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quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Os professores perante os "nativos digitais"


Acaba de ser publicado o estudo Young Canadians in a Wired World – Phase III: Teachers' Perspectives, pelo Media Awareness Network, do Canadá.
O trabalho procura compreender as atitudes dos professores canadianos relativamente às tecnologias em rede na sala de aula, respondendo às perguntas: "será que promovem a aprendizagem e qual o seu impacte na relação professor-aluno?".
"Os resultados sugerem que existem desfios significativos a ultrapassar quanto à integração da tecnologia em processos significativos que enriqueçam o processo de aprendizagem", observa o documento que inclui também referência a um conjunto de 'boas práticas'.



segunda-feira, junho 07, 2010

Entre a juventude perdida e a polícia social

Muitas vezes ouvimos críticas - ou somos mesmo os emissores dessas críticas - contra o forte teor sexual de vídeos musicais ou de outros formatos direccionados a públicos adolescentes. Contudo, pelo menos pessoalmente, poucas vezes encontro informação sobre os elementos ideológicos que dominam essas mesmas críticas.

Exactamente por isso chamo a atenção para um trabalho recente da Universidade de Cambridge, ainda por publicar mas com resumo disponível no site da instituição, que sugere que as preocupações de vários sectores da sociedade com os produtos massificados para adolescentes podem estar assentes em motivos ligados ao estatuto social e aos comportamentos adequados em comunidade. Por outras palavras, o sociólogo Robbie Duschinsky afirma que podemos estar perante um comportamento que, ao criticar, tem como objectivo "policiar a sociedade".

O artigo, que vai ser publicado no Media International Australia, analisa dois lados da questão: um lado que alega que há uma crescente obsessão com a imagem da parte dos jovens e um outro que diz que esta preocupação não passa de um excesso de puritanismo que impede a discussão sobre temas mais sérios de abuso de crianças. Ambas, diz o autor, podem tornar-se problemáticas à luz desta perspectiva de "policiamento".

Pareceu-me particularmente interessante a afirmação de que estas críticas "escondem" um elemento de marginalização da cultura negra e da classe trabalhadora como sendo pouco aceitáveis para uma classe média dita "respeitável".

Saliento, também, a ausência de um nível de agência para os media, "meros" transmissores de imagens e concepções, quase sem vontade própria ou sem qualquer tipo de filtros. Visto o cubo por outro lado, talvez essa visão possa ser tão preocupante como a anterior.

quinta-feira, maio 06, 2010

Adolescentes e telemóveis nos EUA


(Fonte: Flowtown. Versão ampliada: AQUI)

sexta-feira, outubro 02, 2009

Relatório sobre adolescentes e redes sociais



Mais de 80 por cento de adolescentes e jovens espanhóis entre os 11 e os 20 anos usam alguma das redes sociais (especialmente o Facebook e Tuenti), mas apenas 40 por cento dos respectivos pais sabe que eles têm uma conta naquelas plataformas. O dado consta de um relatório que a Fundação Pfizer acaba de publicar, intitulado "La Juventud y las Redes Sociales en Internet”.
O inquérito de que o relatório dá conta, efectuado junto de uma amostra de mil indivíduos, sugere que anda pelos 385 a percentagem dos pais que mantêm algum tipo de supervisão dos movimentos e práticas dos filhos nesta matéria. E, no entanto, muitos deles publicam informação pessoal sobre a idade, o lugar de residência, vídeos e imagens. A par do facebook e do Tuenti, o messenger e o YouTube são também muito populares.
Mudando, talvez, o Tuenti para o Hi5, será muito diferente o panorama em Portugal?

terça-feira, julho 14, 2009

Teenagers e media

"Media & Internet: How Teenagers Consume Media" é o título de um estudo acabado de editar pela Morgan Stanley Research Europe. Aborda o modo como os media digitais estão a mudar profundamente os comportamentos dos consumidores, em especial dos adolescentes.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Tese sobre a socialidade adolescente nas redes sociais

Taken Out of Context
American Teen Sociality in Networked Publics
by
danah michele boyd

A dissertation submitted in partial satisfaction of the
requirements for the degree of
Doctor of Philosophy
in
Information Management and Systems
and the Designated Emphasis
in New Media
in the
University of California, Berkeley

Fall 2008

quarta-feira, novembro 12, 2008

O Português-de-telemóvel

Vale a pena ler o texto de Madalena Cruz-Ferreira, linguista e investigadora, donde retiro a seguinte passagem:

Como qualquer novidade, o Português-de-Telemóvel tem de ter o seu território definido, porque sem entendimento dele não podemos tomar decisões informadas para actuar no sentido de evitar confusão de registos. A questão será então esclarecer que o Português-de-Telemóvel pertence a um registo específico, que é qualitativamente diferente de outros registos escritos. Novos códigos de escrita como este estão a ser alvo de interesse e investigação científica, gerados pelo que possam vir a revelar-nos sobre intuições de seres humanos alfabetizados acerca de formas escritas de línguas. »»Ciência Hoje

quarta-feira, setembro 17, 2008

Videojogos: para além dos estereótipos

Acaba de sair um novo estudo sobre adolescentes e videojogos, da autoria de uma equipa de investigadores do Pew/Internet & American Life Project. Intitula-se "Teens, Video Games, and Civics" e, além de constatar que praticamente a totalidade da amostra inquirida utiliza os jogos (50% tinha jogado na véspera), conclui que "as experiências de jogo são diversas e incluem interacções sociais e envolvimento cívico significativos". Neste sentido, o estudo questiona alguns estereótipos comuns sobre as crianças e adolescentes e os videojogos.
Mais do que um estudo de impacto, esta investigação representativa quis conhecer que adolescentes são os que jogam, que jogos e que equipamentos utilizam, em que contextos sociais e em que medida os pais estão presentes e exercem algum tipo de monitorização.

Uma cópia do relatório: AQUI.
[Para conhecer o questionário utilizado no inquérito: AQUI]

terça-feira, setembro 16, 2008

Audiências dos 12 aos 18 anos

Hoje, terça-feira, Célia Quico defende a sua dissertação de doutoramento em Ciências da Comunicação com o título “Audiências dos 12 aos 18 anos no contexto da convergência dos media em Portugal: emergência de uma cultura participativa?”. A prova decorre na Universidade Nova de Lisboa (UNL), de onde é também um dos orientadores, Francisco Rui Cádima (o outro é Peter Olaf Looms, da Universidades de Copenhaga e de Hong Kong).
A investigação realizada, enquadrada teoricamente no campo dos Estudos de Audiências "teve por objectivo principal identificar os principais usos dos media e TIC por parte dos jovens portugueses dos 12 aos 18 anos no actual contexto de convergência dos media, em particular, qual a incidência e relevância das actividades de criação e partilha de conteúdos nesta população específica e qual a sua apetência e práticas de participação nos media".

ACTUALIZAÇÃO: A prova de doutoramento pode ser seguida por webTV AQUI.

segunda-feira, maio 12, 2008

Adolescentes e telemóvel

Um estudo realizado sob a orientação de Pedro Quelhas Brito, professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, revela uma forte ligação dos adolescentes ao telemóvel.

Quanto ao envio de sms, os investigadores apuraram que os pré-adolescentes enviavam uma média de 84,2 por semana. Já os colegas mais velhos, superavam as 235 sms por semana. Jornal de Notícias
É interessante o comentário de um leitor do IOL Portugal Diário:
Está explicado a forte ligação emocional que os jovens hoje têm com os telemóveis, nao são simples máquinas de calcular ou telefonar são praticamente toda a vida social e emocional e isso é muito forte, agora compreendo melhor a menina do "Dá-me o telemovel já".