Terça-feira, Março 06, 2012

Sobre a audição pública 'Crianças e Publicidade'

Notícias sobre a audição pública que ocorreu ontem, na Universidade Lusófona do Porto, a revelar posições diferentes sobre a matéria das crianças e da publicidade, podem ser lidas aqui e aqui.
Já agora, lendo estas notícias, o que pensam os leitores deste blogue sobre o assunto?

Domingo, Março 04, 2012

Audição Pública sobre Publicidade para o Público Infanto-juvenil

Realiza-se amanhã, na Universidade Lusófona do Porto, pelas 9.30h, uma audição pública que tem como tema de debate "Publicidade Infanto-juvenil: permitir, restringir ou proibir?".
Esta sessão acontece no seguimento de uma audiência pública que o Comité Económico e Social Europeu (CESE), órgão consultivo da União Europeia, organizou em Bruxelas em dezembro passado. Esta reunião foi o primeiro passo para a elaboração de um parecer que será apresentado à Comissão Europeia, a fim de discutir as orientações da publicidade para o público infanto-juvenil.
A reunião de amanhã, organizada pela Universidade Lusófona do Porto e pela APDC - Associação Portuguesa de Direito do Consumo, visa debater esta matéria, com especialistas na área, com o intuito de recolher contributos sobre o contexto português para o parecer europeu.
O programa pode ser consultado aqui.

Quinta-feira, Março 01, 2012

A propósito do seminário de amanhã, com José Manuel Pérez Tornero

Como preparação do encontro de amanhã, sugiro a entrevista que o investigador deu, no passado dia 22 de Fevereiro, ao programa 'La aventura del saber' do canal 2 da televisão pública espanhola, a RTVE. O director do Gabinete de Comunicação e Educação, da Universidade Autónoma de Barcelona, apresentou a Cátedra UNESCO - UNAOC MILID UNITWIN, a primeira rede internacional de universidades que vão trabalhar sobre literacia mediática e diálogo multicultural. Na entrevista, Pérez Tornero sublinhou a importância dos meios de comunicação como plataformas de entendimento e inclusão social e a necessidade de promover a alfabetização mediática nas comunidades actuais.

Para ver a entrevista, aqui.

Domingo, Fevereiro 26, 2012

Seminário sobre "Alfabetización mediática y pensamiento crítico. Lenguaje y esfera pública"


No próximo dia 2 de março, J.M. Perez Tornero, catedrático da Universidade Autónoma de Barcelona UAB), proferirá um Seminário sobre "Alfabetización mediática y pensamiento crítico. Lenguaje y esfera pública". Perez Tornero é um investigador de referência a nível internacional na área da literacia digital e mediática, sendo consultor da UNESCO e da União Europeia, nesta matéria, e coordenador do Gabinete de Comunicación y Educación da UAB.
Perez Tornero estará na Universidade do Minho como consultor do projeto 'Navegando com o Magalhães, financiado pela FCT, proferindo este Seminário no âmbito do Mestrado em Comunicação, Cidadania e Educação e dos Doutoramentos em Ciências da Comunicação e em Estudos Culturais.
O Encontro realiza-se pelas 14.30h, na sala de Atos do ICS, Campus de Gualtar, Braga.

Curriculo: Formação Cívica é também recomendada pela União Europeia



Depois do parecer claro e assertivo há dias aprovado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) no sentido de que o Ministério "assegure um tempo próprio de Formação Cívica", vai ser difícil a Nuno Crato não tomar este ponto em consideração na revisão curricular em preparação. Sobretudo porque, além do CNE, também os representantes dos pais, dos especialistas de ciências da educação e de ciências da comunicação e até o provedor de Justiça se pronunciaram no mesmo sentido.
O CNE sustenta, no parecer, que a Formação Cívica deve ter um tempo próprio "em complementaridade com a dimensão transdisciplinar da Educação para a Cidadania", uma matéria que foi recentemente objeto de uma recomendação daquele mesmo Conselho.
Um aspeto que não foi sublinhado no debate que terminou em final de Janeiro foi a divergência radical com as políticas europeias nesta matéria, por parte do Governo. De facto, a Recomendação 2006/962/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de Dezembro de 2006, relativa às "Competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida" distancia-se da posição (inicial) do Ministério da Educação em pelo menos dois aspetos (curiosamente ambos apontados no parecer do CNE): na centrallização das aprendizagens nos "conhecimentos" em detrimento de aptidões/competências e atitudes; e na hipervalorização dos conhecimentos fundamentais em Língua Materna, Matemática e Ciências, em detrimento de outras componentes do que se poderia designar por uma formação integral.

Vale a pena recordar quais são as tais "Competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida" que se encontram em plena vigência e têm vindo a ser um ponto de referência para outras revisões curriculares:
"Este quadro define oito competências essenciais e descreve os conhecimentos, as aptidões e as atitudes fundamentais relacionados com cada uma delas. Estas competências essenciais são:
  1. comunicação na língua materna, que consiste na capacidade de expressar e interpretar conceitos, pensamentos, sentimentos, factos e opiniões, tanto oralmente como por escrito (escutar, falar, ler e escrever), e de interagir linguisticamente de forma correcta e criativa em todos os contextos da vida social e cultural;
  2. comunicação em línguas estrangeiras, que envolve, para além das principais competências de comunicação na língua materna, a mediação e a compreensão intercultural. O grau de proficiência depende de vários factores e da capacidade para escutar, falar, ler e escrever;
  3. competência matemática e competências básicas em ciências e tecnologia. A competência matemática é a capacidade de desenvolver e aplicar um raciocínio matemático na resolução de diversos problemas da vida quotidiana, com ênfase nos processos, actividades e conhecimentos. As competências básicas em ciências e tecnologia referem-se ao domínio, uso e aplicação de conhecimentos e metodologias que explicam o mundo natural. Envolvem a compreensão das mudanças causadas pela actividade humana e a responsabilidade de cada indivíduo enquanto cidadão;
  4. competência digital, que envolve a utilização segura e crítica das tecnologias da sociedade da informação (TSI) e, portanto, competências básicas em tecnologias de informação e comunicação (TIC);
  5. aprender a aprender, que está relacionada com a aprendizagem, a capacidade de iniciar e organizar a sua própria aprendizagem, tanto individualmente como em grupo, de acordo com as suas próprias necessidades, e com a consciência dos métodos e oportunidades;
  6. competências sociais e cívicas. A competência social refere-se às competências pessoais, interpessoais e interculturais, bem como a todas as formas de comportamento que permitem ao indivíduo participar de forma eficaz e construtiva na vida social e laboral. Está ligada ao bem-estar pessoal e colectivo. É essencial compreender os códigos de conduta e hábitos nos diferentes ambientes em que os indivíduos se movimentam. A competência cívica e, em particular, o conhecimento dos conceitos e das estruturas sociais e políticas (democracia, justiça, igualdade, cidadania e direitos civis) permitem ao indivíduo uma participação activa e democrática;
  7. espírito de iniciativa e espírito empresarial, que consiste na capacidade de passar das ideias aos actos. Compreende a criatividade, a inovação e a assunção de riscos, bem como a capacidade de planear e gerir projectos para alcançar objectivos. O indivíduo está consciente do contexto do seu trabalho e é capaz de aproveitar as oportunidades que surgem. Serve de base à aquisição de outras competências e conhecimentos mais específicos de que necessitam os que estabelecem uma actividade social ou comercial ou para ela contribuem. Tal deveria incluir a sensibilização para os valores éticos e o fomento da boa governação;
  8. sensibilidade e expressão culturais, que envolve a apreciação da importância da expressão criativa de ideias, das experiências e das emoções num vasto leque de suportes de comunicação (música, artes do espectáculo, literatura e artes visuais).
Estas competências essenciais são todas elas interdependentes e a ênfase em cada caso é colocada no pensamento crítico, na criatividade, no espírito de iniciativa, na resolução de problemas, na avaliação de riscos, na tomada de decisões e na gestão construtiva dos sentimentos".
(Para ler o documento na íntegra: AQUI

Quarta-feira, Fevereiro 22, 2012

Cinema e Escola - conferência internacional em Viana do Castelo, em 11 de Maio



Realiza-se em 11 de Maio próximo em Viana do Castelo a Conferência Internacional de Cinema de Viana, que terá a relação entre Cinema e Escola como temática central.
A iniciativa decorrerá na Escola Superior de Educação de Viana do Castelo, organizada pela Associação AO NORTE em conjunto com várias outras entidades locais e regionais, e inserida no âmbito dos XII Encontros de Viana – Cinema e Vídeo (os quais ocorrem entre 8 e 13 de maio).
Os temas sugeridos pelos organizadores são os seguintes:
  • Representações da escola no cinema
  • Práticas de cinema na escola
  • Cinema, migrações e interculturalidade
  • Cinema e novas tecnologias
Objetivos da Conferência:
  • Promover o confronto de olhares entre estudos e experiências vividas na escola pelos seus diversos atores e a representação cinematográfica da escola e dos seus atores.
  • Refletir sobre as possibilidades educativas do cinema ou da possibilidade de educar para o cinema na escola a partir da apropriação / fruição, análise e produção em contextos de formação e animação social, cultural e artística.
  • Apreender o cinema como complexo processo de mudança na linguagem, nas tecnologias, na
  • economia, nos objetos que aborda, nas histórias que conta.
  • Problematizar o tema das migrações e da interculturalidade a partir do estudo e análise das obras cinematográficas.
Apresentação de propostas de resumos de comunicações: 31 de Março
Envio do texto completo das comunicações aceites: 30 de Abril
Data limite para as inscrições: 27 de Abril
Endereço de contacto: aonorte@nortenet.pt.
Mais informações: site da Conferência.

Os professores perante os "nativos digitais"


Acaba de ser publicado o estudo Young Canadians in a Wired World – Phase III: Teachers' Perspectives, pelo Media Awareness Network, do Canadá.
O trabalho procura compreender as atitudes dos professores canadianos relativamente às tecnologias em rede na sala de aula, respondendo às perguntas: "será que promovem a aprendizagem e qual o seu impacte na relação professor-aluno?".
"Os resultados sugerem que existem desfios significativos a ultrapassar quanto à integração da tecnologia em processos significativos que enriqueçam o processo de aprendizagem", observa o documento que inclui também referência a um conjunto de 'boas práticas'.