terça-feira, setembro 09, 2003

ABCNEWS.com : Did Video Game Drive Teens to Shootings?: "Teens Say Video Game Inspired Them in Deadly Highway Shooting"

"Grand Theft Auto, a video game that allows players to "fire" on people and cars in realistic, shoot-'em-up fashion, is a cash cow that propelled manufacturer Take Two Interactive to the top of the video game industry. For the middle and high school students who play the game for hours on end, it's a means of escaping the mundaneness of teenage life.

But for two stepbrothers, 16-year-old William and 14-year-old Joshua Buckner, that escape turned deadly earlier this summer. They told police they were emulating Grand Theft Auto on the night of June 25 when they took shotguns to Interstate 40, near their Newport, Tenn., home, and opened fire on vehicles."
in ABC News, 5 St. 2003

segunda-feira, setembro 08, 2003

Descobrir um autor de referência: Walter Ong

Não fora o texto de hoje de Eduardo Cintra Torres, no Público, e não saberia ainda da morte do Prof. Walter Ong, no mês passado, em Saint Louis, nos Estados Unidos. A quem pretender conhecer um pouco o seu pensamento, deixo a indicação de um capítulo de um livro marcante do seu magistério, intitulado Orality and Literacy: The Technologizing of the Word

Entretanto, para uma apresentação sumária, mas eloquente, deixo o leitor com as palavras de Eduardo Cintra Torres, na coluna
"Olho Vivo":

"Morreu em 12 de Agosto o padre jesuíta norte-americano Walter J. Ong. Tinha 90 anos. Escreveu em 1982 um dos livros que mais ajudam a entender os processos de comunicação da TV e outros meios electrónicos e a sua influência nas formas de pensamento e de aprendizagem. O livro, "Orality and Literacy" (Routledge, 1999), não está traduzido para português.
Ong estudou com Marshall McLuhan. Mas, enquanto este se concentrou na evolução da palavra escrita para a impressa e daí até à aldeia global electrónica, Ong estudou a oralidade como meio de comunicação e nas suas implicações nos processos do pensamento (como Jack Goody). Para Ong, voltámos ao predomínio da oralidade agora que os novos humanos aprendem a linguagem através da TV, do CD, dos jogos, de outros meios electrónicos. É uma oralidade diferente da primitiva, é a "oralidade secundária", que, todavia, "depende da escrita" para a sua existência.
No caso da TV, é difícil estudar seriamente os "talk-shows" e em especial os programas informativos (telejornais, debates, entrevistas), sem ter lido Ong, apesar de ele nunca se debruçar sobre este "media". Infelizmente, muitos estudos portugueses sobre TV, mas também os franceses, ainda não assumem esta abordagem, que já deveria constituir ponto de partida implícito e obrigatório. Aí, os académicos espanhóis vão anos à nossa frente. Os muitos comentadores portugueses que na imprensa escrevem sobre TV também ignoram esta dimensão essencial da comunicação oral e o que a distingue da comunicação escrita.
Se McLuhan é iluminante pelas muitas intuições, verdadeiras estrelas cadentes do pensamento, Ong é mais consistente e sólido. Suponho que o trabalho de Ong sobreviverá mais tempo."

domingo, setembro 07, 2003

Museu da Rádio: vai uma visita?

O trabalho sobre o Museu da Rádio que a jornalista Manuel Esteves publica hoje no Diário de Notícias abre uma uma interessante sugestão de visita para quem não conhece este equipamento:

"(...) O museu foi inaugurado em 14 de Maio de 1992, concretizando-se assim um projecto iniciado na década de 60, no Rádio Clube Português. A ideia da sua criação partiu de José Nascimento, tendo a direcção dessa estação lançado uma campanha de oferta de receptores.Em 1975, nasceu a Radiodifusão Portuguesa (RDP), onde foram integradas a Emissora Nacional, Rádio Clube Português, Rádio Graça, Rádio Peninsular, Alfabeta, Rádio Voz de Lisboa, Rádio Ribatejo e Rádio Alto Douro. O Museu da Rádio reúne documentação e equipamento dessas estações e é um dos departamentos do universo da RDP.O riquíssimo acervo do museu compreende quase mil exemplares de receptores de rádio dos anos 20 até aos anos 50, equipamento de registo e reprodução de som em disco e fita magnética, equipamento de estúdio e de captação de som, material de emissão, aparelhagem de medida, livros, jornais, revistas e muita outra documentação.A maior parte deste espólio foi oferecido por coleccionadores, adquirido em feiras de coleccionismo ou é resultado da nacionalização da rádio no pós-25 de Abril.«O Museu da Rádio recebe 12 mil visitantes por ano, a maior parte são oriundos das escolas, de grupos de idosos, mas também bastantes turistas estrangeiros», esclarece Manuel Bravo.Um dos muitos ex-líbris do museu é um estúdio de rádio dos anos 50, que era utilizado pelo serviço de ondas curtas da Emissora Nacional. O estúdio é o original e constitui o núcleo central do Museu da Rádio, cujas salas foram montadas em seu redor.As salas estão divididas por décadas do século XX e oferecem uma imagem real da evolução da telefonia sem fios desde a emissão do primeiro programa radiofónico, em 24 de Dezembro de 1906, até à actualidade. Como curiosidade, refira-se que os telefones portáteis já integram a colecção.Da animação de estúdio até ao teatro radiofónico, passando pelo equipamento necessário à reportagem no exterior, pode observar-se como evoluiu tecnicamente a radiodifusão.Para além da história dos objectos utilizados para a emissão e realização, o desenvolvimento dos aparelhos de recepção também podem ser admirado neste museu.No pequeno auditório de 30 lugares, com cadeiras dos anos 30 aos 60, existe uma colecção de receptores de rádio de várias épocas, enquanto o piso três é dedicado aos 90 anos de radioamadorismo em Portugal."

Informações úteis:

ABERTURA: Museu da Rádio está aberto de terça-feira a sábado, das 10.00 às 17.00, encerrando aos domingos, segundas-feiras e feriados.
ESCOLAS: As escolas e outros organismos que estejam intressadas em organizar visitas de estudo guiadas devem contactar o museu com oito dias de antecedência por carta, fax ou telefone. Os professores podem receber documentação para a preparação dessas visitas de estudo.
PREÇO: A entrada é gratuita.
LOCAL: O Museu da Rádio está instalado no n.º 21 da Rua do Quelhas, em Lisboa.
CONTACTOS: Telefone 21 395 07 62 ou fax 21 395 71 49. Email: museudaradio@rdp.pt.

quinta-feira, agosto 28, 2003

"Aulas Virtuais"

Já conhecem o novo blog Aulas Virtuais? Propõe-se como "um blog sobre a educação em Portugal" e é da responsabilidade de Luísa Gama e Céu Tostão. "O principal objectivo deste espaço virtual é promover o debate de ideias sobre questões relacionadas com a Educação".
"Não se trata de criar - dizem as promotoras - uma espécie de "muro das lamentações" virtual. Aqui pretende-se promover o debate que parta para perspectivas inovadoras e construtivas".
Para já, o grafismo já vale a visita.

quarta-feira, agosto 27, 2003

Recursos pedagógicos:

* Uma unidade didáctica para analisar anúncios publicitários, incluída no ensino da língua materna e abarcando alguns materiais de apoio.

*The New Zealand Make A Newspaper Programme - uma iniciativa da Nova Zelândia que envolve mais de meio milhar de escolas primárias e internédias.

terça-feira, agosto 26, 2003

WiFi ...no comboio

"Riding on the train from San Jose to Stockton (California), on the "ACE" line -- Altamont Commuter Express -- through the heart of Silicon Valley, wireless Internet access is free. As reported in Metro Magazine, a three-month trial with free wireless access will begin the middle of next month. Commuters will need a wi-fi enabled laptop or PDA to access the service. They'll be able to read e-mail, IM, link to their corporate intranets -- whatever you can do with a wired connection." (Fonte: E-Media Tidbits)
Publicidade invade a sala de aula

A Media Education Foundation editou recentemente um DVD intitulado CAPTIVE AUDIENCE: ADVERTISING INVADES THE CLASSROOM, composto or análise de casos e de experiências, proposta de guiões de debate. O guia impresso para acompanhamento do víddeo está acessível na Web.