quarta-feira, maio 21, 2008

Políticos no Google e na Wikipédia

O P2 faz, na edição de hoje, uma avaliação da presença de alguns políticos, nomeadamente dos candidatos à liderança do PSD, na Web. Ser primeiro no Google é considerado um ponto fundamental, nem que não seja mais, pelo facto de facilitar eventuais pesquisas escolares. E uma das formas de o conseguir é fazer-se presente na Wikipédia, considerada uma fonte de informação "de consulta frequente".

Como qualquer pessoa faz quando precisa de informação, começámos por perguntar por eles ao motor de pesquisa Google. Pedro Passos Coelho e António Neto da Silva não são fáceis de encontrar, existindo pouquíssima informação sobre eles. Nem um nem outro tinham ficha na Wikipedia até estas "directas", circunstância que Neto da Silva continua a partilhar com Mário Patinha Antão. Passos Coelho juntou-se no dia 4 deste mês a Pedro Santana Lopes e Manuela Ferreira Leite, que têm naquela enciclopédia de consulta frequente fichas que imediatamente os situam.
(...)
Por contraste, um aluno do secundário que precise de fazer uma composição sobre o mais obscuro dos congressistas norte-americanos terá no primeiro clique acesso ao respectivo site pessoal ou fornecido pelo Estado norte-americano, contendo relatórios da sua actividade actualizados diariamente. A accountability da produção política por parte do cidadão é uma realidade desconhecida para os portugueses, privados de acesso facilitado às sessões diárias da Assembleia da República, que chega ao ponto de "proibir" os motores de pesquisa de indexarem as suas páginas.

terça-feira, maio 20, 2008

Pegaram nas câmaras e mostraram(-se)

O Público Ultima Hora traz hoje uma notícia que merece ser aqui transcrita. Afinal não é todos os dias que vemos as televisões- o operador público, em particular - a actuar deste modo, dando protagonismo aos protagonistas do quotidiano de um bairro problemático:

"RTP apresenta o outro lado da Cova da Moura

Conhecer um dos bairros mais problemáticos da região de Lisboa através dos olhos de quem lá mora. Este foi o desafio lançado pela RTP e pela produtora “Até ao Fim do Mundo” aos moradores do bairro. Depois de um workshop de TV, feito em parceria com a Associação Cultural Moinho da Juventude, o resultado foram seis documentários que o canal público hoje apresenta pelas 21h30.

Durante três meses, jovens de todo o bairro levaram uma câmara para as suas casas e filmaram o dia-a-dia do bairro, da família e dos amigos. A relação da polícia com os moradores, o abandono escolar, a reinserção na sociedade de jovens ex-reclusos, o dia-a-dia das mães do bairro, a falta de infra-estruturas, o futebol e o hip-hop são alguns dos temas abordados.

É esta realidade que Catarina Furtado hoje apresenta numa emissão especial onde são dados a conhecer os jovens documentaristas e é revelado um outro lado do bairro, através da visão de quem mora na Cova da Moura.

Esta emissão especial conta ainda com vários momentos musicais e algumas surpresas. Neuza, que tem feito sucesso a cantar os novos ritmos africanos como a tarrachinha, é a artista convidada. Os grupos de hip-hop do bairro - "Lord Strike", "Kromo di Ghetto" e "Soul Jah" - também sobem ao palco. Já os ritmos quentes de Cabo Verde são nos trazidos pelo funaná de "As Flores da Kova" e o batuque do grupo "Finka-Pé".

quinta-feira, maio 15, 2008

eLearning Papers nº 8


Num mundo aberto como o nosso, as tecnologias de comunicação interactiva têm impacto tanto junto dos aprendentes individuais como junto das organizações que gerem processos de aprendizagem. Este novo número da revista eLearning Papers quer contribuir para o debate salientando vários artigos que abordam esta abertura, o mundo da aprendizagem em mudança e a natureza disseminadora de algumas das políticas públicas nesta matéria. Editorial - Roberto Carneiro e Lluís Tarín
A "nossa" ignorância

"(...) Se interrogássemos as pessoas ditas cultas ou de outras gerações sobre itens da actual cultura juvenil, desta geração "netniana" ou digital, e dos valores sustentadores dessa sua cultura, provavelmente a "nossa" ignorância era tão grande ou maior do que a deles. E maior erro será pensar que os itens, os ícones, os sinais simbólicos dessa cultura, não são também significativos em movimentos ou acções geradoras de participação juvenil em actuações e reflexão sobre problemáticas de enorme impacto social e implicação política no sentido mais abrangente. Casos de o desemprego ou de um primeiro emprego, da habitação, da saúde, da sexualidade, da família, do ensino, etc.(...)"
J.M. Paquete de Oliveira, in JN, 15.5.2008

segunda-feira, maio 12, 2008

"Para lá dos actuais horizontes"


O programa "Beyond Current Horizons- Technology, Children, Schools and Families" lançado pelo departamento oficial britânico que tem o pelouro das questões familiares e educacionais, para projectar o futuro da educação no quadro da mudança social e tecnológica. Acaba de dispobibilizar um conjunto de textos, de que se destacam:
E ainda estes outros textos:
  1. Diverse populations (540kb pdf) - Danny Dorling, University of Sheffield
  2. Diverse populations (179kb pdf) - Professor Sarah Harper, University of Oxford
  3. Identities and communities (148kb pdf) - Cornel Sandvoss, University of Surrey
  4. Public/private education relationships in 2025 (104kb pdf) - Stephen Machin
  5. Changing spaces, changing places? (140kb pdf) - Andrew Harrison, DEGW UK Ltd
  6. Changing spaces, changing places? (172kb pdf) - Professor Gill Valentine, University of Leeds
  7. What does ‘work’ mean in 2025 and beyond? (118kb pdf) - Professor Colin Williams, University of Sheffield
  8. What does ‘work’ mean in 2025 and beyond? (246kb pdf) - Professor RA Wilson, University of Warwick

Adolescentes e telemóvel

Um estudo realizado sob a orientação de Pedro Quelhas Brito, professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, revela uma forte ligação dos adolescentes ao telemóvel.

Quanto ao envio de sms, os investigadores apuraram que os pré-adolescentes enviavam uma média de 84,2 por semana. Já os colegas mais velhos, superavam as 235 sms por semana. Jornal de Notícias
É interessante o comentário de um leitor do IOL Portugal Diário:
Está explicado a forte ligação emocional que os jovens hoje têm com os telemóveis, nao são simples máquinas de calcular ou telefonar são praticamente toda a vida social e emocional e isso é muito forte, agora compreendo melhor a menina do "Dá-me o telemovel já".

sábado, maio 10, 2008

Um dia sem TV

A organização ACMedia propôs para hoje um dia sem TV, uma campanha que quase não teve eco nos media, intitulada "Um dia 10 sem ver televisão", sugerindo que as pessoas possam encontrar alternativas ao pequeno ecrã. A própria ACMedia tomou a iniciativa de organizar em Coimbra, no Instituto Justiça e Paz, um Seminário dedicado a Jovens, Pais e Educadores com o objectivo de difundir o projecto SeguraNet "para que se progrida adequadamente no bom uso dessas tecnologias".
Justificando a sua campanha, aquela associação refere:

"A importância da televisão é indiscutível e a penetração proporcionada pelas novas plataformas multimédia cada vez mais a tornam numa ferramenta que bem utilizada e melhor programada se traduzirá numa mais valia para a sociedade civil.

A busca da qualidade requer interiorização e estudo de modo a que se alcance a criatividade que gere o entretenimento para um público variado, defenda valores consensualmente aceites e promova a interactividade.

Passar um dia Sem Ver Televisão é uma alteração à rotina que procura sensibilizar os utilizadores sobre a adopção de medidas alternativas que modifiquem os hábitos que a comunidade científica já reconheceu como nefastos para a saúde pública.

Ao tempo excessivo que as crianças e os jovens despendem frente ao écran, para além do imobilismo que provoca a obesidade e outras patologias daí derivadas, acresce uma programação de fraca qualidade pedagógica que é transmitida em horário nobre e promove estilos de vida que não se coadunam com um bom relacionamento entre gerações e são factores importantes para o aumento da violência e do sexo casual".