segunda-feira, janeiro 14, 2008

Portal SeguraNet



Segundo a Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, que acaba de lançar o portal SeguraNet, o objectivo principal é "sensibilizar pais, professores, crianças e jovens para a utilização da Internet de uma forma crítica, esclarecida e segura" (DGIDC).

Trata-se de mais um espaço de informação que resulta do consórcio Internet Segura.

domingo, janeiro 13, 2008

"Equipamentos tecnológicos" na sala de aula - um desafio

A propósito da notícia relativa à utilização de tecnologias móveis da professora Adelina Moura, de que se deu conta aqui, detectei algumas reacções interessantes. Uma delas aparece aí na forma de comentário, mostrando alguns receios.

Por outro lado, uma colega professora lembrou-me que no novo estatuto do aluno não superior existe uma indicação que se pode interpretar como impeditiva de que os alunos se façam acompanhar de aparelhos como os utilizados por Adelina Moura nas suas aulas.

O artigo é o 15, referente aos deveres do aluno, na alínea q.

Antes - Estatuto do Aluno do Ensino não Superior - Lei n.º 30/2002, de 20 de Dezembro
q) Não transportar quaisquer materiais, instrumentos ou engenhos passíveis de, objectivamente, causarem danos físicos ao aluno ou a terceiros;
Agora - Proposta de Lei do Estatuto do Aluno do Ensino não Superior
q) Não transportar quaisquer materiais, equipamentos tecnológicos, instrumentos ou engenhos, passíveis de, objectivamente, perturbarem o normal funcionamento das actividades lectivas, ou poderem causar danos físicos ou morais aos alunos ou a terceiros;
Esta alínea poderá lançar alguma confusão. Os docentes podem apoiar-se nela para impedir que os alunos se façam acompanhar, por exemplo, de telemóvel, ipod, consolas portáteis, computador portátil na sala de aula. Mas, então, não faria muito sentido a distribuição facilitada a computadores portáteis e quadro interactivos por parte do ME, que - julgo - pretende que sejam utilizados como ferramenta de aprendizagem.

A questão da utilização dos dispositivos tecnológicos é mais complexa do que possa parecer. Aliás, há já empresas que proibem que os seus colaboradores utilizem o telemóvel durante a actividade laboral, pois verificaram uma perda de produtividade devido ao envio de mensagens.

Da parte dos pais, as medidas tomadas pelos professores nem sempre são fáceis de entender, como comprova um recado que circula pelos e-mails e que se encontra em baixo.




Para além de um ruído efectivo (como o que sinto agora, ao ouvir a ventoinha do meu computador), a presença dos equipamentos tecnológicos pode introduzir outros ruídos em contexto de sala de aula, nada fáceis de resolver. Mais um desafio para a escola e professores...

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Saber onde se quer ir

"El poder tiene miedo de Internet".
Assim se intitula uma entrevista a Manuel Castells, publicada pelo diário El País. Diz, a dado passo:
“Ahora bien, en la sociedad de Internet, lo complicado no es saber navegar, sino saber dónde ir, dónde buscar lo que se quiere encontrar y qué hacer con lo que se encuentra. Y esto requiere educación”.
Telemóveis, MP3 e MP4 na sala de aula? Sim!

É o título de um trabalho publicado pelo JN, da autoria de Fernando Basto e Pedro Correia. Apenas o início:

'Ontem à noite, fartei-me de ouvir a 'setôra'. Era eu a lavar a loiça e a 'setôra' a ler o Sermão do Padre António Vieira!'. O comentário é citado por Adelina Moura, professora de Português/Francês da 'Secundária' Carlos Amarante, em Braga, como prova dos bons resultados que está a obter com a utilização das tecnologias móveis no ensino" (...)

A peça do jornal é complementada por outra, intitulada:

Sermão do Padre António Vieirajá não é "pregado aos peixinhos"

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Blogues e educação

Tiscar Lara, especialista espanhola do fenómeno da web 2.0 e estudiosa da educação para os media coordenou e é autora de alguns dos textos de um Monográfico sobre Edublogs que acaba de vir a lume no Observatorio Tecnológico del CNICE . Aí se podem consultar os artigos seguintes:



Actualização:

Sobre o mesmo tema, cf. igualmente o relatório "Les blogues en 3e secondaire au programme PROTIC: une pratique pédagogique porteuse de réussite", de Martin Bélanger, blogger e docente do ensino secundário (Janeiro de 2008), onde se pode ler:
«En définitive, il est grand temps que le monde de l’éducation s’aperçoive de l’incroyable pouvoir du Web 2.0 sur les apprentissages. Les enfants apprennent naturellement; les technologies leur donnent le pouvoir de le faire de façon concertée, collective et créative. Loin d’être l’apanage exclusif de l’enseignant (ou plutôt du professeur, au sens littéral du verbe professer), la connaissance est partout. Depuis l’avènement du Web 2.0, elle se construit collectivement et voyage à la vitesse de l’éclair, enlevant à l’élite dirigeante le privilège séculaire qu’elle avait de contrôler et diffuser la connaissance en fonction de ses intérêts.»

quarta-feira, janeiro 02, 2008

A UE e a Literacia Mediática

Há dias foi feita aqui referência a um pronunciamento sobre literacia mediática, assumido pela Comissão Europeia. Agora, através do blogue Infoinclusões - Contributos para uma literacia mediática, encontro o link para o documento que se intitula A European approach to media literacy in the digital environment.
A definição de literacia mediática de que a UE parte sintetiza-se nestes pontos (de resto assumidos em documentos e iniciativas anteriores):
"Media literacy is generally defined as the ability to access the media, to understand and to critically evaluate different aspects of the media and media contents and to create communications in a variety of contexts".
Outros conceitos implicados:

  • Mass media - "are the media able to reach a wide public via different distribution channels".
  • Media messages - "are informational and creative contents included in texts, sounds and images carried by different forms of communication, including television, cinema, video, websites, radio, video games and virtual communities".

segunda-feira, dezembro 31, 2007


Congresso sobre Estudos da Criança

Sonia Livingstone é uma das conferencistas do Congresso Internacional sobre Estudos da Criança, que vai decorrer na Universidade do Minho, de 2 a 4 de Fevereiro próximo, evocando os 20 anos do Instituto de Estudos da Criança. O programa está já disponível nos seus traços gerais. Uma sessão temática sobre as crianças e os media está igualmente prevista.