sexta-feira, abril 01, 2011

Evens Prize for Media Education 2011

Evens Prize
for Media Education 2011


A Fundação belga Evens está a receber candidaturas para uma nova edição do prémio que pretende destacar, e apoiar monetariamente (com 20 mil euros), projectos de Educação para os Media na Europa.
O prazo termina no próximo dia 15 de Abril e as candidatura devem ser feitas a partir do site da Fundação.


Esta é a 2ª edição do "Evens Prize for Media Education". Em 2009, na edição inaugural do prémio, a Universidade do Minho e o British Film Institute receberam esta distinção.

Neste ano de 2011, o prémio conta com o Patrocínio de Androulla Vassiliou, membro da Comissão Europeia, responsável pelo pelouro da Educação, Cultura, Multilinguismo e Juventude.

quarta-feira, março 30, 2011

"Educar para os ecrãs"

Com o título Educar para os ecrãs, a jornalista Andreia Lobo publicou no site Educare um desenvolvido trabalho sobre o Congresso Nacional "Literacia, Media e Cidadania", que decorreu no final da última semana na Universidade do Minho. Abre deste modo:
"A educação para os media serve para melhorar a nossa condição de cidadãos." A ideia é tão consensual entre especialistas e investigadores que merece as aspas. Como se fosse uma citação coletiva. Foi repetida vezes sem conta durante o primeiro congresso nacional de "Literacia, Media e Cidadania", que decorreu em Braga.
Se há em Portugal educação para entender a televisão, a publicidade, a rádio, a imprensa, os filmes, os videojogos, a Internet, as redes sociais, ou seja, a medioesfera, "resulta do empenho pessoal, da crença de que é importante", diz Sara Pereira, investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), da Universidade do Minho. O que significa que "quando os dinamizadores das experiências deixam de existir, elas terminam". E, na "ausência de uma política pública" verifica-se que "no plano nacional não há uma prática continuada de educação para os media", conclui. (...)"
Continuar a ler: Aqui

terça-feira, março 29, 2011

ERC disponibiliza online estudo sobre "Educação para os Media em Portugal"

Referência completa do estudo realizado pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho e acabado de editar pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social:
Manuel Pinto (coordenador); Sara Pereira; Luís Pereira e Tiago Dias Ferreira (2011)
Educação para os Media em Portugal: experiências, actores e contextos
Lisboa: ERC

Índice:
Nota introdutória.. 11

Parte I

1. Metodologia do Estudo.. 17
2. Conceitos. Fundamentos. Orientações. Âmbitos.. 21
2.1. Conceitos.. 21
2.2. Fundamentos.. 24
2.3. Orientações.. 28
2.4. Âmbitos .. 29

3. Educação para os Media e Organizações Internacionais.. 37
3.1. Que instituições?.. 37
3.2. Que formas de intervenção?.. 38
3.3. Perspectivas e abordagens.. 45

4. A Educação para os Media e a regulação.. 49
4.1. Os media, a sociedade e os cidadãos.. 50
4.2. Mudanças no ecossistema mediático e nas políticas públicas.. 52
4.3. Regulação e Educação para os Media.. 57

Parte II

5. Perspectivação histórica da Educação para os Media em Portugal: notas de
enquadramento.. 67
5.1. Especificidades do caso português.. 67
5.2. Antecedentes e “filiações” da Educação para os Media .. 69
5.2.1. Imprensa escolar.. 70
5.2.2. Cinema e educação.. 71
5.2.3. Outras abordagens.. 73
5.3. Iniciativas do poder político.. 74

6. Os Actores, os Contextos e as Experiências .. 77
6.1. Actores e Contextos .. 77
6.2. Experiências no Terreno .. 90
6.3. Flashes sobre 10 projectos .. 107

7. Ensino Superior, formação de professores e Educação para os Media .. 119
7.1. Universidades públicas .. 119
7.2. Institutos Politécnicos .. 127
7.3. Ensino Superior privado. 128

8. Educação para os Media: concepções, práticas, aspectos críticos.. 135
8.1. Concepções de Educação para os Media.. 135
8.2. Relendo a prática e os seus factores críticos ou problemáticos.. 139
8.3. Necessidades e expectativas .. 143

Conclusões Gerais.. 147
Recomendações.. 155
Bibliografia do Estudo.. 159

Anexos.. 163

sábado, março 26, 2011

O congresso Literacia, Media e Cidadania ainda em movimento

Literacia, Media e Cidadania em prática
Foto de Joana Rodrigues

Prestes a terminar o Congresso Nacional Literacia, Media e Cidadania, deixamos aqui um breve resumo do mesmo, pelas mãos da Raquel Ribeiro, dedicada voluntária do grupo de Comunicação do evento. Pode ver, ouvir e ler como se passaram os dois dias do congresso no Storify, Twitter, YouTube, Flickr e AudioBoo.

Segue em baixo o texto da Raquel:

Os dias 25 e 26 de Março de 2011 vão ficar registados na agenda da Universidade do Minho. O primeiro Congresso Nacional Literacia, Media e Cidadania foi o mote para a recepção em Braga de um conjunto de profissionais, docentes, especialistas e investigadores das áreas da comunicação e da educação que durante dois dias debateram as questões suscitadas pela necessidade da educação mediática junto dos cidadãos portugueses e, em especial, junto dos mais jovens.

Numa iniciativa conjunta do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), da Comissão Nacional da UNESCO, Conselho Nacional de Educação, Entidade Reguladora para a Comunicação Social, Gabinete para os Meios de Comunicação Social, o Ministério da Educação e a UMIC, o Congresso Nacional Literacia, Media e Cidadania configurou um espaço de participação e debate no âmbito da necessidade de intervir, formar, investigar e definir políticas de incentivo à literacia mediática.

Durante dois dias e no decorrer de inúmeras sessões foram vários os temas debatidos, tendo confluído todos os debates para a necessidade urgente de apostar em políticas de educação para os media com o objectivo de formar cidadãos mais esclarecidos e capazes de interpretar criticamente a informação que recebem.

Num caminho de Educação para os Media que quase todos concordam ainda é preciso trilhar, conferencistas e participantes afirmaram a necessidade de diagnosticar o estado da literacia mediática na sociedade portuguesa com o objectivo de levar a cabo políticas que possam favorecer uma cidadania mais plena.

Assim, e no âmbito da premência em colocar em prática políticas de Educação para os Media foi ainda destacada a necessidade em formar civicamente os estudantes, permitindo que os mesmos sejam capazes de desenvolver as suas competências críticas não só em relação às mensagens mediáticas que consomem diariamente mas também em todos os domínios do social em que se encontram envolvidos.

Numa das conferências mais concorridas do dia 25, o professor José Ignacio Aguaded Gomez referiu a necessidade de debater os media num momento em que os mesmos são omnipresentes na sociedade actual estando essa situação intrinsecamente relacionada com as evoluções tecnológicas. Segundo o mesmo, essa mesma evolução é a força motriz de um mundo actual marcadamente fragmentado e composto por uma sucessão de mosaicos, configurados em forma de links.

Ressalvada foi a possibilidade de na sociedade actual encontrar pontos de convergência entre as escolas do século XIX, os professores do século XX e os alunos do século XXI. As potencialidades dos media, ao nível da criação de uma sociedade mais igualitária e justa, forma também alvo de reflexão, referindo-se a profissão dos educomunicadores como fundamental na criação de pontes entre comunicação e educação, ambas faces da mesma moeda.

O congresso ficou ainda marcado pela apresentação do estudo “Educação para os Media, em Portugal: experiências, actores e contextos”, resultado de uma investigação realizada pelo CECS para a ERC. Este estudo visou conhecer melhor a realidade dos actores e das experiências dos agentes permitindo observar por princípio três caminhos dominantes na relação entre os media e os cidadãos: o proteccionismo, o modernizador/tecnológico e o capacitador.

Este estudo permitiu, entre outras coisas, perceber que o panorama geral da Educação para os Media é fragmentário e difícil de perceber atendendo àquilo que são os seus constantes avanços e recuos. Ao mesmo tempo, ficou evidente que a maioria das experiências existentes dirigem-se a crianças vista como alunos e não como crianças-cidadãos. De notar, igualmente, foi a inexistência actual de um plano organizado de acção para a educação mediática em Portugal, ou mesmo de uma qualquer plataforma que permita mediar o ainda escasso trabalho que tem vindo a ser desenvolvido nesta área. A este propósito o professor Manuel Pinto, um dos co-autores do estudo, mencionou a importância de criar um Observatório sobre Educação para os Media, que colmate estas lacunas observadas.

Apontada como condição essencial para o exercício de uma cidadania plena e activa a educação para os media foi apresentada pelos participantes no congresso como fundamental na redução da info-exclusão. Para que esse fim seja possível é, todavia, fundamental formar. Responder às questões de como, quem, e porquê formar é lutar contra o analfabetismo mediático que parece ainda dominar na sociedade actual.

quarta-feira, março 23, 2011

Participar é também ouvir e comentar o trabalho dos outros

A poucas horas do início do congresso 'Literacia, Media e Cidadania', a coordenadora local da Comissão Organizadora endereçou aos participantes a mensagem seguinte:

Estimados Congressistas,

aproxima-se a data de realização do Congresso Nacional 'Literacia, Media e Cidadania'. Tudo estamos a fazer para que este evento permaneça nas nossas agendas para além dos dias 25 e 26 de Março; queremos que fique também nas nossas memórias e que seja um ponto de partida, mais do que um ponto de chegada, para o muito que há a fazer em Portugal ao nível da educação para os media ou da literacia mediática.

Estamos certos de que valerá a pena estes dois dias de encontro, de partilha de conhecimentos e de experiências, de discussão de trabalhos e de ideias. Mas o sucesso do Congresso não depende apenas da sua Comissão Organizadora; depende do contributo que cada um pode dar, da presença nas sessões e da participação activa nas mesmas.

Um apelo vos deixamos para estes dois dias: que sejam uma presença activa, que apresentem os vossos trabalhos mas que tenham também disponibilidade para ouvir os contributos dos outros participantes. Se cada um de nós estiver de costas voltadas para as apresentações dos outros, pensando que apenas o que temos a dizer é importante, então estaremos a desfazer o espírito com que este congresso foi pensado e preparado.

Esperamos mais de 250 participantes, entre professores, bibliotecários, profissionais no campo da saúde, profissionais dos media, investigadores, decisores políticos, entre outros profissionais. Para além das seis sessões plenárias previstas no programa, teremos ainda a realização de workshops, com a perspectiva de aprender como fazer educação para os media; a apresentação de investigações e de experiências no terreno, através de comunicações orais e de posters; e ainda uma Mostra permanente de Produtos e Serviços.

Estamos certos de que este congresso tem condições para contrariar a tendência última de eventos deste tipo - salas quase vazias com sessões pouco participadas.

E para que se orientem na chegada à Universidade do Minho, resta-nos apenas dizer que o Congresso se realiza no Campus de Gualtar, em Braga, no Complexo Pedagógico II (CPII). Na entrada principal, para poderem entrar com o automóvel, informem por favor a equipa dos seguranças que vêm participar no Congresso 'Literacia, Media e Cidadania'.

Despedimo-nos na expectativa do encontro já na próxima sexta-feira, dia 25.

Com os melhores cumprimentos,

Pela Comissão Organizadora,
Sara Pereira

segunda-feira, março 21, 2011

Literacia sobre os media

Plátano, Outra Presença, Legenda, Escrita Irrequieta, Encontro, Barquinho de Papel, Etc são títulos de jornal que provavelmente não dirão muito à maioria dos leitores. Mas são a expressão de um trabalho notável desenvolvido em escolas de todos os níveis de ensino não-superior, que foram premiadas no Concurso Nacional de Jornais Escolares, promovido pelo projecto “Público na Escola” em 2010.
Neles se procura colocar os alunos e as instituições educativas a pensar e a pôr em prática a comunicação – através do texto, da imagem, do multimédia (já que se contempla também jornais escolares online); a dar a palavra aos alunos e professores; a aprender a expressar-se e desejavelmente a escrever melhor; a seleccionar e organizar a informação. Neste exercício, realizado frequentemente, contra uma cultura do “não te rales”, descobrem-se talentos, forja-se a cidadania, promove-se a pesquisa e o trabalho de projecto, aprende-se a ler mais criticamente o papel dos próprios meios de comunicação social.
Quando muitos alunos e professores das dezenas de escolas premiadas se encontrarem nesta quarta-feira, no Salão Medieval da Universidade do Minho, para a cerimónia da entrega dos prémios, não é apenas o prémio que está em causa, mas o reconhecimento de um trabalho continuado, frequentemente sem grandes apoios, e uma aposta no valor educativo e cultural destes processos.
Dois dias depois, a mesma cidade de Braga acolhe o Congresso Nacional sobre “Literacia, Media e Cidadania”, promovido por meia dúzia de instituições públicas, numa parceria que traduz a preocupação de colocar a literacia para os media no centro das agendas públicas. Será a oportunidade para investigadores, formadores, investigadores, decisores políticos porem em comum o que se tem andado a fazer entre nós para “alfabetizar” os novos e menos novos no uso crítico e esclarecido dos media. Como é que a escola lida hoje com a experiência mediática dos seus alunos? Que impacto têm os media no âmbito da saúde? Como aprender a distinguir a informação válida do lixo, na Internet? Que pode fazer cada agente social nesta matéria?
É a qualidade do ambiente mediático e, certamente, a qualidade de vida, tout court, que estará sob o foco da atenção (mediática?), esta semana, em Braga.

Publicado na edição de 21.03 do diário digital Página 1

sexta-feira, março 18, 2011

Conhecer o terreno

A propósito da notícia do Público que no anterior post aqui referimos, tivemos conhecimento da tomada de posição do Prof. Rui Espinho, ligado ao Projecto de Educação para os Média na Região de Castelo Branco, já neste blog várias vezes referenciado, e que, com a autorização do autor, aqui reproduzimos:

Sem querer tirar qualquer mérito ao projecto "Público Na Escola" e,reconhecendo em absoluto, o carácter extremamente válido do contributo deste projecto para a educação para os média no nosso país e, em particular, nas escolas, venho, neste espaço, humildemente dizer à Dra. Bárbara Reis, à Dra. Teresa Calçada, à Dra. Sónia Matos e à sra. Ministra da Educação deste "por enquanto" país que... nada do que foi apresentado é "original".
Considero grave e cheio de significado que a responsável política da educação não tenha conhecimento do projecto "EducMédia - Educação Para o Média na Região de Castelo Branco". Que não saiba que todas as "suas" escolas do distrito trabalharam durante 3 anos a literacia para
os média de uma forma metódica, estruturada e avaliada. Que os "seus" professores estão agora mais habilitados. Que os "seus" estudantes estão mais conscientes.
É uma constante na educação em Portugal o subaproveitamento de experiências-piloto que enriquecem o panorama escolar, produzem frutos e depois... não fazem escola ou desaparecem.
"A leitura [também de jornais] é um meio essencial de transmissão do conhecimento e da cultura e tem uma função essencial no desenvolvimento individual", referiu a Dra. Isabel Alçada a propósito da iniciativa que comento. É precisamente essa a recomendação que aqui lhe deixo. A senhora quis exercer a função de governante; então, leia mais, sobre o que se faz nas escolas ou peça a um assessor que leia e que a mantenha informada. Talvez assim forme uma opinião mais positiva sobre a inovação nas "suas" escolas, feita com os "seus" professores ao serviço dos "seus" alunos. O que eu não desculpo são ministros que desconhecem a área que tutelam.
Rui Espinho, professor

Ligações sugeridas, a propósito:
- DVD do PÚBLICO "Como se faz um jornal" vai ser distribuido pelas escolas
- Vídeo "Como se faz o jornal"