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quarta-feira, abril 24, 2013

Livros: elas leem mais do que eles


Sessenta e cinco por cento dos portugueses residentes no Continente com 15 ou mais anos leram pelo menos um livro nos últimos 12 meses e, em média, cada português leu entre 3 e 5 livros ao longo desse período, segundo dados relativos à 1ª vaga do estudo TGI 2013 da Marktest, acabadios de divulgar.
A classe social, o sexo e vaidade mostram-se as variáveis nas quais se registam maiores graus de diferenciação, sendo que as mulheres, as pessoas de nível socioeconómico mais elevado e os mais novos são os que mais leem.

    LERAM PELO MENOS UM LIVRO NOS ÚLTIMOS 12 MESES    
[Mais informação AQUI.]

domingo, setembro 23, 2012

Dia Internacional da Literacia celebrado em Lisboa


Celebrar o  Dia Internacional da Literacia, promovida anualmente pela UNESCO no dia 8 de
setembro e assinalar o encerramento da Década das Nações Unidas sobre Literacia: Educação
para Todos (2003-2012) e  consciencializar a sociedade portuguesa para a  importância  e
pluralidade da literacia são as finalidades da jornada que amanhã se realiza em Lisboa, numa iniciativa da Comissão Nacional da UNESCO, do Plano Nacional de Leitura e da Sociedade de Gepografia de Lisboa.

É o seguinte o programa:

14h30 – abertura pelo Presidente da SGL, prof. catedrático Luís Aires-Barros.
14h40  – palavras iniciais pela escritora e  prof.ª  catedrática Helena Carvalhão Buescu da
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

15h15 – colóquio “A Literacia em Portugal e no Mundo”, sob a presidência da prof.ª doutora
Maria Calado, docente, investigadora e Vice-Presidente do Centro Nacional de Cultura, com
as intervenções seguintes:

“A Literacia no Mundo: o Papel das Nações Unidas”,  mestre Mónica Ferro,  deputada,
doutoranda em Relações Internacionais  e docente do  Instituto Superior de Ciências
Sociais e Políticas.

“A Literacia em Portugal”:
(a) “O Estado da Literacia em Portugal”,  prof.  doutor António Firmino da Costa,  ViceReitor  e docente  do  ISCTE/IUL e  investigador do  seu  Centro de Investigação e
Estudos de Sociologia.
(b) “O Plano Nacional de Leitura”, prof. doutor Fernando Pinto do Amaral, poeta, docente
e Comissário do Plano Nacional de Leitura.
(c) “Literacia e Saúde”, dr. Francisco George, Diretor-Geral da Saúde.
(d) “Conhecimento Científico e Literacia”, dr.ª Rosalia Vargas, Presidente da Ciência Viva
– Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica.

(e) “Os Mitos Científicos na Literacia do Oceano”, dr.ª Carla de la Cerda Gomes,
educadora marinha do OMA – Observatório do Mar dos Açores.
(f) “A  Literacia e  os  Media”,  jornalista e  prof.  catedrático Manuel Pinto,  docente  da
Universidade do Minho e investigador do seu Centro de Estudos de Comunicação e
Sociedade.

17h00 – encerramento pelo Comissário do PNL,  prof. doutor Fernando Pinto do Amaral, pelo
Presidente da CNU, emb. António de Almeida Ribeiro e pelo Presidente da SGL.

sábado, abril 07, 2012

Jornal na educação, no Brasil: "muito bacana"

Esta é uma entrevista com Cristiane Parente, Coordenadora Executiva do Programa Jornal e Educação da Associação Nacional de Jornais, do Brasil, dada ao jornal Folha da Região, de Araçatuba/SP, e transmitido pela Rádio Cultura FM 95,5 e pela TV local - Canal 21 NET. Uma oportnidade de reflectir sobre o lugar e o sentido do jornal na educação e para fazer uma ideia, ainda que sumária, da dimensão de projectos desta natureza no Brasil.

segunda-feira, maio 02, 2011

Crianças, família e leitura na era digital

"O virar de página, na era digital" é o subtítulo que traz o relatório “2010 Kids & Family Reading Report” que acaba de ser publicado na Internet pela Scholastic. Reporta os resultados de um inquérito realizado em 2010 junto de 1045 crianças dos 6 aos 17 anos e seus pais, num total de 2090 inquiridos, nos Estados Unidos da América.
O estudo foca as "atitudes e comportamentos das crianças e dos seus pais relativamente à leitura não obrigatória de livros e o modo como a tecnologia pode estar a influenciar e a mudar" tais atitudes e comportamentos".
A Scholastic é uma editora e empresa educativa de media que se deu como missão, vai para 90 anos, ajudar as crianças de todo o mundo a ler e a aprender, reconhecendo que a literacia é "a pedra angular do crescimento intelectual, pessoal e cultural das criaças".
























(Um resumo dos resultados do estudo em português AQUI)

domingo, agosto 15, 2010

Está a Internet a mudar a forma como pensamos?

É um debate que já circula há muito, mas aproveito a publicação de um bom artigo no The Observer de hoje para colocar aqui no blogue algo sobre isso. Em 2008, Nicholas Carr publicou um texto na The Atlantic que, desde então, tem gerado uma fértil controvérsia. Is Google Making Us Stupid?, entretanto desenvolvido para um livro de título The Shallows: How the Internet is Changing the Way We Think, Read and Remember, segue a tese de que a Internet (e não só o Google) está a modificar as componentes neurológicas dos nossos cérebros.

Escrevia Carr em 2008: "ao longo dos anos tenho vindo a ter uma sensação desconfortável de que alguém, ou algo, está a mexer com o meu cérebro, reestruturando os circuitos neurais, reprogramando a memória. A minha mente não se está a ir, mas está a mudar. Não penso como dantes. Noto-o em particular quando estou a ler. Ficar imerso num livro ou num longo artigo costumava ser fácil. A minha mente era agarrada pela narrativa ou pelos argumentos e eu passava horas a virar páginas com largos pedaços de prosa. Isso raramente acontece hoje. A minha concentração começa a divagar depois de duas ou três páginas".

O artigo do The Observer faz uma recolha variada dos argumentos a favor e contra esta ideia. Pelo que me é dado a perceber, a maioria dos cientistas são contra a existência de tal manipulação. Num artigo de opinião recente no Los Angeles Times, dois professores de psicologia mostravam-se veementemente contra esta sugestão. Contudo, deixavam um alerta pendente. "O Google não nos está a tornar estúpidos, o PowerPoint não está a destruir a literatura e a Internet não está a mudar os nossos cérebros. Mas podem bem estar a fazer-nos pensar que somos mais inteligentes do que realmente somos e isso é perigoso".

Outro professor de psicologia, desta vez no New York Times, seguia a mesma ideia. "Os críticos dos novos media usam, por vezes, ciência para apoiar os seus argumentos, mostrando como 'a experiência pode mudar os cérebros'. Mas os neurocientistas cognitivos reviram os olhos perante tais conversas. (...) A experiência não altera as capacidades básicas de processamento de informação do cérebro."

Um outro interessante artigo do The Guardian também retratava o debate actual sobre estes temas, ao falar da emergência do slow reading, na sequência dos movimentos de slow food.

Sendo época de férias, porém, aproveite-se para pôr à prova estas ideias ao ler um livro na praia ou no jardim e depois ver se se chega a alguma conclusão.

terça-feira, julho 13, 2010

Citação do dia e não só

Na sequência das citações que têm sido aqui colocadas, tendo clara noção do que significa retirar uma frase do seu todo e, quase em forma de aforismo, esperar que responda a todos os males do mundo, venho ainda assim acrescentar aqui uma resposta de Alberto Manguel numa entrevista dada ao Ípsilon de há duas semanas:

"A escola não tem culpa, é a nossa sociedade que é culpada. A escola, a universidade, deveriam ser o lugar onde a imaginação tem campo livre, onde se aprende a pensar, a reflectir, sem qualquer meta. Mas isso é algo que estamos a eliminar em todo o mundo. Estamos a transformar os centros de ensino em centros de treino. Estamos a criar escravos. Somos a primeira sociedade que entrega os seus filhos à escravidão, sem qualquer sentimento de culpa. Nesses centros de aprendizagem, estamos a criar seres humanos que não confiam nas suas próprias capacidades e que começam a acreditar que o seu único objectivo na vida é arranjar trabalho para conseguir sobreviver até chegar à reforma - que também já lhes estão a tirar. O que estamos a fazer é horrível. Não tem nada a ver com os valores da Internet, com a competência do professor, faz tudo parte de um conjunto. Somos culpados enquanto sociedade."

segunda-feira, novembro 16, 2009

Projecto "Ler em família"


O projecto “Já sei ler” coloca ao dispor das famílias matérias de apoio para o desenvolvimento de actividades que promovam a leitura e o gosto pelos livros, de acordo com informação veiculada pelo Ministério da Educação. Para tal, a escola é eleita enquanto moderadora privilegiada no processo de interacção com as famílias, sugerindo aos professores do 1.º ciclo o “recurso a estratégias que favoreçam a circulação dos livros da biblioteca escolar e dos próprios alunos".
(Continuar a ler)