terça-feira, fevereiro 12, 2008

Por uma internet mais segura




Hoje evoca-se o dia da Internet segura. Uma temática que se cruza, inevitavelmente, com a literacia digital.
Para quem se interessar em aprofundar o assunto, ou simplesmente reflectir sobre ele, aqui ficam algumas pistas:

  • - O boletim do projecto Público na Escola dedica o seu número mais recente a esta matéria. Nele muitos exemplos e situações são descritos e reflectidos, mostrando a pertinência e alcance de uma formação de pessoas avisadas.
  • - A Comissão Europeia tem um programa sobre Internet Segura onde se encontram tomadas de posição, relatos de iniciativas, dados úteis e mais informação sobre o próprio Safer Internet Day.
  • - O Eurobarómetro realizou um especial sobre Safer Internet for Children: qualitative study 2007, com um relatório geral e numerosos relatórios de países, entre os quais o de Portugal.
  • - Em Portugal, o projecto Internet Segura é da responsabilidade de um consórcio coordenado pela UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento e que também envolve a DGCI-CRIE, a Fundação para a Computação Científica Nacional – FCCN e a Microsoft Portugal.
Jornal escolar e vivências humanas

A Biblioteca Online de Ciências da Comunicação acaba de disponibilizar um texto de Jorge Kanehide Ijuim, doutor em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo e professor de Jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, intitulado Jornal escolar e vivências humanas: um roteiro de viagem

O documenro pode ser lido na íntegra. Fica aqui o resumo:
Este trabalho teve o objetivo de compreender como a produção do Jornal Escolar pode contribuir com o processo de humanização entre os participantes, no ensino fundamental e médio. Os estudos iniciais apontaram para a necessidade de buscar os sentidos aos termos Educação e Humanização e, além disso, que jornalismo pode corresponder a essa aspiração de contribuir com o processo de humanização no meio escolar. A pesquisa permitiu algumas constatações de notada importância: a produção de jornais escolares, entendida como processo – como instrumento complexo –, flexível e não autoritário, promove tanto iniciativas individuais, como também trabalhos participativos e/ou coletivos. Em outros termos, é processo de muitas mãos e, portanto, pode favorecer o desenvolvimento da humanização de todos – educandos e educadores que passam a ver a escola como comunidade, família.

domingo, fevereiro 10, 2008

Professora dá aulas com o telemóvel e o mp3

"O cartaz afixado no lado direito do quadro branco não tem validade nesta turma. "Proibido Telemóveis Ligados na Sala de Aula", lê-se. Nas aulas de Adelina Moura, professora de Português na Escola Secundária Carlos Amarante, em Braga, acontece o contrário. O telemóvel não só não é proibido, como é obrigatório e um instrumento privilegiado, juntamente com leitores de mp3 e mp4 e computadores portáteis.
Esta professora minhota lançou no início do ano o projecto Geração Móvel, que pretende aproveitar as tecnologias móveis para o ensino. É o m-learning, uma extensão do e-learning.
A iniciativa, pioneira em Portugal, é o estudo experimental que servirá de base ao doutoramento de Adelina Moura. As "cobaias" são os 15 rapazes que constituem a turma do 11º ano do curso profissional de Manutenção Industrial e Electrónica.
(...)
O maior reconhecimento vem mesmo do estrangeiro: O seu projecto foi um dos 100 finalistas dos e-learning awards e, no início do próximo mês, vai participar no e-learning Forum, em Paris".

Ler o texto completo AQUI

sábado, fevereiro 09, 2008

Uma definição de literacia digital

“The ability to use digital technology, communication tools and networks efficiently and ethically to locate, evaluate, use and create information.”

Miranda, in Edu-it : education technology and everything else

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Metodologias de investigação no online



Researching Children’s Experiences Online across Countries: Issues and Problems in Methodology é um documento que foi elaborado no âmbito do projecto europeu EU Kids Online e pretende sistematizar aspectos relacionados, entre outros, com...

...new challenges in researching ‘new’ media - Researching the use of online technologies, including researching the online environment itself, and its relation to the offline, changes the parameters of research methods in a manner yet to be fully explored. As the research literature on the internet is now exploring, the conditions of respondent privacy, research ethics, method timing, anonymity, sampling, and so forth are all altered by the internet in important ways... (Cap 4. Researching online
technologies)

domingo, fevereiro 03, 2008

Alice Vieira sobre a cópia nas escolas

" (...) Hoje em dia são os professores que ensinam os alunos a copiar. Que os incentivam a copiar.
Hoje em dia a cópia está institucionalizada
Hoje em dia os alunos nem entendem que possa ser de outra maneira.
Chamem-lhe o que quiserem "descarregar", "fazer download", o que quiserem: nunca deixará de ser uma cópia.
Eu chego a uma escola e ouço "Os alunos fizeram muitos trabalhos a seu respeito". E encontro 50, 100, 200 trabalhos rigorosamente iguais; iguais, por sua vez, aos que já tinha encontrado na escola anterior, e na outra, e na outra, com os mesmos erros (nem a Wikipedia nem o Google são infalíveis…), com as mesmas desactualizações, com palavras difíceis de que nenhum deles sabe sequer o significado, etc..
Os meninos são ensinados a mexer num computador, a carregar nos botõezinhos necessários para que o texto apareça - mas depois ninguém lhes ensina que isso não basta, e que trabalhar e pesquisar não é isso. Isso é, pura e simplesmente, copiar. E, como se dizia no meu tempo, copiar não vale.
É claro que, quando lhes tento explicar isto, eles nem entendem de que é que eu estou a falar.
O pior é que os professores, quase todos eles muito jovens, também não. (...)"
in Jornal de Notícias, 3.Fev. 2008

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sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Posições oficiais da União Europeia

"A «educação para os media» visa as competências, os conhecimentos e a compreensão que permitem aos consumidores utilizarem os meios de comunicação social de forma eficaz e segura. As pessoas educadas para os media são capazes de fazer escolhas informadas, compreender a natureza dos conteúdos e serviços e tirar partido de toda a gama de oportunidades oferecidas pelas novas tecnologias das comunicações. Estão mais aptas a protegerem-se e a protegerem as suas famílias contra material nocivo ou atentatório. A educação para os media deverá por conseguinte ser fomentada em todos os sectores da sociedade e os seus progressos deverão ser acompanhados de perto.
A Recomendação do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de Dezembro de 2006, relativa à protecção dos menores e da dignidade humana e ao direito de resposta em relação à competitividade da indústria europeia de serviços audiovisuais e de informação em linha [JO L 378 de 27.12.2006, p. 72], contém já uma série de medidas susceptíveis de fomentar a educação para os media, tais como, por exemplo, a formação contínua de professores e formadores, a aprendizagem específica da Internet destinada às crianças desde a mais tenra idade, incluindo sessões abertas aos pais, ou a organização de campanhas nacionais junto dos cidadãos, envolvendo todos os meios de comunicação social, de modo a divulgar informações sobre a utilização responsável da internet."

DIRECTIVA 2007/65/CE DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 11 de Dezembro de 2007 que altera a Directiva 89/552/CEE do Conselho relativa à coordenação de certas disposições legislativas, regulamentares e administrativas dos Estados-Membros relativas ao exercício de actividades de radiodifusão televisiva
in Jornal Oficial da União Europeia, 18 de Dezembro de 2007