sábado, maio 16, 2009

Telemóvel na sala de aula

Telemóvel na sala de aula. Para usar sem limites é o título de um trabalho que reporta a experiência de uma escola de Setúbal e que vem hoje no novo diário i:
"As propostas dos alunos chegaram em catadupa. Usar a câmara para fotografar o quadro com o resumo da matéria, fazer vídeos para registar visitas de estudo, marcar as datas dos exames na agenda, configurar o alarme para lembrar que há trabalhos de casa a fazer, usar a internet para pesquisar, o bloco de notas para apontamentos, o bluetooth para partilhar ficheiros ou o gravador para reproduzir a aula em casa. Os professores nunca tinham pensado nisso. As ideias eram boas - excepto uma: 'Enviar sms para passar as respostas dos testes uns aos outros.' Sugestão chumbada; mas valeu a tentativa."

quarta-feira, maio 06, 2009

Jornais escolares: exercíco de (anti)cidadania?

Segundo relato do jornal regional Fundamental...
A última edição do Zambujinho foi positivamente censurada pela presidente do conselho executivo da escola EB 2,3 de Azambuja. (...) Já o boletim informativo da escola circulava naquele estabelecimento de ensino quando, por indicação da presidente do conselho executivo, alguém tratou de o recolher e devolver aos cuidados da censura de Maria Eugénia Vaz. A professora, que preside ao CE da escola, mandou colar um papel negro sobre o exercício de opinião das alunas e posteriormente preencheu o espaço com uma outra notícia.
Os contornos aí apresentados, a confirmarem-se, são um contributo extremamente negativo para a formação dos jovens. Aliás, será problemático se situações idênticas ocorrerem com outros jornais escolares. Em vez de contribuírem para estimular a participação cívica, configuram um espaço de censura e de desvalorização (pelo menos num sentido positivo) da expressão da opinião.

Talvez fosse importante conhecer que canais e procedimentos existem por parte das direcções gerais de educação para lidar com situações como esta.


Informação recolhida através do twitter (mrconguito: Ainda há censura: na escola básica 2,3 da Azambuja).

segunda-feira, maio 04, 2009

Reino Unido - que e como aprender na primária?


Acaba de ser conhecido o relatório final de uma análise independente ao currículo da educação primária no Reino Unido, encomendada em 2008 pela Secretary of State for Children, Schools and Families.

As propostas apontam para a atenuação da carga programática (considerada excessivamente sobrecarregada) e para uma maior flexibilidade na gestão do currículo. Ler as recomendações e as concepções deste relatório faz-nos sorrir relativamente ao afã dos arautos de uma abordagem redutoramente cognitivista da educação, que entre nós parecem conquistar cada vez mais adeptos. Veja-se:

" (...) the new curriculum must be underpinned by an understanding of the distinct but interlocking ways in which children learn and develop – physically, intellectually, emotionally, socially, culturally, morally and spiritually – between the ages of 5 and 11. Among other things, a well-planned, vibrant curriculum recognises that primary children relish learning independently and co-operatively; they love to be challenged and engaged in practical activities; they delight in the wealth of opportunities for understanding more about the world; and they readily empathise with others through working together and through experiences in the arts, literature, religious education and much else".
A literacia digital aparece como uma dimensão fundamental, associada, mas não reduzida ao acesso e uso das TIC:

"[the increasing digitisation of information worldwide] will require digital literacy of all children for their full participation in society. Information required for leisure, work, finance, communication and citizenship will be mediated electronically. In all branches of knowledge, all professions and all vocations, the effective use of new technologies will be vital. Children not only need to learn to use specific devices and applications, they also need to understand the fundamental concepts of safe and critical use. The review therefore calls for an understanding of technology to be taught and ingrained in curriculum design and delivery".
Entretanto, foi conhecido não há muito tempo o relatório intercalar Digital Britain, preparado para o Parlamento britânico pela Secretary of State for Culture, Media and Sport e pelo Minister for Communications,
Technology and Broadcasting. Faz o ponto de situação, relativamente àquele país, no tocante a equipamentos, redes, conectividade e conteúdos.

quinta-feira, abril 30, 2009

«ouvir os pais do Magalhães!»


No programa Mais Cedo ou Mais Tarde, da TSF, João Paulo Meneses entrevista os dois irmãos, Jorge e João Paulo, responsáveis pela JP Sá Couto, a empresa que produz o computador Magalhães.

Como se diz no blogue do programa, é "uma ocasião única - pela raridade de entrevistas - para saber não só do seu percurso e dos seus projectos mas também do Magalhães, o mais polémico computador de que há memória em Portugal mas também o mais revolucionário".

A entrevista pode ser ouvida aqui.

terça-feira, abril 28, 2009

E-Generation 2008 - Os Usos de Media pelas Crianças e Jovens em Portugal

Da responsabilidade dos investigadores Gustavo Cardoso, Rita Espanha, Tiago Lapa e Vera Araújo, está disponível em pdf o Estudo OberCom: E-Generation 2008 - Os Usos de Media pelas Crianças e Jovens em Portugal Relatório.
No contexto das transformações mediáticas recentes, o principal objectivo deste relatório é dar a conhecer os hábitos dos jovens em relação à utilização das comunicações. Pretende‐se assim dar a conhecer os usos e atitudes dos jovens em relação à internet, telemóveis, jogos de consola e de computador, televisão/conteúdos audiovisuais e música.

segunda-feira, abril 20, 2009

Uso patológico de jogos vídeo

Um estudo com uma amostra nacional (americana), que acaba de ser publicado pelo Mediawise: Gentile, D. A. (2009). Pathological video game use among youth 8 to 18: A national study. Psychological Science.

O resumo dá uma ideia do conteúdo:

Researchers have studied whether some youth are “addicted” to video games, but previous studies have been based on regional convenience samples. Using a national sample, this study gathered information about video-gaming habits and parental involvement in gaming, to determine the percentage of youth who meet clinical-style criteria for pathological gaming. A Harris poll surveyed a randomly selected sample of 1,178 American youth ages 8 to 18. About 8% of video-game players in this sample exhibited pathological patterns of play. Several indicators documented convergent and divergent validity of the results: Pathological gamers spent twice as much time playing as nonpathological gamers and received poorer grades in school; pathological gaming also showed comorbidity with attention problems. Pathological status significantly predicted poorer school performance even after controlling for sex, age, and weekly amount of video-game play. These results confirm that pathological gaming can be measured reliably, that the construct demonstrates validity, and that it is not simply isomorphic with a high amount of play.

sábado, abril 11, 2009

Literacias do séc. XXI

Howard Rheingold define-se a si mesmo como um "online instigator" (sic) e é um nome incontornável e pioneiro do estudo das redes sociais e das comunidades virtuais. Numa coluna no San Francisco Gate, chama a atenção para as literacias do século XXI. Valeria a pena prestar atenção ao que ele diz.
Ficam algumas dicas, apenas como aperitivo para a leitura do texto completo:
  • I have collected evidence over the past several decades that suggests the humanity or toxicity of next year's digital culture depends to a very large degree on what we know, learn, and teach each other about how to use the one billion Internet accounts and four billion mobile phones available today. After more than twenty five years of participation, observation, and analysis, I've become convinced that the future tenor of online culture depends now on whether new literacies spread far enough, fast enough in the next few years.
  • What we know and what we teach our children about how to critically consume and collaboratively create online media matters. How many people are included in that "we" matters. And the quality of knowledge we learn and share about life online matters. If you think that forgetting to teach your kids the facts of life is dangerous, wait until you witness the collision of a global superempowered infrastructure with a population of illiterate users.
  • I want you to know that only after confronting this issue for a long time did I become convinced that the difference between the haves and have nots, between education and disinfotainment, is not a matter of hardware or software or even (entirely) of being able to afford access to the Web. The most important critical uncertainty today is how many of us learn to use digital media and networks effectively, reasonably, credibly, collaboratively, civilly, humanely.