A Lurdes Macedo recordou-me que me tinha esquecido de colocar aqui a referência para o texto de Eva Aladro Vico, intitulado "La Recepción de la Notícia" . Aqui fica o link.
Quem quiser pode aproveitar para dar uma vista de olhos pelos números da revista Cuadernos de Información y Comunicación já publicados.
segunda-feira, julho 07, 2003
No Abrupto, José Pacheco Pereira escreve hoje sobre a sua experiência como director do jornal escolar Prelúdio, quando era aluno do Liceu Alexandre Herculano, no Porto. São sobretudo peripécias relacionadas com o clima de censura que então -se respirava.
A este propósito, seria interessante contar histórias e episódios relacionadas com o jornalismo escolar - os contextos, as iniciativas, os modos de fazer, as dificuldades, as aprendizagens...
A este propósito, seria interessante contar histórias e episódios relacionadas com o jornalismo escolar - os contextos, as iniciativas, os modos de fazer, as dificuldades, as aprendizagens...
quarta-feira, julho 02, 2003
ESPECTÁCULO MEDIÁTICO E CULTURA: encontro na Guarda
"Reflectir sobre o nosso mundo é uma exigência. Mesmo que sentados numa sanita, esgazeados entre os acontecimentos impressos no jornal do dia e uma diarreia de última hora, estaremos a pensar. Pensar. Que é, nos tempos que correm, uma urgência. Pensar e agir para lá do nosso umbigo. Encontrar o outro no caminho das conversas, das divergências, das convicções, da pluralidade de opiniões, dos modelos de vida numa sociedade do espectáculo mediático, da imagem como espaço de existência."Excerto da sinopse que anuncia um dia inteiro dedicado a debater o tema “Comunicação mediática e Cultura”. Acontecerá na Guarda, no auditório do Politécnico, na próxima sexta-feira, a partir das 10h00. Intervêm Rui Zink (escritor); Joaquim Fidalgo (docente na Universidade do Minho, colunista do “Público”); João Mendonça (coordenador da RTP/ Castelo Branco); Luís Nogueira (tradutor e dramaturgo); Paulo Serra (Director do Departamento de Comunicação e Artes da UBI); José Neves (actor do Teatro Nacional D. Maria II) João Correia (docente da UBI) e Jorge Mendes (presidente do IPG). A moderação cabe a Victor Amaral, presidente do (Aquilo Teatro) que, com o IPG organiza a iniciativa. Esta acontece no âmbito da co-produção da peça de teatro “Agora a Cores”: texto de Rui Zink (“A realidade agora a cores”), dramaturgia e encenação de Rita de Azevedo).
Deixo aqui o texto que publiquei no Diário do Minho de segunda-feira:
Deputados, um pouco mais de visão!
Manuel Pinto
Ler os projectos de Lei de Bases da Educação a partir do mundo das crianças e adolescentes torna-se um exercício um pouco decepcionante. De facto, dá a ideia de que quer o Governo quer os partidos da oposição, nas iniciativas que esta semana são apresentados no Parlamento, estão mais interessados nos clientes e destinatários da educação e na eficiência do “sistema” do que nas “pessoas que moram nos alunos”.
Vejamos: a Lei de Bases em vigor data de 1986. Em quase duas décadas, o mundo e a vida quotidiana mudaram muito. A integração na Europa, a globalização da economia e das consciências, a dita sociedade da informação e do conhecimento, o papel do ensino na preparação para o exercício de uma actividade (já não falo de uma carreira) – tudo isto, hoje, não tem quase nada a ver com a situação de meados da década de 80. Basta pensar na Internet e nos “mundo” que abriu nos últimos dez anos. Mas podíamos falar também da televisão e da multiplicação das ofertas, da explosão dos jogos electrónicos, da convergência e performatividade das tecnologias, do acesso à informação, do chamado fosso digital e das novas e preocupantes desigualdades a ele associadas.
Novas sensibilidades, “novos modos de compreender”, novas formas de sociabilidade, novos estilos de vida, novos desafios às relações inter-geracionais, novos questionamentos ao que significa, hoje, ser educador ou professor ou estudante – alguma coisa disto perpassa pelas propostas de “lei de bases de educação”? Por mim, o mais que vi foi alguma preocupação com tecnologias, que é sempre a pior forma de questionar o que existe. De resto, todas elas, sejam de direita ou de esquerda, transmitem uma mensagem de continuidade preocupante, uma insensibilidade crua aos “sinais do tempo”, um registo de assertividade e de certezas ao arrepio de um mundo que é feito de inquietações e de interrogações. Nem os preâmbulos indiciam ou sugerem o “ar do tempo” que todos respiramos, todos sentimos ou, pelo menos, pressentimos.
Uma lei é uma lei. Mas nem por isso tem que despir-se do rasgo de horizonte que a palavra – e até a norma - podem conter. A educação é cada vez mais dramaticamente um problema que transborda das paredes das escolas. E que, por isso mesmo, tem de ser formulado de modo diverso, tendo em conta o ecossistema mediático e informativo em que todos – e em especial os mais novos – crescem como pessoas e como cidadãos. Se não se quiser ter isso em conta, tenha-se, ao menos, a lisura de chamar às propostas em discussão “lei de bases da educação escolar”.
Deputados, um pouco mais de visão!
Manuel Pinto
Ler os projectos de Lei de Bases da Educação a partir do mundo das crianças e adolescentes torna-se um exercício um pouco decepcionante. De facto, dá a ideia de que quer o Governo quer os partidos da oposição, nas iniciativas que esta semana são apresentados no Parlamento, estão mais interessados nos clientes e destinatários da educação e na eficiência do “sistema” do que nas “pessoas que moram nos alunos”.
Vejamos: a Lei de Bases em vigor data de 1986. Em quase duas décadas, o mundo e a vida quotidiana mudaram muito. A integração na Europa, a globalização da economia e das consciências, a dita sociedade da informação e do conhecimento, o papel do ensino na preparação para o exercício de uma actividade (já não falo de uma carreira) – tudo isto, hoje, não tem quase nada a ver com a situação de meados da década de 80. Basta pensar na Internet e nos “mundo” que abriu nos últimos dez anos. Mas podíamos falar também da televisão e da multiplicação das ofertas, da explosão dos jogos electrónicos, da convergência e performatividade das tecnologias, do acesso à informação, do chamado fosso digital e das novas e preocupantes desigualdades a ele associadas.
Novas sensibilidades, “novos modos de compreender”, novas formas de sociabilidade, novos estilos de vida, novos desafios às relações inter-geracionais, novos questionamentos ao que significa, hoje, ser educador ou professor ou estudante – alguma coisa disto perpassa pelas propostas de “lei de bases de educação”? Por mim, o mais que vi foi alguma preocupação com tecnologias, que é sempre a pior forma de questionar o que existe. De resto, todas elas, sejam de direita ou de esquerda, transmitem uma mensagem de continuidade preocupante, uma insensibilidade crua aos “sinais do tempo”, um registo de assertividade e de certezas ao arrepio de um mundo que é feito de inquietações e de interrogações. Nem os preâmbulos indiciam ou sugerem o “ar do tempo” que todos respiramos, todos sentimos ou, pelo menos, pressentimos.
Uma lei é uma lei. Mas nem por isso tem que despir-se do rasgo de horizonte que a palavra – e até a norma - podem conter. A educação é cada vez mais dramaticamente um problema que transborda das paredes das escolas. E que, por isso mesmo, tem de ser formulado de modo diverso, tendo em conta o ecossistema mediático e informativo em que todos – e em especial os mais novos – crescem como pessoas e como cidadãos. Se não se quiser ter isso em conta, tenha-se, ao menos, a lisura de chamar às propostas em discussão “lei de bases da educação escolar”.
O boletim SOI - Servicio de Observación sobre Internet publica um número temático sobre videojogos, do qual se destacam os textos:
- Los videojuegos. Jugando con otra vida, de Francisco Molina;
- «Jugando con videojuegos: Educación y entretenimiento», dee Begoña Gros
- «Jugando con videojuegos: Educación y entretenimiento»
- Dios, ¿entra en los videojuegos?, de Francisco Molina.
- Los videojuegos. Jugando con otra vida, de Francisco Molina;
- «Jugando con videojuegos: Educación y entretenimiento», dee Begoña Gros
- «Jugando con videojuegos: Educación y entretenimiento»
- Dios, ¿entra en los videojuegos?, de Francisco Molina.
terça-feira, julho 01, 2003
Texto integral do documento hoje enviado aos grupos parlamentares pelos estudantes do Cuirso de Mestrado em Ciências da Comunicação - área de especialização em Comunicação, Cidadania e Educação:
Proposta da Lei de Bases da Educação - O porquê de uma Educação para os Media.
Ex.mos Senhores,
Somos Estudantes do Curso de Mestrado em Ciências da Comunicação - Área de Especialização em Comunicação Cidadania e Educação, cujo objectivo é o estudo aprofundado dos fenómenos comunicacionais no contexto das sociedades actuais. A presente área de especialização foca em especial os cruzamentos e interacções entre os universos dos media e da comunicação por um lado, e da educação e da escola, por outro. Dirigimo-nos a V.Ex.as num momento em que a discussão da Lei de Bases do Ensino está na praça pública e após uma leitura atenta da proposta apresentada pelo Governo e dos projectos do Partido Socialista e do Bloco de Esquerda, constatámos a ausência da preocupação por uma Educação para os Media.
Numa primeira introdução gostaríamos de recordar que o contexto e as condições do exercício da cidadania alteraram-se significativamente nas últimas décadas, muito particularmente a partir dos anos 90. Perante uma crescente multiplicação da informação disponível e da expansão das indústrias do entretenimento, quer por via dos media tradicionais, quer dos novos media, novas competências são exigidas aos indivíduos e aos grupos sociais. Neste contexto, a formação escolar, mas também outras modalidades e instâncias de formação mais informais podem desempenhar um papel decisivo de preparação para a vida.
A capacidade de análise do fenómeno da mediatização social e a participação activa e crítica na vida social configurada pela 'sociedade da informação' pressupõe uma consciência esclarecida de que os 'textos' e os 'ecrãs' a que se tem acesso são realidades socialmente construídas, que abrem para um vasto campo a montante (as empresas, os profissionais, as tecnologias, o mercado, as políticas de comunicação...) e para um outro igualmente vasto campo a jusante (as audiências, os usos socialmente diferenciados, os contextos e modalidades de recepção e de apropriação, a estruturação das práticas mediáticas em estilos de vida...).
Na linha de uma diversificada experiência desenvolvida num grande número de países e estimulada por diversas organizações internacionais como a UNESCO ou o Conselho da Europa, entende-se que o exercício da cidadania exige e supõe a 'educação para os media' ou, talvez melhor ainda, a educação para a comunicação. Não apenas ou necessariamente orientada para a formação de consumidores mais críticos, mas também de pessoas capazes de produzir informação e de comunicarem com os seus semelhantes de modo eficiente e significativo.
Pensamos igualmente que será escusado relembrar que este é um tempo sociocultural em que as imagens assumem um lugar de destaque, mais do que os objectos. E assumem-no não só no plano dos media como no ensejo geral da de visualização do real. Assim, pensar a imagem é, em primeiro lugar, reconhecê-la como objecto inteligível; e realçar a importância dessa reflexão é, em segundo lugar, estar convicto do poder que ela detém sobre a nossa cultura, a nossa mundividência, a nossa inserção na realidade, as nossas fantasias, os nossos distúrbios e as nossas utopias. Particularmente, do poder que a imagem detém sobre o domínio educativo.
Uma alfabetização sobre a cultura das imagens e sobre os media em geral, quer se faça em termos semióticos, psicológicos ou sociológicos, é uma das mais importantes temáticas da Educação para os Media e abordá-la é ir ao encontro de uma necessidade que cada vez mais se configura como essencial: a da alfabetização visual dos cidadãos.
É assim, com base nestes pressupostos e aproveitando a discussão da Lei de Bases da Educação, que avançamos com a nossa sugestão de inclusão da Educação para os Media nos programas curriculares, explicando o porquê; os objectivos; e as modalidades que esta pode assumir:
O porquê de uma Educação para os Media:
Justificação:
- As mudanças ocorridas nas últimas décadas nos diferentes campos da Comunicação e da Educação;
- A centralidade dos media na vida quotidiana dos indivíduos e na vida social, de que é expressão um elevado consumo mediático, nomeadamente entre as crianças;
- A influência dos media em especial em segmentos populacionais mais vulneráveis e os riscos de comportamentos anti-sociais enunciados por diferentes actores sociais;
- A necessidade de formação de competências para a Sociedade da Informação e do Conhecimento, nomeadamente para procurar, aceder, seleccionar e aplicar informação pertinente, com critérios éticos;
- A relevância, na educação para a cidadania, da formação de um público crítico capaz de exigir uma produção mediática com mais qualidade;
Objectivos:
- Promover a comunicação na Escola;
- Desenvolver competências comunicacionais;
- Desenvolver competências de expressão e criatividade;
- Enriquecer o ensino das disciplinas recorrendo a conteúdos mediáticos ligados às Artes, Ambiente e Outros;
- Aproximar os Media e a Escola;
- Desenvolver a inteligência crítica;
- Promover a participação social;
- Fomentar a compreensão dos grandes acontecimentos da actualidade;
- Desmistificar e compreender a lógica de funcionamento dos Media;
- Promover a formação ao longo da vida;
Modalidades:
- Uma componente de formação transversal a todos os conteúdos programáticos, devidamente definida e avaliada;
- Integrar especificamente o conteúdo programático da disciplina de Desenvolvimento Pessoal e Social e da disciplina de Formação Cívica;
- Integrar os programas de Educação para Adultos.
Assim, é nosso entender que a Educação para os Media ou para a Comunicação constitui hoje uma área fundamental à promoção de uma cidadania esclarecida e interveniente. Por isso nos parece ser nosso dever dar um contributo, enquanto mestrandos e cidadãos, apresentando algumas sugestões para discussão na nova Lei de Bases da Educação, sobretudo as que se prendem com a inclusão da Educação para os Media ou da Educação para a Comunicação nos objectivos gerais e sectoriais e nos programas curriculares.
Para concluir, nada melhor que recordar as palavras do nosso Director de Mestrado, Professor Doutor Manuel Pinto: «...a escola, que no tempo das civilizações orais ensinou a falar e a escutar, e que nas civilizações escritas ensinou a ler e a escrever, não deveria hoje ensinar a ver e a mostrar?»
Deixamos o assunto à vossa consideração,
Braga, 1 de Julho de 2003
Os Alunos do Mestrado em Ciências da Comunicação,
Especialização Comunicação Cidadania e Educação
Universidade do Minho
Proposta da Lei de Bases da Educação - O porquê de uma Educação para os Media.
Ex.mos Senhores,
Somos Estudantes do Curso de Mestrado em Ciências da Comunicação - Área de Especialização em Comunicação Cidadania e Educação, cujo objectivo é o estudo aprofundado dos fenómenos comunicacionais no contexto das sociedades actuais. A presente área de especialização foca em especial os cruzamentos e interacções entre os universos dos media e da comunicação por um lado, e da educação e da escola, por outro. Dirigimo-nos a V.Ex.as num momento em que a discussão da Lei de Bases do Ensino está na praça pública e após uma leitura atenta da proposta apresentada pelo Governo e dos projectos do Partido Socialista e do Bloco de Esquerda, constatámos a ausência da preocupação por uma Educação para os Media.
Numa primeira introdução gostaríamos de recordar que o contexto e as condições do exercício da cidadania alteraram-se significativamente nas últimas décadas, muito particularmente a partir dos anos 90. Perante uma crescente multiplicação da informação disponível e da expansão das indústrias do entretenimento, quer por via dos media tradicionais, quer dos novos media, novas competências são exigidas aos indivíduos e aos grupos sociais. Neste contexto, a formação escolar, mas também outras modalidades e instâncias de formação mais informais podem desempenhar um papel decisivo de preparação para a vida.
A capacidade de análise do fenómeno da mediatização social e a participação activa e crítica na vida social configurada pela 'sociedade da informação' pressupõe uma consciência esclarecida de que os 'textos' e os 'ecrãs' a que se tem acesso são realidades socialmente construídas, que abrem para um vasto campo a montante (as empresas, os profissionais, as tecnologias, o mercado, as políticas de comunicação...) e para um outro igualmente vasto campo a jusante (as audiências, os usos socialmente diferenciados, os contextos e modalidades de recepção e de apropriação, a estruturação das práticas mediáticas em estilos de vida...).
Na linha de uma diversificada experiência desenvolvida num grande número de países e estimulada por diversas organizações internacionais como a UNESCO ou o Conselho da Europa, entende-se que o exercício da cidadania exige e supõe a 'educação para os media' ou, talvez melhor ainda, a educação para a comunicação. Não apenas ou necessariamente orientada para a formação de consumidores mais críticos, mas também de pessoas capazes de produzir informação e de comunicarem com os seus semelhantes de modo eficiente e significativo.
Pensamos igualmente que será escusado relembrar que este é um tempo sociocultural em que as imagens assumem um lugar de destaque, mais do que os objectos. E assumem-no não só no plano dos media como no ensejo geral da de visualização do real. Assim, pensar a imagem é, em primeiro lugar, reconhecê-la como objecto inteligível; e realçar a importância dessa reflexão é, em segundo lugar, estar convicto do poder que ela detém sobre a nossa cultura, a nossa mundividência, a nossa inserção na realidade, as nossas fantasias, os nossos distúrbios e as nossas utopias. Particularmente, do poder que a imagem detém sobre o domínio educativo.
Uma alfabetização sobre a cultura das imagens e sobre os media em geral, quer se faça em termos semióticos, psicológicos ou sociológicos, é uma das mais importantes temáticas da Educação para os Media e abordá-la é ir ao encontro de uma necessidade que cada vez mais se configura como essencial: a da alfabetização visual dos cidadãos.
É assim, com base nestes pressupostos e aproveitando a discussão da Lei de Bases da Educação, que avançamos com a nossa sugestão de inclusão da Educação para os Media nos programas curriculares, explicando o porquê; os objectivos; e as modalidades que esta pode assumir:
O porquê de uma Educação para os Media:
Justificação:
- As mudanças ocorridas nas últimas décadas nos diferentes campos da Comunicação e da Educação;
- A centralidade dos media na vida quotidiana dos indivíduos e na vida social, de que é expressão um elevado consumo mediático, nomeadamente entre as crianças;
- A influência dos media em especial em segmentos populacionais mais vulneráveis e os riscos de comportamentos anti-sociais enunciados por diferentes actores sociais;
- A necessidade de formação de competências para a Sociedade da Informação e do Conhecimento, nomeadamente para procurar, aceder, seleccionar e aplicar informação pertinente, com critérios éticos;
- A relevância, na educação para a cidadania, da formação de um público crítico capaz de exigir uma produção mediática com mais qualidade;
Objectivos:
- Promover a comunicação na Escola;
- Desenvolver competências comunicacionais;
- Desenvolver competências de expressão e criatividade;
- Enriquecer o ensino das disciplinas recorrendo a conteúdos mediáticos ligados às Artes, Ambiente e Outros;
- Aproximar os Media e a Escola;
- Desenvolver a inteligência crítica;
- Promover a participação social;
- Fomentar a compreensão dos grandes acontecimentos da actualidade;
- Desmistificar e compreender a lógica de funcionamento dos Media;
- Promover a formação ao longo da vida;
Modalidades:
- Uma componente de formação transversal a todos os conteúdos programáticos, devidamente definida e avaliada;
- Integrar especificamente o conteúdo programático da disciplina de Desenvolvimento Pessoal e Social e da disciplina de Formação Cívica;
- Integrar os programas de Educação para Adultos.
Assim, é nosso entender que a Educação para os Media ou para a Comunicação constitui hoje uma área fundamental à promoção de uma cidadania esclarecida e interveniente. Por isso nos parece ser nosso dever dar um contributo, enquanto mestrandos e cidadãos, apresentando algumas sugestões para discussão na nova Lei de Bases da Educação, sobretudo as que se prendem com a inclusão da Educação para os Media ou da Educação para a Comunicação nos objectivos gerais e sectoriais e nos programas curriculares.
Para concluir, nada melhor que recordar as palavras do nosso Director de Mestrado, Professor Doutor Manuel Pinto: «...a escola, que no tempo das civilizações orais ensinou a falar e a escutar, e que nas civilizações escritas ensinou a ler e a escrever, não deveria hoje ensinar a ver e a mostrar?»
Deixamos o assunto à vossa consideração,
Braga, 1 de Julho de 2003
Os Alunos do Mestrado em Ciências da Comunicação,
Especialização Comunicação Cidadania e Educação
Universidade do Minho
domingo, junho 29, 2003
CARTA DE LA COMUNICACION DE LOS PUEBLOS
Escrito por especialistas e activistas, no âmbito da preparação do 50º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1998.
Versão em inglês: People's Communication Charter
Versão em francês: Charte Populaire de la Communication.
Escrito por especialistas e activistas, no âmbito da preparação do 50º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1998.
Versão em inglês: People's Communication Charter
Versão em francês: Charte Populaire de la Communication.
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