A tematização no jornal da Pastoral da Criança
de Juciano de Sousa Lacerda
Índice
1 Sociedade e mídia: midiatização e agenda-setting 2
1.1 A emergência do campo midiático . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
1.2 Midiatização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
1.3 Agenda-Setting . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
1.4 Gatekeepers . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
2 Jornal da Pastoral da Criança: rotinas produtivas 7
2.1 As ações da Pastoral da Criança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.2 A função de Gatekeepers no Jornal da Pastoral da Criança . . . . . . . 8
2.3 O que é notícia das comunidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
2.4 Diferentes graus de Gatekeeper . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
2.5 A lógica institucional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.6 Ensinando o que é notícia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.7 Tematização das ações da Pastoral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.8 Rotinas profissionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.9 Formato jornalístico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
2.10 Marcas de edição: atributos das ações da Pastoral . . . . . . . . . . . 14
3 Considerações finais 15
4 Bibliografia 16
domingo, novembro 16, 2003
Cooperação entre os jornais regionais e as escolas
O V Congresso da Associação da Imprensa de Inspiração Cristã (AIC), que decorreu em Braga, entre quinta-feira e sábado, afirmou a vontade de ser "a voz dos mais simples e dos mais esquecidos, reflectindo os reais problemas, ansiedades e interrogações das comunidades que servem, mantendo ao mesmo tempo uma forte ligação aos emigrantes e Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP’s)"
Os congressistas manifestaram-se emprenhados na "procura de novos leitores, numa ligação estreita com as instituições de ensino dos vários níveis", "no estabelecimento de formas de cooperação entre diversos títulos, salvaguardando as respectivas especificidades e/ou caminhando para parcerias duradouras, estabelecidas com base em projectos claros e bem definidos".
"Apostando num jornalismo de proximidade, comunitário e cívico, a Imprensa de Inspiração Cristã reafirma o compromisso com a ética e deontologia profissionais, procurando “fazer o bem”, fazendo-o bem" - acentua o documento aprovado no final.
Os associados da AIC exigem do Governo "apoio à promoção da leitura dos jornais e à difusão da Imprensa, e reclamam o cumprimento dos preceitos legais relativos à distribuição da publicidade institucional."
(O texto das conclusões aqui).
Governo anuncia incentivo à leitura
No encerramento do Congresso da AIC, o secretário de Estado Feliciano Barreiras Duarte anunciou uma série de medidas para o sector da Imprensa Regional, entre as quais se conta um programa para estímulo da leitura dos órgãos de imprensa. Uma matéria a seguir com atenção.
O V Congresso da Associação da Imprensa de Inspiração Cristã (AIC), que decorreu em Braga, entre quinta-feira e sábado, afirmou a vontade de ser "a voz dos mais simples e dos mais esquecidos, reflectindo os reais problemas, ansiedades e interrogações das comunidades que servem, mantendo ao mesmo tempo uma forte ligação aos emigrantes e Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP’s)"
Os congressistas manifestaram-se emprenhados na "procura de novos leitores, numa ligação estreita com as instituições de ensino dos vários níveis", "no estabelecimento de formas de cooperação entre diversos títulos, salvaguardando as respectivas especificidades e/ou caminhando para parcerias duradouras, estabelecidas com base em projectos claros e bem definidos".
"Apostando num jornalismo de proximidade, comunitário e cívico, a Imprensa de Inspiração Cristã reafirma o compromisso com a ética e deontologia profissionais, procurando “fazer o bem”, fazendo-o bem" - acentua o documento aprovado no final.
Os associados da AIC exigem do Governo "apoio à promoção da leitura dos jornais e à difusão da Imprensa, e reclamam o cumprimento dos preceitos legais relativos à distribuição da publicidade institucional."
(O texto das conclusões aqui).
Governo anuncia incentivo à leitura
No encerramento do Congresso da AIC, o secretário de Estado Feliciano Barreiras Duarte anunciou uma série de medidas para o sector da Imprensa Regional, entre as quais se conta um programa para estímulo da leitura dos órgãos de imprensa. Uma matéria a seguir com atenção.
sexta-feira, novembro 14, 2003
terça-feira, novembro 11, 2003
As crianças telespectadoras e a leitura
Um estudo promovido pela Fundação Kaiser Family e pelo Children's Digital Media Centers, sobre os hábitos de consumo dos media de crianças com menos de seis anos, concluiu que "as crianças que têm televisão no quarto ou vivem em casas onde ela está ligada a maior parte do tempo têm mais dificuldade em aprender a ler que as outras crianças da mesma idade". A notícia foi publicada no Público do dia 10 de Novembro e refere ainda que "nos lares com um exagerado consumo de televisão, 34 por cento das crianças entre os quatro e os seis anos sabem ler, menos do que os 56 por cento que vivem em casas onde o pequeno ecrã está menos vezes ligado. As crianças que vêem mais televisão dedicam menos tempo à leitura e a ocupações no exterior". Um dado a ter em conta no estudo, é que o mesmo foi feito por telefone com os pais das crianças...
A versão integral do relatório pode ser encontrada aqui e uma abordagem mais desenvolvida no blog "Educação para os Media".
Um estudo promovido pela Fundação Kaiser Family e pelo Children's Digital Media Centers, sobre os hábitos de consumo dos media de crianças com menos de seis anos, concluiu que "as crianças que têm televisão no quarto ou vivem em casas onde ela está ligada a maior parte do tempo têm mais dificuldade em aprender a ler que as outras crianças da mesma idade". A notícia foi publicada no Público do dia 10 de Novembro e refere ainda que "nos lares com um exagerado consumo de televisão, 34 por cento das crianças entre os quatro e os seis anos sabem ler, menos do que os 56 por cento que vivem em casas onde o pequeno ecrã está menos vezes ligado. As crianças que vêem mais televisão dedicam menos tempo à leitura e a ocupações no exterior". Um dado a ter em conta no estudo, é que o mesmo foi feito por telefone com os pais das crianças...
A versão integral do relatório pode ser encontrada aqui e uma abordagem mais desenvolvida no blog "Educação para os Media".
quinta-feira, novembro 06, 2003
Um barrete de papel de jornal
Há quem "enfie o barrete" com o jornal. E há quem faça um barrete (um chapéu,, um boné...) com o papel do jornal. Este sítio explica como proceder.
Há quem "enfie o barrete" com o jornal. E há quem faça um barrete (um chapéu,, um boné...) com o papel do jornal. Este sítio explica como proceder.
quarta-feira, novembro 05, 2003
MANIFIESTO DE LAS ASOCIACIONES
DE TELESPECTADORES Y RADIOYENTES
Este manifesto foi assinado por cerca de dezena e meia de associações de telespectadores e radiouvintes, em 26 de Outubro último, no âmbito do Congresso Iberoamericano de Comunicação e Educação, que decorreu em Huelva, Espanha.
O seu teor completo pode ser consultado aqui e uma eventual assinatura de apoio pode ser feita ali.
Embora se trate de um documento relativamente extenso, eis um resumo das medidas propostas:
"1. Es necesario que los servicios públicos audiovisuales se inscriban en el preámbulo de la Constitución con el mismo rango y dignidad que la educación.
2. Pedimos una programación que respete la intimidad y dignidad de las personas y rechazamos el tráfico mediático con ese tipo material sensible.
3. Pedimos un control público para evitar la producción indiscriminada de telebasura, ya que la comunicación humana no puede convertirse en mercancía sometida sólo a las leyes del mercado.
4. Pedimos, en consecuencia, la creación del Consejo Audiovisual Estatal, independiente del poder público y con representación de las asociaciones de telespectadores.
5. Pedimos también la creación de organismos profesionales de autocontrol, como ya sucede en el derecho o la salud.
6. Reclamamos a los poderes públicos que controlen la creación de oligopolios que afectan no sólo económicamente a los espectadores, sino también a su libertad.
7 y 8. Reclamamos a las televisiones públicas que cumplan su imperativo legal de “servicio público esencial”, sin esclavizarse a las audiencias e informando con veracidad e independencia.
9. Reclamamos, asimismo, que las televisiones privadas cumplan también ese “servicio público esencial” exigido por su concesión administrativa.
10 y 11. Exigimos el cumplimiento de la ley (Directiva Europea de TV Sin Fronteras), sobre todo en lo que se refiere a la protección del menor, y la revisión de algunas de sus normas y aplicaciones, que han quedado inoperantes.
12. Proclamamos el derecho de los niños y niñas a una programación propia, diaria, inteligente, adecuada y de calidad.
13. Pedimos la introducción del estudio de los medios de comunicación en toda la enseñanza (desde infantil a bachillerato).
14 y 15. Pedimos apoyo institucional a todo proyecto que ayude a reflexionar sobre la televisión: publicaciones, programas didácticos, materiales, talleres, congresos, conferencias, debates…
16 y 17. Pedimos iniciativa y apoyo para producir un programa de televisión en el que se enseñe a los niños y niñas a ver televisión, y para organizar campañas publicitarias que promuevan un uso ecológico del medio (como se hace con el tabaco y el tráfico).
18. Pedimos ayuda para dotar a las familias de medios –filtros, horarios, señales visuales…- que les ayuden a educar a sus hijos en la televisión.
19. Reclamamos, y afirmamos que es posible, que la televisión cumpla sus tres funciones: informar, entretener y formar.
20. Finalmente, hacemos un llamamiento a todos los telespectadores para que, individualmente o a través de las asociaciones, se manifiesten y opinen sobre la televisión, haciendo valer sus derechos."
DE TELESPECTADORES Y RADIOYENTES
Este manifesto foi assinado por cerca de dezena e meia de associações de telespectadores e radiouvintes, em 26 de Outubro último, no âmbito do Congresso Iberoamericano de Comunicação e Educação, que decorreu em Huelva, Espanha.
O seu teor completo pode ser consultado aqui e uma eventual assinatura de apoio pode ser feita ali.
Embora se trate de um documento relativamente extenso, eis um resumo das medidas propostas:
"1. Es necesario que los servicios públicos audiovisuales se inscriban en el preámbulo de la Constitución con el mismo rango y dignidad que la educación.
2. Pedimos una programación que respete la intimidad y dignidad de las personas y rechazamos el tráfico mediático con ese tipo material sensible.
3. Pedimos un control público para evitar la producción indiscriminada de telebasura, ya que la comunicación humana no puede convertirse en mercancía sometida sólo a las leyes del mercado.
4. Pedimos, en consecuencia, la creación del Consejo Audiovisual Estatal, independiente del poder público y con representación de las asociaciones de telespectadores.
5. Pedimos también la creación de organismos profesionales de autocontrol, como ya sucede en el derecho o la salud.
6. Reclamamos a los poderes públicos que controlen la creación de oligopolios que afectan no sólo económicamente a los espectadores, sino también a su libertad.
7 y 8. Reclamamos a las televisiones públicas que cumplan su imperativo legal de “servicio público esencial”, sin esclavizarse a las audiencias e informando con veracidad e independencia.
9. Reclamamos, asimismo, que las televisiones privadas cumplan también ese “servicio público esencial” exigido por su concesión administrativa.
10 y 11. Exigimos el cumplimiento de la ley (Directiva Europea de TV Sin Fronteras), sobre todo en lo que se refiere a la protección del menor, y la revisión de algunas de sus normas y aplicaciones, que han quedado inoperantes.
12. Proclamamos el derecho de los niños y niñas a una programación propia, diaria, inteligente, adecuada y de calidad.
13. Pedimos la introducción del estudio de los medios de comunicación en toda la enseñanza (desde infantil a bachillerato).
14 y 15. Pedimos apoyo institucional a todo proyecto que ayude a reflexionar sobre la televisión: publicaciones, programas didácticos, materiales, talleres, congresos, conferencias, debates…
16 y 17. Pedimos iniciativa y apoyo para producir un programa de televisión en el que se enseñe a los niños y niñas a ver televisión, y para organizar campañas publicitarias que promuevan un uso ecológico del medio (como se hace con el tabaco y el tráfico).
18. Pedimos ayuda para dotar a las familias de medios –filtros, horarios, señales visuales…- que les ayuden a educar a sus hijos en la televisión.
19. Reclamamos, y afirmamos que es posible, que la televisión cumpla sus tres funciones: informar, entretener y formar.
20. Finalmente, hacemos un llamamiento a todos los telespectadores para que, individualmente o a través de las asociaciones, se manifiesten y opinen sobre la televisión, haciendo valer sus derechos."
terça-feira, novembro 04, 2003
Recordando a análise de um spot televisivo
O deputado Paulo Pedroso, no Jornal de Noticias de hoje:
"Há quase uma década, participei num seminário internacional de educação e media em que foi analisado um spot televisivo de uma campanha presidencial americana. Na mensagem explícita, o atacado era acusado de ser liberal, isto é, demasiado de Esquerda. O facto invocado era o de que tinham sido cometidos homicídios numa licença precária de reclusos, cuja concessão fora facilitada pelo então candidato. Mas o conteúdo da imagem estava longe de ser a ilustração do discurso explícito.
O filme mostrava uma prisão de que saíam presidiários fardados como os irmãos Dalton e entravam outras pessoas. Estando-se a criticar uma política prisional liberal, porquê a rotação?
Analisando um fotograma, surge a mensagem racista subliminar: da prisão saem afro-americanos e hispânicos e entram WASP, classe média alta, fatos e pastas de executivo. Afinal, queria gerar-se medo nas classes médias. Entre nós não há, que eu saiba, tal indústria, mas o rumor perdeu a ingenuidade e tornou-se arma de produção de factos mediáticos."
(NB.: O seminário foi na cidade espanhola da Corunha, em 1995, onde se encontravam mais cerca de duas dezenas de portugueses e de onde saiu a ideia de fundar a Associação Portuguesa de Educação e media, ultimamente inactiva).
O deputado Paulo Pedroso, no Jornal de Noticias de hoje:
"Há quase uma década, participei num seminário internacional de educação e media em que foi analisado um spot televisivo de uma campanha presidencial americana. Na mensagem explícita, o atacado era acusado de ser liberal, isto é, demasiado de Esquerda. O facto invocado era o de que tinham sido cometidos homicídios numa licença precária de reclusos, cuja concessão fora facilitada pelo então candidato. Mas o conteúdo da imagem estava longe de ser a ilustração do discurso explícito.
O filme mostrava uma prisão de que saíam presidiários fardados como os irmãos Dalton e entravam outras pessoas. Estando-se a criticar uma política prisional liberal, porquê a rotação?
Analisando um fotograma, surge a mensagem racista subliminar: da prisão saem afro-americanos e hispânicos e entram WASP, classe média alta, fatos e pastas de executivo. Afinal, queria gerar-se medo nas classes médias. Entre nós não há, que eu saiba, tal indústria, mas o rumor perdeu a ingenuidade e tornou-se arma de produção de factos mediáticos."
(NB.: O seminário foi na cidade espanhola da Corunha, em 1995, onde se encontravam mais cerca de duas dezenas de portugueses e de onde saiu a ideia de fundar a Associação Portuguesa de Educação e media, ultimamente inactiva).
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