“No século XXI, o conceito de literacia e a prática de ensinar a ler às nossas crianças deve ser alargado à literacia digital”. A afirmação é de Julius Genachowski, presidente da entidade reguladora dos media dos Estados Unidos da América, numa intervenção que fez neste final de semana, na Consumer Electronics Show, em Las Vegas.
Esta ideia programática, que hoje começa a ser percebida como estratégica para o desenvolvimento das sociedades contemporâneas e para a cidadania, não se pode dizer que seja em si mesma muito inovadora, ainda que vá uma grande distância entre defendê-la e pô-la em prática.
Quando falamos em literacia digital, a nossa mente e o nosso olhar voltam-se de imediato para a escola e para os professores. Achamos que este tipo de coisas é matéria de currículo, de métodos de ensino e de aprendizagem, de educação, em suma. Mas: e se fosse também matéria de emprego, de produtividade, de economia, de bem-estar e qualidade de vida?
Na intervenção referida, Genachowski acrescentou algumas notas que apontam precisamente nesse sentido e que talvez possam (ou devessem) fazer os empresários e os responsáveis pelas políticas sociais pensar um pouco. Aludindo ao plano de universalização do acesso à banda larga, o presidente da Federal Communications Commission observou que “quanto maior for o acesso à Internet, mais oportunidade haverá de encontrar emprego, visto que a maior parte da oferta requer competências digitais básicas”. Daí que, segundo ele, sendo compreensível que os pais exprimam preocupações várias acerca da segurança dos filhos online, “o risco maior é o das crianças que não têm computadores, não tendo assim possibilidade de complementar a sua formação com a pesquisa na Internet”. E com a análise crítica das fontes que encontram, com a capacidade de gerir a informação encontrada e de produzir informação e sínteses novas – acrescento eu.
Entendo que esta alfabetização relativa às novas linguagens e às redes digitais não pode nem deve contrapor-se nem sequer sobrepor-se às restantes literacias, em particular a uma adequada aprendizagem da leitura, da escrita e do cálculo. O que talvez falte compreender é que as aprendizagens que a cidadania e o emprego cada vez mais supõem não se somam umas às outras. Combinam-se e jogam umas com as outras.
(Texto publicado na edição de hoje do diário digital da Renascença, Página 1)
COMPLEMENTO: Independent Review of ICT User Skills, UK, 2009.
segunda-feira, janeiro 11, 2010
sábado, janeiro 02, 2010
O (jovem) espectador multi-ecrãs
Sob o título La Red desafía el reinado de la televisión , o diário espanho, El País mostra como a Internet está a suplantar a TV, especialmente entre os jovens. O texto merece ser lido na integralidade. Fica aqui o primeiro parágrafo:
"David Muñoz, de 18 años, domina las pantallas sin problemas. Tumbado el sofá, con una mano agarra el mando a distancia para ver Física o Química y de reojo echa un vistazo a la pantalla del ordenador, donde se descarga un par de canciones y actualiza su perfil en Facebook. No es ningún experto informático; estudia un módulo de Administración y trabaja en una tienda de artículos de motociclismo en Barcelona. Sencillamente, ha crecido entre pantallas; es un aborigen digital. 'Ahora, los padres ya no amenazan a sus hijos con castigarlos sin tele, sino con cerrarles el ordenador', ironiza Muñoz. Más que ser devota de una pantalla, su generación ya las simultanea todas. La del televisor, la del ordenador, la del móvil y la de la videoconsola. Pero la mayoría de adolescentes se inclina por una en especial: un 63% de los jóvenes entre 10 y 18 años prefieren Internet al televisor, según un informe del Foro de la Generación Interactiva en España, de la Fundación Telefónica."
segunda-feira, dezembro 28, 2009
Programa sobre educação para os media na RTP2?
A RTP2 está, presentemente, a preparar um novo programa para tratar a questão dos media. "Será um programa não apenas de debate, mas terá um lado mais científico e académico, que passe por fazer também educação para os media". Quem o afirma é Jorge Wemans, director do segundo canal do operador público, em declarações recolhidas e publicadas há dias pelo Diáro de Notícias.
Wemans comentava, na ocasião, a notícia da decisão de dar por terminado o programa Clube de Jornalistas que constituía, desde 2005, o único espaço regular de debate de questões relacionadas com os media e o jornalismo.
Wemans comentava, na ocasião, a notícia da decisão de dar por terminado o programa Clube de Jornalistas que constituía, desde 2005, o único espaço regular de debate de questões relacionadas com os media e o jornalismo.
Aulas online
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(Via SoniaBertocchi@twitter)
(Via SoniaBertocchi@twitter)
terça-feira, dezembro 22, 2009
Fosso entre a cultura dos media e a cultura escolar
Kirsi Pohjola, da Universidade finlandesa de Kuopio, pede, no diário Helsingin Sanomat, uma melhor integração do quotidiano mediático das crianças na vida escolar:
"Un fossé s'est creusé entre la culture médiatique des jeunes et la pratique du texte linéaire de l'école. Il ne s'agit pas seulement d'un éloignement entre deux mondes textuels, mais aussi d'un fossé entre deux modes de vie. Dans le pire des cas, les élèves n'acquièrent pas des connaissances de façon naturelle, pour eux-mêmes et pour leur temps. Au contraire, en dehors de l'école, ils sont obligés de laisser de côté une grande partie de ce qu'ils y ont appris. Dans la vie professionnelle, on exige en revanche des fonctions appartenant typiquement à leur culture médiatique, comme de faire plusieurs choses simultanément, la capacité de passer rapidement d'un sujet à un autre, l'implication de soi et un comportement faisant appel aux affects. … Il n'est pas étonnant que les enfants soient attirés par les univers médiatiques : ils y sont acteurs, voire producteurs d'informations. L'univers de l'école est au contraire un monde où ils ont peu leur mot à dire."
Via: Eurotopics.
segunda-feira, dezembro 21, 2009
Educação para os media o que é?
"The purpose of media literacy education is to develop the habits of inquiry and skills of expression needed by critical thinkers, effective communicators, and active citizens in today's world."
NAMLE
NAMLE
domingo, dezembro 20, 2009
Registo
- Digital literacy practices among youth populations:A review of the literature By Barbara Blummer
- Paradoxical Paradigm: Multimodality Literacy, by Liz Hood
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