sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Pais cujos filhos vêem demasiada TV

José Carlos Abrantes publicou num dos seus blogues o prefácio de Daniel Sampaio ao livro, recentemente editado entre nós, "Manual para Pais cujos filhos vêem demasiada televisão", da autoria de Serge Tisseron. Sob o título "Os contos de fadas do século XXI", começa assim o texto de Daniel Sampaio:

Dantes era diferente: os nossos avós contavam-nos histórias de fadas e bruxas, os bonecos de Walt Disney eram populares e consumidos no cinema, em revistas para crianças ou na televisão, a estética agora ultrapassada de um Bambi ou da Bela Adormecida deixava-nos em lágrimas. Hoje o ogre Shrek apaixona-se a três dimensões, ninguém compreenderá por que razão a Minnie hesita sempre entre o Mickey e o Ranulfo, ou por que motivo um ser tão rico como o Tio Patinhas nunca teve namorada.
Os tempos mudaram, estamos todos de acordo, mas o importante é compreender o sentido da mudança. (...)".
Ler o texto completo AQUI.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

MIDIALAB, um novo blog a partir do Brasil



Alexandra Bujokas é uma professora universitária brasileira, especialista em Educação para os Media, que criou recentemente o blogue MIDIALAB - Ensino e pesquisa em mídias digitais e educação.
Nesta plataforma, dá continuidade, em novos moldes, a um seu projecto anterior, o Blog da Mídia - Educação, realizado no quadro de um estágio de pós-doutoramento que realizou na Open University do Reino Unido e do qual já aqui fizemos referência.
O conteúdo deste novo blogue está organizado em seis categorias: "TEORIA (resumos, traduções e comentários de textos de outros autores); PRÁTICA (relatos de experiências que eu conheci de outro lugar), MINHA PESQUISA (registro da pesquisa que atualmente desenvolvo na USC com apoio da Fapesp), EXPERIÊNCIA INGLESA (relatos de políticas, pesquisas e experiências no campo da mídia, cultura e educação desenvolvidas naquele país) e NOTÍCIAS. Há também uma categoria com textos em inglês sobre mídia-educação no Brasil".

As novas tecnologias estão a mudar a geografia da brincadeira...




"As novas tecnologias estão a mudar a geografia da brincadeira e do brincar das crianças e, com ela, a sua imaginação e a criatividade que lhe subjaz. Não creio que as crianças de hoje sejam, por isso, mais inventivas e imaginativas que as de ontem. (...) Serão, talvez, mais expeditas a lidar com o mundo maravilhoso das novas tecnologias, cada vez mais surpreendentemente renovadas e com incontáveis potencialidades lúdicas, também". Alberto Nídio [sociólogo e mestre em Sociologia da Infância, com o tema de doutoramento "Trajectos Intergeracionais do Jogo, do Brinquedo e da Brincadeira"] considera importante reanalisar o papel do brinquedo e da brincadeira neste século. O docente mune-se das ideias de Gilles Brougère para recordar que, "hoje, a criança tem à mão tudo quanto é candidato a brinquedo, que pode comprar ao dobrar de qualquer esquina, quantas vezes para guardar num canto da casa, raramente ou nunca chegando a cumprir a sua função socializadora". »» Educare

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Concepções contrastantes de literacia

"In their attacks, the conservative critics have accused literacy teachers of lowering standards by using child-centred approaches that do not provide children with a strong foundation in literacy learning. They have sought to discredit a literacy curriculum they believe is afflicted by relativism, fragmentation and a fixation on contemporary social issues. They have poured scorn on the teaching profession and institutions of teacher education, accusing them of damaging traditional educational values. Their mission has been greater emphasis in schools on cultural literacy, the literature of the Western canon and traditional values.
In response, literacy teachers and educators have argued that we can't turn the clock back, nor should we want to. There have been enormous changes in the world of ideas since many of the critics went to school in the 1950s due to science, but also due to feminism, multiculturalism and social justice. These ideas cannot be ignored and giving attention to them in the literacy classroom does not mean that there is no place for the enduring values and traditions of the classics and Australia's cultural heritage. (...)
Traditionally literacy has been thought of as a cognitive ability. Being literate has been seen as a matter of cracking the alphabetic code, word formation skills, phonics, grammar and comprehension skills. By contrast, more contemporary views see literacy as a social practice that takes place in different settings not only the classroom, but also the workplace and the other locations of everyday life. Reading or writing always involves reading or writing something with understanding.
Profª. Ilana Snyder, autora de The Literacy Wars: Why teaching children to read and write is a battleground in Australia, cit in Philosophical Conversations, 18.2.2008 [texto completo AQUI]

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Internet Segura e redes sociais









A propósito do dia da Internet Segura e das redes sociais, como o Facebook e Hi5, e as angústias que despertam nos educadores, dois excertos de mensagens que discutem a presença dessas redes na escola:

Social networking and school

I mentioned in an earlier post that one of the teachers on our Internet Committee uses Facebook to communicate with the students in her art classes. While the objection I voiced was mainly around how inefficient that method was in a bandwidth context I also have another objection to it and that is that social is social and school is school. For goodness sake leave these kids a place they can call their own!
Where, in this day and age, are the places where kids can hang out and be unsupervised? Practically nowhere if you ask me.
Now I am not saying for one minute that parents should not keep some sort of eye on what their kids are doing online, I believe they should educate themselves on what their children are up to and with whom. I sure do with my kid.
But for heaven’s sake, let teachers stay out of the play space.


Social Networks (No) vs. Social Tools (Yes) in Schools

Social networks as they are currently defined and delivered aren’t for schools. But using social tools to teach our students to build their own networks, networks that go beyond simply socializing with the people they already know has to be.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Por uma internet mais segura




Hoje evoca-se o dia da Internet segura. Uma temática que se cruza, inevitavelmente, com a literacia digital.
Para quem se interessar em aprofundar o assunto, ou simplesmente reflectir sobre ele, aqui ficam algumas pistas:

  • - O boletim do projecto Público na Escola dedica o seu número mais recente a esta matéria. Nele muitos exemplos e situações são descritos e reflectidos, mostrando a pertinência e alcance de uma formação de pessoas avisadas.
  • - A Comissão Europeia tem um programa sobre Internet Segura onde se encontram tomadas de posição, relatos de iniciativas, dados úteis e mais informação sobre o próprio Safer Internet Day.
  • - O Eurobarómetro realizou um especial sobre Safer Internet for Children: qualitative study 2007, com um relatório geral e numerosos relatórios de países, entre os quais o de Portugal.
  • - Em Portugal, o projecto Internet Segura é da responsabilidade de um consórcio coordenado pela UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento e que também envolve a DGCI-CRIE, a Fundação para a Computação Científica Nacional – FCCN e a Microsoft Portugal.
Jornal escolar e vivências humanas

A Biblioteca Online de Ciências da Comunicação acaba de disponibilizar um texto de Jorge Kanehide Ijuim, doutor em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo e professor de Jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, intitulado Jornal escolar e vivências humanas: um roteiro de viagem

O documenro pode ser lido na íntegra. Fica aqui o resumo:
Este trabalho teve o objetivo de compreender como a produção do Jornal Escolar pode contribuir com o processo de humanização entre os participantes, no ensino fundamental e médio. Os estudos iniciais apontaram para a necessidade de buscar os sentidos aos termos Educação e Humanização e, além disso, que jornalismo pode corresponder a essa aspiração de contribuir com o processo de humanização no meio escolar. A pesquisa permitiu algumas constatações de notada importância: a produção de jornais escolares, entendida como processo – como instrumento complexo –, flexível e não autoritário, promove tanto iniciativas individuais, como também trabalhos participativos e/ou coletivos. Em outros termos, é processo de muitas mãos e, portanto, pode favorecer o desenvolvimento da humanização de todos – educandos e educadores que passam a ver a escola como comunidade, família.