- O acesso à internet: Governos, operadoras de telefonia móvel e empresas de multimédia devem trabalhar juntos para garantir acesso gratuito à internet ou a preços acessíveis nas escolas e bibliotecas.
- Assegurar uma navegação segura na web: A Escola deve ensinar crianças e jovens sobre os perigos da web.
- Mais espaço para crianças e jovens na tomada de decisões: Mais artigos escritos por crianças e jovens em jornais nacionais e locais.
Cada país deve ter um Conselho da Juventude de mídia – para comentar sobre o conteúdo de TV para crianças. - Representação negativa das crianças e dos jovens nos meios de comunicação: Os meios de comunicação devem adoptar diretrizes éticas.
- Medieducação: A Educação para os media deve ser parte do currículo desde tenra idade, em cada país.
- Interesse comercial X Responsabilidade social: Somente produtos relacionados com o desenvolvimento das crianças podem ser linkados com a mídia voltada para as crianças.
Existência de mais canais de TV, jornal, rádio não comerciais e de interesses de crianças e jovens.
domingo, junho 27, 2010
Crianças e Media: recomendações de Karlstad
Membros do Global Youth Media Council, uma espécie de conselho jovem, representativo de 20 países que estiveram presentes na Cimeira Mundial de Media para Crianças e Adolescentes, realizada, na semana passada, em Karlstad, na Suécia (e na qual participaram dois colegas deste blog) aprovaram seis recomendações dirigidas a diversos parceiros sociais, económicos e políticos:
segunda-feira, junho 21, 2010
Discussão de conceitos

"After looking over several models and definitions of digital / media literacy, including the overly complicated graphic above, it seems clear that the phrases "digital literacy" and "media literacy" have become nearly synonymous. I tend to think of digital literacy as more device oriented, like being able to operate a smart phone, and media literacy as being able to decipher the messages -- textual, audio, video, etc. -- delivered through such devices. But the literature I read recently about the concepts doesn't seem to back such simple delineation (maybe I should make my argument in this matter). In fact, I think the scholarship muddies the pool from many different directions, making any distinctions between the two terms virtually meaningless. So maybe it would be more worthwhile to spend energy envisioning different levels of digital/media literacy, starting with a base level and an advanced level. (...)".
Brett Oppegaard
Continuar a ler o post: AQUI
Etiquetas:
Literacia digital,
Literacia dos Media
domingo, junho 20, 2010
Ousaria recusar-se a apoiar a UNICEF?
Recebi hoje na minha caixa de correio uma mensagem tocante, com pedido de a divulgar pela minha lista de contactos, com a garantia de ao fazê-lo, estar a doar 5 euros para a UNICEF. Irei a presentar a mensagem e, a seguir, colocar algumas questões.
A mensagem é a seguinte:
Perante uma mensagem destas, de fazer emocionar os calhaus, é difícil ficar indiferente e não fazer aquilo a que a mensagem apela, sem grandes hesitações ou dúvidas. Mas ... e se tudo isto fosse uma maquinação hedionda de alguém que estivesse a brincar com (ou mesmo a aproveitar-se de) os nossos bons sentimentos?
Analisemos mais de perto:
- Quais as fontes da mensagem? Aparentemente, nenhuma. Mas as marcas envolvidas mereceriam alguma consideração: UNICEF e Microsoft. Aqui surge logo a primeira dúvida: instituições desta envergadura enviariam mensagens deste teor, sem contactos, sem provas, sem garantias de fiabilidade e, para mais, escritas num português que deixa a desejar?
- Mais: seria aceitável que a UNICEF utilizasse assim, sem mais, de forma despudorada e sensacionalista, a imagem da criança que a foto documenta?
- Finalmente e pegando no assunto de outra perspectiva: suponhamos que há dúvidas quanto à veracidade do apelo. A quem poderia interessar que uma mensagem deste tipo circule aos milhares pela Internet? Basta pensar que se eu, movido pela vontade de ajudar a resolver miraculosamente o problema da fome, enviasse a mensagem para os meus contactos (e não tivesse o cuidado - como a maioria não tem - de tornar invisíveis os endereços de mail) e que uma boa parte desses contactos tão ou mais sensíveis aos dramas do mundo do que eu próprio amplificassem ainda mais o meu gesto (e repare-se que foi numa cadeia dessas que o mail me veio parar ás mãos), facilmente veríamos a mensagem em dezenas, se não centenas de milhar de mails. Aí bastaria a uma empresa dessas que comercializam a venda de pacotes de mails para fins comerciais - e que nos proporcionam o tão conhecido spam - colocar duas ou três pessoas a rastrear cuidadosamente a net para recuperar, em diferentes dos seus pontos as listas de e-mail postas a circular, a propósito de tão comovente mensagem. Então, valeria a pena colocar agora, de novo, a pergunta: a quem poderia interessar que uma mensagem deste tipo circule aos milhares pela Internet?
Dei por mim a fazer essas perguntas e decidi recorrer à ferramenta mais óbvia: ao Google. E no espaço de endereços do meu browser coloquei lá a seguinte expressão de pesquisa, tirada do título da mensagem citada: "Unicef & MSN Kampanyas Yard?m". Obtive como resultado 48 sítios, sendo o logo o primeiro um post do blog "Da Condição Humana", intitulado "Mails da treta: Envia este mail a favor da UNICEF. .. 5€por cada email enviado".
O que lá li, ainda que num tom que eu não usaria, por respeito pelos que são vítimas desta forma de iliteracia digital e cultural, não aponta num sentido muito diverso daquele que aqui adopto. Mas o que não deixa margem para dúvidas é a resposta que o autor do blog recebeu da própria UNICEF (na sequência de uma consulta que em boa hora decidiu fazer) e que aqui transcrevo:
Quanto ao caso em si, não são necessárias mais palavras. São precisas é mais acções para combater estas novas modalidades de iliteracia.
A mensagem é a seguinte:
"Envie esta mensagem, ela dará € 10 à Unicef e é gratuita para você ...
Unicef & MSN Kampanyas Yard?m
Acordo de ajuda entre Unicef & MSN
Por favor, antes de deitar fora a comida que tem no seu prato pense nas pessoas que estão morrendo de fome!
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Em África, existem crianças morrendo de fome. Segundo o acordo firmado entre a UNICEF e o MSN para as crianças falecidas e outras crianças, uma ajuda acaba de começar.
Por cada vez que você enviar esta mensagem aos seus contactos/amigos/colegas/familiares, 5 € serão atribuídos à conta da UNICEF.
Para as nossas crianças em África e as vítimas do tsunami, queira participar, por favor, neste 'Apelo de Amizade'.
Pelo facto de ter recebido este e-mail e o ter reenviado a outra pessoa, já deu 10 Euros a ganhar à Unicef.
Por favor, faça viver essas crianças que estão em risco de morrer. Não nos esqueçamos que a cada segundo, uma criança está em risco de morrer de fome.
Envie este e-mail a todas as pessoas que conhecer... obrigado."
Perante uma mensagem destas, de fazer emocionar os calhaus, é difícil ficar indiferente e não fazer aquilo a que a mensagem apela, sem grandes hesitações ou dúvidas. Mas ... e se tudo isto fosse uma maquinação hedionda de alguém que estivesse a brincar com (ou mesmo a aproveitar-se de) os nossos bons sentimentos?
Analisemos mais de perto:
- Quais as fontes da mensagem? Aparentemente, nenhuma. Mas as marcas envolvidas mereceriam alguma consideração: UNICEF e Microsoft. Aqui surge logo a primeira dúvida: instituições desta envergadura enviariam mensagens deste teor, sem contactos, sem provas, sem garantias de fiabilidade e, para mais, escritas num português que deixa a desejar?
- Mais: seria aceitável que a UNICEF utilizasse assim, sem mais, de forma despudorada e sensacionalista, a imagem da criança que a foto documenta?
- Finalmente e pegando no assunto de outra perspectiva: suponhamos que há dúvidas quanto à veracidade do apelo. A quem poderia interessar que uma mensagem deste tipo circule aos milhares pela Internet? Basta pensar que se eu, movido pela vontade de ajudar a resolver miraculosamente o problema da fome, enviasse a mensagem para os meus contactos (e não tivesse o cuidado - como a maioria não tem - de tornar invisíveis os endereços de mail) e que uma boa parte desses contactos tão ou mais sensíveis aos dramas do mundo do que eu próprio amplificassem ainda mais o meu gesto (e repare-se que foi numa cadeia dessas que o mail me veio parar ás mãos), facilmente veríamos a mensagem em dezenas, se não centenas de milhar de mails. Aí bastaria a uma empresa dessas que comercializam a venda de pacotes de mails para fins comerciais - e que nos proporcionam o tão conhecido spam - colocar duas ou três pessoas a rastrear cuidadosamente a net para recuperar, em diferentes dos seus pontos as listas de e-mail postas a circular, a propósito de tão comovente mensagem. Então, valeria a pena colocar agora, de novo, a pergunta: a quem poderia interessar que uma mensagem deste tipo circule aos milhares pela Internet?
Dei por mim a fazer essas perguntas e decidi recorrer à ferramenta mais óbvia: ao Google. E no espaço de endereços do meu browser coloquei lá a seguinte expressão de pesquisa, tirada do título da mensagem citada: "Unicef & MSN Kampanyas Yard?m". Obtive como resultado 48 sítios, sendo o logo o primeiro um post do blog "Da Condição Humana", intitulado "Mails da treta: Envia este mail a favor da UNICEF. .. 5€por cada email enviado".
O que lá li, ainda que num tom que eu não usaria, por respeito pelos que são vítimas desta forma de iliteracia digital e cultural, não aponta num sentido muito diverso daquele que aqui adopto. Mas o que não deixa margem para dúvidas é a resposta que o autor do blog recebeu da própria UNICEF (na sequência de uma consulta que em boa hora decidiu fazer) e que aqui transcrevo:
Através de um doador, recebemos o mesmo e-mail que nos deixou bastante incomodados, pois nada tem a ver com a UNICEF.Lamentamos o abuso por parte de pessoas sem escrúpulos que se servem de imagens terríveis de crianças e usam indevidamente o nome da UNICEF para fins que desconhecemos.Agradecendo o seu alerta, enviamos os melhores cumprimentos.Carmen SerejoAssistente da Direcção
Quanto ao caso em si, não são necessárias mais palavras. São precisas é mais acções para combater estas novas modalidades de iliteracia.
quinta-feira, junho 17, 2010
Um "tour" do Google pela literacia digital
As iniciativas do Google não páram e uma das mais recentes diz respeito à literacia digital. Intitula-se mesmo "Digital Literacy Tour" e consta de um conjunto de workshops que compreendem, cada uma, um vídeo, um manual do professor, um manual do aluno e uma proposta de apresentação na aula.
Os temas tratados são os seguintes:
Os temas tratados são os seguintes:
- Detecting Lies and Staying True
- Playing and Staying Safe Online
- Steering Clear of Cyber Tricks
terça-feira, junho 15, 2010
Cimeira Mundial sobre Media, Crianças e Jovens

Está a decorrer em Karlstad, Suécia, desde ontem e até sexta-feira próxima, a World Summit on Media for Children and Youth "Towards a New Global Vision for Children, Youth and Media - Challenges in Young People's World of Communication".
O Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho está representado por Sara Pereira e Luís Pereira com duas apresentações: "Navigating with Magalhães - What are children doing with their own laptop?" e "Making Sense of TV for Children - the Portuguese Case".
De Portugal estão também presentes Cristina Ponte e Lidia Maropo, da Universidade Nova de Lisboa, e Vítor Tomé, de Castelo Branco.
O Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho está representado por Sara Pereira e Luís Pereira com duas apresentações: "Navigating with Magalhães - What are children doing with their own laptop?" e "Making Sense of TV for Children - the Portuguese Case".
De Portugal estão também presentes Cristina Ponte e Lidia Maropo, da Universidade Nova de Lisboa, e Vítor Tomé, de Castelo Branco.
quarta-feira, junho 09, 2010
A escola em debate
O Gabinete de Comunicação e Educação da Universidade Autónoma de Barcelona (UAB) em parceria com um grupo de alunos do Mestrado Internacional de Comunicação e Educação da UAB organizam a jornada 'Convivência e Mediação Escolar na Escola 2.0', no próximo dia 17 de Junho.A actividade está incluída nas 'Semanas Educomunicativas' e tem como objectivos promover a discussão sobre o papel das novas tecnologias no contexto escolar como forma de capacitação das relações entre alunos e professores. A jornada contará igualmente com os painéis sobre 'Conflitos na organização escolar', 'A escola que queremos', 'Pensar no presente e imaginar o futuro: a escola 2.0'. Durante o evento serão apresentados projectos e experiências que estão relacionadas com esta temática.
As 'Semanas Educomunicativas', que decorrem na Faculdade de Ciências da Comunicação na UAB, vão ainda incluir jornadas sobre a cooperação educativa, a investigação e divulgação científicas, a exploração e aventura educativa, a televisão educativa e cultural e o cinema educativo.
O programa da jornada em detalhe aqui.
P.S. - O protagonismo que a escola terá ao longo desta jornada fez-me recordar, contudo, um debate que tem sido feito por alguns investigadores que se têm dedicado às questões da literacia mediática, nomeadamente entre aqueles que defendem a inclusão de uma disciplina de educação para os media nos curricula escolares. Até que ponto poderemos estar eventualmente a sobrecarregar a escola com mais esta tarefa? Terão as escolas e os professores real capacidade e consciência para desempenharem esta tarefa? Que outras instituições públicas poderiam ser incluídas neste propósito de disseminação de uma cultura crítica em relação aos media? Seria interessante perceber o que pensam os leitores deste blogue sobre todas estas questões.
Nunca é demais repetir...
... algo que, ainda por cima, é lei.
"1 - A concessionária do serviço público de televisão deve (...) apresentar uma programação que promova a formação cultural e cívica dos telespectadores, garantindo o acesso de todos à informação, à educação e ao entretenimento de qualidade."
Art. 51º da Lei 27/2007, de 30 de Julho de 2007, a chamada Lei da Televisão.
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