terça-feira, dezembro 27, 2005

O saco do Pai Natal e a publicidade televisiva

"Quais os mecanismos narrativos da publicidade televisiva de brinquedos para crianças? Quem é que se deixa influenciar mais pela publicidade: as crianças, que fazem a lista de presentes, ou os pais, que os compram?"
Eis algumas das perguntas a que procura responder a investigação de Luísa Magalhães, do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho. As suas pesquisas são apresentadas no texto O saco do Pai Natal, do site Educare.

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Literacia digital: um guia

?Teaching Students Right from Wrong in the Digital Age: A Technology Ethics Primer?, de Doug Johnson, é um guia que procura desenvolver dimensões daquilo que se poderia chamar literacia digital. O guia acompanha um livro do autor sobre o mesmo tema, intitulado "Learning Right from Wrong in the Digital Age: An Ethics Guide for Parents, Teachers, Librarians, and Others Who Care About Computer-Using Young People."
(Dica de Ponto Media)
"Os presentes de Natal das televisões para as crianças" no DN

A jornalista Marina Almeida recolheu um conjunto de depoimentos sobre o tema em epígrafe e publica hoje o resultado do seu trabalho:

"Cerca de 200 mil crianças vêem todos os dias o canal Panda, de acordo com os seus responsáveis. Disponível no cabo, o Panda lidera as preferências dos mais pequenos quando se trata de ver televisão. "Muita companhia e carinho" é, para Isabel Mimoso, directora do canal, a melhor prenda que este pode dar às crianças. No entanto, os pais são também convocados devem acompanhar a "viagem" dos mais pequenos aos mundos de fantasia e até "tirá-los da frente da televisão", assume sem rodeios a directora do Panda. "São crianças antes do mais, devem estar mais tempo com os pais", sublinha.
Patrícia Bogalho, responsável pelo marketing do Disney Channel (canal codificado do cabo), diz que a prenda do canal passa pelo "reforço da animação, da alegria e da boa disposição". A responsável destaca ainda o proporcionar do "visionamento em família" de alguns clássicos da Disney que agradam a miúdos e graúdos.
Entre as televisões em sinal aberto, é a 2 que maior oferta tem de programação infantil. Teresa Paixão, responsável pelo departamento de programas infanto-juvenis da RTP, acredita que a melhor prenda que a 2: pode oferecer aos seus "meninos" são "programas que lhes dêem alguma esperança, que lhes mostrem que podem fazer um mundo melhor". Os conteúdos devem também levar a "fazer pensar, fazer fazer perguntas".
Lembrando um estudo da Marktest que mostra que as crianças dos quatro aos 14 anos vêem uma média de três horas diárias de televisão, Francisco Rui Cádima sublinha a importância de os pais não transformarem as televisões em babysitters electrónicos. O professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa põe nas mãos dos operadores a responsabilidade de alertar os pais para os perigos que o excesso de televisão pode trazer às crianças em fase de desenvolvimento. Além disso, sublinha a necessidade de fazer uma selecção criteriosa das séries infantis e de estender os cuidados aos intervalos e às promoções (por exemplo, de filmes violentos) que são feitas no horário infantil.
Manuel Pinto, docente da Universidade do Minho, a melhor prenda "seria uma programação diversificada e não imbecilizante". Para o investigador, autor do livro A Televisão no Quotidiano das Crianças, é importante que "as televisões não destruam o que outros (pais e escola) fazem". E lança uma reflexão "A história da televisão mostra que a diversidade pode cativar. E isso também é respeitar os direitos das crianças."

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Que prenda deveriam as televisões dar às crianças

Acabo de dar um depoimento ao DN, que pergunta que prenda deveriam as televisões dar às crianças. Eis o essencial do que disse:

"A melhor prenda seria uma programação diversificada e não imbecilizante. Diversificada porque ninguém gosta de comer um prato único. Fartar-se-á em pouco tempo. Não imbecilizante, porque mesmo que seja atractiva no curto prazo, saturará a médio-longo prazo. As TV?s não deveriam esquecer-se que as crianças começam a ter acesso a uma gama cada vez mais ampla de ofertas, que vai para além do meio televisivo. E, por outro lado, que a sociedade espera dos operadores televisivos não que substituam os pais ou a escola, mas que também não deitem por terra aquilo que quem educa as crianças procura construir."

terça-feira, dezembro 20, 2005

"Apreender e ensinar em tempos de Internet"
- novo livro (póstumo) de Mario Kaplún

Kaplún, G. (2005) Aprender y enseñar en tiempos de Internet. Formación profesional a distancia y nuevas tecnologías. Montevideo: CINTERFOR/OIT, 2005.197 p.
ISBN 92-9088-199-2

Um dos patronos deste blog, Mario Kaplún, vê sair, alguns anos depois da sua morte, um livro que trata a relação entre novas tecnologias e educação a distância.
Índice:

PRESENTACIÓN
PRIMERA PARTE: MARCO GENERALCapítulo 1. NTIC y EaD en la formación profesional: ¿de qué estamos hablando?Pensar desde la formación profesional Pensar desde la EaD en general y no sólo desde la que utiliza NTIC Pensar desde las tecnologías de la información y la comunicación (TIC) ?las ?nuevas?, pero también las ?viejas??¿Por qué (mejor no) hablar de e-learning?
Capítulo 2. E-learning: ¿para quiénes y para qué? La distancia de los centros educativosEl tiempo de los estudiantes Formación profesional: complementar pero no sustituir las modalidades tradicionales¿Una estrategia para ampliar cobertura?¿Una estrategia para disminuir costos? ¿Disminuir la brecha digital?Oferta y demanda de e-learning
Capítulo 3. La pedagogía de la EaD con NTIC: ¿transmisión o construcción de conocimientos?Los enfoques tradicionales transmisivos, centrados en los contenidos Los enfoques conductistas, centrados en los estímulos y los efectosEl aprendizaje como construcción personal y socialLos enfoques crítico-dialógicos, centrados en los procesos y la construcción colectiva de saberesLos materiales y las tecnologías desde una perspectiva crítica y constructivista
Capítulo 4. Construyendo la interdisciplinariedad: (los tres mosqueteros, que también son cuatro) Las cuatro áreas básicas¿El equipo ideal?¿Cadena o equipo?¿Tercerizar qué y cuánto?
SEGUNDA PARTE: DESARROLLANDO CURSOSCapítulo 5. Diseñando un curso: los cuatro mosqueteros en acciónLa decisión inicialLa investigación temática y diagnósticaDe los objetivos al plan (articulando lo temático, lo pedagógico, lo comunicacional y lo tecnológico)Por fin: el plan
Capítulo 6. El diseño al detalle: los conejos de la galeraDe los grupos a las comunidades de aprendizajeJuegosCasos y proyectos La evaluaciónBuenas respuestas? y mejores preguntas
Capítulo 7. El proceso de producción: ¡luz, cámara?! Mejor rastrear que repetir¿Producción ?empaquetada? o progresiva?La ?escritura? Rodaje y grabación, edición y montaje, diseño y arte finalValidaciónPublicar en tiempos de Internet Enterando y atrayendo a los estudiantes Inscripción y selecciónDistribuir nunca es gratis Capacitación de docentes o tutores Puesta en marcha, evaluación continua, reedicionesLos tiempos de producciónPlanificar la producciónEl presupuesto
Capítulo 8. ¿Docencia o tutoría?: de la taylorización educativa a la creatividad pedagógicaAutores y tutores Las tareas del docente tutorBuenas preguntas y mejores respuestas Animar intercambios y debatesAnimar el trabajo grupal y presencialEquipos de tutoría, formación y desconfianza docente
Capítulo 9. Las opciones tecnológicas: ideas para guiarse en el laberinto de las NTIC Evaluando tecnologíasTextos, imágenes y formación profesional Modelos tecnológicos y modalidades educativasNTIC para la EaD: armando el rompecabezasLas plataformas educativas
TERCERA PARTE: PROGRAMAS Y COSTOSCapítulo 10. Los costos: el (incierto) punto de equilibrioCostos fijos y variables: economías de escala Costos de programas, traslado de costos y costos de oportunidadProducción de materiales Realización del cursoGestión e infraestructura
Capítulo 11. Iniciar y sostener un programa de EaD con NTICVelocidad, riesgos y oportunidades ¿Por dónde empezar?Lo viejo y lo nuevoLa velocidad de implantaciónLa ubicación institucional
Para cerrar (o abrir)Aprender y enseñar en tiempos de Internet: riesgos y oportunidades
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Jogos vídeo: quem conhece o que os miúdos sabem e jogam?

Nesta quadra que antecede o Natal (em Espanha, os "regalos" dão-se nos Reis), os jogos vídeo são das prendas mais pretendidas e mais oferecidas. O "Defensor del Menor" da Comunidade Autónoma de Madrid, em conjunto com várias associações cívicas ligadas aos interesses das crianças, acaba de divulgar um estudo intitulado "Videojuegos, menores y responsabilidad de los padres" e de disponbilizar na Internet um Guia de Jogos Vídeo para Pais.
Alguns dados sobre esta matéria revelados com este estudo e há dias sinalizados por El País dão bem a ideia da relevânca do assunto:
- uno de cada tres menores reconoce que juega con videojuegos clasificados para mayores.
- un 38% de menores, fundamentalmente varones, afirma que si sus padres conocieran el contenido de algunos de los productos que ven no les dejarían usarlos.
- un 69% de los encuestados juega habitualmente con videojuegos -más los niños (85%) que las niñas (52 por ciento)-, de los cuales el 43% les dedica al menos una hora diaria aunque un 15% reconoce que pasa más de dos horas al día.
- más de la mitad utiliza videojuegos pirateados y un 23 % afirma que casi todos los títulos que ve son piratas.
- la mayoría de los problemas con los padres se deben al número de horas o el momento en el que juegan los niños pero solo un 6% de los encuestados dijo que se discute por el tipo de videojuego.
- un 57% de los encuestados admitió que juega con videojuegos en los que se daña, tortura o mata a personas y un 20% reconoce que los destinatarios de esta violencia son niños, ancianos o embarazadas.
- un 15% confiesa que se reproduce maltrato hacia las mujeres, el mismo porcentaje que señala que se consumen drogas en los videojuegos que ven.

Sobre esta matéria, é útil a leitura do artigo que Vicente Verdú publica hoje no El País e que, com a devida vénia, transcrevo:

"Y LOS VIDEOJUEGOS NOS CHUPARÓN LA SANGRE
Vicente Verdú
El País, 15.12.2005

"Al siglo XX le costó años asumir la bondad de la fotografía y al siglo XIX se le indigestó el vals. Pero hoy, cuando la televisión se encuentra todavía satanizada, el videojuego crece como un horrible peligro más.
El Defensor del Menor de la Comunidad de Madrid se ha precipitado en divulgar -entre el clamor de los medios- los datos más escalofriantes sobre los supuestos daños que están sufriendo nuestros hijos entregados a la adicción del videojuego. ¿De un videojuego en concreto? Claro que no. Prácticamente todos los videojuegos son nocivos, en la consideración oficial. Porque mientras el libro, sin importar lo tremendo que sea, se tiene por un bien, al videojuego se le considera el mal oscuro. Nos mantendremos, pues, pasivos ante su fuerte amenaza? El 52% de las niñas y el 85% de los niños madrileños se ocupan habitualmente con videojuegos. Estaremos a tiempos de conseguir su salvación?
No es probable. Hasta los franceses se han declarado impotentes y 2004 fue el primer año en que el videojuego Grand Theft Auto (1.000.000 de ejemplares vendidos) se convirtió en el producto cultural más demandado en Francia, por encima del Código Da Vinci (800.000 ejemplares). La escuela y los ministerios continúan empeñados en que los muchachos lean y lean pero su cargado ocio no da para más y sus principales gustos han elegido otras derivas.
Efectivamente, discurren muchos argumentos de violencia en el catálogo de los videojuegos pero casi tantos como los ha habido en los viejos juguetes de lata, en el ocio circense de los romanos y en la siempre abominada televisión. Al lado de este fondo violento (un fondo donde, muchos especialistas ven el exudatorio natural y ritual de la agresividad humana) triunfan también algunos videojuegos cívicos (Sims, Half Life) encaramados precisamente en la lista de los best seller del mundo. Pero, además, nunca antes, a través de ningún medio de comunicación, se dispuso de una mejor oportunidad para facilitar una reunión lúdica entre habitantes tal como consiguen los MMO (massive multiplayers online) practicados a la vez por miles de jugadores del planeta.
Condición muy asociada al videojuego es esta participación grupal con una experiencia de degustación humana que, a menudo, no se obtiene fuera de las pantallas. ¿Un espejismo? ¿Una falacia para la verdadera interacción? ¿Un cambio de paradigma en la cultura?
Diferentes elementos culturales de importancia están cambiando radicalmente y el saber que proporcionó el libro, por ejemplo, está siendo reemplazado velozmente. Al libro correspondía el conocimiento en profundidad pero el nuevo saber procede, principalmente, de las superficies. Los adolescentes no aprenden tanto en intensidad como en extensividad, no en la vertical de la lectura sino en el plano de las mil pantallas. Escandalizarse de esta mutación es tan fácil como lo fue escandalizarse del cine o del rock. En Estados Unidos, los videojuegos se emplean ya como eficaces instrumentos de enseñanza, y en Francia, en el centro médico Pantin, como medios para la curación de enfermos.
Los hijos de la cultura del libro, los Defensores del Menor de Madrid, tendemos a creer que esos artefactos perjudican la salud física y moral. No podemos asumir su éxito extensible hasta gentes de treinta y tantos años. Pero cómo no preguntarse que, si sentimos de este modo, si el videojuego nos asusta, la emoción obedece menos a la tenebrosidad del género que a nuestra progresiva pérdida de visión, al achicamiento fatal de nuestro punto de vista?"

terça-feira, dezembro 13, 2005

"Jornais escolares" no Clube de Jornalistas

"Jornais escolares" é o tema do próximo Clube de Jornalistas, que irá para o ar amanhã, dia 14, às 23 e 30, na RTP 2 (com repetição no dia seguinte, às 15.30). Eduardo Jorge Madureira, director pedagógico do projecto Público na Escola, Joaquim Igreja, professor da Escola Secundária Afonso de Albuquerque, da Guarda, e coordenador do jornal ?Expressão?, e Maria Emília Brederode Santos, pedagoga, são os convidados em estúdio. A moderação é de Carla Martins.

Da apresentação desta edição feita pelo site do Clube:

"Envolvendo alunos e professores, os jornais escolares relatam as actividades das instituições de ensino e contribuem para construir a identidade das escolas onde são criados.
Trata-se de um universo muito diversificado ? ao nível da concepção gráfica e temática, da organização, da intervenção social, da ligação com outros media ? e em rápida transformação ? tendo em conta a mobilidade de alunos e de professores e o facto de estes projectos dependerem em grande medida do voluntarismo dos seus dinamizadores.
Além disso, a importância e papel destes projectos cruzam-se frequentemente com objectivos de incentivo à leitura e de Educação para os Media".
Durante o programa são transmitidas reportagens sobre o jornal ?8 e 25?, da Escola Básica 2/3 prof. Óscar Lopes, de Matosinhos, e o CLIP ? Laboratório de Imprensa do Público, uma parceria com o Museu dos Transportes e Comunicações, do Porto.
O Clube de Jornalistas também considerou importante ouvir a perspectiva do Ministério da Educação sobre o tema. O incentivo à leitura e a formação para os media e a cidadania foram os aspectos salientados no depoimento de Teresa Calçada, coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares.
A propósito do incentivo à leitura de jornais entre os jovens, recuperámos uma campanha lançada há cerca de dois anos pela Associação Portuguesa de Imprensa".