terça-feira, janeiro 31, 2012

'Booklets' sobre TV, Videojogos e Redes Sociais disponíveis online



No endereço www.lasics.uminho.pt/edumedia, estão agora disponíveis as versões digitais das brochuras sobre educação para os media desenvolvidas na Universidade do Minho, num projeto iniciado em finais de 2009, com o apoio da Evens Foundation (Bélgica).

Os três booklets, "Como TVer", "Videojogos - saltar para outro nível" e "Internet e Redes Sociais: tudo o que vem à rede é peixe?", são o resultado da colaboração de diversas pessoas, nomeadamente crianças e jovens de várias escolas.

Depois de terem sido distribuídos exemplares impressos através de um jornal regional, em escolas ou em encontros científicos (alguns exemplares podem ainda ser adquiridos no Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho ou na livraria Centésima Página, em Braga), o projeto encerra com a disponibilização dos materiais através da internet.

Nas  três brochuras, está acessível igualmente a respetiva versão em inglês para que chegue ainda a mais públicos. Agradecemos a sua divulgação.

Dossiê sobre educação para a cultura informacional


O INA - Institut National de l'Audiovisuel acaba de publicar mais uma edição dos "e-dossiers de l'audiovisuel" dedicado à "educação para as culturas da informação". A edição foi coordenada por Divina Frau-Meigs (Sorbonne Nouvelle), Éric Bruillard (ENS Cachan) et Éric Delamotte (Université de Rouen), juntando 12 contributos que, de algum modo, prolongam um outro dossiê dedicado à educação para os media, publicado há um ano.

Apresentando esta nova publicação, os coordenadores sublinham a importância da temática deste modo:
"(...)La prise en compte de la culture de l’information, conçue comme un enjeu culturel, démocratique et économique majeur de l’ère numérique, revêt des sens très différents selon les disciplines mises en dialogue ici, l’informatique, la documentation, l’information-communication, avec l’appui des sciences de l’éducation. Le besoin de clarification épistémologique se fait sentir d’autant plus que les pratiques des jeunes sur les réseaux créent des confusions problématiques (liberté d’expression, propriété intellectuelle, vie privée). D’où la confrontation des définitions développées par les chercheurs des disciplines impliquées pour clarifier le périmètre du terme « information », repérer les notions-frontières et les concepts-relais, et pour établir des passerelles permettant de négocier les complémentarités entre les divers champs. À travers les nouvelles configurations des compétences et des pratiques et leurs retombées pour l’éducation, se dessine aussi une « translittératie » partagée, entre les pratiques empiriques anglophones et les recherches transdisciplinaires et didactiques qui font l’originalité de l’approche française. Alors que des approches segmentées sur l'information président à l'organisation de la recherche, ce dossier plaide pour une approche intégrée des cultures de l'information".
São os seguintes os textos que compõem este e-dossiê:

LA RADICALITÉ DE LA CULTURE DE L’INFORMATION À L’ÈRE CYBÉRISTE

Atitude crítica

De Enrique Martinez-Salanova, um artista e ativista da Educação para os Media:

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Provedor de justiça preocupado com eliminação de Educação Cívica


A eliminação da disciplina de Formação Cívica nos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico e no 10º ano do Ensino Secundário, consignada na proposta de revisão curricular atualmente em curso merece a discordância do Provedor de Justiça, Alfredo José de Sousa.
Em carta enviada ao ministro da Educação (cuja síntese se pode ler no site da Provedoria) Alfredo José de Sousa transmite a sua “preocupação” relativamente à eliminação da disciplina de Formação Cívica, considerando que o cumprimento de vários "instrumentos internacionais na promoção de uma cidadania ativa e no conhecimento pelos cidadãos dos seus direitos e deveres fundamentais face ao Estado não se compadece com tal eliminação”.
Na carta enviada ao Ministro da Educação, o Provedor recorda a existência da Carta do Conselho da Europa sobre Educação para a Cidadania Democrática e Direitos Humanos e da Declaração das Nações Unidas sobre a Educação e Formação para os Direitos Humanos que “reconhece que todo o cidadão deve ter acesso à educação e formação em matéria de direitos humanos. A educação para os direitos humanos é um processo contínuo e deve incluir todas as fases da educação, pré-escolar, primária, secundária e superior, a nível público ou privado e num formato formal ou informal. Cabe aos Estados a responsabilidade principal na promoção e formação em matéria de direitos humanos (artigo 7), devendo desenvolver ou promover, da maneira mais adequada, estratégias, politicas ou planos visando implementar esta educação, nomeadamente através da sua integração na estrutura curricular (artigo 8). Os Estados, devem reconhecer o papel que as Instituições Nacionais de Direitos Humanos desempenham na promoção da educação e formação em matéria de direitos humanos (artigo 9)”.

Ler o comunicado da Provedoria de Justiça na íntegra aqui.

“Um dia com os media”- operação nacional foi apresentada em Braga

Foi apresentada publicamente, no passado dia 20 de Janeiro, na Universidade do Minho, em Braga, a jornada "UM DIA COM OS MEDIA", uma iniciativa de âmbito nacional que visa colocar os próprios media e a relação dos cidadãos com eles no centro das atenções, suscitando iniciativas orientadas para a reflexão e a ação. Trata-se de uma iniciativa a que o CECS está associado, numa organização a que também estão ligados o Gabinete para os Meios de Comunicação Social (GMCS), a Entidade Reguladora para a Comunicação Social, a Comissão Nacional da UNESCO e o Conselho Nacional de Educação.

"Um da com os media" foi lançado pelo presidente do GMCS, Pedro Berhan da Costa, que recordou que desde 2009 que o grupo informal constituído pelos organizadores do evento tem vindo a reunir, tendo como resultados a realização, em Braga, em Março de 2011, do 1º Congresso de Literacia, Media e Cidadania (em 2013, deverá ter lugar a segunda edição) de onde saiu a Declaração de Braga sobre Educação para os Media, que motivou uma recomendação do Conselho Nacional de Educação ao Governo sobre Educação para os Media, e a criação de um portal sobre literacia mediática. Em formação está um Observatório de Educação para os media, cujos primeiros passos estão já a ser dados na Universidade do Minho.

Coube a Manuel Pinto (CECS), a apresentação do evento, sendo que terá lugar no dia 3 de Maio, data em que, por iniciativa da ONU, se evoca a liberdade de Imprensa e de expressão. Num tempo em que, as tecnologias e plataformas digitais, permitem, como nunca, que os cidadãos se exprimam no espaço público, faz sentido que o olhar crítico e participativo relativamente aos media seja, ele próprio, um exercício de liberdade, num espírito positivo de contribuir para a melhoria dos media que temos.

O convite à participação autónoma e livre é dirigida a todos os que se sentirem interessados e motivados pela pergunta: "que significado têm os media na nossa vida e como poderiam tornar-se mais significativos?

O desafio é lançado a todo o tipo de instituições: bibliotecas, escolas, meios de comunicação, grupos de alunos, centros de investigação e formação, associações, universidades de seniores, movimentos, igrejas, autarquias, entre outros.

Relativamente aos meios de comunicação, há pelo menos três vertentes de participação: o
trabalho normal de informação sobre a iniciativa, da forma entendida mais conveniente; a organização de iniciativas próprias que fomentem o contacto com os seus públicos, tendo como motivo os meios de comunicação; e, finalmente, a colaboração com iniciativas de outras instituições, quando para tal solicitados.

No conceito de meios de comunicação incluem-se, naturalmente os suportes clássicos - livros, jornais, revistas, rádio, televisão, cinema - mas igualmente os novos media, redes, plataformas e ambientes digitais - redes sociais, blogs, telemóveis, jogos. Todos configuram um ecossistema mediático que ganha em ser abordado também como um todo. A ideia não é focalizar apenas as tecnologias e os gadgets mas também os conteúdos, as orientações, as profissões, as políticas, os usos e as mudanças, bem como a relação com os quotidianos, os dramas e os sonhos das pessoas e das instituições.

As iniciativas devem partir ‘da base'. E, desejavelmente, deveriam inscrever-se, o mais possível, nas rotinas e objetivos de quem as toma.

Haverá um site (http://www.literaciamediatica.pt/umdiacomosmedia) onde será possível registar e divulgar as iniciativas e conhecer o que outros estão a organizar, bem como um endereço de e-mail para contacto com os organizadores (umdiacomosmedia@gmail.com).

Evelyne Bévort deu seminário sobre “A educação para os media como via de leitura crítica do mundo actual”

Para assinalar o 30º aniversário da Declaração de Grünwald sobre Educação para os Media, realizou-se no dia 20 de Janeiro, um seminário com Evelyne Bévort, diretora-adjunta, com o pelouro da cooperação internacional, do CLEMI - Centre de Liaison de l'Enseignement et des Moyens d'Information, do Ministério francês da Educação sobre “A educação para os media como via de leitura crítica do mundo atual”.

O evento teve lugar na Sala de Atos do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho e foi organizado pelo Projeto ‘Navegando com o Magalhães: Estudo do Impacto dos Media Digitais nas Crianças‘ (FCT/CECS).

A conferencista, que foi apresentada pela Professora Sara Pereira, investigadora responsável pelo projeto, pronunciou-se sobre a atualidade da Declaração de Grünwald sobre Educação para os Media, apesar de já ter 30 anos.

terça-feira, janeiro 24, 2012

'ESTE TEMPO' incomoda

A propósito do fim do programa 'Este Tempo', que era emitido na Antena 1, vale a pena reagir:

- à forma como se continuam a calar vozes e microfones;

- ao modo como se continuam a encarar os públicos dos media, pensando-se que atirando-nos um pouco de poeira para os olhos deixamos de ver claro (diz agora ao Público - 24 jan. - o diretor-geral da RTP, que dirige também a RDP, que a decisão de terminar com o programa já tinha sido tomada há algum tempo, antes da crónica que incomodou ter sido emitida. Pois, pois...);

- aos atropelos à liberdade de expressão e à democracia que Raquel Freire tão bem relata na sua última crónica que integrava este programa. Vale a pena ouvir aqui.