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quarta-feira, julho 07, 2010

Entrevista a Lapscott no Público


O Público desta quarta-feira dá destaque de primeira página a uma mega investigação com 11 mil jovens em vários países sobre os efeitos das tecnologias. Este estudo foi conduzido pelo conhecido Don Lapscott, autor de vários livros, por exemplo Grown Up Digital: How the Net Generation is Changing Your World. (Por mera curiosidade, este investigador canadiano é casado com uma portuguesa.)

O título de primeira página é o seguinte: «O tempo que os jovens passam na Net não é roubado aos amigos ou ao trabalho. Quem fica a perder é a TV. E isso é bom.»

Já no caderno P2, onde é publicada a matéria, o título é este: «A Internet faz bem à cabeça». Aí aparece uma imagem em destaque com uma criança a trabalhar no seu Magalhães. O próprio Lapscott deixou-se fotografar numa sala de aula com um computador Magalhães por carteira (ver imagem em baixo).

A entrevista, feita pelo jornalista João Pedro Pereira, pode ser lida aqui [vale a pena seguir e participar na discussão que está a acontecer nos comentários à entrevista].

Os jovens são mais espertos do que nunca, o QI está ao nível mais alto de sempre, há mais estudantes a licenciarem-se. (...) Mas há um problema. Um terço desta geração é espectacular. Outro terço está a safar-se bastante bem. Mas os que estão em baixo, mesmo em países como os EUA, Canadá ou Portugal, nem sequer estão a acabar o liceu. Sempre foi assim, mas não devia ser. Devíamos ter melhorias nesse último terço, mas isso não está a acontecer. Algumas pessoas culpam a Internet. Mas isso é como culpar a biblioteca pela ignorância dos alunos. (Don Lapscott, Público, 07Jul'10)

quinta-feira, julho 01, 2010

Magalhães: "um pau de dois bicos"

Magalhães: "um pau de dois bicos" é o título de um trabalho de Sara R. Oliveira que acaba de ser publicado no site Educare.
Sobre a utilidade e a utilização do Magalhães, "as opiniões divergem. Os computadores portáteis entregues ao 1.º ciclo são olhados de várias formas: como eficazes ferramentas pedagógicas, como uma perda de tempo. As experiências falam por si".
Continuar a ler: AQUI.

sábado, outubro 10, 2009

"One Laptop Per Child "


Para o país do Magalhães, pode ter interese consultar o livro recente livro colectivo Plan Ceibal participado por um bom número de autores a convite de Roberto Balaguer, um dos líderes do projecto OLPC One Laptop Per Child no Uruguai.
Eis o índice do livro:

1. Roberto Balaguer (Uruguay) “Plan Ceibal: Los ojos del mundo en el primer modelo OLPC a escala nacional”.

2. Fernando Garrido (España) “¿Otra vez el mismo error? OLPC, Determinismo Tecnológico y Educación”.

3. Edgar Gómez Cruz (México) “Domesticación de la Tecnología: una aproximación crítica al proyecto de OLPC”.

4. Tíscar Lara (España) “Aprender a ser ciudadano desde las prácticas digitales”.

5. Guillermo Lutzky (Argentina) “La Escuela Digital, un cambio obligatorio para los modelos 1 a 1”.

6. Mónica Baez-Graciela Rabajoli (Uruguay) “La escuela extendida. Impacto del Modelo CEIBAL”.

7. Alicia Kachinovsky (Uruguay) “La Universidad de la República en tiempos del Plan Ceibal”.

8. Octavio Islas (México) “Retos que representa la enseñanza en el imaginario de la “Generación Einstein”.

9. Cristóbal Cobo (México) “Aprendizaje de código abierto”.

10. Raúl Trejo Delarbre (México) “Un niño para cada laptop”.

11. John Moravec (EEUU) “¿Y ahora, qué?”.

12. Miguel Brechner (Uruguay) “Los Tres Si”.

[Via: TIC, Educação e Web, de Jorge Borges]

sábado, setembro 12, 2009

Ainda o Magalhães

Medina Carreira, entrevistado por José Carlos Carvalho para a Visão desta semana...
No seu tempo, em que a escola era tão "boa", havia 30 ou 40% de analfabetos. Hoje não há uma criança que não saiba aceder à internet. Não acha que melhorámos?
Se a criança souber ler, escrever, ler, contar, pensar, expor, tudo bem. O Magalhães vai morrer por si próprio. As crianças escangalham aquilo tudo rapidamente ou vendem-no na Feira da Ladra...

Mas os paradigmas do conhecimento mudaram, em relação ao seu tempo. É melhor ter computador do que não ter...
Sim, mas as coisas têm o seu tempo. Eu prefiro que eles estudem a tabuada.

sexta-feira, agosto 28, 2009

«Em louvor do Magalhães»

Alice Vieira escreveu no JN, no início deste mês, um texto cheio de ironia a que deu o título de Em louvor do Magalhães, do qual se transcrevem de seguida algumas passagens:
«... eu ainda não falei do Magalhães, e até me estou a sentir mal por isso, a senhora ministra até pode pensar que eu não gosto do Magalhães, que tenho qualquer coisa contra esta espécie de Tamagochi a que as crianças dão mais carinho do que aos velhotes lá de casa, o que até se percebe, no Magalhães está a salvação da pátria, e os velhotes só dão chatices, estão sempre a precisar de remédios, pingam do nariz, e não servem para nada.

«Pois hoje li num jornal (…) que as desigualdades educacionais se acentuavam cada vez mais porque nem todas as criancinhas tinham recebido os Magalhães a que tinham direito.

«O meu homem, que tem a mania de ler o que eu vou escrevendo, está para aqui a dizer que a educação não se mede em Magalhães, e que se os professores continuarem todos a ser obrigatoriamente transformados em burocratas, a preencher papelada e relatórios em vez de utilizarem esse tempo a ensinar os miúdos - não há Magalhães que valha a este país. E que se os miúdos não forem ensinados a raciocinar, a fazer uma pesquisa, a usar um texto como deve ser, a não se limitarem a copiar o que vêem no écran - o Magalhães não serve para nada.

«Não lhe dou ouvidos: se em tempos idos um Magalhães deu a volta ao Mundo, este vai dar a volta à cabeça de toda a gente. Que é exactamente o que se pretende.»
[Sugestão do texto de Sara Pereira]

segunda-feira, julho 06, 2009

A autonomia do Magalhães



Stephen P. Heynema, que é consultor e professor de Política Educativa Internacional, tem estado a estudar o sistema português, a convite do Centro de Investigação de Políticas do Ensino Superior. O jornal Público traz hoje uma entrevista com este americano, onde, sobre o computador Magalhães, se destaca o seguinte:
«O Magalhães não convence Stephen P. Heyneman (...). "É um computador colorido. Gosto da sua portabilidade. O que me perturba é ter sido dado às crianças como se elas pudessem ter autonomia para trabalhar sozinhas. E os professores?", pergunta. "Começaria por dar computadores aos professores para trabalhar. Era isso que recomendaria à vossa ministra da Educação", responde. O que viu foi crianças a brincar com o Magalhães, "como se fosse uma máquina de jogos e não como se tivessem um computador para trabalhar". "Não deve ter sido para isso que os computadores foram distribuídos. Certamente não eram esses os objectivos do Ministério da Educação", conclui. B.W.» Público

quinta-feira, abril 30, 2009

«ouvir os pais do Magalhães!»


No programa Mais Cedo ou Mais Tarde, da TSF, João Paulo Meneses entrevista os dois irmãos, Jorge e João Paulo, responsáveis pela JP Sá Couto, a empresa que produz o computador Magalhães.

Como se diz no blogue do programa, é "uma ocasião única - pela raridade de entrevistas - para saber não só do seu percurso e dos seus projectos mas também do Magalhães, o mais polémico computador de que há memória em Portugal mas também o mais revolucionário".

A entrevista pode ser ouvida aqui.