sexta-feira, dezembro 30, 2005

George Gerbner:
investigador que desaparece, testemunho que fica









Era conhecido, em alguns meios, como o investigador que contava os mortos que a televisão "fazia". Mas o seu trabalho foi muito mais largo e importante do que isso. George Gerbner morreu ontem, aos 86 anos, em Filadélfia (EUA). Profesor e investigador jubilado da Annenberg School for Communication at na Universidade da Pennsylvania, o seu nome tornou-se conhecido por ser o autor de uma linha de pesquisa que ficou conhecida por "Cultivation Theory". Inserível na corrente de estudos dos efeitos, sustentava que a influência dos media não ocorria tanto através de conteúdos ou programas isolados, mas através da repetição, da socializaçao num meio-ambiente frequentemente poluído, nomeadamente pela violência televisiva.
Em meados dos anos 90, criou o Cultural Environmental Movement, uma plataforma de organizações de base que se propunha combater, se assim se pode dizer, a poluição simbólica, de que os media, em particular os audiovisuais, são uma instância central.

Informações complementares:
- Nota biográfica;
- Escritos de e sobre Gerbner.
Prémio BLoPEs - concurso de blogues na área da educação

Um grupo de profesores acaba de instituir os Prémios BLoPEs (um BLoPE é um Blogue em Português ou Espanhol na área da Educação). Os Blopes - um blogue especialmente constituído para este concurso - presta informações mais pormenorizadas e fornece uma lista de nomeações nas diversas categorias. Só por esta lista já valia pena ter promovido os prémios, visto que nos dá um panorama muito interessante daquilo que é a blogosfera de preocupações educacionais..
Pretendem os autores da ideia, com esta iniciativa, "divulgar e incentivar a utilização da importante ferramenta que é um blogue na área da Educação" e que estes prémios "sejam uma marca de respeito, reconhecimento e homenagem ao trabalho que os educadores tiveram durante o ano, que as suas contribuições e esforços sejam mais reconhecidas pela comunidade".
Até ao fim de Janeiro, cada pessoa pode nomear até 3 blogues por categoria, tendo em conta a seguinte lista:

* Melhor Blogue feito por uma escola (utilização dos blogues no processo ensino aprendizagem)
* Melhor Blogue feito por um professor
* Postagem, recurso ou apresentação mais influente
* Melhor Blogue, serviço ou programa ao serviço da educação
* Melhor Blogue de Ciência/Cientista
* Melhor Blogue de uma biblioteca/bibliotecário
* Melhor Blogue de um museu/museólogo
* Melhor Blogue feito por uma criança
* Melhor Podcast.
Os bogues na educação

Vale a pena ler este texto de Tíscar Lara, publicado no último número da revista Telos (Out.-Dez.2005), intitulado BLOGS PARA EDUCAR: Uso de los blogs en una pedagogía constructivista . Só esta nota introdutória:
"Los weblogs tienen un gran potencial como herramienta en el ámbito de la enseñanza, ya que se pueden adaptar a cualquier disciplina, nivel educativo y metodología docente. En este artículo se analizan las características propias del formato blog que favorecen su aprovechamiento en procesos de enseñanza-aprendizaje dentro de una pedagogía constructivista y de acuerdo con las necesidades educativas de la Sociedad de la Información y la Comunicación (SIC).(...)"

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Pistas sobre jogos digitais, videojogos...

E ainda:

Education Arcade Videos Available Online.

terça-feira, dezembro 27, 2005

O saco do Pai Natal e a publicidade televisiva

"Quais os mecanismos narrativos da publicidade televisiva de brinquedos para crianças? Quem é que se deixa influenciar mais pela publicidade: as crianças, que fazem a lista de presentes, ou os pais, que os compram?"
Eis algumas das perguntas a que procura responder a investigação de Luísa Magalhães, do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho. As suas pesquisas são apresentadas no texto O saco do Pai Natal, do site Educare.

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Literacia digital: um guia

?Teaching Students Right from Wrong in the Digital Age: A Technology Ethics Primer?, de Doug Johnson, é um guia que procura desenvolver dimensões daquilo que se poderia chamar literacia digital. O guia acompanha um livro do autor sobre o mesmo tema, intitulado "Learning Right from Wrong in the Digital Age: An Ethics Guide for Parents, Teachers, Librarians, and Others Who Care About Computer-Using Young People."
(Dica de Ponto Media)
"Os presentes de Natal das televisões para as crianças" no DN

A jornalista Marina Almeida recolheu um conjunto de depoimentos sobre o tema em epígrafe e publica hoje o resultado do seu trabalho:

"Cerca de 200 mil crianças vêem todos os dias o canal Panda, de acordo com os seus responsáveis. Disponível no cabo, o Panda lidera as preferências dos mais pequenos quando se trata de ver televisão. "Muita companhia e carinho" é, para Isabel Mimoso, directora do canal, a melhor prenda que este pode dar às crianças. No entanto, os pais são também convocados devem acompanhar a "viagem" dos mais pequenos aos mundos de fantasia e até "tirá-los da frente da televisão", assume sem rodeios a directora do Panda. "São crianças antes do mais, devem estar mais tempo com os pais", sublinha.
Patrícia Bogalho, responsável pelo marketing do Disney Channel (canal codificado do cabo), diz que a prenda do canal passa pelo "reforço da animação, da alegria e da boa disposição". A responsável destaca ainda o proporcionar do "visionamento em família" de alguns clássicos da Disney que agradam a miúdos e graúdos.
Entre as televisões em sinal aberto, é a 2 que maior oferta tem de programação infantil. Teresa Paixão, responsável pelo departamento de programas infanto-juvenis da RTP, acredita que a melhor prenda que a 2: pode oferecer aos seus "meninos" são "programas que lhes dêem alguma esperança, que lhes mostrem que podem fazer um mundo melhor". Os conteúdos devem também levar a "fazer pensar, fazer fazer perguntas".
Lembrando um estudo da Marktest que mostra que as crianças dos quatro aos 14 anos vêem uma média de três horas diárias de televisão, Francisco Rui Cádima sublinha a importância de os pais não transformarem as televisões em babysitters electrónicos. O professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa põe nas mãos dos operadores a responsabilidade de alertar os pais para os perigos que o excesso de televisão pode trazer às crianças em fase de desenvolvimento. Além disso, sublinha a necessidade de fazer uma selecção criteriosa das séries infantis e de estender os cuidados aos intervalos e às promoções (por exemplo, de filmes violentos) que são feitas no horário infantil.
Manuel Pinto, docente da Universidade do Minho, a melhor prenda "seria uma programação diversificada e não imbecilizante". Para o investigador, autor do livro A Televisão no Quotidiano das Crianças, é importante que "as televisões não destruam o que outros (pais e escola) fazem". E lança uma reflexão "A história da televisão mostra que a diversidade pode cativar. E isso também é respeitar os direitos das crianças."