segunda-feira, dezembro 07, 2009

Perez Tornero sobre a Alfabetização Mediática

Eis o vídeo da intervenção de Jose Manuel Perez-Tornero, da Universidade Autónoma de Barcelona, na introdução ao primeiro painel da III Conferencia Internacional EAVI, realizada recentemente no edifício do Senado, em Madrid:

sábado, dezembro 05, 2009

Os alunos e a experiência de escrever

Como é que os mais novos lidam com a experiência da escrita? Essa competência está a progredir ou a regredir? Normalmente, referimo-nos mais à leitura e conhecemos pior aquela vertente.
No Reino Unido acaba de ser divulgado um estudo. realizado junto de 3001 alunos dos 9 aos 16 anos da Inglaterra e da Escócia precisamente sobre esta matéria, o qual tem o interesse acrescido de relacionar as práticas e preferências da escrita com o uso de novas tecnologias.

sexta-feira, dezembro 04, 2009



"Portugal tem de dedicar muito mais atenção à literacia" - esta é provavelmente a principal conclusão do relatório "A Dimensão Económica da Literacia em Portugal: uma análise", elaborado pela DataAngel Policy Research Incorporated para o Ministério da Educação e ontem apresentado em Lisboa.
"As análises do impacto da literacia no desempenho económico de Portugal durante os últimos 50 anos deixam poucas dúvidas de que o país pagou um preço significativo por não ter aumentado a oferta de competências de literacia ao dispor da economia", saleinta o documento.
Este estudo trabalha sobre uma definição de literacia como "a capacidade de utilizar informações a partir de suportes impressos para resolver problemas", sendo que "a economia da literacia tem que ver com o capital humano, definido como o conhecimento, as qualificações, as competências e as outras qualidades dos indivíduos susceptíveis de serem empregues no sistema produtivo (OCDE, 1998). As competências de literacia (...) têm sido consideradas, desde há muito, um dos elementos fundamentais do capital humano".
As conclusões deste relatório apontam para um conjunto de conclusões, referidas na +ágina 118 e seguintes, das quais se destacam as partes seguintes:

"Os adultos com baixas competências de literacia passam mais frequentemente por episódios de desemprego, recebem salários mais baixos, apresentam muito maiores probabilidades de serem pobres, têm uma saúde mais débil, socialmente são menos empenhados e têm um acesso menos frequente a oportunidades educativas do que os seus concidadãos com mais competências de literacia.
Portugal tem estado entre os países da Europa que apresenta menos avanços no que respeita ao aumento da oferta e da qualidade da educação pré-escolar, do ensino básico, do ensino secundário e do ensino superior. Como resultado desta situação, os níveis de literacia de adultos encontram-se entre os mais reduzidos da área da OCDE e Portugal tem as percentagens mais elevadas de adultos com baixas competências de todos os países europeus. Envolver 100% das crianças de quatro e cinco anos em actividades ricas em literacia no ensino pré-primário deve ser uma prioridade, reforçando significativamente a qualidade da educação básica, aferida
pelos valores médios da literacia dos estudantes em cada nível e pela proporção dos estudantes que concluem o ensino básico com baixas competências de literacia funcional. O Plano Nacional de Leitura de Portugal, analisado mais adiante, irá contribuir para a realização destes objectivos.
Todavia, confiar apenas em medidas dirigidas às crianças e aos jovens não vai precipitar melhorias suficientemente rápidas nas competências da força de trabalho. As taxas de natalidade portuguesas estão entre as mais reduzidas da Europa – facto que limita o seu impacto nas competências em geral. Alargar a participação em aulas de reforço de literacia de adultos e em programas do ensino secundário gerais e profissionais, especificamente concebidos para adultos com baixo nível de escolarização, torna-se urgente para ajudar a ultrapassar o sub-investimento. Os decisores políticos em Portugal estão cientes deste facto. Um pilar decisivo da estratégia do Governo para aumentar as competências da população activa é o desenvolvimento do programa Novas Oportunidades, que se destina a jovens em risco de abandonarem o sistema educativo e a adultos que necessitam de aumentar as suas competências. O reconhecimento, a validação e a certificação de aptidões e competências adquiridas será o novo ponto de partida para toda a educação e formação de adultos.
A análise sugere que são também urgentemente necessárias alterações políticas em outros dois domínios. Em primeiro lugar, é preciso tomar medidas para aumentar o nível da procura de competências de literacia em Portugal. O nível de exigência, em termos de literacia, do mercado de trabalho português está entre as mais baixas da Europa e, embora a situação esteja a melhorar, esse processo não está a ser tão rápido como em outros países. Alcançar a rápida difusão de TIC ao longo das cadeias de produção das empresas – necessária para fazer face aos aumentos de produtividade de concorrentes principais – depende de níveis superiores de literacia funcional. Em segundo lugar, é fundamental tomar medidas para melhorar a eficácia dos mercados portugueses de literacia. A análise dos dados (...) indica que o mercado de trabalho português apenas recompensa as competências de literacia nos níveis mais elevados, sendo este um indicador de ineficácia que reduz os incentivos a estudantes e trabalhadores para adquirirem e aplicarem as suas competências de literacia".

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Jornalismo escolar na Internet

CANELLA, R.; ALBARELLO, F.; TSUJI, T.: Periodismo escolar en internet: del aula al ciberespacio. Buenos Aires: La Crujía, 2008, 239 páginas.
A partir do trabalho apresentado neste livro, "más de 200 instituciones escolares iberoamericanas de diverso tipo publican sus periódicos en la red como parte de un proyecto educativo que busca actualizar su currículo de acuerdo a las nuevas exigencias que plantea la alfabetización digital, centrándose en un eje de construcción de valores para la creación de ciudadanía y participación para el siglo XXI. De este modo, miles de chicos comparten noticias y opiniones a través de la Red con un sentido comunitario anclado en la escuela, la cual además saca provecho de la propuesta para trabajar con sus alumnos la lectoescritura y así habilitarlos como productores competentes de información periodística".

terça-feira, dezembro 01, 2009

A família, a escola e a segurança online

O "Digital Literacy Report 2009", que acaba de ser publicado no Reino Unido (não o encontramos acessível na net) reforça a ideia de que os pais se sentem desguarnecidos no apoio a dar aos filhos quanto a questões de segurança na Internet e que esperam das escolas que façam esse trabalho.
Ler alguns textos publicados pelos media sobre o assunto:

sábado, novembro 28, 2009

Rede Distrital de Educação para os Media em Castelo Branco


Uma rede distrital de colaboração no âmbito de um Projecto Educação para os Média acaba de ser criada na região de Castelo Branco, envolvendo cerca de 40 professores de 20 escolas. Segundo o jornal Reconquista, a rede inclui um grupo de discussão que pretende potenciar a troca de ideias e estratégias para melhorar o jornal escolar em cada escola, bem como o debate sobre estratégias pedagógicas sobre Educação para os Media desenvolvidas com os alunos.
A iniciativa inscreve-se num projecto de investigação e intervenção liderado pelo Doutor Vítor Tomé e que tem como consultores nomes como Pier Cesare Rivoltella (Uni. Cat. Milão) e Évelyne Bévort (CLEMI - Centre de Liaison de l'Enseignement et des Moyens d'Information).
Mais informação: AQUI.

"Falta literacia", considera António Barreto

O sociólogo António Barreto dá uma entrevista ao 'i', na qual, além de falar da fundação que dirige, tece comentários sobre a sociedade portuguesa. A dado passo, Maria João Avilez, a entrevistadora, pergunta o seguinte:
Que mais falta [em Portugal]?

Falta literacia. Tínhamos há 30 anos a mesma taxa de analfabetismo que a Inglaterra de 1800. Em matéria de alfabetização havia 150 anos de atraso. Porque é que os portugueses não lêem jornais? A falta de hábito de ler os jornais é muito importante, porque o jornal é a fonte de informação que mais está virada para o raciocínio, o pensamento, a participação. Quem vê televisão está geralmente em posição passiva.

Mas hoje a imagem é rainha. O apetite por um jornal nunca igualará o da televisão...

Mas quem tem como informação exclusiva a televisão subordina o raciocínio, o pensamento, o estudo, o lápis que toma as notas, às emoções. É mais fácil ser livre e independente com um papel na frente do que diante de uma imagem que é fabricada com som e se dirige às emoções e aos sentimentos e não à razão - ou pouco à razão. Sou consumidor de televisão e da net, mas o que quero dizer é que, ao contrário de todos os países europeus, quando os portugueses começaram a aceder à escola e a aprender a ler, nos anos 50 e 60, já havia televisão. Não se fez o caminho que todos os outros países da Europa fizeram, que foi dois séculos a lerem jornais e só depois com uma passagem gradual para a rádio e para a televisão.
António Barreto toca num ponto sensível, ao reconhecer que há, em Portugal, um problema de literacia, mas o seu universo de referência é o de uma realidade que já não existe e provavelmente nunca mais existirá. Ainda assim, o interesse do comentário mantém-se. A dúvida está em saber se aquilo que o sociólogo encontra(va) no jornal (de papel) pode ser preenchido por outro tipo de relação com a informação e o conhecimento.