Recursos relacionados com a utilização do Twitter em contexto escolar:domingo, maio 16, 2010
quinta-feira, maio 13, 2010
Educação para os Media na UM
Retomando a reflexão que há dias vinha fazendo, fiquei de explicar a razão ou razões para que a Educação para os Media (ou Educação para a Comunicação Social) tenha conhecido um tempo de menor vitalidade, no plano da formação, na Universidade do Minho (UM).Diria que o principal motivo se prende com as mudanças nas políticas educativas. O fim dos cursos de Estudos Superiores Especializados (CESE) acarretou o fim do CESE de Educação para a Comunicação Social da UM, que incluía disciplinas como Teoria e Prática da Educação para os Media ou Laboratório de Imprensa e Laboratório de Meios de Comunicação Escolares.
Este Curso funcionou vários anos, na segunda metade dos anos 90, no então Instituto de Estudos da Criança.
Ao mesmo tempo, o desenvolvimento dos mestrados levou a criar em vários deles, no mesmo Instituto, disciplinas - que ainda hoje existem - que, não sendo especificamente de Educação para os Media, abrem janelas para essa vertente (vg. "Crianças, Media e Socialização" ou "Comunicação, Media e Infância").
Mas o factor decisivo para o quase total eclipse desta componente nos cursos de licenciatura de formação de professores e educadores, com carácter obrigatório, teve, na segunda-metade da primeira década deste século, a ver com o desenvolvimento do chamado "processo de Bolonha", acentuando, de resto, uma tendência que já vinha de trás. A centração curricular nas áreas ditas fundamentais (como a Matemática, as Ciências Naturais ou o Português)) e a definição de pesos específicos para essas áreas conduziu a passar para as margens ou mesmo a suprimir formações tidas por secundárias ou irrelevantes. Nessa onda se foi a Educação para a Comunicação Social, um processo que se conjugou também com a afectação de recursos humanos à leccionação.
Ao mesmo tempo que se ia atenuando o lugar dessa vertente na escola que tinha por missão os estudos da criança e a formação de professores da educação infantil e básica, ela iria começar a ganhar expressão no Instituto de Ciências Sociais, precisamente no Departamento de Ciências da Comunicação. É o que veremos a seguir.
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Universidade do Minho
segunda-feira, maio 10, 2010
quinta-feira, maio 06, 2010
terça-feira, maio 04, 2010
As Políticas de Informação na Sociedade em Rede e os Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas
A propósito do 10º Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas que decorreu em Guimarães, de 7 a 9 de Abril de 2010, cujo tema geral era Políticas de Informação na Sociedade em Rede, o blogue Entre Estantes sublinha as principais conclusões e recomendações dos trabalhos do congresso. Transcrevo, de seguida, algumas das mais relevantes:
- O reconhecimento da informação como recurso estratégico para a educação, a cidadania, a coesão social e o desenvolvimento económico;
- A necessidade premente de definição e implementação de uma política nacional de informação que, à semelhança do que sucede na generalidade dos países desenvolvidos, se constitua como instrumento fundamental para o progresso do país;
- A urgência da aprovação, antecedida de consulta a entidades e organizações representativas, de um quadro legislativo coerente que suporte a política nacional de informação e o
desenvolvimento dos sistemas que a materializam;
- A constatação de que as bibliotecas públicas, escolares e académicas são importantes veículos de acesso à informação, de promoção da literacia de informação e podem desempenhar um papel fundamental no âmbito das políticas de aprendizagem ao longo da vida, sendo assim de extrema importância o investimento em programas de promoção de literacia da informação
- O reforço dos sinais positivos já referidos implica que os profissionais e as instituições interiorizem uma cultura de mudança, que incorporem meios, tecnologias, serviços Web emergentes e ferramentas de Web social, e que se estabeleçam políticas e incentivos que premeiem a inovação e as boas práticas.
- O reconhecimento da informação como recurso estratégico para a educação, a cidadania, a coesão social e o desenvolvimento económico;
- A necessidade premente de definição e implementação de uma política nacional de informação que, à semelhança do que sucede na generalidade dos países desenvolvidos, se constitua como instrumento fundamental para o progresso do país;
- A urgência da aprovação, antecedida de consulta a entidades e organizações representativas, de um quadro legislativo coerente que suporte a política nacional de informação e o
desenvolvimento dos sistemas que a materializam;
- A constatação de que as bibliotecas públicas, escolares e académicas são importantes veículos de acesso à informação, de promoção da literacia de informação e podem desempenhar um papel fundamental no âmbito das políticas de aprendizagem ao longo da vida, sendo assim de extrema importância o investimento em programas de promoção de literacia da informação
- O reforço dos sinais positivos já referidos implica que os profissionais e as instituições interiorizem uma cultura de mudança, que incorporem meios, tecnologias, serviços Web emergentes e ferramentas de Web social, e que se estabeleçam políticas e incentivos que premeiem a inovação e as boas práticas.
segunda-feira, maio 03, 2010
Vídeo na Escola - II Encontro de Educação Audiovisual
No próximo dia 7 de Maio realiza-se o o II Encontro de Educação Audiovisual a ocorrer no dia 07 de Maio, integrado na 10ª edição dos “Encontros de Viana – Cinema e Vídeo”, que decorre esta semana no Anfiteatro da Escola Superior de Educação de Viana do Castelo.
"O II Encontro de Educação Audiovisual visa partilhar projectos de desenvolvidos por professores em escolas do ensino básico e secundário. Pretende-se com esta iniciativa criar um fórum de reflexão, de troca de experiências e de diálogo entre vários intervenientes interessados na literacia das imagens."
"As mensagens audiovisuais invadem e fazem parte do nosso quotidiano e são o mais poderoso meio de informação e comunicação da actualidade. A sua influência abre-se em múltiplos formatos e janelas, desde a mais tradicional sala de cinema à televisão, aos videojogos, aos blogues, às redes de partilha como o YouTube, etc. Transportam e difundem valores e impõem, muitas vezes, modelos de conduta. Por iniciativa própria, ou em colaboração com entidades que promovem projectos neste âmbito, algumas escolas já integraram a alfabetização audiovisual na sua oferta educativa e oferecem uma formação que permite aos mais novos a leitura crítica e a utilização do audiovisual como meio criativo e de comunicação.Para mais informações sobre programa e inscrições, consultar o site.
domingo, maio 02, 2010
Mais uma revista científica de educação para os media que se anuncia, desta vez em França

De uma assentada, uma equipa de investigadores maioritariamente franceses acaba de criar um Centro de Estudos sobre os Jovens e os Media e uma revista científica, que terá a primeira edição em Outubro próximo.
O Centro, que realizou no mês passado o seu primeiro encontro, na Sorbonne, em Paris, é composto por investigadores ligados às ciências da comunicação e da informação que têm um objecto comum: "a educação para os media e as práticas mediáticas dos jovens".
Os objectivos, além de congregar os investigadores, consistem em valorizar a investigação universitária e as práticas educativas; proporcionar um espaço de trocas e de partilha; pôr à disposição dos editores e da imprensa, dos jornalistas e também dos docentes, formadores e educadores e de estudantes diferentes tipos de recursos. A Associação quer ainda ser "um espaço de diálogo com os numerosos actores públicos e privados que intervêm no domínio da educação para os media".
A revista sairá com a chancela das edições de l'Harmattan e terá por título "Jeunes et Médias, les cahiers francophones de l’éducation aux médias".
Com sede em Paris (66 rue Gay-Lussac, 75005, Paris), esta associação pode ser contactada através do mail: jeunesetmedias@gmail.com.
(Fonte: CLEMI]
ACT. (3.5.2010):
Especificamente sobre a revista, um membro da Associação enviou-nos, entretanto, a seguinte informação complementar:
"La revue est semestrielle, le premier numéro sort début octobre 2010, le deuxième début avril 2011. Le premier dossier thématique porte sur les objets médiatiques populaires consommés par les jeunes mais peu pris en compte par la haute culture et le monde de la recherche. Le dossier thématique du deuxième numéro porte sur la sérialité.
La revue comporte trois grands volets : le premier est la parole d'un "grand témoin" issu des médias ou de la recherche, le deuxième un dossier thématique, le troisième s'intéresse aux actions d'éducation aux médias et aux études universitaires qui portent sur les médias d'actualité."
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