Formar para uma cultura do digital
Agora que o MIT está na moda em Portugal, vale a pena ler um relatório ("livro branco") editado por esta instituição e da autoria de Henry Jenkins. Intitula-se "Confronting the Challenges of Participatory Culture" (pdf, 354 kb, 70 pages), e nele o autor elenca 11 novas competências em que as novas gerações (e as menos jovens) precisam de ser formadas:
* Play - the capacity to experiment with one?s surroundings as a form of problem solving.
* Performance - the ability to adopt alternative identities for the purpose of improvisation and discovery.
* Simulation - the ability to interpret and construct dynamic models of real-world processes.
* Appropriation - the ability to meaningfully sample and remix media content.
* Multitasking - the ability to scan one?s environment and shift focus as needed to salient details.
* Distributed Cognition - the ability to interact meaningfully with tools that expand mental capacities.
* Collective Intelligence - the ability to pool knowledge and compare notes with others toward a common goal.
* Judgment - the ability to evaluate the reliability and credibility of different information sources.
* Transmedia Navigation - the ability to follow the flow of stories and information across multiple modalities.
* Networking - the ability to search for, synthesize, and disseminate information.
* Negotiation - the ability to travel across diverse communities, discerning and respecting multiple perspectives, and grasping and following alternative norms.
Sublinha ainda três motivos de preocupação:
* The Participation Gap - the unequal access to the opportunities, experiences, skills, and knowledge that will prepare youth for full participation in the world of tomorrow.
* The Transparency Problem - the challenges young people face in learning to see clearly the ways that media shape perceptions of the world.
* The Ethics Challenge - the breakdown of traditional forms of professional training and socialization that might prepare young people for their increasingly public roles as media makers and community participants.
quarta-feira, outubro 18, 2006
sábado, outubro 07, 2006
Público infantil é o que menos televisão consome em Espanha
Já era sabido que as faixas de população mais idosas viam, em média, bastante mais tempo de televisão do que as crianças. Agora, um estudo realizado em Espanha, junto de quatro mil alunos sugere que estes são, de todos os segmentos da audiência, os menos consumidores.
E em Portugal? Será que está a mudar o panorama traçado pelos últimos estudos realizados neste âmbito? E como interpretar estes resultados? Que nos dizem eles sobre a vida quotidiana das crianças?
Alguns dados divulgados pelo coordenador do estudo, Xavier Bringué, da Universidade de Navarra:
Já era sabido que as faixas de população mais idosas viam, em média, bastante mais tempo de televisão do que as crianças. Agora, um estudo realizado em Espanha, junto de quatro mil alunos sugere que estes são, de todos os segmentos da audiência, os menos consumidores.
E em Portugal? Será que está a mudar o panorama traçado pelos últimos estudos realizados neste âmbito? E como interpretar estes resultados? Que nos dizem eles sobre a vida quotidiana das crianças?
Alguns dados divulgados pelo coordenador do estudo, Xavier Bringué, da Universidade de Navarra:
"Los datos revelan que frente al uso de la televisión, los niños prefieren otras pantallas de ocio por su mayor interacción. Así, si tuvieran que elegir entre TV e Internet, un 32% optaría por el primer medio y un 38% por la Red; un 47% prefiere los videojuegos frente al 34% que elige la televisión; y un 40% se queda con el teléfono móvil frente al 37% que escoge la tele. Entre otros datos que aporta el informe, también destaca que el 61% de los niños afirma estar solo cuando se conecta a Internet, y un 35% de los padres no les vigila de ninguna forma. Además, el 35% lo usa para jugar en Red y un 44% para descargar películas canciones y programas. En el caso de los videojuegos, el 86% juega y sus temas preferidos son la aventura y la acción; el 38% piensa que reducen su dedicación al estudio, y el 18% reconoce que pueden resultarles violentos. En cuanto al móvil, 54% de los niños tiene uno y el 29% lo utiliza para jugar".
quinta-feira, setembro 28, 2006
Formação sobre jornais escolares - sinais
"Como se escreve uma notícia? E um título? Qual a importância da fotografia? Que cuidados importa ter com a língua portuguesa? E quais são os cuidados gráficos que não podem ser descurados? Foi para dar resposta a esta e outras perguntas, e simultaneamente dotar os professores de ferramentas que lhes permitam fazer jornais escolares de qualidade, que o PÚBLICO, através do projecto PÚBLICO na Escola, em parceria com a Direcção Regional de Educação do Norte, resolveu dar corpo à acção Jornais Escolares - Partilhar para (in)formar. O pontapé de saída deste programa foi dado ontem, na Escola Secundária António Nobre, no Porto. Um conjunto de profissionais do PÚBLICO - uma jornalista, uma editora, um copydesk, um fotojornalista e um gráfico - partilharam a sua experiência com os cerca de 60 docentes da Região Norte que compunham a plateia. A ideia é que estas sessões se estendam a todo o país".
(No Público de hoje)
"Como se escreve uma notícia? E um título? Qual a importância da fotografia? Que cuidados importa ter com a língua portuguesa? E quais são os cuidados gráficos que não podem ser descurados? Foi para dar resposta a esta e outras perguntas, e simultaneamente dotar os professores de ferramentas que lhes permitam fazer jornais escolares de qualidade, que o PÚBLICO, através do projecto PÚBLICO na Escola, em parceria com a Direcção Regional de Educação do Norte, resolveu dar corpo à acção Jornais Escolares - Partilhar para (in)formar. O pontapé de saída deste programa foi dado ontem, na Escola Secundária António Nobre, no Porto. Um conjunto de profissionais do PÚBLICO - uma jornalista, uma editora, um copydesk, um fotojornalista e um gráfico - partilharam a sua experiência com os cerca de 60 docentes da Região Norte que compunham a plateia. A ideia é que estas sessões se estendam a todo o país".
(No Público de hoje)
segunda-feira, setembro 04, 2006
Um fosso nítido entre a casa e a escola
O relatório a que aqui se fez referência no dia 15 de Junho, de Mediapro - L' Appropriation des Nouveaux Médias par les jeunes - tem uma apresentação disponível na Internet.
Através do site InternetActu, tive conhecimento deste comentário de François Jarraud do Café Pédagogique :
"La conclusion la plus frappante de l'ensemble de cette 'etude réside dans le fossé marqué entre les usages de l'Internet à la maison et à l'école. Dans tous les pays, Québec inclus, ce fossé s'impose en termes de fréquence d'utilisation, d'accès, de régulation, d'apprentissage et de développement d'aptitudes, et de type d'activités. Les données montrent que c'est un gouffre qui s'ouvre. Toutes les fonctions importantes pour les jeunes existent hors de l'école, comme l'essentiel de leurs apprentissages (surtout de l'auto-apprentissage et de l'apprentissage entre pairs). Dans le même temps, les écoles restreignent l'accès, interdisent certaines pratiques sans aucune nécessité, ne parviennent pas à comprendre la fonction communicationnelle d'Internet, et, pire que tout, échouent à transmettre les compétences de recherche documentaire, d'évaluation des sites, de recherche et de production créative qui devraient être les plus importantes pour elles. On note partout clairement que les jeunes ne peuvent pas acquérir les savoir-faire nécessaires dans de bonnes conditions. Alors que dans certains pays, ils se révèlent des usagers sophistiqués de l'Internet, comprenant bien les aspects moraux et culturels, en France en particulier, il existe des pays où ils sont beaucoup plus faibles, surtout en ce qui concerne les questions d'ordre légal qui sont liées à ces médias. En outre, il est évident dans tous les pays qu'ils surestiment leur propre capacité à évaluer. Ce sont des types de connaissances et de compétences critiques que seule l'école peut transmettre. Alors que la littérature académique discute beaucoup du potentiel créatif des nouveaux médias, on constate ici que le travail créatif est limité, et qu'une minorité de jeunes développent des sites personnels ou des blogs. De plus, ces objets peuvent facilement être laissés en sommeil. A nouveau, il y aurait un rôle évident à jouer pour les écoles dans le développement de ces aptitudes plus délicates à acquérir.?
O relatório a que aqui se fez referência no dia 15 de Junho, de Mediapro - L' Appropriation des Nouveaux Médias par les jeunes - tem uma apresentação disponível na Internet.
Através do site InternetActu, tive conhecimento deste comentário de François Jarraud do Café Pédagogique :
"La conclusion la plus frappante de l'ensemble de cette 'etude réside dans le fossé marqué entre les usages de l'Internet à la maison et à l'école. Dans tous les pays, Québec inclus, ce fossé s'impose en termes de fréquence d'utilisation, d'accès, de régulation, d'apprentissage et de développement d'aptitudes, et de type d'activités. Les données montrent que c'est un gouffre qui s'ouvre. Toutes les fonctions importantes pour les jeunes existent hors de l'école, comme l'essentiel de leurs apprentissages (surtout de l'auto-apprentissage et de l'apprentissage entre pairs). Dans le même temps, les écoles restreignent l'accès, interdisent certaines pratiques sans aucune nécessité, ne parviennent pas à comprendre la fonction communicationnelle d'Internet, et, pire que tout, échouent à transmettre les compétences de recherche documentaire, d'évaluation des sites, de recherche et de production créative qui devraient être les plus importantes pour elles. On note partout clairement que les jeunes ne peuvent pas acquérir les savoir-faire nécessaires dans de bonnes conditions. Alors que dans certains pays, ils se révèlent des usagers sophistiqués de l'Internet, comprenant bien les aspects moraux et culturels, en France en particulier, il existe des pays où ils sont beaucoup plus faibles, surtout en ce qui concerne les questions d'ordre légal qui sont liées à ces médias. En outre, il est évident dans tous les pays qu'ils surestiment leur propre capacité à évaluer. Ce sont des types de connaissances et de compétences critiques que seule l'école peut transmettre. Alors que la littérature académique discute beaucoup du potentiel créatif des nouveaux médias, on constate ici que le travail créatif est limité, et qu'une minorité de jeunes développent des sites personnels ou des blogs. De plus, ces objets peuvent facilement être laissés en sommeil. A nouveau, il y aurait un rôle évident à jouer pour les écoles dans le développement de ces aptitudes plus délicates à acquérir.?
sexta-feira, setembro 01, 2006
Internet: Manual de Literacia
O Comselho da Europa publicou um instrumento útil para quem se propõe abordar criticamente a Internet: The Internet Literacy Handbook - A guide for parents, teachers and young people. Está disponível uma versão em Flash e uma outra em texto simples.
O Comselho da Europa publicou um instrumento útil para quem se propõe abordar criticamente a Internet: The Internet Literacy Handbook - A guide for parents, teachers and young people. Está disponível uma versão em Flash e uma outra em texto simples.
quinta-feira, junho 15, 2006
38% des jeunes de 12 à18 ans sont entrés dans la blogosphère !
Les résultats de l?enquête Européenne Mediappro dressent un nouveau portrait de l?appropriation d?Internet et des technologies par les jeunes.
Les 12 et 13 juin, à l?invitation de Média Animation asbl, les 9 équipes de recherche sont venus présenter et débattre en public des résultats et recommandations issues de l?enquête qui a été menée entre janvier et mai 2006.
Nonante pourcents des jeunes européens âgés de 12 à 18 ans utilisent Internet et plus de 7 sur dix communiquent entre-eux via la messagerie instantanée, révèle lundi l?étude internationale Mediappro, soutenue par la Commission européenne et réalisée auprès de plus de 9.000 jeunes issus de neuf pays européens et au Québec. Il ressort de cette vaste étude qu?Internet est surtout utilisé à domicile (80%), pour discuter entre amis (70%), à des fins de recherche (90%), pour envoyer des mails (69%), pour télécharger des fichiers (60%) et pour écouter de la musique (67%). Moins naïfs que ce que l?on pouvait imaginer, les jeunes déclarent ne jamais (47%) ou rarement (22%) rencontrer en personne des inconnu(e)s qu?ils auraient croisés sur Internet. Nonante-cinq pourcents des jeunes européens possèdent par ailleurs leur propre téléphone portable et envoient plus de sms (79%) qu?ils ne téléphonent (65%). Cinquante-deux pourcents des jeunes jouent sur une console, 64% sur l?ordinateur. Ils y jouent essentiellement de manière épisodique.
Plusieurs autres pratiques ont été mises en évidence par l?étude universitaire Mediappro. Ainsi, 38% des jeunes belges déclarent posséder leur propre blog. Un chiffre qui apparaît comme particulièrement important car la moyenne européenne ne se situe qu?à 18%. Pour les auteurs de la recherche, le fait qu?un grand opérateur d?accès à Internet (Skynet) fournisse une solution de blogging pourrait en partie expliquer ce chiffre. Une autre explication pourrait être avancée au vu des chiffres fournis récemment par la plateforme de blogs de Microsoft (plus d?1,5 million). Il reste que le succès de ce nouveau mode d?expression est indéniable en Belgique "d?autant que cela ne fait pas plus d?un an que cette technologie s?est étendue au grand public", souligne le professeur Thierry De Smedt (UCL), qui a coordonné cette vaste étude. Les filles "bloguent" plus souvent, surtout entre 14 et 16 ans (44,2%), que les garçons (chez qui la pratique diminue avec l?âge). Ce qui fait dire aux chercheurs que le fait d?avoir un blog serait sans doute une activité temporaire (la durée de vie d?un blog étant de 6 mois à 1 an) survenant au moment où le jeune se cherche une identité sociale. Toutefois, "ce mode d?expression ne semble pas relever d?une volonté de contrefaire son identité, mais au contraire d?une mise en scène médiatique du jeune lui-même", souligne l?étude. Les jeunes mettent en outre en avant un modèle d?identité authentique, à l?opposé des conseils d?anonymat et de masquage que leurs prodiguent les adultes.
Les blogs et la messagerie instantanée développent ainsi chez les jeunes la conscience que la liberté d?expression a ses limites. "L?un des pires comportements que quelqu?un peut avoir sur le net consiste à avoir une attitude anti-sociale", notent les chercheurs. D?une manière générale, les jeunes belges sont dans la moyenne des constatations relevées au niveau européen en ce qui concerne leurs autres activités sur Internet. La principale observation étant l?usage grégaire voir tribal que les jeunes ont du web. L?objectif est de rester en permanence connecté avec ses amis. La possibilité d?intrusion d?individus mal intentionnés dans ce cercle restreint est par ailleurs battue en brèche par les jeunes, qui estiment disposer des "armes" nécessaires pour les démasquer. Le téléchargement constitue une pratique courante et 48,4% des jeunes disent qu?ils continuent à télécharger alors qu?ils savent que c?est interdit. Paradoxalement, ils n?ont qu?une très faible connaissance des risques encourus, même si le volet éthique de l?usage des oeuvres d?autrui ne leur échappe pas totalement. En outre Internet ne semble pas tuer l?usage de la télévision, mais en limiter la consommation, même si leur usage est souvent concomitant, tout comme celui des téléphones portables. L?usage d?un gsm (95%) avec carte prépayée (78%) est en effet très bien implanté chez les jeunes belges. Leur carnet d?adresse étant quasi identique à celui de leurs contacts sur le net. Les photos sur gsm restent quant à elles marginales, à l?inverse des sms qui sont plus souvent utilisés que les appels vocaux. Les sms "interactifs" avec d?autres médias (jeux TV, concours) sont également très peu prisés par les jeunes interrogés et ils ne sont que 11% à télécharger des sonneries payantes. Enfin, faute d?avoir confiance en ces sites, 78,3% des jeunes belges n?achètent jamais rien sur des sites à vocation commerciale.
in Media Animation
Les résultats de l?enquête Européenne Mediappro dressent un nouveau portrait de l?appropriation d?Internet et des technologies par les jeunes.
Les 12 et 13 juin, à l?invitation de Média Animation asbl, les 9 équipes de recherche sont venus présenter et débattre en public des résultats et recommandations issues de l?enquête qui a été menée entre janvier et mai 2006.
Nonante pourcents des jeunes européens âgés de 12 à 18 ans utilisent Internet et plus de 7 sur dix communiquent entre-eux via la messagerie instantanée, révèle lundi l?étude internationale Mediappro, soutenue par la Commission européenne et réalisée auprès de plus de 9.000 jeunes issus de neuf pays européens et au Québec. Il ressort de cette vaste étude qu?Internet est surtout utilisé à domicile (80%), pour discuter entre amis (70%), à des fins de recherche (90%), pour envoyer des mails (69%), pour télécharger des fichiers (60%) et pour écouter de la musique (67%). Moins naïfs que ce que l?on pouvait imaginer, les jeunes déclarent ne jamais (47%) ou rarement (22%) rencontrer en personne des inconnu(e)s qu?ils auraient croisés sur Internet. Nonante-cinq pourcents des jeunes européens possèdent par ailleurs leur propre téléphone portable et envoient plus de sms (79%) qu?ils ne téléphonent (65%). Cinquante-deux pourcents des jeunes jouent sur une console, 64% sur l?ordinateur. Ils y jouent essentiellement de manière épisodique.
Plusieurs autres pratiques ont été mises en évidence par l?étude universitaire Mediappro. Ainsi, 38% des jeunes belges déclarent posséder leur propre blog. Un chiffre qui apparaît comme particulièrement important car la moyenne européenne ne se situe qu?à 18%. Pour les auteurs de la recherche, le fait qu?un grand opérateur d?accès à Internet (Skynet) fournisse une solution de blogging pourrait en partie expliquer ce chiffre. Une autre explication pourrait être avancée au vu des chiffres fournis récemment par la plateforme de blogs de Microsoft (plus d?1,5 million). Il reste que le succès de ce nouveau mode d?expression est indéniable en Belgique "d?autant que cela ne fait pas plus d?un an que cette technologie s?est étendue au grand public", souligne le professeur Thierry De Smedt (UCL), qui a coordonné cette vaste étude. Les filles "bloguent" plus souvent, surtout entre 14 et 16 ans (44,2%), que les garçons (chez qui la pratique diminue avec l?âge). Ce qui fait dire aux chercheurs que le fait d?avoir un blog serait sans doute une activité temporaire (la durée de vie d?un blog étant de 6 mois à 1 an) survenant au moment où le jeune se cherche une identité sociale. Toutefois, "ce mode d?expression ne semble pas relever d?une volonté de contrefaire son identité, mais au contraire d?une mise en scène médiatique du jeune lui-même", souligne l?étude. Les jeunes mettent en outre en avant un modèle d?identité authentique, à l?opposé des conseils d?anonymat et de masquage que leurs prodiguent les adultes.
Les blogs et la messagerie instantanée développent ainsi chez les jeunes la conscience que la liberté d?expression a ses limites. "L?un des pires comportements que quelqu?un peut avoir sur le net consiste à avoir une attitude anti-sociale", notent les chercheurs. D?une manière générale, les jeunes belges sont dans la moyenne des constatations relevées au niveau européen en ce qui concerne leurs autres activités sur Internet. La principale observation étant l?usage grégaire voir tribal que les jeunes ont du web. L?objectif est de rester en permanence connecté avec ses amis. La possibilité d?intrusion d?individus mal intentionnés dans ce cercle restreint est par ailleurs battue en brèche par les jeunes, qui estiment disposer des "armes" nécessaires pour les démasquer. Le téléchargement constitue une pratique courante et 48,4% des jeunes disent qu?ils continuent à télécharger alors qu?ils savent que c?est interdit. Paradoxalement, ils n?ont qu?une très faible connaissance des risques encourus, même si le volet éthique de l?usage des oeuvres d?autrui ne leur échappe pas totalement. En outre Internet ne semble pas tuer l?usage de la télévision, mais en limiter la consommation, même si leur usage est souvent concomitant, tout comme celui des téléphones portables. L?usage d?un gsm (95%) avec carte prépayée (78%) est en effet très bien implanté chez les jeunes belges. Leur carnet d?adresse étant quasi identique à celui de leurs contacts sur le net. Les photos sur gsm restent quant à elles marginales, à l?inverse des sms qui sont plus souvent utilisés que les appels vocaux. Les sms "interactifs" avec d?autres médias (jeux TV, concours) sont également très peu prisés par les jeunes interrogés et ils ne sont que 11% à télécharger des sonneries payantes. Enfin, faute d?avoir confiance en ces sites, 78,3% des jeunes belges n?achètent jamais rien sur des sites à vocation commerciale.
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