terça-feira, janeiro 18, 2005

Pode-se medir a literacia?

É isso, pelo menos, o que se propõe um organismo dos Estados Unidos da América, de acordo com o New York Times de ontem (acesso mediante pré-inscrição). O Educational Testing, instituição sem fins lucrativos, desenvolveu um novo teste que pretende avaliar a capacidade dos alunos de fazerem juízos críticos acerca da vasta quantidade de informação que têm disponível. O instrumento será aplicado em diversas escolas do ensinbo secyundário e em universidades, a partir do final deste mês. Entre as competências a avaliar, destaca-se:
"- to measure students' ability to manage exercises like sorting e-mail messages or manipulating tables and charts;
- and to assess how well they organize and interpret information from many sources and in myriad forms".
O assunto, que se está a converter num novo campo de investimento económico, está longe de ser pacífico, mesmo nos EUA.

Imagens das escolas nos jornais escolares

O CLEMI (Centre de Liaison de l'Enseignement et des Moyens d'Information) acaba de publicar um estudo intitulado "L?image de l?institution scolaire dans les journaux lycéens", da autoria de Nathalie Lescaille, Laurence Corroy e Pascal Famery. O estudo, se encontra online, incide sobre uma amostra de cerca de 200 jornais escolares do segundo grau dos liceus. Trata-se de uma análise de conteúdo em torno de três macro-categorias: o ambiente da escola, os professores e o sistema eeducativo.

sexta-feira, janeiro 14, 2005

II Congreso Iberoamericano de Comunicación Universitaria
El II Congreso Iberoamericano de Comunicación Universitaria tendrá como objetivos
hacer un seguimiento del Observatorio Iberoamericano de Comunicación Universitaria, constituido en Veracruz en el I Congreso Iberoamericano de Comunicación Universitaria, analizando la comunicación universitaria como estrategia para la distribución social del conocimiento (funciones, fuentes, productos informativos, integración de las NTIC, etc.). y Abordando el reto universitario que implica la divulgación social de la ciencia, la tecnología y las culturas científica y humanística.
Además, el Congreso pretende estudiar las prácticas de comunicación interna y su influencia en la integración y el fortalecimiento de la identidad universitaria, conoiendo experiencias sobre estudios, diagnósticos y diseño de estrategias y planes de comunicación universitaria, así como los actuales medios de comunicación universitarios (prensa escrita y digital, radio y televisión).
El Congreso se organiza en la universal ciudad de Granda, en su Universidad. Para contactar, se puede escribir a: prensa8@ugr.es.
Diálogo Iberoamericano: Portal universitario de noticias
Editado por la Universidad de Granada (España), Diálogo Iberoamericano, es una interesante agencia de noticias de ámbito universitario, en las que profesionales y estudiantes d ela comunicación pueden encontrar diferentes recursos de investigación, publicaciones, directorios nacionales e internacionales, así como premios, becas y convocatorias en el ámbito de la comunicación.
Infoamérica: Portal de Comunicación
El Portal Infoamérica se inspira en los valores de la cultura democrática y promueve un flujo activo en las relaciones académicas del espacio iberoamericano de la comunicación. Integrado por más de 14.000 páginas de información propia, da expresión a un Proyecto del Plan Español de I+D, con financiación del Ministerio de Ciencia y Tecnología de España y los fondos europeos FEDER. Ofrece una especial relevancia a la lengua portuguesa con múltiples enlaces, diccionarios, cursos de portugués, etc.

quarta-feira, janeiro 12, 2005

Conferência "las alfabetizaciones digitales"

O Mestrado em Ciências da Educação - Tecnologias Educativas, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa promove na sexta-feira, às 11 horas, uma conferência sobre "Las alfabetizaciones digitales", com a intervenção de Jose Luis Rodríguez, da Universidade de barcelona. É necessária inscrição prévia, que pode ser feita online.

sexta-feira, janeiro 07, 2005

Sobre o poder socializador dos media

O temor sobre os efeitos (nefastos) dos media é tão antigo como os próprios media. E as respostas a esse temor têm variado muito, indo de um controlo quase obsessivo a um "laisser faire" irresponsável. Ficam aqui três "flashes" de diferentes autores, sobre diferentes media e em diversos períodos de tempo.

1. "Leituras e filmes perniciosos"

Abstraindo mesmo da influência que podem ter nas crianças os companheiros mais velhos e mais pervertidos (que é outra importante causa de desadaptação juvenil) vemos actualmente que a vida psíquica da juventude é orientada sobretudo pelas publicações, pelo cinema e, em certos países, denominados mais evoluídos, pela TV. Se em alguns países (como o nosso) existe felizmente uma censura, que de alguma maneira contribui para dificultar o acesso das crianças às publicações perniciosas, ao cinema e espectáculos nocivos, vemos no entanto noutros países em que precisamente a percentagem de delinquentes juvenis é mais elevada, as crianças disfrutarem de uma inteira liberdade de absorver a influência que esses meios de difusão exercem sobre mentalidades incipientes como as suas. Nunca é demais realçar a necessidade do cuidado a ter com as publicações e o cinema destinados à juventude. Verifica-se que a criança tem a predisposição da imitação: o seu desejo é imitar o herói violento da novela folhetinesca e dos comics.; a sua ambição é praticar os mesmos actos que contemplou nos filmes? (...)
Luís Torgal Ferreira, "A delinquência Infantil", in Infância e Juventude, n.19, 1959

2. Sobre a influência da rádio

"Para já, o que pretendemos é chamar a atenção dos pais e dos professores para os perigos que podem advir para a educação dos seus filhos e alunos se descurarem a influência que a rádio pode exercer neles. O perigo é tanto maior quanto, ao contrário do cinema, não precisa ser procurado. Está em casa. Em qualquer altura, basta carregar numa tecla ou rodar um botão - e a rádio começa a trabalhar. (...) É preciso convencê-los de que devem ir até ao sacrifício - se o é - de não ouvir emissões que possam prejudicar a educação dos filhos, quando estes estejam presentes"
Francisco Alberto Queirós, prof., "As crianças e a rádio", in Escola Portuguesa, n. 1245, Março de 1961

3. Sobre os espectáculos violentos

"A maneira como uma criança percepciona um espectáculo é diferente da maneira como o adulto pensa que a criança o sente. Tudo depende da sensibilidade da criança. Normalmente há duas ideias: 1) elas são impressionáveis; 2) logo o espectáculo faz mal. Ora, não pode haver uma ligação directa entre estas duas premissas. As crianças reagem aos espectáculos onde há violência numa espécie de faz-de-conta que está situado no reino da fantasia. À medida que as crianças vão ficando mais velhas, vão criando uma sensibilidade, devido à aprendizagem, desgostos, traumas, que influenciarão a sua percepção. É mais fácil um adulto de 20 anos impressionar-se com determinado filme, que uma criança de oito anos. E isto é o contrário do que habitualmente se pensa".
Emílio Salgueiro, pedopsiquiatra, psicanalista e docente da Faculdade de Medicina de Lisboa in Notícias Magazine, 7.3.1999.