sábado, fevereiro 11, 2006

Jovens: menos TV e mais Internet

Do diário El País de quarta-feira (e graças à dia do blogue NetFM), um dado que ajudará também a entender (e a espicaçar o estudo) do que se passa em Portugal. Já agora, o IrrealTV descobriu o link para o relatório "Medios de Comunicación. Tendencias 2006. El año de la Televisión", a partir do qual a notícia foi redigida.

"Los jóvenes españoles tienden a reducir su consumo de televisión en favor de Internet y, en general, el tiempo de consumo de este medio es ya superior al empleado en la lectura de prensa diaria. Son datos del informe "Medios de Comunicación. Tendencias 2006. El año de la Televisión", que señala que la población internauta es aún menor en España que en otras naciones del centro y del norte de Europa, pero es entre los adolescentes donde menos diferencias se aprecian en las prácticas de acceso a la red.
La radio es el medio menos afectado por la aparición de las tecnologías digitales, en España permanece sujeto a modelos estables de contenidos y afirma que es un medio con más influencia social que empresarial, que sigue siendo el más asequible para todo tipo de segmentos de población. En el área de la televisión, base de la nueva legislación audiovisual, el informe se refiere al aumento de la competencia, el reparto de la publicidad para más empresas, y la llegada de la Televisión Digital Terrestre (TDT) y de los contenidos, "que es el que sigue presentando menos novedades (...)".

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Perguntas em ordem a uma educação para a imagem

"Certas imagens que nos mostram na televisão ou nos jornais aproximam-se dos nossos pesadelos. Parecem sem razão, sem palavras. E, contudo, dizem-nos, surgem na actualidade, são testemunho da história do tempo presente. Apesar das precauções do costume ("hesitámos muito antes de vo-las mostrar", advertem-nos os apresentadores) (...) essas imagens ferem-nos (...) transtornam-nos (...) Emudecem-nos. É nesse silêncio que a ferida se instala, nesse lugar recalcado: nada posso dizer, a imagem é mais forte do que a minha razão, ela não tem sentido, surpreende-me sem defesa, sem cultura e, por vezes, sem moral.
É preciso, portanto, dotar-se de um pensamento sobre a imagem que só o ensino pode elaborar.
  • Quem fez a imagem?
  • Quem é aquele ou aquela que escolhe um quadro, um ângulo de visão, um assunto, uma comunicação?
  • Quem decide difundir a imagem? Uma redacção, um governo, empresa, militantes?
  • E sob que forma: cartaz colado numa parede qualquer, jornal televisivo, exposição no museu, site na Internet?
  • Qual a intenção daquele que decide difundir uma imagem?
  • Qual a sua autoridade na sociedade?
  • Como é que quem fez a imagem e quem a difunde dão lugar ao espectador e respeitam as condições de recepção?(...)"
Frédéric Lambert, A Imagem em Actos, in Trajectos, nº 7, 2005, p.19

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Crianças e publicidade


LÁZARO GONZÁLEZ, Isabel E.; MAYORAL NARROS, I. (coords.)Infancia, publicidad y consumo Madrid: Universidad Pontificia Comillas, 2005.-355 páginas

As III Jornadas sobre Direito dos Menores da Universidad Pontificia de Comillas (Espanha)debruçaram-se sobre a relação entre as crianças e a publicidade. Este livro recolhe as comunicações então apresentadas. Da apresentação, destaco:
"Desde distintas perspectivas y combinando la visión del estudioso con la del práctico, se presentan en la obra reflexiones sobre el papel del niño en las decisiones de consumo, la madurez de los niños para la toma de decisiones, la publicidad y la infancia, la televisión y los niños, la educación para el consumo o la protección de los niños frente al consumo y la publicidad".

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Os media, as crianças e a família: recursos

O sítio web da Mediawise apresenta um conjunto de estudos sobre diversos aspectos da relação entre as crianças e adolescentes, a família e os media, que vale a pena consultar. Algumas sugestões:

Violência mediática

Hábitos relacionados com os media

Classificação de programas

Musica

Outros recursos

Outros relatórios

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

"Não há assim tantas diferenças ..."

"Estou a adquirir 250 câmaras de vídeo e leitores e a dividi-los, dando 125 a crianças palestinianas e 125 a crianças israelitas, de modo a que possam realizar filmes sobre as suas próprias vids - não dramas, apenas pequenos documentários sobre quem são e aquilo em que acreditam, quem são os seus pais, em que escola andam, o que comem, que filmes vêem, que discos escutam - e depois trocar os vídeos. É o tipo de coisa que pode ser eficaz, penso, de modo a levar as pessoas a compreenderem que não há assim tantas diferenças a dividir os israelitas dos palestinianos - pelo menos como seres humanos"

Steven Spielberg
Entrevista à Visão, 2 de Fev. de 2006

terça-feira, janeiro 31, 2006

Jornadas sobre alfabetização digital

"Novas alfabetizações: a alfabetização digital e o debate político-social" é o tema de umas jornadas que o Observatório de la Sociedad de la Información y del Conocimiento promove em Madrid, em 2-3, 9-10 e 16-17 de Fevereiro.
No texto que acompanha o programa, explica-se o sentido e alcance desta realização, observando que o conceito de "alfabetização digital" está longe de ser um conceito unívoco e que, por detrás dele, se acobertam sentidos muito diversos que importa debater.
A inscrição é gratuita, exigindo, porém, registo prévio através de mail.
O Observatório alimenta também o blogue ou "bitácora" BOSIC, que vale a pena ser consultado

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Exposição de Jornais Escolares

Jornais escolares A Biblioteca Pública de Braga tem patente no átrio do Salão Medieval (Largo do Paço) até 10 de Fevereiro, alguns dos jornais concorrentes e, em lugar de destaque, os jornais premiados, no Concurso Nacional de Jornais Escolares do Projecto Público na Escola. O certame pode ser visitada nos dias úteis, das 9.00 às 12.30 horas e das 14.00 às 17.30 horas.
A edição de 2005 do Concurso edição distinguiu cerca de três dezenas de publicações produzidas no ano lectivo de 2004/05 em estabelecimentos de todos os graus de ensino básico e secundário de todo o país.
O concurso contemplou cinco escalões: o 1º escalão dirigido aos jardins-de-infância e escolas do 1º ciclo do ensino básico; o 2º escalão para as escolas dos 2º e 3º ciclos do ensino básico; o 3º escalão destinado às escolas secundárias ou profissionais; o 4º escalão para agrupamentos verticais de escolas; e o 5º escalão para os jornais em suporte electrónico. Foi ainda atribuído um prémio para o melhor grafismo e um prémio para o melhor dos jornais escolares premiados na edição de 2003/2004.
Os jornais escolares participantes neste concurso são exibidos em mostras em vários pontos do país, designadamente no Museu Nacional da Imprensa, Porto.