quinta-feira, abril 16, 2015

3º Congresso 'Literacia, Media e Cidadania' começa amanhã, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa


Começa amanhã e termina no sábado, 18 de abril de 2015, o 3º Congresso 'Literacia, Media e Cidadania', no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. O evento é organizado pelo GILM-Grupo Informal de Literacia Mediática, de que fazem parte a Comissão Nacional da UNESCO, o Conselho Nacional da Educação, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social, a Fundação para a Ciência e Tecnologia/Departamento de Sociedade da Informação, o Gabinete para os Meios de Comunicação Social, o Ministério da Educação e a Universidade do Minho/Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade. 

Caberá a David Buckingham proferir a conferência de abertura, que versará a temática "Literacia para os Media e Cidadania na Era Digital". Durante o Congresso, será apresentado o livro "Digital Literacy, Technology and Social Inclusion. Making sense of one-to-one computer programmes around the world", coordenado por Sara Pereira, uma das autores deste blogue e investigadora integrada do CECS, e que decorre do projeto de investigação CECS/FCT que a própria coordenou intitulado “Navegando com o Magalhães: Estudo sobre o Impacto dos Media Digitais nas Crianças” (PTDC/CCI-COM/101381/2008). 

Toda a informação: http://literaciamediatica.pt/congresso

domingo, julho 27, 2014

Atas do 2º Congresso 'Literacia, Media e Cidadania'

O livro de Atas do 2º Congresso 'Literacia, Media e Cidadania' já se encontra disponível. A versão integral pode ser consultada aqui.

quinta-feira, julho 24, 2014

Manuel Pinto no Conselho Geral da RTP


Manuel Pinto, um dos autores deste blogue, catedrático em Ciências da Comunicação na Universidade do Minho e investigador integrado do CECS, foi aprovado pelo Conselho de Opinião da RTP para integrar o Conselho Geral Independente.

Manuel Pinto, professor catedrático em Ciências da Comunicação na Universidade do Minho (Instituto de Ciências Sociais) e membro da direção do CECS, foi aprovado pelo Conselho de Opinião da RTP para integrar o Conselho Geral Independente.

Tendo estado ligado à coordenação de projetos de investigação nas áreas do jornalismo, educação para os media e política de comunicação e participado em estudos, trabalhos e edições sobre o serviço público de televisão e rádio, Manuel Pinto jornalista e provedor do leitor no 'Jornal de Notícias'. Foi, também, um dos fundadores do Observatório Nacional de Educação para os Media, uma iniciativa que envolve a UNESCO, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social, o Gabinete para os Meios de Comunicação Social e o Ministério da Educação.

O novo Conselho Geral Independente da RTP, consignado na lei por iniciativa do gabinete do ministro da tutela, passará a supervisionar o operador público de rádio e televisão no lugar do Executivo de forma a evitar qualquer tentativa de governamentalização.

(Via site do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade).

quarta-feira, maio 21, 2014

A decorrer, na RTP2, com Manuel Pinto e Sara Pereira (CECS-UMinho)


Decorre neste momento um debate na RTP2 sobre Educação para os Media, com a presença de dois dos autores deste blogue, Manuel Pinto e Sara Pereira. Trata-se do programa 'Sociedade Civil'.

«É hoje consensual o princípio de que a informação e a comunicação são elementos centrais nas nossas sociedades. Mas é importante termos presente as formas diferenciadas e assimétricas de acesso dos cidadãos à informação e à comunicação, não só a nível económico, mas também a nível social, cultural e educacional. A Educação para os Media tem uma dupla vertente. Por um lado, munir os jovens dos instrumentos necessários a uma utilização inteligente dos media ao nível académico e profissional. Por outro, investi-los das competências necessárias a uma interpretação dos media que permite a sua desmontagem e a obtenção de um consequente distanciamento que evite situações de manipulação. Qual o ponto de partida da educação para os media? A partir de que idade deve começar a educação para os media? O que já está a ser posto em prática em Portugal? Qual é a função da televisão? Poderá o uso generalizado das novas tecnologias da comunicação ser um obstáculo na auto expressão dos jovens em termos de imaginação e criatividade? Ou será que estas tecnologias criam novas oportunidades para partilhar e comunicar essa autoexpressão?»




Para aceder: http://www.rtp.pt/play/direto/rtp2

sexta-feira, maio 16, 2014

Questionário sobre Literacia Fílmica

Um apelo aos professores do ensino básico (1º, 2º e 3º ciclos) e do ensino secundário português: preencham pf o questionário sobre literacia fílmica disponível neste link:
O questionário é aplicado no âmbito do projeto europeu FilmEd, como podem ler aqui:
FilmEd - Showing films and other audio-visual content in European Schools - Obstacles and best practices, aimed at European school teachers (Exibição de filmes e outros conteúdos audiovisuais nas escolas europeias – Obstáculos e boas práticas destinadas a professores das escolas europeias) é uma investigação coordenada pela Universidade Autónoma de Barcelona e financiada pela União Europeia, que tem como objetivo fazer recomendações à Comissão Europeia sobre o tema da literacia fílmica a partir das experiências concretas do uso do cinema nas escolas. Para isso, inclui inquéritos aos professores dos 28 Estados-Membros da União Europeia, além dos países do Espaço Econômico Europeu e Suíça.Todos os dados fornecidos para este estudo permanecerão confidenciais e serão utilizados exclusivamente para este projeto. O questionário on-line é destinado a professores de primária e secundária e a versão em português pode ser encontrada no seguinte link: https://pt.surveymonkey.com/s/FilmEd_PT.
Mais informações sobre o projeto podem ser encontradas emhttp://filmedeurope.wordpress.com

terça-feira, maio 06, 2014

Está a acontecer....


terça-feira, fevereiro 18, 2014

Seminário sobre “Humor e Literacia Digital” com Luís Pereira 

Dia 18 de fevereiro (11h00) Sala de atos do ICS (UMinho, Braga)

Luís Pereira, investigador integrado do CECS, vai ser o responsável pela próxima sessão do Seminário Permanente de Educação para os Media, que se realiza na sala de atos do ICS (UMinho, Braga), no dia 18 de fevereiro, a partir das 11h00. Luís Pereira, doutorado em Ciências da Comunicação (especialidade de Educação para os Media) e um dos autores deste blogue, vai desenvolver a sua atividade sobre o que tem sido uma das vertentes dos seus estudos e projetos: o humor e a literacia digital. 



terça-feira, outubro 08, 2013

Conferência Internacional «Os Livros e a Leitura: Desafios da Era Digital».

O Programa Gulbenkian Qualificação das Novas Gerações, organiza, no próximo dia 28 de outubro, a Conferência Internacional de Educação 2013 «Os Livros e a Leitura: Desafios da Era Digital».
A conferência tem como objetivo principal debater o papel do livro e da leitura na era da internet e ao mesmo tempo assinalar os 51 anos da existência do Plano de Edições da Fundação Calouste Gulbenkian, (FCG) criado para editar obras pouco atrativas comercialmente, mas essenciais para o mundo académico e para a formação das pessoas.
O evento terá como convidado principal Jürgen Habermas, um dos mais importantes e influentes filósofos da atualidade, que, da parte da manhã, falará sobre a Democracia na Europa, tema a que se tem dedicado nos últimos anos.
À tarde, Gustavo Cardoso apresentará os resultados do estudo sobre  leitura digita por ele coordenado, e que a FCG promoveu no último ano.
Destaque ainda para a presença do sociólogo John Thompson, que irá falar sobre o futuro do livro.
A conferência decorre no Auditório 2 da sede da FCG, em Lisboa, e tem entrada livre (sem necessidade de inscrição).
O programa completo é o seguinte:
9h30 – Sessão de Abertura
Artur Santos Silva
Eduardo Marçal Grilo
José Gomes Canotilho
Jürgen Habermas
10h00 –  Conferência de Abertura
“A Democracia na Europa”
Jürgen Habermas
11h00 –  Presidente: Manuel Carmelo Rosa
Gramática do Português – Apresentação da obra
Eduardo Paiva Raposo
Maria Fernanda Bacelar do Nascimento
Viriato Soromenho Marques 
14h30 -  Presidente: Ana Paula Gordo
“A Leitura Digital e a Transformação do Incentivo à Leitura e das Instituições do Livro”
Gustavo Cardoso
Carla Ganito
Luis Gonzalez Martin
José Afonso Furtado
16h45 –  Presidente: Eduardo Marçal Grilo
Conferência “O Futuro do Livro”
John Thompson
18h00 – Sessão de Encerramento
Eduardo Marçal Grilo
Manuel Carmelo Rosa
Henrique Monteir

terça-feira, julho 02, 2013

"Literacias, leitura e digital, os desafios da escola atual" - Seminário em Vizela

A Rede de Bibliotecas Escolares de Vizela inicia hoje um seminário que se prolongará por quatro sessões de formação dedicadas ao tema genérico "Literacias, leitura e digital, os desafios da escola atual."


Programa

Dia 3 de Julho. Os desafios da escola atual

14h00. Receção. Entrega de documentação
14h30. Sessão de abertura: Ministério da Educação. Rede de bibliotecas escolares. Plano Nacional de Leitura. Câmara Municipal de Vizela. Centro de Formação Martins Sarmento.
15h00. Conferência inicial “Educação para a sociedade digital”
Vitor Barrigão Gonçalves. Instituto Politécnico de Bragança
16h00 Coffee-break
16h15. Literacias, leitura e digital, os desafios da escola atual.
Adelina Paula Pinto. Rede de bibliotecas escolares
Márcia Castro. Biblioteca Municipal Fundação Jorge Antunes

Dia 4 de Julho. O desafio da leitura

14h00. A Escola e a construção de leitores.
Teresa Silveira. Universidade do Porto.
15h00. A utilização das novas tecnologias ao serviço da promoção da leitura recreativa.
Raquel Ramos. Rede de bibliotecas escolares.
16h00. Coffee-break
16h15. Apresentação do projeto Ler para aprender.
Professores bibliotecários do concelho de Vizela
17h00. Debate

Dia 10 de Julho. O desafio da literacia mediática

14h00. Literacia mediática e a construção da cidadania.
Manuel Pinto. Centro de Estudos de comunicação e Sociedade. Universidade do Minho.
15h00. A definir
Conselho Nacional de Educação
16h00 Coffee break
16h15. Apresentação do projeto da Escola de Infias – Gulbenkian
17h00. Debate

Dia 11 de Julho. O desafio do digital e do elearning

14h00. Etwinning.
Teresa Lacerda
15h00. Pordata
16h00. Coffee break
16.15. Literacia estatística ao serviço da educação.
Instituto Nacional de Estatística.
17h00. Apresentação da Escola Secundária de Vizela.
17h30. Encerramento.

quarta-feira, maio 29, 2013

Encontro aberto no sábado, dia 1


Os que se interessam pelos cruzamentos entre os universo da comunicação e da educação estão convidados para o encontro com o Prof. Ismar Oliveira Soares, da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, neste sábado, às 10h30, no Salão de Atos do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho (Campus de Gualtar). 
O Prof. Ismar é um dos académicos e ativistas de referência no campo da Educomunicação no Brasil, tendo por base o Núcleo de Comunicação e Educação da ECA. Um dos seus projetos mais recentes foi o lançamento de uma licenciatura sobre a matéria.
O encontro deste sábado, que designámos por "Educomunicação: Diálogos Luso-Brasileiros", é organizado pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade no âmbito do Seminário Permanente de Educação para os Media e será uma oportunidade para dar a conhecer o que se faz nesta matéria na Universidade do Minho e, sobretudo, conhecer com mais profundidade as experiências do Estado de São Paulo e do Brasil.

domingo, maio 19, 2013

Jornada sobre Publicidade Infanto-Juvenil

Decorre no próximo dia 20, na Universidade Lusófona do Porto, umas Jornadas sobre Publicidade Infanto-Juvenil que visam debater o parecer do Comité Económico e Social Europeu sobre "Um Quadro para a Publicidade destinada aos jovens e às Crianças", aprovado nos dia 18 de setembro de 2012. A entrada é livre.

PROGRAMA:

09.00 – Sessão de abertura

09.15 – "O Parecer do Comité Económico e Social Europeu de 18 de Setembro de 2012"
               Jorge Pegado Liz, Conselheiro do CESE
09.45 – "Publicidade Infanto-Juvenil: permitir, restringir ou proibir?"
               Sara Pereira, Universidade do Minho
10.15 – "As consequências nefastas da publicidade dirigida a crianças"
               Paulo Morais, Universidade Lusófona do Porto e Comissão Criança & Consumo/apDC
10. 45 – Pausa-Café
11.00 – "Inconvenientes da exposição das crianças e jovens à publicidade e ao marketing"
               Francisco Maia Neto, Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco
11.30 – "Os Regimes Mais Avançados dos Países Mais Desenvolvidos"
               Mário Frota, CEDC - Centro de Estudos de Direito do Consumo de Coimbra/apDC
12.00 – Debate
13.00 – Encerramento

Organização:
Instituto de Estudos Eleitorais da ULP
APDC - Associação Portuguesa de Direito do Consumo

segunda-feira, maio 13, 2013

Comunicação e educação: o trabalho em rede


2º Congresso 'Literacia, Media e Cidadania'O congresso sobre “Literacia, media e cidadania”, que decorreu nos últimos dias no belo espaço do Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, deu sinais de que a literacia relacionada com os media vai ganhando algum lugar nas políticas publicas e nas agendas de cada vez mais pessoas e instituições. E isto porque a consciência do lugar desses meios, novos e menos novos, na vida das pessoas e da sociedade torna necessário e urgente fazer desse lugar um assunto de questionamento. Desde logo porque muitos cidadãos são excluídos dos benefícios que podem advir dos media e das redes digitais. Mas também porque muitas pessoas, de todas as idades e condições, ainda que tendo modos de aceder aos meios, não se sentem preparadas para acautelar os riscos e maximizar os benefícios, melhorando a qualidade da comunicação consigo mesmo e com os outros.


Uma das riquezas deste congresso foi permitir o encontro entre quem ensina, quem dinamiza actividades (por exemplo, nas biblioteca públicas ou escolares), agentes do campo técnico-político, reguladores, meios de comunicação e investigadores dos media e da educomunicação, entre outros.
No que se refere à literacia mediática , entendo, porém, que precisamos de avançar mais no diálogo com os profissionais dos media – com jornalistas, certamente, mas também com produtores, guionistas, designers, publicitários, criadores multimédia, gestores… Esse diálogo pode trazer vantagens para todas as partes e abrir territórios interessantes de cooperação e aprendizagem mútua.
Nesta linha, o painel que, no congresso, juntou ex-provedores de diferentes media para pensar as relações entre a atividade de provedor e a literacia mediática foi já um passo muito significativo. Recordo, desse momento, a chamada de atenção de Adelino Gomes para o facto de que a tarefa de dar a ver, que cabe aos jornalistas e, por extensão, a todos os profiss
ionais, se torna difícil ou mesmo impossível se o profissional não aprendeu e não sabe, ele próprio, ver, se não é um receptor crítico. Ao mesmo tempo, com profissionais de olhar incisivo e inteligente, capazes de se porem no lugar dos seus interlocutores e destinatários, todos beneficiam, já que ajudam a ir além das evidências e a tornar mais fundamentada e esclarecida a crítica e o contributo dos utilizadores. Há que prosseguir este trabalho de encontro, de escuta mútua e de trabalho em rede.

(Publicado na edição de hoje do jornal diário digital Página 1, da Renascença)

domingo, maio 05, 2013

Alunos de Comunicação da UMinho participam na iniciativa '7 Dias com os Media'


Os estudantes do 3º ano do 1º Ciclo em Ciências da Comunicação e os estudantes do Mestrado em Comunicação, Cidadania e Educação, da Universidade do Minho, estão a organizar um conjunto de atividades no âmbito da iniciativa nacional '7 dias com os media'. As 22 atividades promovidas por estes estudantes decorrem de 3 a 9 de maio, sendo algumas das iniciativas abertas ao público em geral. Consulte a lista de atividades e junte-se à iniciativa.  Participe nas atividades dos estudantes ou faça a sua própria proposta, ainda vai a tempo. O importante é que estes sete dias sejam uma jornada de reflexão e de ação em torno do papel e do lugar dos media nas nossas vidas.
A iniciativa '7 dias com os media' é uma organização conjunta de cinco instituições: Comissão Nacional da UNESCO, Conselho Nacional de Educação, Entidade Reguladora para a Comunicação Social, Gabinete para os Meios de Comunicação Social e Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho.
As atividades dos estudantes enquadram-se nas Unidades Curriculares 'Media, Públicos e Cidadania', do 1º Ciclo em Ciências da Comunicação, e 'Media, Participação e Cidadania', do Mestrado em Comunicação, Cidadania e Educação. 




segunda-feira, abril 29, 2013

Plano Nacional de Cinema talvez só no próximo ano letivo

Foto: Daniel Rocha/Público
O Plano Nacionalde Cinema, apresentado pelo Governo em Setembro passado, nem sequer foi publicado, até este momento. As ações de formação de professores arrancaram, mas foram interrompidas sem explicações às escolas envolvidas. Neste momento, aponta-se o próximo ano letivo como o momento do re-arranque. O ponto de situação é feito hoje pelo jornal público, num trabalho assinado pela jornalista Graça Barbosa Ribeiro:

"As acções de formação de professores foram interrompidas em Dezembro e os filmes nunca chegaram aos alunos das 23 escolas em que este projecto ia ser testado, antes de ser generalizado ao país

Apresentado no início deste ano lectivo, o Plano Nacional de Cinema (PNC) chegou a arrancar em 23 escolas do país, envolvendo largas dezenas de professores e milhares de alunos do ensino básico e do secundário. Sete meses depois, no entanto, os docentes queixam-se de que o programa não existe, formalmente ou no terreno.

Previsto na Lei do Cinema e do Audiovisual, o PNC foi apresentado em Setembro pelos então secretários de Estado do Ensino e da Cultura, Isabel Leite e Francisco José Viegas, na Cinemateca, em Lisboa. O objectivo, disseram na altura, era promover a literacia para o cinema, impulsionando a criação de novos públicos. Como? Levando nomes como Chaplin, Tim Burton, Truffaut, Spielberg, Scorsese, Kiarostami, Oliveira, Fernando Lopes, Luís Filipe Rocha, Edgar Pêra ou João Salaviza a três mil estudantes dos 5.º, 7.º e 10.º anos de escolaridade de 23 escolas, este ano lectivo, alargando o projecto a outros alunos, mais tarde.

"Não foi difícil envolver os professores e entusiasmar os alunos, o programa era interessantíssimo e tudo parecia estar excepcionalmente bem estruturado", comenta Maria Antónia Pereira, da secundária de Évora. Estavam previstas três exibições por cada um dos níveis de ensino e por período (em Novembro, Fevereiro e Abril), todas elas precedidas por sessões de formação em que seriam fornecidos aos professores material e sugestões para exploração de diversos temas de cada um dos filmes.

Outros directores e coordenadores de escolas seleccionadas confirmaram que o PNC não só arrancou como previsto, como gerou entusiasmo. "As turmas foram escolhidas, os professores indicados e as actividades a desenvolver no âmbito do PCN inscritas nos respectivos planos curriculares e de actividades", enumera Paula Santos, do agrupamento de escolas Coimbra Oeste. Os relatos não variam muito de escola para escola.

O director do Agrupamento de Escolas de Maximinos, de Braga, António Silva Pereira, chegou a falar com os responsáveis autárquicos, para requisitar uma sala de cinema; a coordenadora do projecto de Évora pediu o apoio do cineclube da universidade local; Lurdes Ramalho, da Secundária do Restelo, em Lisboa, planeou fazer as projecções no Centro Cultural de Belém e Paula Santos, de Coimbra, optou pelo Exploratório de Ciência. Não formalizaram, contudo, qualquer contrato: havia a indicação de que o acordo seria firmado, mais tarde, pela estrutura coordenadora do PNC.
(...)"

Continuar a ler AQUI.


quarta-feira, abril 24, 2013

Livros: elas leem mais do que eles


Sessenta e cinco por cento dos portugueses residentes no Continente com 15 ou mais anos leram pelo menos um livro nos últimos 12 meses e, em média, cada português leu entre 3 e 5 livros ao longo desse período, segundo dados relativos à 1ª vaga do estudo TGI 2013 da Marktest, acabadios de divulgar.
A classe social, o sexo e vaidade mostram-se as variáveis nas quais se registam maiores graus de diferenciação, sendo que as mulheres, as pessoas de nível socioeconómico mais elevado e os mais novos são os que mais leem.

    LERAM PELO MENOS UM LIVRO NOS ÚLTIMOS 12 MESES    
[Mais informação AQUI.]

Lançamento do livro "Cérebro e Leitura"

No próximo dia 27, sábado, pelas 15h, será lançado na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga, o livro "Cérebro e Leitura" da autoria de Teresa Silveira. Esta obra, que resulta da dissertação de mestrado desenvolvida pela autora,  permite-nos compreender os modos e os processos de leitura na era digital. Um livro bastante pertinente para o tempo atual, portanto.

segunda-feira, abril 22, 2013

Curriculo para a formação de professores
Alfabetização mediática e informacional


A UNESCO acaba de anunciar a versão em português do seu Currículo para formação de professores em alfabetização mediática e informacional.
Trata-se de um trabalho que foi debatido por inúmeros especialistas de diferents partes do mundo nos últimos cinco anos, que vai certamente inspirar novos trabalhos, sobretudo no âmbito da formação.
Ficam aqui os pontos que esse currrículo deve integrar:

"De modo geral, o Currículo de  Alfabetização Mediática e Informacional (AMI) incluído nesta publicação visa a auxiliar os professores a explorar e compreender a AMI, abordando os seguintes pontos:
  • as funções das mídias e de outros provedores de informação; como eles operam e quais são as condições ótimas necessárias para o cumprimento eficaz dessas funções; 
  • como a informação apresentada deve ser criticamente avaliada dentro do contexto específico e amplo de sua produção;
  • o conceito de independência editorial e jornalismo como uma disciplina de verificação;
  • como as mídias e outros provedores de informação poderiam contribuir racionalmente para 
  • promover as liberdades fundamentais e a aprendizagem continuada, especialmente à medida que 
  • eles relacionam como e por que os jovens acessam e usam as mídias e a informação hoje, e como eles selecionam e avaliam esses conteúdos;
  • ética nas mídias e ética na informação;
  • as capacidades, os direitos e as responsabilidades dos indivíduos em relação às mídias e à informação;
  • padrões internacionais (Declaração Universal dos Direitos Humanos), liberdade de informação, 
  • garantias constitucionais sobre liberdade de expressão, limitações necessárias para impedir a 
  • violação dos direitos do próximo (questões como linguagem hostil, difamação e privacidade);
  • o que se espera das mídias e dos outros provedores de informação (pluralismo e diversidade 
  • como normas);
  • pontes de informação e sistemas de armazenamento e organização de dados;
  • processos de acesso, busca e definição de necessidades informacionais;
  • ferramentas de localização e busca de dados;
  • como entender, organizar e avaliar informações, incluindo a confiabilidade das fontes;
  • criação e apresentação de informações em diversos formatos;
  • preservação, armazenamento, reutilização, gravação, arquivamento e apresentação de informações em formatos utilizáveis;
  • uso de informações para a resolução de problemas e para a tomada de decisões na vida pessoal, 
  • econômica, social e política. Apesar de ser extremamente importante, este item representa uma 
  • extensão da AMI que está muito além do escopo do presente currículo".
[Para as versões em francês, inglês, espanhol, e árabe, ver AQUI]

domingo, abril 21, 2013

30 anos do CLEMI, com irradiação internacional


O CLEMI - Centre de Liaison de l'Enseignement et des Moyens d'Information, de França, completa hoje o seu 30º aniversário, se tivermos por referência a data do despacho oficial da sua criação.
Este serviço do Ministério da Educação Nacional, com serviços centrais em Paris, mas presente um pouco por todo o território, nas diferentes 'academias', "tem por missão promover, nomeadamente através de acções de formação, a utilização pluralista dos meios de informação no ensino, a fim de favorecer entre os alunos uma melhor compreensão do mundo que os rodeia, desenvolvendo simultaneamente o seu sentido crítico".
O CLEMI desenvolve, por iniciativa própria ou em parceria com outras instituições, nomeadamente com os meios de comunicação social, acções que vão da formação à produção de recursos, organização de concursos (designadamente de jornais escolares), estudos e publicações. A sua irradiação internacional é igualmente de assinalar, sob a coordenação de um nome de referência em muitos países do mundo, Evelyne Bévort (que, não por acaso, é uma das conferencistas do 2º Congresso de Literacia, Media e Cidadania, que se realiza em 10 e 11 de Maio próximo, em Lisboa).
Em Setembro de 1981, o ministro da Educação Nacional da altura, tendo em conta as múltiplas experiências que um pouco por todo o lado, as escolas levavam a cabo no domínio dos media e da educação, decide encomendar um relatório sobre "a introdução dos meios informativos no ensino". Foram encarregados da tarefa, que se prolongou até Março do ano seguinte, dois especialistas, um dos quais - Jacques Gonnet, professor da Sorbonne e "assessor do director geral do Centro Nacional de Documentação Pedagógica. Gonnet viria a ser nomeado director do CLEMI, quando esta nova instituição foi criada por um despacho de 21 de Abril de 1983.

[Uma apresentação sucinta do CLEMI em português pode ser encontrada AQUI]

terça-feira, abril 16, 2013

Viver na rede sem se deixar enredar


A comunicação e a informação no nosso dia-a-dia são cada vez mais mediadas por tecnologias digitais. A quantidade, a intensidade e a velocidade dos dados, sinais e mensagens tornam difícil a cada um situar-se e orientar-se no caudal de estímulos e possibilidades, podendo até provocar desorientação e incomunicabilidade. Por isso há aprendizagens, umas simples e outras mais demoradas e complexas, que nos são exigidas, para habitar a nova “ecologia dos media”.
Esta perspectiva ecológica foi proposta vai para meio século, por Neil Postman, o qual, por sua vez, se inspirou em Marshall McLuhan. Para eles, cada tecnologia – digamos, a televisão, a rádio, um videojogo -  configuram  e transportam consigo uma cultura  que molda as representações e visões do mundo e influi nas atitudes e comportamentos. Não o faz de uma forma mecânica e imediatista, mas através do uso reiterado. Expressões como “um meio é uma tecnologia no seio da qual se desenvolve uma cultura” (Postman) ou, de uma forma ainda mais sintética e quase provocatória, “o meio é a mensagem” (McLuhan) dizem bastante deste modo de entendimento da relação entre os media e a sociedade.
A Internet é, neste quadro, considerada pelo senso comum, o filho mais novo dessa série impressionante de meios de informar e comunicar que a contemporaneidade tem conhecido.  Mas não apenas mais um, dado que, neste caso, como, em menor escala, já tinha acontecido com a TV e a rádio, nós encontramos um meio ambiente mais alargado, pautado por lógicas informativas e comunicacionais diversas, incorporando formas antigas, criando e combinando novas e abrindo campo a novas práticas e a novas relações. Basta considerar o que representa de ruptura, inovação e desafio a lectoescritura hipertextual e os aspetos  didáticos, culturais , éticos e políticos a ela associados.
Claro que quem não aprende a viver, a relacionar-se e a respirar saudavelmente neste novo ambiente corre riscos de exclusão. Mas também é verdade que esta ecologia, por muito central que seja, supõe abertura e conjugação com os ambientes mais amplos das relações face a face, do tempo que nos damos para estar connosco (desconectados das tecnologias), do tempo para criar e repensar projectos e compromissos.
Nas novas redes, como nas velhas, tanto nos enredamos, como buscamos novas energias e solidariedades. 
(texto publicado no diário digital Página 1, da Renascença, em 15.4.2013)