sexta-feira, maio 09, 2008
O ex-presidente da República Jorge Sampaio, sublinhou ontem, em Lisboa, a importância de "fomentar uma educação generalizada para e dos media", de "repensar a formação académica fornecida aos profissionais de comunicação", e de "desenvolver a literacia mediática dos jovens". Com que objectivo? "Aprofundar o papel social da comunicação mediática como instrumento de uma cidadania mais participativa, e de uma democracia inclusiva", afirmou.
Sampaio falava na Faculdade de Ciêncis Sociais e Humanas, no quadro de um ciclo de colóquios intitulado "Os Presidentes e a Televisão", que se iniciou recentemente com Ramalho Eanes.
(Fonte: DN)
quinta-feira, maio 08, 2008
Segundo a newsletter Meios & Publicidade o jornal de distribuição gratuita Metro vai colocar crianças dos seis aos 12 anos a decidir o conteúdo da edição do próximo dia 30, antevéspera do Dia Mundial da Criança (cf Metro: Crianças são directores por um dia).
A este propósito, o blogue INFOINCLUSÕES - contributos para uma literacia mediática comenta, num curto post:
"Até onde vamos chegar?Até onde vamos chegar enquanto se fizer crer que todos podem fazer tudo e opinar sobre o que quer que seja? À descredibilização total!"O leitor que opina?
terça-feira, maio 06, 2008
Os Media e a Educação em debate

A Revista Mensal de Multimédia Monitor de Mídia, da Universidade do Vale do Itajaí, fez um "bate-papo" (parte 1 e parte 2) com Alexandra Bujokas (MidiaLab) e Manuel Pinto, onde se debate os Media e a Educação. Um formato bem interessante, esta discussão transatlântica, de que destaco algumas ideias:
Alexandra Bujokas: A questão é que não existe uma TV e uma Internet, mas formas de uso, marcadas por relações de poder... É preciso conhecer profundamente cada caso.
(...)
Manuel Pinto: O que é, hoje, ser alfabetizado? Será apenas dominar as letras, a gramática da escrita? E os códigos da imagem? E as formas várias de expressão e comunicação? Poder-se-á ser cidadão a parte inteira sem essas várias dimensões combinadas?
segunda-feira, maio 05, 2008
"Os jornais escolares cumprem um papel fundamental na formação de cidadãos activos e conscientes. Isso justifica, por si só, que, como sucede em alguns emblemáticos casos, as autarquias os apoiem. A experiência das câmaras municipais da Lousã, do Seixal e de Vila Nova de Famalicão, presididas pelo PS, CDU e PSD, que, de distintos modos, estimulam os media dos estabelecimentos de ensino dos seus concelhos, é um dos temas em destaque no Boletim PÚBLICO na Escola de Abril.
Embora seja frequente obterem o apoio de juntas de freguesia, os jornais escolares são mais raramente estimulados de forma activa pelas autarquias municipais. Jorge Alves e Paula Alexandra Santos, vereadores da Educação das autarquias da Lousã e do Seixal, e Armindo Costa, presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão, explicam as razões do apoio aos jornais escolares e o modo como ele se processa.
Estimular a cidadania activa dos alunos das escolas secundárias, promovendo um trabalho de reflexão criativa sobre o futuro das nossas vilas e cidades, é o objectivo do Concurso Nacional de Ideias Cidades Criativas, promovido pela Universidade de Aveiro, em articulação com a Associação Portuguesa de Planeadores do Território e com o apoio do Ministério da Educação. José Carlos Mota, membro da comissão organizadora, dá conta, na publicação mensal do projecto PÚBLICO na Escola, da importância dessa tarefa e da ajuda que os jornais escolares podem dar para o seu êxito.
Diversas cautelas que importa observar, quando, por exemplo, se vai à Internet buscar um poema para levar para a aula da disciplina de Português, apresentadas por Isabel Margarida Duarte, professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e as andanças da Escola Básica Integrada Mouzinho da Silveira, do Corvo, pela blogosfera, são mais alguns temas do Boletim PÚBLICO na Escola(...)".
in PUBLICO, 5.5.2008
domingo, maio 04, 2008
"Está bien que exista tensión entre escuela y medios. El medio no enseña ciertas cosas fundamentales que sólo se aprenden en la escuela. Como la capacidad de abstracción que necesitan los jóvenes para adoptar una actitud crítica frente a los medios."
Juan Carlos Tedesco, ministro da Educação da Argentina, in EducaRed Argentina

Roxana Morduchowicz, uma especialista e responsável de programas de educação para os media em Buenos Aires, Argentina, acaba de publicar um estudo sobre a relação dos adolescentes com a Internet, a televisão e os telemóveis.
Numa entrevista dada há dias a Mariana Carbajal, do jornal Página/12, aborda sobretudo o impacte na vida familiar do uso destas tecnologias e dos estilos de vida associados. São dessa entrevista, publicada na passada terça-feira, os excertos seguintes:
Ainda sobre o livro, vale a pena ler uma outra entrevista de–¿Qué cambios produjo la presencia de Internet en las dinámicas familiares?
–La aparición de la televisión marcó en las familias nuevas relaciones. Esto no es nuevo: la negociación por la cantidad de horas y el contenido que pueden ver los adolescentes generó –y genera– negociaciones y conflictos entre padres e hijos. Controlar la TV es un signo de buen padre para un adulto; para el chico, desafiar el control es un signo de autonomía. Pero la llegada de Internet alteró la dinámica familiar: los padres por primera vez tienen menos conocimiento en cuanto al manejo y al instrumental que sus hijos. Sólo el 15 por ciento de los padres sabe más que los chicos, dicen ellos. Los padres empiezan ahora a consultarles a los chicos: hay una inversión de papeles. La computadora, por otro lado, representa el uso más solitario de todas las nuevas tecnologías. El 40 por ciento de los adolescentes dice que ve la tele acompañado, mientras que sólo el 20 por ciento está frente a la PC en compañía de alguien. Es un uso solitario pero en función social. Los padres tienen una percepción positiva de Internet, por esa razón están más ausentes y conocen menos de los sitios que navegan y los usos que hacen sus hijos de la computadora.
Roxana Morduchowicz ao diário argentino La Nación, intitulada "No hay que tenerle miedo a la tecnología". Nela defende uma ideia central: "No les tengamos miedo a los medios, a la tecnología; acompañemos a los chicos en sus consumos".Referências do Livro:
La generación multimedia : significados, consumos y prácticas culturales de los jóvenes
Buenos Aires : Paidós, 2008
124 p., ISBN:
978-950-12-1511-3
[Foto: Sandra Cartasso]
