domingo, junho 10, 2007

Obstáculos e orientações na educação para os media

"L’ÉDUCATION AUX MÉDIAS - AVANCÉES, OBSTACLES, ORIENTATIONS NOUVELLES DEPUIS GRÜNWALD: VERS UN CHANGEMENT D’ÉCHELLE?". É este o tema de um encontro internacional que terá lugar em Paris, nos próximos dias 21 e 22. A iniciativa é da Comissão Francesa para a UNESCO, em cooperação com a UNESCO, o Conselho da Europa e o Ministério francês da Educação Nacional.
A realização decorrerá no Centro de Conferências Internacionais, sendo a entrada livre, mediante pré-inscrição junto de Catherine Soury
O poder da nova desordem digital

Para ouvir, de Dave Weinberger:
Everything is miscellaneous. The power of the new digital disorder
http://cdn.itconversations.com/ITC.TN-DavidWeinberger-2007.06.01.mp3

sábado, junho 02, 2007

"Então é assim"

Na semana que hoje termina ocorreu um facto que merece ficar registado. A RTP2 decidiu emitir no serão de ontem, pelas 20.30, o filme de animação "Então é Assim", para ensinar "tudo o que os mais novos precisam de saber sobre como se fazem os bebés", dirigidi a miúdos dos 7 aos 11 anos. Até aqui, nada de muito especial - sendo que, perante imagens explícitas de posições do casal nas relações sexuais, seria de prever o surgimento de reacções de sinal contrário, como, de facto, aconteceu.
O que foi novo, e merece aplauso, foi que os responsáveis do canal promoveram, no progarama "Sociedade Civil" da véspera, um debate com especialistas, de modo a darem aos pais a ideia daquilo que se tratava e dos objectivos da emissão, para que a decisão sobre deixar os filhos ver ou não fosse uma decisão consciente e asusmida. É isso que me parecepoder constituir exemplo a seguir.

quarta-feira, maio 30, 2007

Leitura

Educação para a Mídia como política pública - experiência inglesa e proposta brasileira, de Alexandra Bujokas de Siqueira.

sábado, maio 26, 2007

Novas regras na publicidade aprovadas na UE

Os 27 estados-membros da União Europeia ratificaram na quinta-feira mudanças na directiva Televisão Sem Fronteiras, as quais passam a proibir a inserção de produtos e marcas (product placement) dentro dos blocos informativos, programas infantis ou documentários.

Mesmo em telenovelas e séries de ficção passa a ser obrigatório haver um símbolo de advertência ao telespectador, no início e fim de cada programa, para a existência desta técnica.
Passam igualmente a ser proibidos quaisquer tipo de anúncios de junk food dirigidos a crianças.

O acordo diz ainda que o tempo mínimo entre intervalos publicitários passa a ser de 30 minutos (até agora é de 20). Em relação à duração dos blocos publicitários, estes não podem exceder os 12 minutos, ou seja, 20% de cada hora de emissão.

No entanto, a orientação geral do novo documento legal (na prática, a revisão de uma directiva que remonta ao final dos anos 80) vai no sentido de facilitar aos operadores televisivos a inserção de publicidade nas grelhas.

sexta-feira, maio 25, 2007

Normas para presença das crianças na televisão

O Conselho Superior do Audiovisual de França (CSA) acaba de definir as condições em que as crianças podem participar em programas dos diferentes canais de televisão naquele país. Eis algumas dessas orientações:
  • Le Conseil supérieur de l'audiovisuel encourage le développement des émissions au cours desquelles les enfants et les adolescents peuvent exprimer leur opinion sur des sujets qui les concernent ou au cours desquelles sont traitées des actions concrètes et positives qu'ils ont accomplies ou auxquelles ils ont participé.
  • Toute participation d'un mineur à une émission de télévision est subordonnée à l'autorisation préalable de tous les titulaires de l'autorité parentale, ainsi qu'à l'accord du mineur lui-même dès lors qu'il est capable de discernement (art. 371-1 du code civil). Les parents et le mineur doivent être prévenus du thème de l'émission, de son titre et de son objet au moment de donner leur consentement.
  • Afin de préserver l'épanouissement physique, mental, moral et affectif des enfants et des adolescents, les services de télévision, au-delà du respect de la dignité de la personne humaine, doivent éviter la dramatisation ou la dérision dans le traitement des témoignages de mineurs.
  • Les services de télévision doivent s'abstenir de solliciter le témoignage d'un mineur placé dans une situation difficile dans sa vie privée lorsqu'il existe un risque de stigmatisation après la diffusion de l'émission, à moins d'assurer une protection totale de son identité (visage, voix, nom, adresse...) par un procédé technique approprié de nature à empêcher son identification.
  • Comme pour la plupart des institutions (médicales, scolaires, périscolaires...) qui reçoivent des enfants, le Conseil supérieur de l'audiovisuel demande que la participation de mineurs à des émissions soit encadrée par une charte propre à chaque service de télévision. Cette charte doit s'appliquer à l'ensemble des programmes diffusés par la chaîne et accueillant des mineurs.

quinta-feira, maio 24, 2007

O 'core' da literacia mediática

A Alliance for a Media Literate America (AMLA) está a realizar um processo interno de ratificação de um documento intitulado Core Principles for Media Literacy Education, que servirá de guia para todos quantos se dedicam a promover a literacia mediática nas suas actividades educativas.
O texto, de seis páginas, foi redigido por um grupo de alguns dos mais conhecidos especialistas do campo, orientados pela ideia de que a educação para os media tem como propósito "ajudar os indivíduos de qualquer idade a desenvolver os hábitos de questionamento e as competências de expressão necessárias ao pensamento crítico, à comunicação efectiva e ao exercício de uma cidadania activa no mundo de hoje".
Os eixos desse documento (que aparecem desdobrados e desenvolvidos) são os seguintes:
  1. Media Literacy Education requires active inquiry and critical thinking about the messages we receive and create.
  2. Media Literacy Education expands the concept of literacy (i.e., reading and writing) to include all forms of media.
  3. Media Literacy Education builds and reinforces skills for learners of all ages. Like literacy, those skills necessitate integrated, interactive, and repeated practice.
  4. Media Literacy Education develops informed, reflective and engaged participants essential for a democratic society.
  5. Media Literacy Education recognizes that media are a part of culture and function as agents of socialization.
  6. Media Literacy Education affirms that people use their individual skills, beliefs and experiences to construct their own meanings from media messages.