domingo, abril 11, 2004

Cimeira Mundial dos Media para Crianças e Adolescentes

Vai decorrer de 19 a 23 deste mês, no Rio de Janeiro a Cimeira Mundial dos Media para Crianças e Adolescentes. "Profissionais da indústria global de mídia, pesquisadores e educadores dos cinco continentes vão debater e analisar a produção para crianças e adolescentes na televisão, no rádio, no cinema, na internet e nos jogos eletrônicos. Em pauta: o direito das crianças e dos adolescentes à mídia
de qualidade. Mídia de Todos, Mídia para Todos é o tema do encontro, que será tratado durante quatro dias de intenso trabalho".

Sobre esta iniciativa, veja-se a transcrição de parte de uma entrevista de Alberto Dines, director do Obsevatório da Imprensa:

Qual é a sua análise da mídia que é produzida para crianças e adolescentes?

Alberto Dines - A mídia virou uma questão de marketing. Não há nenhuma preocupação com a formação e o desenvolvimento das crianças e dos adolescentes. A mídia vê as crianças como consumidores em potencial e não como cidadãos. É isto o que acontece na realidade. A qualidade é muito ruim mesmo.

Como reverter este quadro?

Alberto Dines - É preciso investir na formação dos produtores, dos jornalistas, enfim de todos aqueles que fazem mídia. A formação é essencial. Ao mesmo tempo, acredito que as crianças e os adolescentes devem fazer parte deste processo, devem ser incluídos, não como seres passíveis, mas, sim, como atores ativos. Eles são e fazem parte da mídia, portanto devem fazer valer suas opiniões e ações. São audiências importantes e fundamentais. A família e a escola poderiam ajudar bastante. Um bom começo, talvez, seria que cada escola, cada sala de aula, se transformasse em um grande observatório da imprensa. Observatório que debatesse o uso e o conteúdo da mídia. Isto, com certeza, criaria uma geração de audiência responsável e crítica.

Qual é a importância da realização da 4ª Cúpula Mundial de Mídia para Crianças e Adolescentes ?

Alberto Dines - Falamos muito sobre globalização, mas não sabemos aproveitar este mundo globalizado. Temos que aproveitar o que ele tem de mais positivo que é justamente a possibilidade de conhecer o outro. Nesta Era da Informação, temos que tirar proveito da informação e desta aproximação – quase que física – para o nosso próprio enriquecimento pessoal. Saber, por exemplo, que o adolescente chinês traz consigo cinco mil anos de cultura e tradição é extraordinário. Da mesma forma o árabe, o inglês ou o escandinavo. Temos que aproveitar as tecnologias de hoje para intercambiar todo este conhecimento. É preciso entender que somos uma fraternidade de pessoas iguais com características diferentes. E que a mídia pode e deve narrar a aventura de nossa espécie. A realização desta cúpula é oportuna e mais do que necessária."

sábado, abril 10, 2004

"Why Education Policy is NOT Like the Movies"

"(...)The core challenge facing U.S. education is not simply aiding more students to reach a minimum standard of achievement in today’s curriculum (e.g., having all pupils take algebra rather than some, or raising everyone’s scores on high-stakes tests to passing levels). While these goals are worthwhile as a place to start, this is a terrible outcome to identify as the end objective, since such improvements in traditional educational outcomes are inadequate to prepare pupils for 21st century civilization. Beyond basics, all students also should master higher-order cognitive, affective, and social skills not central to mature industrial societies, but vital in a knowledge-based economy. These include ”thriving on chaos” (making rapid decisions based on incomplete information to resolve novel situations); the ability to collaborate with a diverse team—face-to-face or across distance—to accomplish a task; and creating, sharing, and mastering knowledge through filtering a sea of quasi-accurate information. To raise all students to these advanced levels of accomplishment requires the sophisticated use of technology to individualize learning through deep content and powerful pedagogies.(...)"
Chris Dede’s Keynote,
No Cliché Left Behind: Why Education Policy is NOT Like the Movies,”
at NCREL’s National Educational Technology Conference, June 2002

sexta-feira, abril 09, 2004

Ela ficava, horas a fio, a olhar para o ecrã colorido

"Aos oito anos, Maria aprendeu a entreter-se sozinha. Quando chegava o tempo de férias, sabia que os pais saíam, de manhãzinha, fechando portas e janelas, deixariam bolachas em cima da banca da cozinha e a televisão ligada. Ela ficava, horas a fio, a olhar para o ecrã colorido, pijama vestido, falando para bonecas e espreitando às janelas.
Uma vizinha de Maria, a quem tinha sido entregue uma cópia da chave de casa, ia, volta e meia, ver se tudo bem estava bem. Por vezes, o olhar triste da pequena tocava-lhe o coração e levava-a consigo a dar um passeio. Em segredo. A mãe não gostava.(...)"

Margarida Fonseca
in JN, 6.4.2004

terça-feira, abril 06, 2004

Petit manuel de l'observateur critique des médias

La critique des médias est en passe de devenir un produit médiatique comme un autre, à en juger par la multiplication des émissions convenues, des médiateurs conformes et des " enquêtes " bâclées. Mais il s'agit d'une affaire trop sérieuse pour être abandonnée aux seuls journalistes, ou aux experts médiatiques. C'est pourquoi :
Acrimed (Action critique médias) et PLPL (Pour Lire Pas Lu) présentent :


INFORMER SUR L'INFORMATION
Petit manuel de l'observateur critique des médias

24 pages illustrées, 2 euros - Première édition : février 2004. Deuxième édition : mars 2004.

La critique des médias est encore trop peu l'affaire de tous ceux qui sont engagés dans la contestation de l'ordre social - et donc médiatique. Elle peut, elle doit le devenir. L'objectif de ce petit manuel est d'y contribuer [1].

Préambule : Quelle critique ? - Une critique radicale - … intransigeante… mais juste

I. Préparatifs

1. Outils et objectifs - Les outils ? Equipement cérébral et équipement technique. - Les objectifs ? Les réactions " à vif " et les connexions cumulatives.
2. Saisies et décryptages - Tous médias confondus : à l'école du journalisme idéal - Radios et télévisions : le dur labeur de la transcription.
3. Sources et ressources - Gagner du temps - Faire usage des ressources disponibles.
4. Organisation du travail - La constitution de banques de données et fichiers - La division du travail d'observation.

II. Démontages

1. Quelques objectifs - Rendre visible ce qui est visible et … ce qui est moins visible.
2. Quelques " angles " - Tous médias confondus : lexique, postures, silences, figures imposées, amnésies. - Radio et télévision : Informations, images, chroniques, débats.
3. Quelques thèmes - Cibles prioritaires : la " pensée de marché ", la publicité, les médias et questions sociales, les médias face aux mouvements sociaux, les mouvements sociaux face aux médias, les médias et la vie démocratique.

Conclusion : L'observation critique des médias, pour quoi faire ? - Pour faire savoir - Pour cesser de laisser faire.

Bibliographie partielle et partiale.
Os mais pequenos e os programas de TV

Para quem pretender conhecer as regras que presidem à emissão de programas televisivos para os mais pequenos poderá consultar a brochura do Conseil Supérieur de l' Audiovisuel, intitulada Protection de l' Enfance et de l' Adolescence à la Télévision. Foi editada em Janeiro deste ano.

segunda-feira, abril 05, 2004

ESTUDIO DE MEDIA PLANNING
El 25% de los niños de 8 a 13 años en España tiene ordenador en su habitación

EUROPA PRESS

MADRID.- Uno de cada cuatro niños españoles de entre 8 y 13 años tiene un ordenador personal en su habitación, lo que supone un importante avance con respecto a 1998, cuando esta cifra era tan sólo del 1,8%, según datos de la consultora Media Planning.

Los adolescentes de entre 14 y 16 años que utilizan Internet en España alcanzan el 50,3% y es aproximadamente la mitad en el caso de niños de 8 a 13 años.
Estas cifras sitúan a la Red muy por delante de la lectura de periódicos, que entre los 14 y los 17 años sólo llega al 26,1%, y de cine, que se queda en el 16,8%. El domicilio sigue siendo además el lugar de acceso preferido a Internet, frente al acceso desde el colegio.

En cuanto al uso de servicios de Internet en el último mes, los niños lo utilizan mayoritariamente para acceder a la Red, también para usar el correo electrónico y, en menor medida, para la transferencia de archivos.

En el conjunto de los países europeos, el 27% de los niños desea encontrar en Internet ayuda para sus estudios y un 26%, 'software' gratuito para descargarse. Una cuarta parte busca consejos sobre seguridad en la Red y el 22% restante se dirige hacia sitios 'web' relacionados con la concienciación social.

El 61% afirma que navega por las noches y con sus padres en casa. Este porcentaje permanece casi invariable a pesar de la edad. Además, un 44% navega más de dos horas diarias.

¿Internet en una isla desierta?

Por otro lado, según Media Planning, una encuesta realizada a niños estadounidenses sobre el medio que se llevarían a una isla desierta revela que una tercera parte pondría en la maleta un ordenador con acceso a Internet, frente a un reducido 8% que se llevaría libros o revistas.

El informe señala que los niños y jóvenes están inmersos en un mundo tecnológico que consideran familiar. Precisamente la tecnología, junto al cambio de las estructuras familiares y las influencias multiculturales "les permiten cambiar su manera de ver el mundo, de enfrentarse a él y de reaccionar".
O "Valor-notícia" para Os Mais Novos
Por EDUARDO JORGE MADUREIRA
Público, 05 de Abril de 2004

O "valor-notícia" (as características que deve possuir um determinado acontecimento para ser noticiável) é um conceito que tem sido objecto de inúmeros estudos. O modo como se estabelece a cotação dos acontecimentos no mercado informativo, no entanto, nem sempre é facilmente perceptível. Como se sabe, há temas de indiscutível importância pública que têm um escasso "valor-notícia" e temas irrelevantes que adquirem uma apreciável valia noticiosa. Esta situação suscita, frequentemente, bastante estranheza.
Um dos exercícios propostos aos alunos participantes numa oficina sobre "Como fazer um jornal?", que tive oportunidade de orientar na Fundação de Serralves na semana que passou, consistia em escolher um conjunto de acontecimentos que deveriam ser noticiados. As propostas apresentadas por um grupo de jovens estudantes de uma escola da nossa região permitiu facilmente concluir que há muita informação que não chega e devia chegar, pelo menos, aos jornais e às rádios locais.
As situações de violência no interior dos estabelecimentos de ensino e, sobretudo, nas suas redondezas e o seu impacto na vida quotidiana das crianças e adolescentes deviam merecer mais atenção. A quantidade de ocorrências violentas relatadas, muitas vezes na primeira pessoa, é preocupante. "Fomos agredidos por um aluno que na entrada da porta nos deu cachaços, chapadas e murros", escreveu um aluno. As situações de agressividade não envolvem apenas estudantes. Uma funcionária da escola desmaiou há algum tempo porque "uma rapariga frontal" discutiu com ela, conforme registou outro participante. (...)"

(Para continuar a ler o texto, clicar AQUI)