quarta-feira, janeiro 17, 2007

UE anuncia ofensiva contra videojogos violentos

A União Europeia (UE) anunciou hoje que vai lançar uma ofensiva contra os videojogos violentos.
O comissário de Justiça, Segurança e Liberdades da UE, Franco Frattini, anunciou hoje a iniciativa, conforme ficou decidido na reunião informal de ministros de Justiça e Interior da UE, realizada na cidade alemã de Dresden.
A base da nova estratégia é concentrar a luta contra a venda de videojogos violentos a menores, mas também é necessário impedir a difusão dos jogos pela Internet.A vontade comum de todos os Estados-membros é «lutar» e «avançar» rumo à proibição desses jogos, disse Frattini.
Entretanto, o comissário admitiu que não há critérios comuns entre os 27 países da UE sobre que jogos devem ser proibidos. Além disso, não existe em todos os países um controlo sobre se o comprador é menor de idade, o que dificulta a criação de mecanismos de sanção uniformizados.
Um objectivo imediato é criar uma espécie de «lista negra» centralizada, com os produtos proibidos em cada Estado-membro, para que os demais possam decidir sobre a sua retirada do mercado.

in Diário Digital, 16.1.2007

terça-feira, janeiro 16, 2007

Tese sobre publicidade a causas sociais

Realiza-se no próximo dia 19, sexta-feira, pelas 14:30 horas, em Braga, a prova de Mestrado em Ciências da Comunicação, área de especialização em Comunicação, Cidadania e Educação, de Sara Balonas.
A tese a ser discutida intitula-se “A Publicidade a Favor de Causas Sociais: evolução, caracterização e variantes do fenómeno em Portugal”, sendo comentada pelo Prof. José Manuel Paquete de Oliveira. A orientação coube à Prof. Rosa Cabecinhas, da Universidade do Minho.
A prova decorrerá na Sala de Seminários do Instituto de Ciências Sociais, Piso 0.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Um kit da UNESCO sobre Educação para os Media

A UNESCO acaba de editar um livro intitulado, na sua versão francesa, "Éducation aux Médias - Un kit à l’intention des enseignants, des élèves, des parents et des professionnels", cuja redacção coube à Prof. Divina Frau-Meigs (a edição em língua inglesa intitula-se "Media Education - A Kit for Teachers, Students, Parents and Professionals" e encontra-se igualmente disponível em linha).
Eis como a autora enuncia o sentido e alcance deste guia:

La socialisation des jeunes par les médias est un phénomène qui gagne en ampleur. Une grande partie du capital culturel de la planète leur est transmise par toutes sortes de supports avec lesquels ils sont très familiers. Ceci implique un changement d’attitude de la part des différentes personnes-ressources qui accompagnent enfants et adolescents dans leur développement, y compris la possibilité pour elles de s’approprier ce phénomène par auto-formation. C’est ce que suggère l’organisation de ce kit : traiter à la fois les moyens d’éduquer aux médias et de s’éduquer aux médias, tout au long de la vie. Il indique une double démarche possible pour l’utilisateur, tantôt en position d’apprenant, tantôt en position d’enseignant. Ce kit propose un prototype de programme d’éducation aux médias pour la qualification de base des professeurs d’école secondaire. Cette éducation devient bien plus importante avec l’introduction des nouvelles technologies numériques, car il devient essentiel que chaque citoyen puisse rechercher et produire de l’information et qu’il puisse communiquer sur les réseaux, en toute autonomie. Eduquer et s’éduquer, informer et s’informer, tels sont les besoins actuels.(...)"

sábado, janeiro 13, 2007

Educar para a geração digital

Their Space - Education for a digital generation é o título de um estudo que acaba de ser publicado em Inglaterra pela agência Demos, da autoria de Hannah Green e de Celia Hannon.
Algumas conclusões do estudo:
"The baseline finding from our research was that the use of digital technology has been completely normalised by this generation, and it is now fully integrated into their daily lives. The majority of young people simply use new media as tools to make their lives easier, strengthening their existing friendship networks rather than widening them. Almost all are now also involved in creative production, from uploading and editing photos to building and maintaining websites. However, we discovered a gap between a smaller group of digital pioneers engaged in groundbreaking activities and the majority of children who rarely strayed into this category. Meanwhile, contrary to society’s assumptions about safety, this generation is also capable of self-regulation when kept well informed about levels of risk. Finally, many children we interviewed had their own hierarchy of digital activities when it came to assessing the potential for learning. In contrast to their teachers and parents they were very conscious that some activities were more worthwhile than others. All these young people have something in common – they all use technology in a way that in the past would have labelled them ‘geeks’. But they are not all using it in the same way. Our research has pointed to a number of different user ‘types’, which we use throughout the report".

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Leitura

De Valeria Fernández Hasan, da Universidade de Cuyo, Argentina, este texto que acaba de vir a lume no site da Revista Iberoamericana de Educação: "Escuela y Medios de Comunicación: lógicas diferenciales en la transmisión de la cultura común y la construcción de la ciudadanía?".
A publicidade na vida das crianças

Commercialisation of Childhood é o título de um estudo sobre o impacte da publicidade na vida das crianças, recentemente divulgado no Reino Unido.
Trata-se de uma matéria da maior relevância, não apenas educacional e cultural, mas também política e económica. Basta dizer que só o mercado da publicidade orientada para os mais pequenos envolve naquele país um montante da ordem dos 30 mil milhões de libras, tocando em todos os sectores davida quotidiana das crianças: aprendizagem, alimentação, jogos.
Um caso partiuclarmente abordado neste estudo refere-se à publicidade que tira partido dos novos media interactivos.
Um estudo a não perder, eventualmente inspirador de réplicas na nossa própria realidade.
A propósito deste tema, a organização promotora do estudo lançou uma campanha em torno da pergunta "Can children be children before they are consumers?" O debate pode ser seguido aqui.

terça-feira, janeiro 09, 2007

Adolescentes dos EUA
Maioria usa redes sociais na Internet

O Pew Internet & American Life Project acaba de divulgar alguns resultados de um inquérito feito a adolescentes dos Estados Unidos da América, que conclui que 55 por cento dos "teens" que frequentam a Internet criam perfis e utilizam redes sociais. Da autoria de Amanda Lenhart, o estudo indica que, para as raparigas, essas redes são sobretudo lugares de reforço de amizades pré-existentes, ao passo que para os rapazes as mesmas redes proporcionam oportunidades para novas relações.
Outras conclusões do mesmo estudo, intitulado "Social Networking Websites and Teens: An Overview":
  • • "55% of online teens have created a personal profile online, and 55% have used social networking sites like MySpace or Facebook.
  • • 66% of teens who have created a profile say that their profile is not visible to all internet users. They limit access to their profiles.
  • • 48% of teens visit social networking websites daily or more often; 26% visit once a day, 22% visit several times a day.
  • • Older girls ages 15-17 are more likely to have used social networking sites and created online profiles; 70% of older girls have used an online social network compared with 54% of older boys, and 70% of older girls have created an online profile, while only 57% of older boys have done so.
  • Teens say social networking sites help them manage their friendships
  • • 91% of all social networking teens say they use the sites to stay in touch with friends they see frequently, while 82% use the sites to stay in touch with friends they rarely see in person.
  • • 72% of all social networking teens use the sites to make plans with friends; 49% use the sites to make new friends.
  • • Older boys who use social networking sites (ages 15-17) are more likely than girls of the same age to say that they use social networking sites to make new friends (60% vs. 46%).
  • • Just 17% of all social networking teens say they use the sites to flirt.
  • • Older boys who use social networking sites are more than twice as likely as older girls to say they use the sites to flirt; 29% report this compared with just 13% of older girls."