"O valor público da Media Literacy" é o título de um artigo de Thomas A. Bauer, professor de Meios Audiovisuais na Universidade de Viena e agora traduzido para Português no Brasil.
Resumo:
"Este texto delineia os focos, métodos e objetivos da Media Literacy, as competências específicas para compreender os meios de comunicação em sua relação com a sociedade e com os indivíduos. Ela prevê que, diante do aspecto midiatizado da sociedade contemporânea, em especial no que tange às mídias eletrônicas e digitais, a capacidade para lidar com esses meios é fundamental para que se atinja a plena cidadania. Nesse sentido, Media Literacy não se resume ao treinamento para usar os meios, mas torna-se um elemento do pensamento crítico no auxílio à cidadania e à participação política."
quinta-feira, junho 30, 2011
A matemática e a educação para os media
A Professora norte-americana e especialista de Educação para os Media Renée Hobbes dá uma entrevista ao Journal of Media Literacy Education em que coloca a possibilidade de incorporar a Literacia para os Media no âmbito da educação matemática. Em "Math goes pop: making the media and mathematics connection".
Quando se defende que a integração curricular da literacia mediática e digital deve ser transversal, como se pode equacionar o caso específico da Matemática? É para responder a essa questão que se dirigem as preocupações da autora.
Quando se defende que a integração curricular da literacia mediática e digital deve ser transversal, como se pode equacionar o caso específico da Matemática? É para responder a essa questão que se dirigem as preocupações da autora.
terça-feira, junho 28, 2011
Exame de Língua Portuguesa - 2010-2011
Exercício de escrita do Exame de Língua Portuguesa do 9º ano do presente ano lectivo:
«Para muitas pessoas, a leitura é fonte de prazer, de conhecimento, de novas experiências. Para outras, porém, não tem tanto valor.
Partindo da tua experiência, escreve um texto que pudesse ser divulgado no jornal de uma biblioteca escolar, no qual expresses uma opinião favorável à leitura, tentando convencer outros jovens a ler cada vez mais.»
Literacia Visual
Isabel Capeloa Gil, Professora da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica, é a autora do livro "Literacia Visual: Estudos sobre a Inquietude das Imagens" que será lançado depois de amanhã, dia 30, em Lisboa.
A apresentação da obra será feita por António Pinto Ribeiro, estando igualmente presente a autora. O evento decorrerá no MUDE - Museu do Design e da Moda, na Rua Augusta, 24, pelas 19 horas.
segunda-feira, junho 27, 2011
Michel Serres e a revolução tecnológica
"Les nouvelles technologies: révolution culturelle et cognitive" é o tema de uma conferência proferida pelo filósofo francês Michel Serres, agora recordado/disponibilizado no site EducaVox. A reflexão do autor estende-se por meia dúzia de vídeos autónomos, disponíveis no YouTube:
quinta-feira, junho 23, 2011
"Escola, Cultura e Comunicação": call for papers
Os professores João Teixeira Lopes (Univ do Porto) e Benedita Portugal e Melo (Univ de Lisboa) convidam os interessados a responder à chamada de comunicações para a sessão "Escola, Cultura e Comunicação" que vai ter lugar no quadro do 40º Congresso do Instituto Internacional de Sociologia, a realizar em Nova Delhi, Índia, de 16 a 19 de Fevereiro do próximo ano. A sessão foi proposta pelos dois investigadores portugueses e aceite pela organização daquele evento científico. As manifestações de interesse e resumos poderão ser-lhes dirigidas, através, respectivamente dos mails: jmteixeiralopes [@]gmail.com; mbmelo [@]ie.ul.pt, até ao dia 25 de Agosto próximo, sendo as respostas comunicadas até um mês depois.
Eis o texto da 'call':
"Sistema educativo e meios de comunicação social fazem parte integrante das sociedades do terceiro milénio. Não é só a experiência mediática e mediatizada que nos permite compreender o actual funcionamento das sociedades ocidentais. A omnipresença da escola no quotidiano dos cidadãos também marca decisivamente a forma como se estruturam as relações sociais, se definem estilos e projectos de vida, produzindo identidades sociais e profissionais. Não obstante o processo de consolidação destes dois campos sociais, os objectivos que presidiram ao seu desenvolvimento foram coincidentes, tendo contribuído decisivamente para definir a natureza do espectro simbólico-ideológico das sociedades modernas. Actualmente, a sua interpenetração é bastante bem vista. Os media dão cada vez mais destaque aos assuntos da educação, dedicando-lhes secções e suplementos específicos. À medida que a escola se torna parte integrante do quotidiano dos cidadãos, a acção dos actores escolares vai sendo objecto de um escrutínio público mediatizado. Resta saber que tipo de efeitos este escrutínio provoca nas representações sociais que a população vai construindo sobre a escola.
Eis o texto da 'call':
"Sistema educativo e meios de comunicação social fazem parte integrante das sociedades do terceiro milénio. Não é só a experiência mediática e mediatizada que nos permite compreender o actual funcionamento das sociedades ocidentais. A omnipresença da escola no quotidiano dos cidadãos também marca decisivamente a forma como se estruturam as relações sociais, se definem estilos e projectos de vida, produzindo identidades sociais e profissionais. Não obstante o processo de consolidação destes dois campos sociais, os objectivos que presidiram ao seu desenvolvimento foram coincidentes, tendo contribuído decisivamente para definir a natureza do espectro simbólico-ideológico das sociedades modernas. Actualmente, a sua interpenetração é bastante bem vista. Os media dão cada vez mais destaque aos assuntos da educação, dedicando-lhes secções e suplementos específicos. À medida que a escola se torna parte integrante do quotidiano dos cidadãos, a acção dos actores escolares vai sendo objecto de um escrutínio público mediatizado. Resta saber que tipo de efeitos este escrutínio provoca nas representações sociais que a população vai construindo sobre a escola.
- A inclusão dos media na escola tem vindo a ser cada vez mais defendida. Como é que os professores respondem a este desígnio?
- Em que medida é que a utilização dos media no sistema de educação formal (re)concilia os estudantes com a escola e lhes permite atribuírem um sentido (renovado) ao trabalho escolar?
- Por outro lado, como é que são geridas as contradições entre princípios de socialização e de legitimação diferenciados, provenientes quer dos media, quer da escola?
- Que efeitos provocam nas actividades curriculares e extra-curriculares?
- Esta diferenciação de matrizes valorativas tem tradução nos esquemas de percepção e de acção de professores e alunos, gerando uma pluralidade nos seus patrimónios individuais de disposições (Lahire)?
- Em que medida é que o capital cultural «clássico» é perpassado por novas lógicas de estruturação, em boa parte devedoras da influência da economia mediático-publicitária?"
quarta-feira, junho 22, 2011
Sobre o novo ministro da Educação
À expectativa e até entusiasmo com que o nome de Nuno Crato foi acolhido para superintender na pasta da Educação contrapõem-se opiniões muito críticas, tudo baseado nas ideias que se conhecem do novo ministro, alguém que, há muitos anos, intervém regularmente nos media.
O ProfBlog faz um sumário de reacções à indigitação de Nuno Crato nestes termos:
O ProfBlog faz um sumário de reacções à indigitação de Nuno Crato nestes termos:
"A reação na blogosfera foi boa. Quase entusiástica.Nuno Crato é um homem que colhe simpatias à direita e à esquerda. Nos blogues de professores, a nomeação de Nuno Crato para ministro da educação é vista com alívio. A certeza de que a atual avaliação de desempenho foi definitivamente à vida e que o excesso de burocracia e a desautorização dos professores têm os dias contados. A convicção de que Nuno Crato vai ser capaz de fazer a rutura com as últimas três décadas de políticas educativas marcadas pela incapacidade de conciliar democratização do ensino com qualidade das aprendizagens. Os textos e as intervenções televisivas de Nuno Crato deixam transparecer a ideia de que ele é o homem certo. Vejamos porquê. O combate ideológico e cultural que Nuno Crato fez ao eduquês tornou-o uma figura muito popular entre os professores. Nuno Crato tem uma imagem que deixa passar para o público simultaneamente [de] firmeza e tolerância, vontade forte e docilidade. Faz passar a ideia de que nunca o ouviremos acusar os professores de serem os culpados dos maus resultados dos alunos. Não o veremos passar a mão pelas costas dos pais para os ter como aliados contra os docentes. Mas os professores não devem esperar facilidades de Nuno Crato. A nova avaliação de desempenho vai doer porque permitirá distinguir os docentes medíocres dos outros. E terá consequências (...)".Em contraponto,hoje, no Público, Santana Castilho expressa uma opinião contundente e céptica, de que destaco este trecho:
"(...) Nuno Crato é um econometrista confesso, que repetidas e documentadas vezes confunde avaliação com classificação. Nuno Crato pensa que se mede a Educação como se pesam as batatas e que muda o sistema de ensino medindo e examinando. E não mudará. Ou muda ele ou não muda nada. Fico surpreendido como os professores deixam passar com bonomia a hipótese, admitida, de contratar uma empresa privada para fazer os exames ou a intenção, declarada, de classifi car os professores em função dos resultados. Estes dislates patenteiam pouco conhecimento sobre as limitações técnicas dos processos que advoga e uma visão pobremente parcial sobre o que é o ensino. Nuno Crato, que muitas vezes tem sido menos cauteloso ao apontar o indicador às ciências da Educação, tem agora o polegar da mesma mão virado para ele. Espero que não se entregue às ciências ocultas da Economia para redimir a Escola pública (...)".Resta saber como é que esta figura moderadamente mediática vai valorizar a formação para um uso criterioso e crítico dos media.
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