domingo, maio 19, 2013

Jornada sobre Publicidade Infanto-Juvenil

Decorre no próximo dia 20, na Universidade Lusófona do Porto, umas Jornadas sobre Publicidade Infanto-Juvenil que visam debater o parecer do Comité Económico e Social Europeu sobre "Um Quadro para a Publicidade destinada aos jovens e às Crianças", aprovado nos dia 18 de setembro de 2012. A entrada é livre.

PROGRAMA:

09.00 – Sessão de abertura

09.15 – "O Parecer do Comité Económico e Social Europeu de 18 de Setembro de 2012"
               Jorge Pegado Liz, Conselheiro do CESE
09.45 – "Publicidade Infanto-Juvenil: permitir, restringir ou proibir?"
               Sara Pereira, Universidade do Minho
10.15 – "As consequências nefastas da publicidade dirigida a crianças"
               Paulo Morais, Universidade Lusófona do Porto e Comissão Criança & Consumo/apDC
10. 45 – Pausa-Café
11.00 – "Inconvenientes da exposição das crianças e jovens à publicidade e ao marketing"
               Francisco Maia Neto, Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco
11.30 – "Os Regimes Mais Avançados dos Países Mais Desenvolvidos"
               Mário Frota, CEDC - Centro de Estudos de Direito do Consumo de Coimbra/apDC
12.00 – Debate
13.00 – Encerramento

Organização:
Instituto de Estudos Eleitorais da ULP
APDC - Associação Portuguesa de Direito do Consumo

segunda-feira, maio 13, 2013

Comunicação e educação: o trabalho em rede


2º Congresso 'Literacia, Media e Cidadania'O congresso sobre “Literacia, media e cidadania”, que decorreu nos últimos dias no belo espaço do Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, deu sinais de que a literacia relacionada com os media vai ganhando algum lugar nas políticas publicas e nas agendas de cada vez mais pessoas e instituições. E isto porque a consciência do lugar desses meios, novos e menos novos, na vida das pessoas e da sociedade torna necessário e urgente fazer desse lugar um assunto de questionamento. Desde logo porque muitos cidadãos são excluídos dos benefícios que podem advir dos media e das redes digitais. Mas também porque muitas pessoas, de todas as idades e condições, ainda que tendo modos de aceder aos meios, não se sentem preparadas para acautelar os riscos e maximizar os benefícios, melhorando a qualidade da comunicação consigo mesmo e com os outros.


Uma das riquezas deste congresso foi permitir o encontro entre quem ensina, quem dinamiza actividades (por exemplo, nas biblioteca públicas ou escolares), agentes do campo técnico-político, reguladores, meios de comunicação e investigadores dos media e da educomunicação, entre outros.
No que se refere à literacia mediática , entendo, porém, que precisamos de avançar mais no diálogo com os profissionais dos media – com jornalistas, certamente, mas também com produtores, guionistas, designers, publicitários, criadores multimédia, gestores… Esse diálogo pode trazer vantagens para todas as partes e abrir territórios interessantes de cooperação e aprendizagem mútua.
Nesta linha, o painel que, no congresso, juntou ex-provedores de diferentes media para pensar as relações entre a atividade de provedor e a literacia mediática foi já um passo muito significativo. Recordo, desse momento, a chamada de atenção de Adelino Gomes para o facto de que a tarefa de dar a ver, que cabe aos jornalistas e, por extensão, a todos os profiss
ionais, se torna difícil ou mesmo impossível se o profissional não aprendeu e não sabe, ele próprio, ver, se não é um receptor crítico. Ao mesmo tempo, com profissionais de olhar incisivo e inteligente, capazes de se porem no lugar dos seus interlocutores e destinatários, todos beneficiam, já que ajudam a ir além das evidências e a tornar mais fundamentada e esclarecida a crítica e o contributo dos utilizadores. Há que prosseguir este trabalho de encontro, de escuta mútua e de trabalho em rede.

(Publicado na edição de hoje do jornal diário digital Página 1, da Renascença)

domingo, maio 05, 2013

Alunos de Comunicação da UMinho participam na iniciativa '7 Dias com os Media'


Os estudantes do 3º ano do 1º Ciclo em Ciências da Comunicação e os estudantes do Mestrado em Comunicação, Cidadania e Educação, da Universidade do Minho, estão a organizar um conjunto de atividades no âmbito da iniciativa nacional '7 dias com os media'. As 22 atividades promovidas por estes estudantes decorrem de 3 a 9 de maio, sendo algumas das iniciativas abertas ao público em geral. Consulte a lista de atividades e junte-se à iniciativa.  Participe nas atividades dos estudantes ou faça a sua própria proposta, ainda vai a tempo. O importante é que estes sete dias sejam uma jornada de reflexão e de ação em torno do papel e do lugar dos media nas nossas vidas.
A iniciativa '7 dias com os media' é uma organização conjunta de cinco instituições: Comissão Nacional da UNESCO, Conselho Nacional de Educação, Entidade Reguladora para a Comunicação Social, Gabinete para os Meios de Comunicação Social e Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho.
As atividades dos estudantes enquadram-se nas Unidades Curriculares 'Media, Públicos e Cidadania', do 1º Ciclo em Ciências da Comunicação, e 'Media, Participação e Cidadania', do Mestrado em Comunicação, Cidadania e Educação. 




segunda-feira, abril 29, 2013

Plano Nacional de Cinema talvez só no próximo ano letivo

Foto: Daniel Rocha/Público
O Plano Nacionalde Cinema, apresentado pelo Governo em Setembro passado, nem sequer foi publicado, até este momento. As ações de formação de professores arrancaram, mas foram interrompidas sem explicações às escolas envolvidas. Neste momento, aponta-se o próximo ano letivo como o momento do re-arranque. O ponto de situação é feito hoje pelo jornal público, num trabalho assinado pela jornalista Graça Barbosa Ribeiro:

"As acções de formação de professores foram interrompidas em Dezembro e os filmes nunca chegaram aos alunos das 23 escolas em que este projecto ia ser testado, antes de ser generalizado ao país

Apresentado no início deste ano lectivo, o Plano Nacional de Cinema (PNC) chegou a arrancar em 23 escolas do país, envolvendo largas dezenas de professores e milhares de alunos do ensino básico e do secundário. Sete meses depois, no entanto, os docentes queixam-se de que o programa não existe, formalmente ou no terreno.

Previsto na Lei do Cinema e do Audiovisual, o PNC foi apresentado em Setembro pelos então secretários de Estado do Ensino e da Cultura, Isabel Leite e Francisco José Viegas, na Cinemateca, em Lisboa. O objectivo, disseram na altura, era promover a literacia para o cinema, impulsionando a criação de novos públicos. Como? Levando nomes como Chaplin, Tim Burton, Truffaut, Spielberg, Scorsese, Kiarostami, Oliveira, Fernando Lopes, Luís Filipe Rocha, Edgar Pêra ou João Salaviza a três mil estudantes dos 5.º, 7.º e 10.º anos de escolaridade de 23 escolas, este ano lectivo, alargando o projecto a outros alunos, mais tarde.

"Não foi difícil envolver os professores e entusiasmar os alunos, o programa era interessantíssimo e tudo parecia estar excepcionalmente bem estruturado", comenta Maria Antónia Pereira, da secundária de Évora. Estavam previstas três exibições por cada um dos níveis de ensino e por período (em Novembro, Fevereiro e Abril), todas elas precedidas por sessões de formação em que seriam fornecidos aos professores material e sugestões para exploração de diversos temas de cada um dos filmes.

Outros directores e coordenadores de escolas seleccionadas confirmaram que o PNC não só arrancou como previsto, como gerou entusiasmo. "As turmas foram escolhidas, os professores indicados e as actividades a desenvolver no âmbito do PCN inscritas nos respectivos planos curriculares e de actividades", enumera Paula Santos, do agrupamento de escolas Coimbra Oeste. Os relatos não variam muito de escola para escola.

O director do Agrupamento de Escolas de Maximinos, de Braga, António Silva Pereira, chegou a falar com os responsáveis autárquicos, para requisitar uma sala de cinema; a coordenadora do projecto de Évora pediu o apoio do cineclube da universidade local; Lurdes Ramalho, da Secundária do Restelo, em Lisboa, planeou fazer as projecções no Centro Cultural de Belém e Paula Santos, de Coimbra, optou pelo Exploratório de Ciência. Não formalizaram, contudo, qualquer contrato: havia a indicação de que o acordo seria firmado, mais tarde, pela estrutura coordenadora do PNC.
(...)"

Continuar a ler AQUI.


quarta-feira, abril 24, 2013

Livros: elas leem mais do que eles


Sessenta e cinco por cento dos portugueses residentes no Continente com 15 ou mais anos leram pelo menos um livro nos últimos 12 meses e, em média, cada português leu entre 3 e 5 livros ao longo desse período, segundo dados relativos à 1ª vaga do estudo TGI 2013 da Marktest, acabadios de divulgar.
A classe social, o sexo e vaidade mostram-se as variáveis nas quais se registam maiores graus de diferenciação, sendo que as mulheres, as pessoas de nível socioeconómico mais elevado e os mais novos são os que mais leem.

    LERAM PELO MENOS UM LIVRO NOS ÚLTIMOS 12 MESES    
[Mais informação AQUI.]

Lançamento do livro "Cérebro e Leitura"

No próximo dia 27, sábado, pelas 15h, será lançado na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga, o livro "Cérebro e Leitura" da autoria de Teresa Silveira. Esta obra, que resulta da dissertação de mestrado desenvolvida pela autora,  permite-nos compreender os modos e os processos de leitura na era digital. Um livro bastante pertinente para o tempo atual, portanto.

segunda-feira, abril 22, 2013

Curriculo para a formação de professores
Alfabetização mediática e informacional


A UNESCO acaba de anunciar a versão em português do seu Currículo para formação de professores em alfabetização mediática e informacional.
Trata-se de um trabalho que foi debatido por inúmeros especialistas de diferents partes do mundo nos últimos cinco anos, que vai certamente inspirar novos trabalhos, sobretudo no âmbito da formação.
Ficam aqui os pontos que esse currrículo deve integrar:

"De modo geral, o Currículo de  Alfabetização Mediática e Informacional (AMI) incluído nesta publicação visa a auxiliar os professores a explorar e compreender a AMI, abordando os seguintes pontos:
  • as funções das mídias e de outros provedores de informação; como eles operam e quais são as condições ótimas necessárias para o cumprimento eficaz dessas funções; 
  • como a informação apresentada deve ser criticamente avaliada dentro do contexto específico e amplo de sua produção;
  • o conceito de independência editorial e jornalismo como uma disciplina de verificação;
  • como as mídias e outros provedores de informação poderiam contribuir racionalmente para 
  • promover as liberdades fundamentais e a aprendizagem continuada, especialmente à medida que 
  • eles relacionam como e por que os jovens acessam e usam as mídias e a informação hoje, e como eles selecionam e avaliam esses conteúdos;
  • ética nas mídias e ética na informação;
  • as capacidades, os direitos e as responsabilidades dos indivíduos em relação às mídias e à informação;
  • padrões internacionais (Declaração Universal dos Direitos Humanos), liberdade de informação, 
  • garantias constitucionais sobre liberdade de expressão, limitações necessárias para impedir a 
  • violação dos direitos do próximo (questões como linguagem hostil, difamação e privacidade);
  • o que se espera das mídias e dos outros provedores de informação (pluralismo e diversidade 
  • como normas);
  • pontes de informação e sistemas de armazenamento e organização de dados;
  • processos de acesso, busca e definição de necessidades informacionais;
  • ferramentas de localização e busca de dados;
  • como entender, organizar e avaliar informações, incluindo a confiabilidade das fontes;
  • criação e apresentação de informações em diversos formatos;
  • preservação, armazenamento, reutilização, gravação, arquivamento e apresentação de informações em formatos utilizáveis;
  • uso de informações para a resolução de problemas e para a tomada de decisões na vida pessoal, 
  • econômica, social e política. Apesar de ser extremamente importante, este item representa uma 
  • extensão da AMI que está muito além do escopo do presente currículo".
[Para as versões em francês, inglês, espanhol, e árabe, ver AQUI]