Pedagogia dos Media na Universidade do Algarve
O curso de Ciências da Comunicação da Universidade do Algarve organiza as II Jornadas de Comunicação sob o tema "Pedagogia dos Media - Imagens em Movimento". A iniciativa tem lugar em 3 e 4 de Junho, em Faro.
quarta-feira, maio 26, 2004
Professores no Brasil. E em Portugal?
Acaba de ser divulgado um estudo feito pela UNESCO-Brasil, que procurou caracterizar o perfil dos professores brasileiros do ensino fundamental e médio ("O perfil dos professores brasileiros: o que fazem, o que pensam, o que almejam"). Recorro à síntese feita pelo Intermezzo:
"Pouco mais de 20% dos professores lê jornal apenas uma ou duas vezes por semana. Mais de 40% dos docentes foram no máximo uma vez a museus. 58,4% nunca usa a Internet e quase 60% não tem correio eletrônico. A maioria, 74,3% tem como principal forma de lazer e informação a televisão. Outros dados divulgados essa semana pela Unesco: 80% têm entre 25 e 45 anos; os pais de 81% dos entrevistados não completaram o ensino básico; um terço dos professores se diz pobre. Mais da metade acredita que seus alunos enfraqueceram valores como compromisso social, responsabilidade, seriedade, honestidade, tolerância e respeito aos mais velhos."
O blog fornece links para os jornais que trouxeram matérias sobre o assunto.
Alguém conhece resultados de estudo análogo sobre os docentes portugueses? Se não há, valeria a pena fazer.
Acaba de ser divulgado um estudo feito pela UNESCO-Brasil, que procurou caracterizar o perfil dos professores brasileiros do ensino fundamental e médio ("O perfil dos professores brasileiros: o que fazem, o que pensam, o que almejam"). Recorro à síntese feita pelo Intermezzo:
"Pouco mais de 20% dos professores lê jornal apenas uma ou duas vezes por semana. Mais de 40% dos docentes foram no máximo uma vez a museus. 58,4% nunca usa a Internet e quase 60% não tem correio eletrônico. A maioria, 74,3% tem como principal forma de lazer e informação a televisão. Outros dados divulgados essa semana pela Unesco: 80% têm entre 25 e 45 anos; os pais de 81% dos entrevistados não completaram o ensino básico; um terço dos professores se diz pobre. Mais da metade acredita que seus alunos enfraqueceram valores como compromisso social, responsabilidade, seriedade, honestidade, tolerância e respeito aos mais velhos."
O blog fornece links para os jornais que trouxeram matérias sobre o assunto.
Alguém conhece resultados de estudo análogo sobre os docentes portugueses? Se não há, valeria a pena fazer.
Países de língua portuguesa têm alto índice de analfabetismo
"O acesso universal à educação ainda é o maior desafio de sete dos oito países de língua portuguesa. A exceção é Portugal. Em países como o Timor Leste, o analfabetismo atinge pelo menos 50% da população adulta. Além disso, 25% das crianças e jovens entre seis e 16 anos não freqüentam a escola. Em Angola, a guerra de quase quatro décadas destruiu o sistema educacional. Apesar de pacificado há dois anos, o país tem milhares de pessoas analfabetas e profissionalmente desqualificadas. No Brasil, apesar do avanço nos últimos anos, ainda são 20 milhões de jovens e adultos que não sabem ler nem escrever.
Esse foi um dos temas de debates da reunião preparatória, ontem, dia 24, da V Conferência dos Ministros de Educação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que se realiza em Fortaleza. ?Enfrentar o analfabetismo é o primeiro passo para a inserção de um país no cenário econômico e social?, disse a embaixadora Vitória Cleaver, chefe da Assessoria Internacional do MEC...."
(Ler mais AQUI)
"O acesso universal à educação ainda é o maior desafio de sete dos oito países de língua portuguesa. A exceção é Portugal. Em países como o Timor Leste, o analfabetismo atinge pelo menos 50% da população adulta. Além disso, 25% das crianças e jovens entre seis e 16 anos não freqüentam a escola. Em Angola, a guerra de quase quatro décadas destruiu o sistema educacional. Apesar de pacificado há dois anos, o país tem milhares de pessoas analfabetas e profissionalmente desqualificadas. No Brasil, apesar do avanço nos últimos anos, ainda são 20 milhões de jovens e adultos que não sabem ler nem escrever.
Esse foi um dos temas de debates da reunião preparatória, ontem, dia 24, da V Conferência dos Ministros de Educação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que se realiza em Fortaleza. ?Enfrentar o analfabetismo é o primeiro passo para a inserção de um país no cenário econômico e social?, disse a embaixadora Vitória Cleaver, chefe da Assessoria Internacional do MEC...."
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terça-feira, maio 25, 2004
Como é que os adolescentes imigrantes usam e avaliam as notícias
Uma comunicação apresentada esta semana, num dos foruns de Barcelona 2004, aborda um tema do qual estamos cada vez mais próximos:
"Migrant News Seekers: News media use and evaluation by Moroccan and Turkish adolescents in Flanders", de Noël Clycq do Policy Research Centre on Equal Opportunities (University Antwerp, Bélgica)
O resumo:
"This article empirically examines the use and evaluation of television news by young
?news seekers? of Moroccan and Turkish origin. The main research questions are: Do
?migrant? adolescents, between 18 and 28 years, consult the Flemish television news?
And, if so, how do they evaluate these broadcastings? By means of in-depth
interviewing we tried, in this qualitative study, to gain understanding in their
behaviour and attitudes towards Flemish television news. The results show that
respondents often do consult the Flemish news media, in particular the two main
Flemish broadcasting organisations, VTM (commercial television) and VRT (state
television). Satellite television is less popular among our respondents but nevertheless they sometimes consult these channels for a second opinion. Although the
consumption of Flemish television news is high, the respondents ventilated a few
critical remarks. Mainly the representation of ethnic minorities and of the Islam was a cause of concern for our respondents".
Uma comunicação apresentada esta semana, num dos foruns de Barcelona 2004, aborda um tema do qual estamos cada vez mais próximos:
"Migrant News Seekers: News media use and evaluation by Moroccan and Turkish adolescents in Flanders", de Noël Clycq do Policy Research Centre on Equal Opportunities (University Antwerp, Bélgica)
O resumo:
"This article empirically examines the use and evaluation of television news by young
?news seekers? of Moroccan and Turkish origin. The main research questions are: Do
?migrant? adolescents, between 18 and 28 years, consult the Flemish television news?
And, if so, how do they evaluate these broadcastings? By means of in-depth
interviewing we tried, in this qualitative study, to gain understanding in their
behaviour and attitudes towards Flemish television news. The results show that
respondents often do consult the Flemish news media, in particular the two main
Flemish broadcasting organisations, VTM (commercial television) and VRT (state
television). Satellite television is less popular among our respondents but nevertheless they sometimes consult these channels for a second opinion. Although the
consumption of Flemish television news is high, the respondents ventilated a few
critical remarks. Mainly the representation of ethnic minorities and of the Islam was a cause of concern for our respondents".
segunda-feira, maio 24, 2004
"Telejornalismo e Educação para a Cidadania"
Acaba de ser lançado no Brasil o livro "Telejornalismo e Educação para a Cidadania", da editora Beca e da autoria de Verônica Azevedo. "Trata-se de uma leitura que discute a inter-relação entre Educação e Comunicação, além de tratar sobre a importância de se abrir um espaço nos meios de comunicação, para que jovens e crianças se expressem sua criatividade e crítica. A autora faz um painel sobre a educação e os meios de comunicação em vários países e discute a função social do jornalismo e analisa o caso especial do telejornalismo no Brasil. A obra ainda relata com uma experiência prática realizada com jovens no interior de São Paulo, em uma parceria com 12 escolas públicas, uma emissora de TV aberta e a Universidade". (Fonte: JBCC)
Acaba de ser lançado no Brasil o livro "Telejornalismo e Educação para a Cidadania", da editora Beca e da autoria de Verônica Azevedo. "Trata-se de uma leitura que discute a inter-relação entre Educação e Comunicação, além de tratar sobre a importância de se abrir um espaço nos meios de comunicação, para que jovens e crianças se expressem sua criatividade e crítica. A autora faz um painel sobre a educação e os meios de comunicação em vários países e discute a função social do jornalismo e analisa o caso especial do telejornalismo no Brasil. A obra ainda relata com uma experiência prática realizada com jovens no interior de São Paulo, em uma parceria com 12 escolas públicas, uma emissora de TV aberta e a Universidade". (Fonte: JBCC)
sexta-feira, maio 21, 2004
A literacia, as crianças e o direito à informação
"THE RIGHT TO INFORMATION: THE KEY TO CHILDREN'S LITERACY AND LITERATURE" é o tema da coneferência que a Doutora Marian Koren profere segunda-feira, pelas 10.30, no Anfiteatro do Instituto de Educação e Psicologia, da Universidade do Minho, em Braga.
A Doutora Marian Koren é Presidente do Comité Freedom of Access to Information and Freedom to Expression da International Federation of Libraries Associations (IFLA) e
Secretária da Divisão de Educação e Formação da IFLA. A conferência é uma iniciativa conjunta do Projecto "Literacias: Contextos, Práticas, Discursos", desenvolvido no âmbito do Centro de Investigação em Educação, e dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho.
"THE RIGHT TO INFORMATION: THE KEY TO CHILDREN'S LITERACY AND LITERATURE" é o tema da coneferência que a Doutora Marian Koren profere segunda-feira, pelas 10.30, no Anfiteatro do Instituto de Educação e Psicologia, da Universidade do Minho, em Braga.
A Doutora Marian Koren é Presidente do Comité Freedom of Access to Information and Freedom to Expression da International Federation of Libraries Associations (IFLA) e
Secretária da Divisão de Educação e Formação da IFLA. A conferência é uma iniciativa conjunta do Projecto "Literacias: Contextos, Práticas, Discursos", desenvolvido no âmbito do Centro de Investigação em Educação, e dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho.
terça-feira, maio 18, 2004
O provedor dos leitores e a educação para os media
O novo provedor do DN, José Carlos Abrantes,trata, na sua coluna semanal, intitulada, desta vez, Interrogar o mundo a partir dos media da relação entre a função que exerce e a educação para os media. Deixo uma parte:
COMPETÊNCIAS DO PROVEDOR DOS LEITORES
Compete ao provedor dos leitores:
- Analisar as reclamações, dúvidas e sugestões formuladas por escrito pelos leitores.
- Proceder à crítica regular do jornal, com base nas regras éticas e deontológicas do jornalismo.
- Analisar e criticar aspectos do funcionamento e do discurso dos media que se possam repercutir nas reclamações com os respectivos destinatários.
O novo provedor do DN, José Carlos Abrantes,trata, na sua coluna semanal, intitulada, desta vez, Interrogar o mundo a partir dos media da relação entre a função que exerce e a educação para os media. Deixo uma parte:
"Um acaso levou-me a Belfast no fim da semana passada, transferindo assim a reflexão sobre os media dos EUA para a Europa.
Transferência que não foi apenas geográfica mas também de mudança de perspectiva. De facto agora na Irlanda os mais de 200 congressistas reflectiram sobre educação para os media na Europa, domínio que é uma abordagem crítica da comunicação social e também uma oportunidade de interrogar o mundo em que vivemos a partir das representações que nos são fornecidas ou que construímos. Esta abordagem pode ser feita nas escolas como noutros lugares institucionais, ser feita com crianças, com jovens ou com cidadãos de todas as idades. Terá o papel do provedor dos leitores alguma coisa a ver com esta perspectiva de aprofundar, como competência dos cidadãos, um conhecimento crítico sobre os media? Julgo que sim.
O provedor exerce uma função que se situa entre os leitores e os jornalistas e entre estes e os leitores. Podemos pensar que, por vezes, será necessário explicar aos leitores como funciona a construção das notícias. Esse trabalho de explicação das rotinas jornalísticas cabe no papel do provedor, e pode classificar-se como integrado na educação para os media. Alguns exemplos: quais as rotinas tecnológicas e humanas que trazem, cada dia, cada hora, informações à redacção? Ou: como se decide o conteúdo do jornal do dia seguinte?
Da correspondência que tenho recebido verifico também que o papel do provedor é por vezes compreendido de uma forma demasiado extensiva, desejando algumas vezes os leitores que o provedor se pronuncie sobre matérias que não lhe estão atribuídas (como as colunas de opinião, a vigilância sobre a publicidade ou os produtos que são distribuídos ou postos à venda em conjunto com o jornal), solicitando, outras vezes, intervenções que não pode fazer, pois estas cabem nas competências do director, como a publicação de cartas do leitor na Tribuna Livre.
Outro aspecto será seguramente a interrogação sobre as escolhas narrativas, éticas e deontológicas feitas pelos autores de notícias. Desde que pelas interrogações e posições dos leitores, pelos comentários dos jornalistas ou pelas observações do provedor se entenda que a informação é uma realidade construída, uma narrativa não ficcional, teremos seguramente aberto um caminho de reflexão que interessa aos cidadãos em geral e aos educadores, em especial.
Uma última dimensão tem a ver com a própria integração do pensamento dos leitores na construção diária do jornal. Um jornal traduz-se em múltiplas relações (director/jornalistas, jornalistas-fontes?). Há também a relação jornal/leitores, relação fundadora da existência e continuidade do jornal. Trazer o mundo dos leitores para a vida quotidiana do jornal é seguramente uma mais-valia de qualquer publicação que decide ter um provedor. Didier Epelbaum (ex-provedor de France 2) lembrou-me recentemente, numa conversa, que Benjamin Bradley, chefe de redacção do Washington Post ao tempo do caso Watergate, teria afirmado que os jornalistas são provavelmente mais inteligentes que grande parte do público. Mas, dizia Bradley, há uma parte do público que é tão inteligente como os jornalistas e uma outra parte será, seguramente, mais inteligente que os jornalistas. É um privilégio da profissão de jornalista poder assim conviver com diferentes capacidades e poder aproveitar o que de melhor há na sociedade, mais concretamente nos seus leitores, para, quando é preciso, corrigir o tiro ou mesmo evitá-lo. E esta dimensão do outro é uma dimensão da educação para os media, arriscaria mesmo, de toda a educação. Viver com o outro, viver com os outros é prova de maturidade cívica, também de excelência profissional neste caso."
COMPETÊNCIAS DO PROVEDOR DOS LEITORES
Compete ao provedor dos leitores:
- Analisar as reclamações, dúvidas e sugestões formuladas por escrito pelos leitores.
- Proceder à crítica regular do jornal, com base nas regras éticas e deontológicas do jornalismo.
- Analisar e criticar aspectos do funcionamento e do discurso dos media que se possam repercutir nas reclamações com os respectivos destinatários.
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