sábado, dezembro 04, 2010

"Dar o nome aos bois"

Provavelmente nunca chegaremos a uma forma consensual, e menos ainda universal, de designar "a coisa" que é objecto deste blog. Aqui, demos-lhe o nome de Educomunicação. Estamos, bem o sabemos, bem acompanhados, mas não necessariamente satisfeitos ou desatentos às movimentações e procuras que por cá e lá por fora existem.
Para termos uma ideia das veredas e caminhos para exprimir esta preocupação pelo lugar dos media, das mediações e da comunicação nas nossas vidas privadas e públicas, demo-nos ao trabalho de introduzir no motor de busca do Google aqueles termos e expressões de pesquisa que nos surgem mais frequentemente, pelo menos nas línguas que nos são mais próximas (excluímos o italiano porque cada vez mais vemos ser utilizada neste país a forma inglesa de "media education").
O resultado foi aquele que o quadro abaixo mostra e que exige algumas, quiçá muitas, notas e comentários, de que se deixam abaixo apenas os mais fáceis para a interpretação de alguns dos dados. 

Relativamente aos casos de "Information literacy", a expressividade do número de resultados relaciona-se com a ênfase que lhe tem sido dada no âmbito das ciências da informação e, em particular, no âmbito das bibliotecas. Ainda que, em anos recentes, se registem cruzamentos interessantes da informação com a democracia e a cidadania participativa.  Quanto ao caso da Pedagogia da Comunicação, importa observar que ela é usada há bastante tempo em contextos como o ensino das línguas e os estudos e práticas de promoção da comunicação humana.
São bem-vidas outras observações e comentários a este quadro.

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Literacias do século XXI

O National Council of Teachers of English (NTCE), dos Estados Unidos da América faz uma aposta clara nas novas literacias que podem, naturalmente favorecer o desenvolvimento das competências linguísticas e tem mesmo uma "declaração" sobre o assunto. Foi aprovada em 2008 pelo seu Comité Executivo e tem por título "The NCTE Definition of 21st Century Literacies". Ei-la:
Literacy has always been a collection of cultural and communicative practices shared among members of particular groups. As society and technology change, so does literacy. Because technology has increased the intensity and complexity of literate environments, the twenty-first century demands that a literate person possess a wide range of abilities and competencies, many literacies. These literacies—from reading online newspapers to participating in virtual classrooms—are multiple, dynamic, and malleable. As in the past, they are inextricably linked with particular histories, life possibilities and social trajectories of individuals and groups. Twenty-first century readers and writers need to:
  • Develop proficiency with the tools of technology
  • Build relationships with others to pose and solve problems collaboratively and cross-culturally
  • Design and share information for global communities to meet a variety of purposes
  • Manage, analyze and synthesize multiple streams of simultaneous information
  • Create, critique, analyze, and evaluate multi-media texts
  • Attend to the ethical responsibilities required by these complex environments
Mais recursos sobre o assunto no site do NTCE: AQUI.

segunda-feira, novembro 29, 2010

Crianças, televisão e telejornais

Os acontecimentos da última semana, em favelas do Rio de Janeiro, que culminaram ontem com o 'assalto' policial no Complexo do Alemão suscitam muitas reflexões, em particular sobre o papel dos media. Duas em especial gostaria aqui de salientar: o papel que teve, no dia de ontem, a cobertura feita a partir de dentro da favela cercada e espiolhada pelos agentes de segurança por parte de um grupo de adolescentes, ligados ao jornal "Voz da comunidade" e o impacte das notícias nos serviços noticiosos da televisão.
No primeiro caso, vale a pena rever a conta do Twitter www.twitter.com/#vozdacomunidade e rever os vídeos que, a partir de telemóveis foram feitos e emitidos via site Justin.tv. O que foi a experiência de miúdos a fazerem e a terem a consciência de fazer aquilo que os grandes e poderosos meios de comunicação não eram capazes de fazer e serem seguidos em diversas partes do mundo (a conta do Twitter passou, num instante, para mais de 20 mil seguidores). Quem acompanhou os acontecimentos pelo Twitter, pôde verificar a repercussão desta iniciativa.
Quanto ao impacto das notícias e imagens destes acontecimentos nos telejornais, refiro apenas o oportuno sinal dado pelo site revistapontocom, aqui. Ele remete-nos para o texto de uma equipa de investigadores, também do Rio de Janeiro - "Crianças, televisão e telejornais", que estudaram esta matéria, olhando-a do lado das crianças. Vale a pena dar uma olhada.

Complemento: Cf, no JN de hoje: "Adolescentes do Complexo do Alemão vencem batalha das notícias no Twitter"

domingo, novembro 21, 2010

"Dez livros para entender que o mundo que vem aí já chegou"

A proposta é de José Luis Orihuela e vem publicada no eCuaderno:


quarta-feira, novembro 17, 2010

Em Castelo Branco tem sido assim



Contextualização: AQUI

terça-feira, novembro 16, 2010

Cidadania e redes digitais

O anúncio é feito pelo blog de Renato Cruz, no site do Estado de São Paulo: vai ser hoje apresentado o livro  Cidadania e Redes Digitais, obra colectiva organizada por Sergio Amadeu da Silveira. Tem a particularidade de estar escrito em português e inglês e de ter sido disponibilizado na web ainda antes do lançamento formal.
Renato Cruz transcreve, da apresentação, este trecho:
“O objetivo da iniciativa foi explorar as relações entre as tecnologias de informação e comunicação e a construção e manutenção de direitos nas sociedades em rede. (…) O livro reúne textos que tratam de diversos aspectos do mundo informacional e suas interfaces com a expansão da cidadania, bem como exploram as ambivalências e as possibilidades da comunicação em redes digitais diante dos desafios de uma esfera pública interconectada. Um dos pontos cruciais dos debates sobre uma cibercidadania é a análise do princípio de neutralidade da rede em relação às possibilidades de bloquear ou discriminar os fluxos informacionais, reivindicado pelos controladores da infraestrutura de conexão. Tal discussão também compõe o cenário de batalhas pela reconfiguração da rede, captadas nesta coletânea como confrontos pela alteração de direitos sociais.”
O download do PDF completo do livro pode ser feito aqui.

segunda-feira, novembro 15, 2010

Media Smart lança concurso nas escolas

Mais mais de cinco mil escolas do 1º e 2º ciclos foram convidades pelo programa Media Smart  a realizar campanhas publicitárias sobre a vida das instituições que frequentam.  Os do 1.º ciclo prepararão uma campanha de promoção da escola junto da comunidade. Os alunos de 2.º ciclo, por sua vez, são desafiados a criar uma campanha de combate ao abandono escolar, "com destaque para o estudo e a importância da escolaridade".
Depois de ter sensibilizado os alunos para o universo dos anúnicos, o programa pretende agora pô-los a produzir. Em Junho do ano que vem serão conhecidas as escolas premiadas.