas não faz ideia se há algum banco que pelo mesmo empréstimo lhe cobrava menos, tornando o valor da prestação mensal mais barato?
- Eles são todos iguais, querem todos a mesma coisa.
- Porque é que escolheu esse banco para fazer o empréstimo?
- (Risos) Eu sei lá. Já o meu pai tinha lá conta. Fica perto de casa.

Este é um diálogo fictício elaborado a partir de uma peça de Rosa Soares, publicada na edição de hoje do 'Público', na qual se sublinha que "o conhecimento que os portugueses têm da diversidade de produtos bancários que lhes são oferecidos e das condições propostas deixa ainda muito a desejar".
A conclusão ressalta dos resultados do "Inquérito à Literacia Financeira 2010", baseado em 2.000 entrevistas presenciais em todo o território nacional e ontem divulgado pelo Banco de Portugal.
(Este estudo pode ser consultado AQUI).

Comentário

A literacia financeira é um dos campos em que têm surgido iniciativas e projectos nos últimos anos. É uma área em que o próprio sector bancário e financeiro está disposto a investir, porquanto se pode revestir de relevância para a eficácia do marketing dirigido aos consumidores.
Mas é possível e porventura necessário inscrever esta dimensão em abordagens que adoptem o ponto de vista da cidadania e da defesa do consumidor. Não apenas pelo contexto de crise em que nos encontramos, mas porque o sector bancário é talvez um dos mais agressivos na pressão sobre os seus clientes, quer directamente quer através da publicidade e do telemarketing.
Serão, provavelmente, muitos os exemplos de logros, embustes e ciladas em que muitos caíram, por não estarem informados, por se deixarem ir na cantilena que lhes foi soprada aos ouvidos.
Também aqui os media podem ter um papel importante - na decodificação dos termos e dos conceitos, na ajuda e na crítica dos produtos 'oferecidos', na adopção do ponto de vista dos utilizadores da informação.
Ou seja: a literacia financeira representa um campo de grande significado para o exercício de uma cidadania consciente e crítica.

terça-feira, março 08, 2011

O andaime e a construção


Se se traduzisse em tempo corrido o contacto diário das pessoas com os media – em particular os mais novos e os mais idosos - ir-se-ia encontrar um valor grosso modo equivalente a um emprego a tempo inteiro.
Não é apenas questão dos meios convencionais – imprensa, rádio, televisão, cinema – mas igualmente daqueles que se têm vindo a inscrever nas rotinas do quotidiano: o telemóvel, a Internet, os videojogos …
Pelos dados disponíveis sobre os mais novos, verificamos que, nos últimos dez anos, o consumo de televisão não se alterou significativamente, sendo superior a duas horas diárias, em média. Não conhecendo nem férias nem fins de semana. Mas, entretanto, na faixa dos 10-15 anos, 91% passaram a aceder à Internet com uma regularidade praticamente diária.
Os dados do INE indicam que são diversificados os usos que esses adolescentes adoptam na web. À cabeça surge, destacada, a realização de trabalhos escolares, o que, em muitos casos, significa uma coisa muito simples: “ir ao Google”, digitar uns termos de pesquisa e copiar e colar o que vier à rede. Recentemente, numa escola, a um pedido da professora para que os alunos pesquisassem sobre Gil Vicente, o que “veio à rede” e chegou às mãos da docente foi informação acerca do clube de futebol com o nome do grande dramaturgo.
Esta ‘cultura do copy-paste’ deveria ser urgentemente objecto de um plano de acção que ajudasse os mais novos (e os mais velhos) a saber pesquisar a informação na Internet, a olhar com atenção para as fontes, a avaliar a sua pertinência e validade. De outra forma, sob a capa do modernismo e da inovação, estar-se-á a formar analfabetos e trogloditas. E o que se diz da informação da web diz-se dos restantes media, relativamente aos quais a ignorância e a vulnerabilidade (e, por conseguinte, os riscos) não são menores.
Programas como o e-Escolas ou e-Escolinhas quiseram massificar o acesso aos computadores portáteis e à banda larga, sob o pretexto da inclusão (não falemos agora da razão mercantil). Isso naturalmente é bom e necessário. Mas fica-se normalmente por aí e quase ninguém faz as perguntas (óbvias) seguintes: “ e para fazer o quê?” e “com que formação dos docentes?”. Daí que aqueles programas deixem o sabor amargo a obra por fazer. É como se se montasse os andaimes para uma construção e se tomasse aparato dos andaimes pela própria obra a construir.

(Coluna quinzenal do diário digital Página 1, de 07.03.2011)

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

UE cria grupo de peritos sobre literacia
Roberto Carneiro integra comissão presidida por princesa da Holanda

Na Europa, um em cada cinco alunos de 15 anos de idade (em Portugal: um em cada seis), assim como muitos adultos, não têm conhecimentos de base em matéria de leitura e de escrita, o que lhes dificulta a procura de emprego e os põe em risco de exclusão social. Para ajudar a solucionar este problema, a Comissão Europeia criou um grupo de peritos independente, com vista a identificar formas de aumentar os níveis de literacia. O grupo de 11 membros é presidido pela Princesa Laurentien dos Países Baixos, enviada especial da literacia para o desenvolvimento (UNESCO), e dele faz parte o ex-ministro português da Educação Roberto Carneiro. Os Ministros da UE fixaram como objectivo reduzir a percentagem de alunos com dificuldades a nível da leitura, da matemática e das ciências para menos de 15% até 2020.

O Grupo de alto nível, que ontem teve a primeira reunião, tem por objectivo dar visibilidade e importância política à questão do aumento dos níveis de literacia na Europa. O grupo analisará dados científicos e avaliará quais as polícas mais adequadas. Para tal, trabalhará durante os próximos 18 meses e apresentará propostas políticas à Comissão em meados de 2012. Com base nas propostas do grupo, a Comissária Vassiliou apresentará recomendações aos ministros da educação, no Outono de 2012. Neste contexto, os Estados-Membros e a Comissão aprofundarão a questão, que se insere no seu quadro de cooperação estratégica em matéria de educação e formação («Educação e formação 2020»).
Alunos com fraco aproveitamento em leitura (2009). Fonte: OCDE, Programa de Avaliação Internacional dos Estudantes (PISA)

De acordo com o Programa de Avaliação Internacional dos Estudantes (PISA) da OCDE, que serve de referência nesta matéria, alunos com fraco aproveitamento em literacia no contexto da leitura são os alunos "capazes de completarem apenas as tarefas de leitura menos complexas, como localizar uma única informação, identificar o tema principal de um texto ou realizar uma ligação simples com conhecimentos quotidianos. Os resultados variam entre o nível 1 e o nível 5 (nível mais elevado). Os alunos com fraco aproveitamento em leitura são os que têm resultados inferiores ao nível 2.

segunda-feira, março 08, 2010

Definição de "transliteracia"

Defining Transliteracy | Librarian by Day: "Transliteracy is the ability to read, write and interact across a range of platforms, tools and media from signing and orality through handwriting, print, TV, radio and film, to digital social networks."

Mais AQUI.

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Geração copy/paste

Na última edição da Notícias Magazine, este trabalho de Helena Mendonça, sobre o estudo em curso na Universidade do Porto "A literacia informacional no Espaço Europeu do Ensino Superior: estudo da situação das competências da informação em Portugal (eLit.pt)", coordenado por Armando Malheiro:



Um resumo:
"O ciberespaço é o seu meio de eleição. Movem-se com destreza sobre os teclados e nos universos virtuais dos jogos, da música, da informação. Os jovens de hoje são exímios utilizadores dos computadores e da internet mas nem por isso são gente mais informada. Pelo contrário. Apesar de 99 por cento deles possuírem e manipularem as novas tecnologias, manifestam uma confrangedora incompetência ao nível da pesquisa, selecção, tratamento e transformação da informação que seleccionam. Fazem copy paste com naturalidade. A «iliteracia informacional» está a reduzir os estudantes a «níveis mínimos de sobrevivência». O pior é que a maioria considera suficiente a sua capacidade de pesquisar, avaliar e seleccionar os resultados para responder às necessidades pessoais e escolares. Conclusões de um estudo em Ciência da Informação, coordenado por Armando Malheiro, da Universidade do Porto."

sexta-feira, dezembro 04, 2009



"Portugal tem de dedicar muito mais atenção à literacia" - esta é provavelmente a principal conclusão do relatório "A Dimensão Económica da Literacia em Portugal: uma análise", elaborado pela DataAngel Policy Research Incorporated para o Ministério da Educação e ontem apresentado em Lisboa.
"As análises do impacto da literacia no desempenho económico de Portugal durante os últimos 50 anos deixam poucas dúvidas de que o país pagou um preço significativo por não ter aumentado a oferta de competências de literacia ao dispor da economia", saleinta o documento.
Este estudo trabalha sobre uma definição de literacia como "a capacidade de utilizar informações a partir de suportes impressos para resolver problemas", sendo que "a economia da literacia tem que ver com o capital humano, definido como o conhecimento, as qualificações, as competências e as outras qualidades dos indivíduos susceptíveis de serem empregues no sistema produtivo (OCDE, 1998). As competências de literacia (...) têm sido consideradas, desde há muito, um dos elementos fundamentais do capital humano".
As conclusões deste relatório apontam para um conjunto de conclusões, referidas na +ágina 118 e seguintes, das quais se destacam as partes seguintes:

"Os adultos com baixas competências de literacia passam mais frequentemente por episódios de desemprego, recebem salários mais baixos, apresentam muito maiores probabilidades de serem pobres, têm uma saúde mais débil, socialmente são menos empenhados e têm um acesso menos frequente a oportunidades educativas do que os seus concidadãos com mais competências de literacia.
Portugal tem estado entre os países da Europa que apresenta menos avanços no que respeita ao aumento da oferta e da qualidade da educação pré-escolar, do ensino básico, do ensino secundário e do ensino superior. Como resultado desta situação, os níveis de literacia de adultos encontram-se entre os mais reduzidos da área da OCDE e Portugal tem as percentagens mais elevadas de adultos com baixas competências de todos os países europeus. Envolver 100% das crianças de quatro e cinco anos em actividades ricas em literacia no ensino pré-primário deve ser uma prioridade, reforçando significativamente a qualidade da educação básica, aferida
pelos valores médios da literacia dos estudantes em cada nível e pela proporção dos estudantes que concluem o ensino básico com baixas competências de literacia funcional. O Plano Nacional de Leitura de Portugal, analisado mais adiante, irá contribuir para a realização destes objectivos.
Todavia, confiar apenas em medidas dirigidas às crianças e aos jovens não vai precipitar melhorias suficientemente rápidas nas competências da força de trabalho. As taxas de natalidade portuguesas estão entre as mais reduzidas da Europa – facto que limita o seu impacto nas competências em geral. Alargar a participação em aulas de reforço de literacia de adultos e em programas do ensino secundário gerais e profissionais, especificamente concebidos para adultos com baixo nível de escolarização, torna-se urgente para ajudar a ultrapassar o sub-investimento. Os decisores políticos em Portugal estão cientes deste facto. Um pilar decisivo da estratégia do Governo para aumentar as competências da população activa é o desenvolvimento do programa Novas Oportunidades, que se destina a jovens em risco de abandonarem o sistema educativo e a adultos que necessitam de aumentar as suas competências. O reconhecimento, a validação e a certificação de aptidões e competências adquiridas será o novo ponto de partida para toda a educação e formação de adultos.
A análise sugere que são também urgentemente necessárias alterações políticas em outros dois domínios. Em primeiro lugar, é preciso tomar medidas para aumentar o nível da procura de competências de literacia em Portugal. O nível de exigência, em termos de literacia, do mercado de trabalho português está entre as mais baixas da Europa e, embora a situação esteja a melhorar, esse processo não está a ser tão rápido como em outros países. Alcançar a rápida difusão de TIC ao longo das cadeias de produção das empresas – necessária para fazer face aos aumentos de produtividade de concorrentes principais – depende de níveis superiores de literacia funcional. Em segundo lugar, é fundamental tomar medidas para melhorar a eficácia dos mercados portugueses de literacia. A análise dos dados (...) indica que o mercado de trabalho português apenas recompensa as competências de literacia nos níveis mais elevados, sendo este um indicador de ineficácia que reduz os incentivos a estudantes e trabalhadores para adquirirem e aplicarem as suas competências de literacia".

sábado, novembro 28, 2009

"Falta literacia", considera António Barreto

O sociólogo António Barreto dá uma entrevista ao 'i', na qual, além de falar da fundação que dirige, tece comentários sobre a sociedade portuguesa. A dado passo, Maria João Avilez, a entrevistadora, pergunta o seguinte:
Que mais falta [em Portugal]?

Falta literacia. Tínhamos há 30 anos a mesma taxa de analfabetismo que a Inglaterra de 1800. Em matéria de alfabetização havia 150 anos de atraso. Porque é que os portugueses não lêem jornais? A falta de hábito de ler os jornais é muito importante, porque o jornal é a fonte de informação que mais está virada para o raciocínio, o pensamento, a participação. Quem vê televisão está geralmente em posição passiva.

Mas hoje a imagem é rainha. O apetite por um jornal nunca igualará o da televisão...

Mas quem tem como informação exclusiva a televisão subordina o raciocínio, o pensamento, o estudo, o lápis que toma as notas, às emoções. É mais fácil ser livre e independente com um papel na frente do que diante de uma imagem que é fabricada com som e se dirige às emoções e aos sentimentos e não à razão - ou pouco à razão. Sou consumidor de televisão e da net, mas o que quero dizer é que, ao contrário de todos os países europeus, quando os portugueses começaram a aceder à escola e a aprender a ler, nos anos 50 e 60, já havia televisão. Não se fez o caminho que todos os outros países da Europa fizeram, que foi dois séculos a lerem jornais e só depois com uma passagem gradual para a rádio e para a televisão.
António Barreto toca num ponto sensível, ao reconhecer que há, em Portugal, um problema de literacia, mas o seu universo de referência é o de uma realidade que já não existe e provavelmente nunca mais existirá. Ainda assim, o interesse do comentário mantém-se. A dúvida está em saber se aquilo que o sociólogo encontra(va) no jornal (de papel) pode ser preenchido por outro tipo de relação com a informação e o conhecimento.

segunda-feira, novembro 16, 2009

Projecto "Ler em família"


O projecto “Já sei ler” coloca ao dispor das famílias matérias de apoio para o desenvolvimento de actividades que promovam a leitura e o gosto pelos livros, de acordo com informação veiculada pelo Ministério da Educação. Para tal, a escola é eleita enquanto moderadora privilegiada no processo de interacção com as famílias, sugerindo aos professores do 1.º ciclo o “recurso a estratégias que favoreçam a circulação dos livros da biblioteca escolar e dos próprios alunos".
(Continuar a ler)

quinta-feira, outubro 29, 2009

Mais conhecido = melhor = iliteracia

Os dados são divulgados na última edição da newsletter da Marktest: 26% dos portugueses tendem a concordar com a frase ‘Penso que as marcas conhecidas são melhores’.
De facto os resultados do estudo Target Group Index (TGI) da Marktest, relativos a Junho passado, indicam que 26% dos portugueses, ou seja, um em cada quatro, com idades entre os 15 e os 64 anos, residentes em Portugal Continental, tentem a concordar (Concordam totalmente/Concordam) com a afirmação 'Penso que as marcas conhecidas são melhores'. É verdade que é bastante superior (37%) a percentagem dos que tendem a discordar (Discordo/Discordo Totalmente) com aquela afirmação, mas isso não retira gravidade ao assunto, até porque, segundo a mesma fonte, a percentagem se tem mantido estável nos últimos anos.



Os indivíduos do sexo masculino e os segmentos mais idosos e mais jovens são aqueles que manifestam concordância mais elevada, enquanto que a variável região do país não regista variações significativas.

quarta-feira, outubro 28, 2009

Congresso de Educação para os Media/Literacia dos Media - Bellaria

O Congresso realizado em Bellaria (Itália), realizado na semana passada, foi fértil em discussão sobre conceptualização das Literacias e Educação para os Media e sobre pressupostos da sua implementação no terreno.

A apresentação mais interessante foi a de David Buckingham (em breve colocarei aqui o resumo das principais ideias), mas houve outras que segui com muito proveito pessoal.

No slideshare, estão disponíveis duas apresentações, a de Pier Cesare Rivoltella (keynote speaker) e de Pierre Frastrez (intervenção feita num workshop) e podem ser vistas no final desta mensagem.

Neste congresso, estive na companhia dos profs do Departamento de Comunicação da Universidade do Minho Sara Pereira e Nelson Zagalo (que escreveu aqui algumas notas sobre este encontro).



sexta-feira, janeiro 09, 2009

Literacia e imaginação

We take literacy for granted, but it is a rather recent invention in the evolution of the human species. The advent of literacy was the result of a confluence of factors that have long been the province of evolutionary biology, centering primarily on the development of the cerebral cortex.
Mimesis, cave painting, hieroglyphics, ideograms, the invention of primitive alphabets, and the Gutenberg printing press are frequently noted as watersheds in the making of man as a literate creature. From a neurophysiological perspective, literacy itself could be viewed as a shaping factor in the development of the human brain, along with certain verbal patterns that constitute oral traditions and, in turn, literature.
Is literacy just an episode in the larger history of human consciousness and intelligence? What are the elements of human imagination that facilitate the growth of literacy? This roundtable will consider the history of literacy from a scientific and humanistic point of view, examining it as an element of brain structure, a path to knowledge, and an expression of the imagination.

Fonte: apresentação de uma mesa-redonda do Philoctetes Center

quarta-feira, novembro 26, 2008

Literacia e ecrãs

Um extenso e interessante artigo de Kevin Kelly, intitulado "Becoming Screen Literate", veio a lume no diário The New York Times da passada sexta-feira e cuja leitura integral recomendo.
Deixo um pequeno excerto:
"(...) When technology shifts, it bends the culture. Once, long ago, culture revolved around the spoken word. The oral skills of memorization, recitation and rhetoric instilled in societies a reverence for the past, the ambiguous, the ornate and the subjective. Then, about 500 years ago, orality was overthrown by technology. Gutenberg’s invention of metallic movable type elevated writing into a central position in the culture. By the means of cheap and perfect copies, text became the engine of change and the foundation of stability. From printing came journalism, science and the mathematics of libraries and law. The distribution-and-display device that we call printing instilled in society a reverence for precision (of black ink on white paper), an appreciation for linear logic (in a sentence), a passion for objectivity (of printed fact) and an allegiance to authority (via authors), whose truth was as fixed and final as a book. In the West, we became people of the book. Now invention is again overthrowing the dominant media. A new distribution-and-display technology is nudging the book aside and catapulting images, and especially moving images, to the center of the culture. We are becoming people of the screen. (...)
If text literacy meant being able to parse and manipulate texts, then the new screen fluency means being able to parse and manipulate moving images with the same ease. But so far, these “reader” tools of visuality have not made their way to the masses. (...) We are people of the screen now. Last year, digital-display manufacturers cranked out four billion new screens, and they expect to produce billions more in the coming years. That’s one new screen each year for every human on earth. With the advent of electronic ink, we will start putting watchable screens on any flat surface. The tools for screen fluency will be built directly into these ubiquitous screens.(...)".

quarta-feira, abril 30, 2008

Infoliteracia

Infoliteracy
Neste trabalho editado pela UNESCO, publicado já em 2008, considera-se a literacia informativa como a capacidade das pessoas para:
 Recognise their information needs;
 Locate and evaluate the quality of information;
 Store and retrieve information;
 Make effective and ethical use of information, and
 Apply information to create and communicate knowledge.

terça-feira, março 11, 2008

Literacia: abrir portas


"(...) The 21st century definition of literacy involves being able to “produce, read, and interpret spoken language, print, and multimedia” (Ansky). This new definition of literacy enables teachers and students to open and explore doors that were never before available. One of the major goals of this new literacy is collaboration and contribution. Students are no longer expected to simply read out of a textbook. They are now expected to read text, discuss it with their peers, collaborate their ideas, and post their ideas on the internet. According to Richardson, “readers are no longer just readers”, they are expect to analyze, revise, and question text that they read. When textbooks were the only source of information the publishing companies hired editors to do this job. With the evolution of the internet into a place when anyone can post anything, this is now something that the readers of those sites are responsible for.(...)".


in Danielle's Blog

segunda-feira, março 10, 2008

BiblioFilmes – Livros, Bibliotecas, Acção!



Associar a leitura à realização de vídeos a disponibilizar no Youtube é o desafio dirigido aos falantes da Língua Portuguesa, da responsabilidade de alguns professores, com o apoio do Plano Nacional da Leitura e do Plano Tecnológico.

(...) numa época em que, também os livros sofrem uma concorrência da internet, nomeadamente das redes sociais como o MySpace, o HI5, o orkut e o YouTube, decidimos ir buscar um dos aparentes "adversários", o YouTube, e lançamos o concurso de vídeos BiblioFilmes, um desafio à comunidade da Língua Portuguesa a fazer um "filme" (em vídeo ou telemóvel) em que os participantes têm de a contar a sua história e provar o quanto gostam de ler, da sua biblioteca e/ou de um livro.
Os objectivos do concurso são, portanto, a promoção da Língua Portuguesa, da leitura (principalmente junto dos mais jovens), aumentar a quantidade e qualidade dos conteúdos em Língua Portuguesa na internet.

Para além do concurso, vale muito a pena acompanhar o blogue com o mesmo nome, BiblioFilmes.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Concepções contrastantes de literacia

"In their attacks, the conservative critics have accused literacy teachers of lowering standards by using child-centred approaches that do not provide children with a strong foundation in literacy learning. They have sought to discredit a literacy curriculum they believe is afflicted by relativism, fragmentation and a fixation on contemporary social issues. They have poured scorn on the teaching profession and institutions of teacher education, accusing them of damaging traditional educational values. Their mission has been greater emphasis in schools on cultural literacy, the literature of the Western canon and traditional values.
In response, literacy teachers and educators have argued that we can't turn the clock back, nor should we want to. There have been enormous changes in the world of ideas since many of the critics went to school in the 1950s due to science, but also due to feminism, multiculturalism and social justice. These ideas cannot be ignored and giving attention to them in the literacy classroom does not mean that there is no place for the enduring values and traditions of the classics and Australia's cultural heritage. (...)
Traditionally literacy has been thought of as a cognitive ability. Being literate has been seen as a matter of cracking the alphabetic code, word formation skills, phonics, grammar and comprehension skills. By contrast, more contemporary views see literacy as a social practice that takes place in different settings not only the classroom, but also the workplace and the other locations of everyday life. Reading or writing always involves reading or writing something with understanding.
Profª. Ilana Snyder, autora de The Literacy Wars: Why teaching children to read and write is a battleground in Australia, cit in Philosophical Conversations, 18.2.2008 [texto completo AQUI]