Políticos no Google e na Wikipédia
O
P2 faz, na edição de hoje, uma avaliação da presença de alguns políticos, nomeadamente dos candidatos à liderança do PSD, na Web. Ser primeiro no Google é considerado um ponto fundamental, nem que não seja mais, pelo facto de facilitar eventuais pesquisas escolares. E uma das formas de o conseguir é fazer-se presente na Wikipédia, considerada uma fonte de informação "de consulta frequente".
Como qualquer pessoa faz quando precisa de informação, começámos por perguntar por eles ao motor de pesquisa Google. Pedro Passos Coelho e António Neto da Silva não são fáceis de encontrar, existindo pouquíssima informação sobre eles. Nem um nem outro tinham ficha na Wikipedia até estas "directas", circunstância que Neto da Silva continua a partilhar com Mário Patinha Antão. Passos Coelho juntou-se no dia 4 deste mês a Pedro Santana Lopes e Manuela Ferreira Leite, que têm naquela enciclopédia de consulta frequente fichas que imediatamente os situam.
(...)
Por contraste, um aluno do secundário que precise de fazer uma composição sobre o mais obscuro dos congressistas norte-americanos terá no primeiro clique acesso ao respectivo site pessoal ou fornecido pelo Estado norte-americano, contendo relatórios da sua actividade actualizados diariamente. A accountability da produção política por parte do cidadão é uma realidade desconhecida para os portugueses, privados de acesso facilitado às sessões diárias da Assembleia da República, que chega ao ponto de "proibir" os motores de pesquisa de indexarem as suas páginas.
Pegaram nas câmaras e mostraram(-se)
O
Público Ultima Hora traz hoje uma notícia que merece ser aqui transcrita. Afinal não é todos os dias que vemos as televisões- o operador público, em particular - a actuar deste modo, dando protagonismo aos protagonistas do quotidiano de um bairro problemático:
"RTP apresenta o outro lado da Cova da Moura
Conhecer um dos bairros mais problemáticos da região de Lisboa através dos olhos de quem lá mora. Este foi o desafio lançado pela RTP e pela produtora “Até ao Fim do Mundo” aos moradores do bairro. Depois de um workshop de TV, feito em parceria com a Associação Cultural Moinho da Juventude, o resultado foram seis documentários que o canal público hoje apresenta pelas 21h30.
Durante três meses, jovens de todo o bairro levaram uma câmara para as suas casas e filmaram o dia-a-dia do bairro, da família e dos amigos. A relação da polícia com os moradores, o abandono escolar, a reinserção na sociedade de jovens ex-reclusos, o dia-a-dia das mães do bairro, a falta de infra-estruturas, o futebol e o hip-hop são alguns dos temas abordados.
É esta realidade que Catarina Furtado hoje apresenta numa emissão especial onde são dados a conhecer os jovens documentaristas e é revelado um outro lado do bairro, através da visão de quem mora na Cova da Moura.
Esta emissão especial conta ainda com vários momentos musicais e algumas surpresas. Neuza, que tem feito sucesso a cantar os novos ritmos africanos como a tarrachinha, é a artista convidada. Os grupos de hip-hop do bairro - "Lord Strike", "Kromo di Ghetto" e "Soul Jah" - também sobem ao palco. Já os ritmos quentes de Cabo Verde são nos trazidos pelo funaná de "As Flores da Kova" e o batuque do grupo "Finka-Pé".
Etiquetas: Jovens, RTP
eLearning Papers nº 8

Num mundo aberto como o nosso, as tecnologias de comunicação interactiva têm impacto tanto junto dos aprendentes individuais como junto das organizações que gerem processos de aprendizagem. Este novo número da revista eLearning Papers quer contribuir para o debate salientando vários artigos que abordam esta abertura, o mundo da aprendizagem em mudança e a natureza disseminadora de algumas das políticas públicas nesta matéria. Editorial - Roberto Carneiro e Lluís Tarín
Etiquetas: Elearning, Web 2.0
A "nossa" ignorância "(...) Se interrogássemos as pessoas ditas cultas ou de outras gerações sobre itens da actual cultura juvenil, desta geração "netniana" ou digital, e dos valores sustentadores dessa sua cultura, provavelmente a "nossa" ignorância era tão grande ou maior do que a deles. E maior erro será pensar que os itens, os ícones, os sinais simbólicos dessa cultura, não são também significativos em movimentos ou acções geradoras de participação juvenil em actuações e reflexão sobre problemáticas de enorme impacto social e implicação política no sentido mais abrangente. Casos de o desemprego ou de um primeiro emprego, da habitação, da saúde, da sexualidade, da família, do ensino, etc.(...)"
J.M. Paquete de Oliveira, in
JN, 15.5.2008
"Para lá dos actuais horizontes"
O programa "
Beyond Current Horizons- Technology, Children, Schools and Families" lançado pelo departamento oficial britânico que tem o pelouro das questões familiares e educacionais, para projectar o futuro da educação no quadro da mudança social e tecnológica. Acaba de dispobibilizar um conjunto de textos, de que se destacam:
- New modalities, new democracies (274kb pdf) - Cary Bazalgette
- New modalities, new democracies (216kb pdf) - Gunther Kress, University of London
- New modalities, new democracies (247kb pdf) - Dr Carey Jewitt, London Knowledge Lab
- Socio-technical change (78kb pdf) - Claire O’Malley, University of Nottingham
- Socio-technical change (241kb pdf) - Professor Dave Cliff, University of Bristol
- Socio-technical change (166kb pdf) - Josie Taylor, Open University
- Childhood 2025 and beyond (223kb pdf) - Professor David Buckingham, London Knowledge Lab
- Childhood 2025 and beyond (184kb pdf) - Professor Alan Prout, University of Warwick
- Childhood 2025 and beyond (178kb pdf) - Nick Lee, University of Warwick
- Coping with complexity (237kb pdf) - Jim Ridgway, Durham University
E ainda estes outros textos:
- Diverse populations (540kb pdf) - Danny Dorling, University of Sheffield
- Diverse populations (179kb pdf) - Professor Sarah Harper, University of Oxford
- Identities and communities (148kb pdf) - Cornel Sandvoss, University of Surrey
- Public/private education relationships in 2025 (104kb pdf) - Stephen Machin
- Changing spaces, changing places? (140kb pdf) - Andrew Harrison, DEGW UK Ltd
- Changing spaces, changing places? (172kb pdf) - Professor Gill Valentine, University of Leeds
- What does ‘work’ mean in 2025 and beyond? (118kb pdf) - Professor Colin Williams, University of Sheffield
- What does ‘work’ mean in 2025 and beyond? (246kb pdf) - Professor RA Wilson, University of Warwick
Etiquetas: Futuro, Literacia digital
Adolescentes e telemóvel
Um estudo realizado sob a orientação de Pedro Quelhas Brito, professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, revela uma forte ligação dos adolescentes ao telemóvel.
Quanto ao envio de sms, os investigadores apuraram que os pré-adolescentes enviavam uma média de 84,2 por semana. Já os colegas mais velhos, superavam as 235 sms por semana. Jornal de Notícias
É interessante o comentário de um
leitor do
IOL Portugal Diário:
Está explicado a forte ligação emocional que os jovens hoje têm com os telemóveis, nao são simples máquinas de calcular ou telefonar são praticamente toda a vida social e emocional e isso é muito forte, agora compreendo melhor a menina do "Dá-me o telemovel já".
Etiquetas: Adolescentes, Telemóvel
Um dia sem TV
A organização
ACMedia propôs para hoje um dia sem TV, uma campanha que quase não teve eco nos media, intitulada "Um dia 10 sem ver televisão", sugerindo que as pessoas possam encontrar alternativas ao pequeno ecrã. A própria ACMedia tomou a iniciativa de organizar em Coimbra, no Instituto Justiça e Paz, um Seminário dedicado a Jovens, Pais e Educadores com o objectivo de difundir o projecto SeguraNet "para que se progrida adequadamente no bom uso dessas tecnologias".
Justificando a sua campanha, aquela associação refere:
"A importância da televisão é indiscutível e a penetração proporcionada pelas novas plataformas multimédia cada vez mais a tornam numa ferramenta que bem utilizada e melhor programada se traduzirá numa mais valia para a sociedade civil.
A busca da qualidade requer interiorização e estudo de modo a que se alcance a criatividade que gere o entretenimento para um público variado, defenda valores consensualmente aceites e promova a interactividade.
Passar um dia Sem Ver Televisão é uma alteração à rotina que procura sensibilizar os utilizadores sobre a adopção de medidas alternativas que modifiquem os hábitos que a comunidade científica já reconheceu como nefastos para a saúde pública.
Ao tempo excessivo que as crianças e os jovens despendem frente ao écran, para além do imobilismo que provoca a obesidade e outras patologias daí derivadas, acresce uma programação de fraca qualidade pedagógica que é transmitida em horário nobre e promove estilos de vida que não se coadunam com um bom relacionamento entre gerações e são factores importantes para o aumento da violência e do sexo casual".
Etiquetas: Televisão
Sampaio defende literacia mediáticaO ex-presidente da República Jorge Sampaio, sublinhou ontem, em Lisboa, a importância de "fomentar uma educação generalizada para e dos media", de "repensar a formação académica fornecida aos profissionais de comunicação", e de "desenvolver a literacia mediática dos jovens". Com que objectivo? "Aprofundar o papel social da comunicação mediática como instrumento de uma cidadania mais participativa, e de uma democracia inclusiva", afirmou.
Sampaio falava na Faculdade de Ciêncis Sociais e Humanas, no quadro de um ciclo de colóquios intitulado "Os Presidentes e a Televisão", que se iniciou recentemente com Ramalho Eanes.
(Fonte:
DN)
Etiquetas: Literacia dos Media
Crianças vão decidir num jornal 'a sério'Segundo a newsletter Meios & Publicidade o jornal de distribuição gratuita Metro vai colocar crianças dos seis aos 12 anos a decidir o conteúdo da edição do próximo dia 30, antevéspera do Dia Mundial da Criança (cf
Metro: Crianças são directores por um dia).
A este propósito, o blogue
INFOINCLUSÕES - contributos para uma literacia mediática comenta, num curto post:
"Até onde vamos chegar?Até onde vamos chegar enquanto se fizer crer que todos podem fazer tudo e opinar sobre o que quer que seja? À descredibilização total!"
O leitor que opina?
Etiquetas: Crianças, Crianças e Media
Os Media e a Educação em debate

A Revista Mensal de Multimédia
Monitor de Mídia, da Universidade do Vale do Itajaí, fez um "bate-papo" (
parte 1 e
parte 2) com
Alexandra Bujokas (
MidiaLab) e
Manuel Pinto, onde se debate os Media e a Educação. Um formato bem interessante, esta discussão transatlântica, de que destaco algumas ideias:
Alexandra Bujokas: A questão é que não existe uma TV e uma Internet, mas formas de uso, marcadas por relações de poder... É preciso conhecer profundamente cada caso.
(...)
Manuel Pinto: O que é, hoje, ser alfabetizado? Será apenas dominar as letras, a gramática da escrita? E os códigos da imagem? E as formas várias de expressão e comunicação? Poder-se-á ser cidadão a parte inteira sem essas várias dimensões combinadas?
Etiquetas: Educação para os Media
A geração que aprende (só?) nos ecrãs...

Etiquetas: ecrãs
Autarquias apoiam media escolares"Os jornais escolares cumprem um papel fundamental na formação de cidadãos activos e conscientes. Isso justifica, por si só, que, como sucede em alguns emblemáticos casos, as autarquias os apoiem. A experiência das câmaras municipais da Lousã, do Seixal e de Vila Nova de Famalicão, presididas pelo PS, CDU e PSD, que, de distintos modos, estimulam os media dos estabelecimentos de ensino dos seus concelhos, é um dos temas em destaque no Boletim
PÚBLICO na Escola de Abril.
Embora seja frequente obterem o apoio de juntas de freguesia, os jornais escolares são mais raramente estimulados de forma activa pelas autarquias municipais. Jorge Alves e Paula Alexandra Santos, vereadores da Educação das autarquias da Lousã e do Seixal, e Armindo Costa, presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão, explicam as razões do apoio aos jornais escolares e o modo como ele se processa.
Estimular a cidadania activa dos alunos das escolas secundárias, promovendo um trabalho de reflexão criativa sobre o futuro das nossas vilas e cidades, é o objectivo do Concurso Nacional de Ideias Cidades Criativas, promovido pela Universidade de Aveiro, em articulação com a Associação Portuguesa de Planeadores do Território e com o apoio do Ministério da Educação. José Carlos Mota, membro da comissão organizadora, dá conta, na publicação mensal do projecto PÚBLICO na Escola, da importância dessa tarefa e da ajuda que os jornais escolares podem dar para o seu êxito.
Diversas cautelas que importa observar, quando, por exemplo, se vai à Internet buscar um poema para levar para a aula da disciplina de Português, apresentadas por Isabel Margarida Duarte, professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e as andanças da Escola Básica Integrada Mouzinho da Silveira, do Corvo, pela blogosfera, são mais alguns temas do Boletim PÚBLICO na Escola(...)".
in PUBLICO, 5.5.2008
A Escola Básica Integrada Mouzinho da Silveira, do Corvo, está envolvida num singular projecto de inovação pedagógica, associado às Tecnologias de Informação e Comunicação, que fez com que, por exemplo, todas as turmas tenham o seu blogue. Deolinda Estêvão, presidente do Conselho Pedagógico, explica o que tem sido feito
Etiquetas: Jornal escolar
"Tensão entre a escola e os media""Está bien que exista tensión entre escuela y medios. El medio no enseña ciertas cosas fundamentales que sólo se aprenden en la escuela. Como la capacidad de abstracción que necesitan los jóvenes para adoptar una actitud crítica frente a los medios."
Juan Carlos Tedesco, ministro da Educação da Argentina, in EducaRed Argentina
"Geração multimédia"
Roxana Morduchowicz, uma especialista e responsável de programas de educação para os media em Buenos Aires, Argentina, acaba de publicar um estudo sobre a relação dos adolescentes com a Internet, a televisão e os telemóveis.
Numa
entrevista dada há dias a Mariana Carbajal, do jornal Página/12, aborda sobretudo o impacte na vida familiar do uso destas tecnologias e dos estilos de vida associados. São dessa entrevista, publicada na passada terça-feira, os excertos seguintes:
–¿Qué cambios produjo la presencia de Internet en las dinámicas familiares?
–La aparición de la televisión marcó en las familias nuevas relaciones. Esto no es nuevo: la negociación por la cantidad de horas y el contenido que pueden ver los adolescentes generó –y genera– negociaciones y conflictos entre padres e hijos. Controlar la TV es un signo de buen padre para un adulto; para el chico, desafiar el control es un signo de autonomía. Pero la llegada de Internet alteró la dinámica familiar: los padres por primera vez tienen menos conocimiento en cuanto al manejo y al instrumental que sus hijos. Sólo el 15 por ciento de los padres sabe más que los chicos, dicen ellos. Los padres empiezan ahora a consultarles a los chicos: hay una inversión de papeles. La computadora, por otro lado, representa el uso más solitario de todas las nuevas tecnologías. El 40 por ciento de los adolescentes dice que ve la tele acompañado, mientras que sólo el 20 por ciento está frente a la PC en compañía de alguien. Es un uso solitario pero en función social. Los padres tienen una percepción positiva de Internet, por esa razón están más ausentes y conocen menos de los sitios que navegan y los usos que hacen sus hijos de la computadora.
Ainda sobre o livro, vale a pena ler uma outra entrevista de

Roxana Morduchowicz ao diário argentino La Nación, intitulada "
No hay que tenerle miedo a la tecnología". Nela defende uma ideia central:
"No les tengamos miedo a los medios, a la tecnología; acompañemos a los chicos en sus consumos".
Referências do Livro:
La generación multimedia : significados, consumos y prácticas culturales de los jóvenes
Buenos Aires : Paidós, 2008
124 p., ISBN:
978-950-12-1511-3
[Foto: Sandra Cartasso]
Etiquetas: TIC e crianças