Uma nova sintaxe visual
O Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho disponibiliza o texto de uma entrevista feita a Gunther Kress, intitulada "Uma nova sintaxe visual / A new visual grammar". A autora é Helena Pires e a entrevista foi feita aquando da deslocação a Braga daquele reputado especialista de sócio-semiótica, da Universidade de Londres.
segunda-feira, abril 24, 2006
Colóquio O Mau-Trato Infantil na Comunicação Social Como já foi divulgado neste blog, realiza-se, no próximo dia 12 de Maio, no Auditório do Instituto de Estudos da Criança da Universidade do Minho, o Colóquio 'O Mau-trato Infantil na Comunicação Social'.
O evento reúne um conjunto de profissionais e especialistas que, convocando uma pluralidade de perspectivas e saberes, se propõem analisar a construção mediática do mau-trato a crianças em Portugal e debater as suas implicações.
A iniciativa é do Centro de Estudos da Criança (CESC) e do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho.
Entrada livre.
PROGRAMA
9.00h - Abertura
- Ana Tomás de Almeida (Directora do Centro de Estudos da Criança)
- Moisés Martins (Director do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade)
9.30h - Painel
O Mau-trato Infantil na Comunicação Social em Portugal: as notícias sobre crianças na imprensa e na televisão no último trimestre de 2005
- Sara Pereira (IEC - Universidade do Minho)
- Paula Cristina Martins (IEC - Universidade do Minho)
10h - Painel
A Criança na Comunicação Social
Moderador: Sara Pereira
- Lídia Maropo e Cristina Ponte (ICS - Universidade Nova de Lisboa)
- Helena Mendonça (Jornalista)
- Eduardo Sá (FPCE - Universidade de Coimbra)
Intervalo
11.45h - Painel
Os Maus-tratos a Crianças na Comunicação Social
Moderador: Paula Cristina Martins
- Alexandra Borges (TVI)
- Carlos Farinha (Polícia Judiciária)
- Francisco Maia Neto (Procuradoria-Geral da República)
13h - Almoço
14.30h - Painel O Papel dos Media na Protecção das Crianças
Moderador: Manuel Pinto (ICS - Universidade do Minho)
- Alfredo Maia (Sindicato dos Jornalistas)
- Hernâni Carvalho (Jornalista)
- Maria José Gamboa (Deputada)
15.45h - Intervalo
16.15h - Conferência de Encerramento
La influencia de los medios de comunicación social en las representaciones sociales sobre la infancia y sus problemas
- Ferran Casas (Universidade de Girona, Espanha)
quarta-feira, abril 05, 2006
"Morangos com açúcar": série potencialmente educativa?
"Quando esta novela acabar, Portugal vai ser uma tristeza".
Nem mais: a autora desta profundíssima análise política tem oito anos. Chama-se Rita e frequenta o 3º ano de escolaridade na Escola do 1º Ciclo de S. João do Souto, em Braga. O seu depoimento foi a peça que mais me interessou e interrogou, no mais recente número do boletim do projecto Publico na Escola (nº 160, relativo a Março). A frase citada não estaria deslocada se fosse escrita por José Gil em "Portugal, o Medo de Existir".
Há outros alunos, de níveis de ensino mais avançados, que também se pronunciam sobre os "Morangos" e a Prof. Sara Pereira, docente da Universidade do Minho e colaboradora deste blogue, que entende que é possível tornar esta novela num programa educativo, desde que se se faça dela um motivo de estudo e de reflexão. Muito interessante, igualmente, a reflexão da Prof. Isabel Margarida Duarte sobre a linguagem dos actores dos Morangos: "Não é só a pronúncia que é marcada geograficamente, mas também o vocabulário" ou "as conversas travadas entre estes adolescentes nada têm de natural [e contêm] diálogos de conteúdos paupérrimos e quase só relacionais (...) Tentam, com estes diálogos construídos pelo guionista, imitar uma língua de tribo".
Por tudo isto, vale a pena ler o Boletim - uma dos poucas propostas de abordagem dos Morangos com Açúcar que vai além dos discursos laudatórios ou apocalípticos. Só é pena que o jornal que promove e suporta o projecto não pegue em alguns destes textos e faça, nas páginas do diário, um destaque sobre o assunto.
"Quando esta novela acabar, Portugal vai ser uma tristeza".Nem mais: a autora desta profundíssima análise política tem oito anos. Chama-se Rita e frequenta o 3º ano de escolaridade na Escola do 1º Ciclo de S. João do Souto, em Braga. O seu depoimento foi a peça que mais me interessou e interrogou, no mais recente número do boletim do projecto Publico na Escola (nº 160, relativo a Março). A frase citada não estaria deslocada se fosse escrita por José Gil em "Portugal, o Medo de Existir".
Há outros alunos, de níveis de ensino mais avançados, que também se pronunciam sobre os "Morangos" e a Prof. Sara Pereira, docente da Universidade do Minho e colaboradora deste blogue, que entende que é possível tornar esta novela num programa educativo, desde que se se faça dela um motivo de estudo e de reflexão. Muito interessante, igualmente, a reflexão da Prof. Isabel Margarida Duarte sobre a linguagem dos actores dos Morangos: "Não é só a pronúncia que é marcada geograficamente, mas também o vocabulário" ou "as conversas travadas entre estes adolescentes nada têm de natural [e contêm] diálogos de conteúdos paupérrimos e quase só relacionais (...) Tentam, com estes diálogos construídos pelo guionista, imitar uma língua de tribo".
Por tudo isto, vale a pena ler o Boletim - uma dos poucas propostas de abordagem dos Morangos com Açúcar que vai além dos discursos laudatórios ou apocalípticos. Só é pena que o jornal que promove e suporta o projecto não pegue em alguns destes textos e faça, nas páginas do diário, um destaque sobre o assunto.
quinta-feira, março 23, 2006
Mostra de produções multimedia para crianças e jovens
Actualmente, as ferramentas multimédia fazem parte do quotidiano da criança e participam, com a família e a escola, na sua socialização, constituindo-se como verdadeiros ecrãs do saber e da representação do mundo. Através do intercâmbio com os criadores e produtores envolvidos na edição de aplicações multimédia para a infância a Mostra integra-se num contexto em que se pretende assinalar a importância das ferramentas multimédia, promover o conhecimento sobre a natureza e características das linguagens por ela veiculadas e investigar formas de as relacionar entre si, num processo de criação de materiais lúdico-educativos.
A Mostra realiza-se no Instituto de Estudos da Criança (IEC), no Edifício dos Congregados (um antigo convento que também funcionou como Magistério Primário) situado no centro da cidade de Braga, na Av. Central.
A Mostra decorrerá em três espaços distintos, destinados a audiências diversas, como se especifica em seguida.
Exposição, nos Claustros, de produtos multimédia
- nos Claustros do edifício, editoras e produtores exibem as suas publicações multimédia para o público em geral, a partir das 14h do dia 23 de Março e/ou a partir das 9h30 do dia 24 de Março.
Expositores nos Claustros
CNOTINFOR. Contacto: Dr. Secundino Correia
Factor Segurança. Cotacto: Dra. Carla Costa
Ludomedia - conteúdos didácticos e lúdicos. Contacto: Dr. José Carlos Santos
Porto Editora. Contacto: Dra. Marta Teixeira
Apoio aos expositores
Cristina Reis (supervisão) e Ernesto Lopes
Demonstrações multimédia no Salão Nobre
- no Salão Nobre funcionarão oficinas onde autores e/ou colaboradores das produtoras demonstram as suas obras/produções a pequenos grupos de visitantes especializados ou especialmente interessados nos produtos multimédia para jovens e crianças; estas oficinas poderão funcionar na tarde do dia 23 de Março e deverão estar mais activas no dia 24, em função da disponibilidade de autores/produtores e do interesse dos visitantes;
Demonstradores no Salão Nobre
APPT21 - Os Jogos da Mimocas, Os Números da Mimocas, Oficina dos Gestos. Contacto: Dra. Teresa Condeço.
CNOTINFOR - Invento, Dragões e Companhia, Aventuras 2, Sopa Decimal e Já Está e a sua adequação à ultima geração de quadros interactivos especialmente desenhados para as escolas. Contacto: Dr. Secundino Correia.
Porto Editora - Escola Virtual. Contacto: Dra. Marta Teixeira.
Apoio e supervisão
Apoio aos demonstradores: Ricardo Ribeiro e Débora Azevedo. Supervisão: Profª Altina Ramos
Seminário de experiências de criação e produção multimédia
- na sala C do IEC, para um público especializado, e em especial para os alunos e docentes dos cursos de mestrado e especialização em Estudos da Criança - Tecnologias de Informação e Comunicação, realiza-se uma sessão de apresentação de experiências e de testemunhos de especialistas e/ou profissionais com experiência de criação, desenho, programação e/ou produção de produtos e produções multimédia para crianças e jovens e/ou para o sector infanto-juvenil;
Programa do Seminário (na Sala C) na Quinta-feira, 23 de Março, 17h
Dra. Patrícia Valinho - YDREAMS.
Programa do Seminário (na Sala C) na Sexta-feira, 24 de Março
09h30 - abertura
09h45 - Luís Valente - Universidade do Minho: SPAC - Espaço e Estrutura.
10h15 - Secundino Correia - CNOTINFOR: Processos de criação e inovação na Cnotinfor.
10h45 - Simone Ferreira e Sofia Reis - Universidade de Aveiro: Aplicações multimédia para crianças com NEE.
11h30 - Ana Margarida Almeida - Universidade de Aveiro: Oficina dos Gestos
Organização
Mestrado e Curso de Especialização em Estudos da Criança - Tecnologias da Informação e Comunicação (Departamento de Ciências da Educação da Criança do Instituto de Estudos da Criança)
Contacto: António J. Osório (ajosorio@iec.uminho.pt, telef. 253601203, fax 253616684)
O Mestrado e Curso de Especialização em Estudos da Criança - Tecnologias da Informação e Comunicação (Departamento de Ciências da Educação da Criança do Instituto de Estudos da Criança - IEC) organiza, nos próximos dias 23 e 24 de Março, no IEC da Universidade do Minho, uma mostra de produções multimedia para crianças e jovens.
Divulga-se abaixo o programa deste evento que é aberto ao público interessado.
Mostra de produções multimedia para crianças e jovens
23 e 24 de Março, IEC - Universidade do Minho
23 e 24 de Março, IEC - Universidade do Minho
Actualmente, as ferramentas multimédia fazem parte do quotidiano da criança e participam, com a família e a escola, na sua socialização, constituindo-se como verdadeiros ecrãs do saber e da representação do mundo. Através do intercâmbio com os criadores e produtores envolvidos na edição de aplicações multimédia para a infância a Mostra integra-se num contexto em que se pretende assinalar a importância das ferramentas multimédia, promover o conhecimento sobre a natureza e características das linguagens por ela veiculadas e investigar formas de as relacionar entre si, num processo de criação de materiais lúdico-educativos.
A Mostra realiza-se no Instituto de Estudos da Criança (IEC), no Edifício dos Congregados (um antigo convento que também funcionou como Magistério Primário) situado no centro da cidade de Braga, na Av. Central.
A Mostra decorrerá em três espaços distintos, destinados a audiências diversas, como se especifica em seguida.
Exposição, nos Claustros, de produtos multimédia
- nos Claustros do edifício, editoras e produtores exibem as suas publicações multimédia para o público em geral, a partir das 14h do dia 23 de Março e/ou a partir das 9h30 do dia 24 de Março.
Expositores nos Claustros
CNOTINFOR. Contacto: Dr. Secundino Correia
Factor Segurança. Cotacto: Dra. Carla Costa
Ludomedia - conteúdos didácticos e lúdicos. Contacto: Dr. José Carlos Santos
Porto Editora. Contacto: Dra. Marta Teixeira
Apoio aos expositores
Cristina Reis (supervisão) e Ernesto Lopes
Demonstrações multimédia no Salão Nobre
- no Salão Nobre funcionarão oficinas onde autores e/ou colaboradores das produtoras demonstram as suas obras/produções a pequenos grupos de visitantes especializados ou especialmente interessados nos produtos multimédia para jovens e crianças; estas oficinas poderão funcionar na tarde do dia 23 de Março e deverão estar mais activas no dia 24, em função da disponibilidade de autores/produtores e do interesse dos visitantes;
Demonstradores no Salão Nobre
APPT21 - Os Jogos da Mimocas, Os Números da Mimocas, Oficina dos Gestos. Contacto: Dra. Teresa Condeço.
CNOTINFOR - Invento, Dragões e Companhia, Aventuras 2, Sopa Decimal e Já Está e a sua adequação à ultima geração de quadros interactivos especialmente desenhados para as escolas. Contacto: Dr. Secundino Correia.
Porto Editora - Escola Virtual. Contacto: Dra. Marta Teixeira.
Apoio e supervisão
Apoio aos demonstradores: Ricardo Ribeiro e Débora Azevedo. Supervisão: Profª Altina Ramos
Seminário de experiências de criação e produção multimédia
- na sala C do IEC, para um público especializado, e em especial para os alunos e docentes dos cursos de mestrado e especialização em Estudos da Criança - Tecnologias de Informação e Comunicação, realiza-se uma sessão de apresentação de experiências e de testemunhos de especialistas e/ou profissionais com experiência de criação, desenho, programação e/ou produção de produtos e produções multimédia para crianças e jovens e/ou para o sector infanto-juvenil;
Programa do Seminário (na Sala C) na Quinta-feira, 23 de Março, 17h
Dra. Patrícia Valinho - YDREAMS.
Programa do Seminário (na Sala C) na Sexta-feira, 24 de Março
09h30 - abertura
09h45 - Luís Valente - Universidade do Minho: SPAC - Espaço e Estrutura.
10h15 - Secundino Correia - CNOTINFOR: Processos de criação e inovação na Cnotinfor.
10h45 - Simone Ferreira e Sofia Reis - Universidade de Aveiro: Aplicações multimédia para crianças com NEE.
11h30 - Ana Margarida Almeida - Universidade de Aveiro: Oficina dos Gestos
Organização
Mestrado e Curso de Especialização em Estudos da Criança - Tecnologias da Informação e Comunicação (Departamento de Ciências da Educação da Criança do Instituto de Estudos da Criança)
Contacto: António J. Osório (ajosorio@iec.uminho.pt, telef. 253601203, fax 253616684)
quarta-feira, março 22, 2006
Internet: maioria dos pais portugueses
ignora formas de proteger os seus filhos
Notícia de hoje da Lusa, através do Público online:
O número de pais portugueses que admitem precisar de informações sobre como proteger os seus filhos contra os perigos da Internet é muito superior ao da União Europeia, lembrou hoje o director do projecto "MiudosSegurosNa.net".
O director do projecto, Tito Morais, que falava à agência Lusa em Matosinhos à margem de um seminário sobre "Riscos online para crianças e jovens", recordou que, apesar de não haver estudos aprofundados em Portugal sobre o assunto, um relatório europeu de 2004 apontava que 66 por cento dos pais portugueses diziam necessitar de mais informações sobre como lidar com a situação, enquanto a média da UE era de 48 por cento.No mesmo estudo pode ler-se que 55 por cento dos pais portugueses não sabiam como os seus filhos reagiriam face a conteúdos online que os deixassem desconfortáveis - quando a média da Europa, então apenas com 15 países, era de 38 por cento.O relatório refere ainda que 67 por cento dos encarregados de educação nacionais não sabiam onde nem como denunciar casos danosos ocorridos via Internet, quando no resto da Europa esse valor é de apenas 38 por cento.(...)"
Continuar a ler: AQUI.
ignora formas de proteger os seus filhos
Notícia de hoje da Lusa, através do Público online:
O número de pais portugueses que admitem precisar de informações sobre como proteger os seus filhos contra os perigos da Internet é muito superior ao da União Europeia, lembrou hoje o director do projecto "MiudosSegurosNa.net".
O director do projecto, Tito Morais, que falava à agência Lusa em Matosinhos à margem de um seminário sobre "Riscos online para crianças e jovens", recordou que, apesar de não haver estudos aprofundados em Portugal sobre o assunto, um relatório europeu de 2004 apontava que 66 por cento dos pais portugueses diziam necessitar de mais informações sobre como lidar com a situação, enquanto a média da UE era de 48 por cento.No mesmo estudo pode ler-se que 55 por cento dos pais portugueses não sabiam como os seus filhos reagiriam face a conteúdos online que os deixassem desconfortáveis - quando a média da Europa, então apenas com 15 países, era de 38 por cento.O relatório refere ainda que 67 por cento dos encarregados de educação nacionais não sabiam onde nem como denunciar casos danosos ocorridos via Internet, quando no resto da Europa esse valor é de apenas 38 por cento.(...)"
Continuar a ler: AQUI.
sexta-feira, março 17, 2006
O Mau-Trato Infantil na Comunicação Socail em Debate
Realiza-se no próximo dia 12 de Maio, no Auditório do Instituto de Estudos da Criança da Universidade do Minho, um Colóquio sobre as representações do mau-trato infantil na comunicação social. O evento pretende reunir um conjunto de profissionais e especialistas que, convocando uma pluralidade de perspectivas e saberes, analisem a construção mediática do mau-trato a crianças em Portugal e discutam as suas implicações.A organização é do Centro de Estudos da Criança e do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, ambos da Universidade do Minho.
O programa será disponibilizado em breve. Entrada livre.
quinta-feira, março 16, 2006
Reunião de Especialistas em Educação e Comunicação
Realizou-se, no passado sábado, em Santiago de compostela, uma reunião de especialistas em educação e comunicação, convocada pelo Consórcio Audiovisual da Galiza, com o objectivo de elaborar uma proposta curricular para integrar a educação em comunicação audiovisual desde a educação pré-escolar até ao ensino secundário. Foi também debatida a necessidade de integrar esta área nos planos de formação dos professores, quer na formação inicial quer na contínua.
O grupo, constituído por professores e especialistas neste domínio provenientes da Andaluzia, Aragão, Castela-Leão, Catalunha, Galiza, Madrid e Portugal, reuniu pela primeira vez em Dezembro passado, no decorrer do I Encontro Internacional de Educação Audiovisual, tendo analisado a situação do ensino da comunicação audiovisual em Espanha e as medidas para a sua incorporação nos curricula, de forma sistemática, progressiva e global.
As popostas serão agora discutidas e analisadas nas entidades competentes.
Transcreve-se, de seguida, o documento-síntese das conclusões da primeira reunião, esperando que em Portugal se possa também iniciar este trabalho de incorporação da educação para os media nos curricula dos diferentes níveis de ensino.
CONCLUSIONES DEL ENCUENTRO INTERNACIONAL SOBRE EDUCACIÓN AUDIOVISUAL
Santiago de Compostela, 7 de Diciembre de 2005
Son cada vez más numerosos los foros internacionales donde se pone de manifiesto la necesidad urgente de abordar los retos educativos que plantea lo que se ha dado en llamar Sociedad de la Información o Sociedad del Conocimiento.
En la Cumbre mundial sobre la sociedad de la información que tuvo lugar en Túnez el 15 de Noviembre de 2005 se aboga por la construcción de la Sociedad de la Información y se recuerda ?que los gobiernos y también el sector privado, la sociedad civil, las Naciones Unidas y otras organizaciones internacionales deben colaborar para (? ?) desarrollar y ampliar las aplicaciones TIC, promover y respetar la diversidad cultural, reconocer el cometido de los medios de comunicación, abordar los aspectos éticos de la sociedad de la información y alentar la cooperación internacional y regional?. (Compromiso de Túnez. 2005. Documento WSIS-05/TUNIS/DOC/7-S).
En este mismo año la UNESCO publica el informe Sociedades del Conocimiento donde se advierte que ?una de las tareas de las sociedades del conocimiento será la de replantearse las actividades sociales vinculadas a la producción y transmisión del saber ?es decir, la educación y la difusión pública de los conocimientos?, así como los soportes materiales de dichas actividades: libros, voces y pantallas?.
Con anterioridad,en marzo de 2000, el Consejo Europeo de Lisboa había marcado un nuevo objetivo estratégico para la Unión Europea: ?los sistemas de educación y formación deben adaptarse a las demandas de la sociedad del conocimiento?. En esta línea los estados miembros elaboran el documento Competencias clave para una aprendizaje a lo largo de toda la vida. Un marco de referencia europeo, donde se establece que la competencia digital - que abarca tanto a las Tecnologías de la Información como de la Comunicación- ?implica el uso confiado y crítico de los medios electrónicos para el trabajo, el ocio y la comunicación. Estas competencias están relacionadas con el pensamiento lógico y crítico, con las destrezas para el manejo de la información a un alto nivel, y con el desarrollo eficaz de las destrezas comunicativas?.
Coincidimos con el documento Competencias en comunicación audiovisal (2005), elaborado por un grupo de expertos convocados por el Consell de l?Audiovisual de Catalunya (CAC) en que el desarrollo eficaz de estas destrezas comunicativas ?supone en el individuo una imprescindible competencia en Comunicación Audiovisual que entendemos como la capacidad de un individuo para interpretar y analizar desde la reflexión crítica las imágenes y los mensajes audiovisuales y para expresarse con una mínima corrección en el ámbito comunicativo. Esta competencia está relacionada con el conocimiento de los medios de comunicación y con el uso básico de las tecnologías multimedia necesarias para producirla?.
Ni el gobierno del estado español ni los de las distintas comunidades autónomas pueden permanecer ajenos a estas directrices, y así, en el Proyecto de LOE se recoge la propuesta de la Unión Europea de ?mejorar la calidad y la eficacia de los sistemas de educación y de formación, lo que implica mejorar la capacitación de los docentes, desarrollar las aptitudes necesarias para la sociedad del conocimiento, garantizar el acceso de todos a las tecnologías de la información y la comunicación, aumentar la matriculación en los estudios científicos y técnicos y aprovechar al máximo los recursos disponibles, aumentando la inversión en recursos humanos?. Se echa en falta, sin embargo, alguna referencia específica los medios audiovisuales o a la comunicación audiovisual.
En este Encuentro Internacional de Educación Audiovisual se ha analizado la situación actual de la enseñanza de la comunicación audiovisual y multimedia, y las medidas que permitan su incorporación en los currícula de una forma sistemática, ordenada, progresiva y global atendiendo a la convicción de que el problema de la alfabetización lectoescrita y de la alfabetización audiovisual y digital deben resolverse conjuntamente.
Hemos podido observar cómo una concepción demasiado restrictiva e instrumental tanto de la integración curricular como de la formación del profesorado en tecnologías de la información y comunicación ha supuesto una atención casi exclusiva a la informática en detrimento de la educación en comunicación audiovisual, a la que se ha desplazado del currículo hasta su práctica desaparición.
Durante los últimos años la enseñanza de las TIC se ha centrado demasiado en el manejo de ordenadores y sus programas, sin tener suficientemente en cuenta que esa enseñanza ha de ir íntimamente ligada con las prácticas de lectura de los mensajes que se difunden a través de las diversas pantallas, y con el fomento de la producción comunicativa como medio para el desarrollo de la creatividad y la autonomía crítica de la persona.
Ante las necesidades constatadas, que se detallan en el documento anexo donde se recogen las aportaciones de los participantes en el Seminario de expertos del I Encuentro Internacional sobre Educación Audiovisual, hemos elaborado una serie de propuestas en torno a dos ejes:
- La integración curricular de la educación en comunicación audiovisual y multimedia.
- La formación del profesorado necesaria para realizar dicha integración.
Nuestras propuestas se traducen en las siguientes demandas:
A) Desarrollar los contenidos específicos relacionados con la educación en comunicación audiovisual y multimedia en la Educación Infantil y en las siguientes áreas de Educación Primaria:
- Conocimiento del medio natural, social y cultural.
- Educación artística.
- Educación para la ciudadanía.
- Lengua castellana (y cooficial donde la hubiere).
B) Desarrollar los contenidos específicos relacionados con la educación en comunicación audiovisual y multimedia en las siguientes áreas de Educación Secundaria:
- Lengua castellana (y lengua cooficial, donde la hubiere) y su literatura.
- Geografía e historia.
- Educación plástica y visual.
- Música.
- Procesos tecnológicos e informáticos. En este caso es necesario especificar en la propia LOE que su desarrollo incluya contenidos vinculados con la comunicación audiovisual y la convergencia de medios.
En las tutorías deberían así mismo abordarse aspectos relacionados con la educación en materia de comunicación.
- Crear, al menos, una asignatura optativa dentro de la Educación Secundaria que se centre en los contenidos propios de la educación audiovisual y multimedia
C) Crear la figura de un profesor-a responsable de comunicación audiovisual y multimedia en todos los centros educativos, con las funciones de fomentar la educación en comunicación audiovisual en el centro y de optimizar los procesos de enseñanza-aprendizaje mediante la incorporación de la comunicación audiovisual y multimedia.
- Poner en marcha planes inmediatos de formación para el profesorado responsable de comunicación audiovisual y multimedia, así como para el profesorado encargado de asumir las asignaturas optativas, y para el profesorado de las distintas áreas donde se integran contenidos relacionados con la educación en materia de comunicación.
D) Asignar un mayor espacio específico a los objetivos y contenidos sobre la educación para la comunicación audiovisual y multimedia en la formación inicial del profesorado, lo que debería quedar reflejado en:
- Las directrices propias de los futuros planes de estudio de los grados de maestro en Educación Infantil y Educación Primaria.
- Las directrices oficiales que regulan el futuro postgrado de formación didáctica del profesorado de Educación Secundaria (actual CAP).
En Santiago de Compostela, a 7 de Diciembre de 2005.
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