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segunda-feira, abril 22, 2013

Curriculo para a formação de professores
Alfabetização mediática e informacional


A UNESCO acaba de anunciar a versão em português do seu Currículo para formação de professores em alfabetização mediática e informacional.
Trata-se de um trabalho que foi debatido por inúmeros especialistas de diferents partes do mundo nos últimos cinco anos, que vai certamente inspirar novos trabalhos, sobretudo no âmbito da formação.
Ficam aqui os pontos que esse currrículo deve integrar:

"De modo geral, o Currículo de  Alfabetização Mediática e Informacional (AMI) incluído nesta publicação visa a auxiliar os professores a explorar e compreender a AMI, abordando os seguintes pontos:
  • as funções das mídias e de outros provedores de informação; como eles operam e quais são as condições ótimas necessárias para o cumprimento eficaz dessas funções; 
  • como a informação apresentada deve ser criticamente avaliada dentro do contexto específico e amplo de sua produção;
  • o conceito de independência editorial e jornalismo como uma disciplina de verificação;
  • como as mídias e outros provedores de informação poderiam contribuir racionalmente para 
  • promover as liberdades fundamentais e a aprendizagem continuada, especialmente à medida que 
  • eles relacionam como e por que os jovens acessam e usam as mídias e a informação hoje, e como eles selecionam e avaliam esses conteúdos;
  • ética nas mídias e ética na informação;
  • as capacidades, os direitos e as responsabilidades dos indivíduos em relação às mídias e à informação;
  • padrões internacionais (Declaração Universal dos Direitos Humanos), liberdade de informação, 
  • garantias constitucionais sobre liberdade de expressão, limitações necessárias para impedir a 
  • violação dos direitos do próximo (questões como linguagem hostil, difamação e privacidade);
  • o que se espera das mídias e dos outros provedores de informação (pluralismo e diversidade 
  • como normas);
  • pontes de informação e sistemas de armazenamento e organização de dados;
  • processos de acesso, busca e definição de necessidades informacionais;
  • ferramentas de localização e busca de dados;
  • como entender, organizar e avaliar informações, incluindo a confiabilidade das fontes;
  • criação e apresentação de informações em diversos formatos;
  • preservação, armazenamento, reutilização, gravação, arquivamento e apresentação de informações em formatos utilizáveis;
  • uso de informações para a resolução de problemas e para a tomada de decisões na vida pessoal, 
  • econômica, social e política. Apesar de ser extremamente importante, este item representa uma 
  • extensão da AMI que está muito além do escopo do presente currículo".
[Para as versões em francês, inglês, espanhol, e árabe, ver AQUI]

sábado, janeiro 08, 2011

Criada no 10º ano disciplina de Formação CÍvica

Na sua última reunião, o Conselho de Ministros aprovou um projecto de Decreto-Lei que elimina a disciplina de Área Projecto da matriz dos cursos científico-humanísticos do 12º ano e cria a disciplina de Formação Cívica no currículo do mesmo tipo de cursos , no 10º ano.
Para a primeira medida, o Governo invoca a "experiência adquirida" da aplicação da disciplina de Área de Projecto e "o benefício pedagógico que se espera obter da utilização das chamadas “metodologias de projecto” em cada uma das disciplinas do currículo".
Por sua vez, a criação a disciplina de Formação Cívica no 10.º ano tem em vista "reforçar a formação nas áreas da educação para a cidadania, para a saúde e para a sexualidade".
Quanto à Área Projecto, e não querendo discutir aqui a bondade ou problemas associados à medida tomada, parece-nos potencialmente interessante a ideia de estimular as metodologias de projecto em todas as disciplinas, ainda que seja oportuno perguntar em que medida essa intenção se coaduna com a intenção manifestada de orientar todo o ensino-aprendizagem para a conclusão do ciclo de ensino e a preparação dos exames nacionais.
Relativamente à Formação Cívica, pensamos que se perdeu uma oportunidade de incluir, de forma explícita, a educação para os media, ainda que esta dimensão possa ser subsumida no conceito de educação para a cidadania.