quinta-feira, novembro 17, 2005

Novo canal por cabo para os mais pequenos











A TV Cabo iniciou, na passada terça-feira, a emissão do Baby TV, um canal destinado a crianças até aos três anos de idade.
Disponível 24 horas por dia, o canal exibe programas com duração entre dois e dez minutos pensados e concebidos especificamente para os mais pequeninos. São disso exemplo o Baby Genius, que proporciona a descoberta de elementos da natureza (estações do ano, cores, e formas) através de efeitos visuais e de música; o First Baby Songs, que exibe uma compilação de canções populares cantadas em várias línguas por bébés; e ainda, entre muitos outros, o Paint me a World, uma ilustração da relação entre objectos do universo dos bebés e do mundo dos adultos.
Pelo visionamento de alguns programas e pela análise da grelha de programação, este novo canal pode ser uma mais valia para os telespectadores mais pequenos, um público que começa a ver e a aprender a ver televisão.
De referir que a RTP, através do canal :2, tem também revelado alguma preocupção com as crianças até aos três anos, dedicando-lhes há já algum tempo um espaço na grelha de programação para a infância.
O Baby TV, oferecido no pacote Funtastic Life da TV Cabo, está disponível apenas em inglês, esperando-se que surja, em breve, a dobragem para a língua portuguesa.

quarta-feira, novembro 16, 2005

Geração W - Educação e Media



Realiza-se amanhã, durante todo o dia, no Fórum da Maia, o seminário "Geração W ? Educação e Media", uma iniciativa que visa reflectir sobre o universo mediático e suas repercussões junto dos mais jovens, procurando contribuir para o desenvolvimento do espírito crítico face aos media.
"A comunicação em comunicações ? Geração W à volta da mesa" é o tema do painel da manhã, com Manuel Pinto, Professor da Universidade do Minho; Eduardo Cintra Torres, Crítico de TV e Media; Paulo Arbiol, Locutor de rádio; Isabel Stilwell, Jornalista de imprensa escrita e Maria Emília Brederode Santos, CNE / Ministério da Educação. O segundo painel, à tarde, incidirá sobre "Tecnologia, aprendizagens e afectos ? Geração W em conversa" e contará com Luís Valente, Projecto SeguraNet / Ministério da Educação; Rui Pacheco, Director do Centro Multimédia da Porto Editora; Rui Abrunhosa, Psicólogo e Professor da Universidade do Minho; Vânia Fernandes, Psicóloga e Coordenadora e Técnica Superior de Educação Sexual e ainda Vasco Trigo, jornalista e apresentador da R.T.P.
"Se o olhar é construído também pode ser ensinado"

"O livro parte um pouco da ideia de que o olhar é uma coisa construída e fabricada das mais diversas maneiras, desde os óculos e das lentes à televisão, ao cinema, à fotografia..." É uma primeira definição de José Carlos Abrantes para o livro A Construção do Olhar.
(...)
Na introdução do livro, José Carlos Abrantes traça alguns aspectos da evolução do olhar e sublinha que "as imagens fabricam ilusões".Ao DN explicou que "as pessoas tomam a imagem pela realidade" e "é importante desconstruir as imagens para as pessoas passarem a ter um distanciamento crítico". Até porque "se o olhar é construído, ele também pode ser ensinado". Abrantes sublinha ainda que tem havido uma evolução no olhar. Desconstruir as imagens permite pois tornar os indivíduos "mais aptos para analisar o mundo".

Diário de Notícias, 16.11.2005

segunda-feira, novembro 14, 2005

A representação do sexo e da relação sexual na TV

Várias foram as referências feitas, nos últimos dias, aos resultados do estudo "Sex on TV 2005 - a Kaiser Foundation Report". Quase ninguém, contudo, foi directamente à fonte, possibilitando o acesso ao próprio relatório. E, no entanto, trata-se de uma matéria que, ainda que relativa à realidade norte-americana, reveste um significado muito mais amplo e interessa a quem acompanha a realidade televisiva em Portugal.
O site da entidade financiadora inclui informação sobre a metodologia seguida por este estudo, assim como um link directo para as respectivas conclusões.
É destas que destaco este ponto:
"In 2004-05, 70% of the composite week sample of nearly 1,000 programs included some sexual content, either talk about sex or portrayals of sexual behavior. The programs that contained sexual content averaged 5.0 scenes per hour that involved sexual themes or topics. In purely statistical terms, this means that the base of programs that convey sexual messages has increased by exactly 25%, while at the same time the amount of scenes with sexual topics in those shows has risen 56% since 1997-98. These factors are multiplicative. Indeed, the total number of sexual scenes identified in our sample has nearly doubled (96% increase) since the study began, while the number of programs examined has remained virtually identical over time (N=942 in 1997-98, N=959 in 2004-05). Thus, the clear conclusion is that television?s treatment of sex has expanded dramatically in recent years."
Novo blogue sobre educação para os media

Educação para os Media é o nome de um novo blogue criado pelo professor Vitor Relvas, que procurará apresentar abordagens "equilibradas, ou seja, não destacando apenas a parte mais negativa dos media mas também realçando os seus aspectos positivos". "Claro que irei abordar a violência nos media, o cyberbullying, a segurança na Internet, mas acima de tudo pretendo dar alguns modestos contributos para que os meus leitores/leitoras possam desenvolver estratégias que lhes permitam melhor enfrentar ou prevenir eventuais problemas que surjam na sua vida familiar ou escolar", afirma o autor na declaração de intenções.
(Saudando, embora, esta iniciativa, é de estranhar que havendo já um blogue intitulado Educação para os Media, embora inactivo desde 2004, o serviço do Blogspot admita outro com o mesmo nome).

sábado, novembro 12, 2005

TV: a pastilha elástica dos olhos

"(...) en oscillant sans cesse entre charlatanerie et délire de masse, la télévision est omniprésente dans nos vies. Un peu trop, au goût de certains, comme Gérard Depardieu qui déclarait à Paris Match en 1998 : "Avant il y avait les mouches, maintenant il y à la télévision". ;-) En réalité, la petite lucarne s'occupe surtout de nous faire rire, rêver et penser. C'est bel et bien notre nourriture spirituelle à tous. Ce qu'il en reste ? Une trace émotionnelle. Autrefois, les gens se levaient et scrutaient le ciel par la fenêtre, aujourd'hui on regarde la météo la veille : la télévision désormais fait la pluie et le beau temps. Elle fabrique de la réalité, de l'existence, de l'expérience. La télévision joue avec le réel, et met entre la vie et nous un écran sur lequel ne s'agitent que des ombres. Des ombres... comme celles qui apparaissaient sur les parois de la caverne de Platon (...)
"(...) L'Education nationale dispense bien des enseignements civiques, sportifs ou nutritionnels, alors pourquoi pas des cours de zapping ? Je suis convaincu qu'il serait utile de donner aux lycéens des éléments tangibles sur le paysage audiovisuel, sur le fait que chaque plage horaire rassemble un type de spectateurs particulier, d' apprendre à décoder une réclame ou un JT, de leur permettre de comprendre la différence entre télé-réalité et télé-tout-court, de mieux cerner les notions de publicité mensongère ou d'objectivité éditoriale... Bref, je suis certain que non seulement ce serait bénéfique, mais en plus ça pourrait être amusant (...)".
OEF, Agoravox, 12.11.2005
Relatório sobre a situação da alfabetização no mundo

Foi ontem apresentado em Londres, no âmbito do programa da UNESCO EFA - Education for All. Está disponível online.