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Pessoalmente posso testemunhar como os meus filhos, apesar de integrados no ensino pré-escolar, puderam beneficiar da excelente versão portuguesa e de como, na sequência dos programas, não só nos tornámos íntimos do Gualter e da Emilinha, como sentimos a necessidade de ir lendo e comentando as colecções de livros, entretanto publicadas por esta “etiqueta”, primeiros os fáceis, depois os difíceis, os livros de actividades…, um sem fim de experiências emocionais cálidas e de descobertas amorosas e fascinantes.
Assim, cada um de nós teve a oportunidade de encontrar o seu personagem favorito, mas claro, o Poupas e o Óscar Embirrante ocupando um lugar especial na nossa casa.
Entretanto, a Internet e a Amazon permitem-nos saber que o Katrina destruiu o ninho do Poupas e o Mostro das Bolachas agora ensina as crianças a comer brócolos.
Em Portugal, muitos meninos chegam aos dez anos sem saber juntar as letras ou fazer uma conta de somar. Essa triste e revoltante realidade deveria inquietar-nos e forçar-nos a agir com responsabilidade e urgente eficácia. Não significa, de todo, que se corra a comprar quadros electrónicos ou outros gadgets, mediáticos, modernos mas não provados. Nesse sentido, oxalá a visita fugaz da trupe da Rua Sésamo despertasse algo mais do que nostalgia. Oxalá nos devolvesse o melhor serviço público que jamais uma televisão portuguesa ofereceu às nossas crianças".
Cristina Sá Carvalho, O Gualter e a Emilinha, Página 1/RR, 11 de Novembro de 2008
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