sábado, junho 21, 2003

Um site chileno sobre Prensa y Educacion, composto das partes seguintes:

Guias para Conocer el Diario
Diarios com programas Prensa y Educación
Guias de Aprendizaje
Noticias Diairo Mural
O que é Prensa y Educacion, que inclui os resultados de uma pesquisa sobre o assunto.
Recentemente deixei aqui o desafio de comentarmos as propostas de Lei de Bases da Educção que foram apresentadas na Assembleia da República. Referi as do Governo e do Partido Socialista, mas não tinha a ligação para a do Bloco de Esquerda. Aqui fica ela, juntamente com as questões que sugiro que debatamos na próxima sexta-feira:
- que abertura contêm as propostas relativamente ao ecossistema informativo e mediático?
- a que níveis isso poderia ocorrer?
- que propostas poderiam e deveriam ser feitas aos parlamentares?

sexta-feira, junho 20, 2003

Uma perspectiva holística da educação para os media

Um processo que:
- se estende ao longo da vida
- pode /deve implicar diferentes actores em parcerias
- envolve uma actividade inter-profissional.

Princípios fundamentais da educação para os media

- Os media não reflectem a realidade mas representam-na
- Princípio da não-transparência
- A “desnaturalização” e a desconstrução como dimensão fundamental
o Produção
o Tecnologias e processos
o Critérios de acção dos media e seu impacte
o Modos como o público lê os medias
- A educação para os media como procura e não como imposição
- Carácter “oportunista”: ligação à actualidade
- Aprendizagem das artes de navegar
- Conceitos fundamentais
o Linguagens e processos de significação
o A narrativa como categoria e dimensão de análise
o Lógicas de poder e de serviço
o Espaço público, interesse público e cidadania
o Contextos e posições sociais na produção e recepção
o Práticas culturais
o Tecnologias e sua relação com processos sociais
o Comunicação interpessoal e mediação social
o Participação, expressão e criatividade
- Um projecto de médio longo prazo
- Articulação com a formação para a cidadania

Formas e modalidades de introdução da Educação para os Media
- recurso pedagógico ou ilustração
- objecto de estudo
o área de estudo específica
o tema ou módulo autónomo dentro de disciplinas existentes
o componente integrada
o componente transversal
- como forma de expressão e comunicação.

Razões para a abordagem integrada no currículo:
- cada vez mais materiais mediáticos no apoio às disciplinas
- os media são para as crianças um currículo alternativo
- a representação das disciplinas e das áreas do saber nos media.

(Parte destas notas são adaptadas de Len Masterman (1994) L'Éducation aux Médias dans l´ Europe des Années 90. Strasbourg: Les Éditions du Consel de l´Europe)

quarta-feira, junho 18, 2003

William Corsaro, um dos mais destacados autores de Sociologia da Infância, professor na Universidade de Indiana, Estados Unidos da América, fará uma conferência intitulada "Infância e Cultura de Pares" no Auditório do mInstituto de Estudos da Criança, hoje, pelas 17 horas. Será assegurada a tradução da conferência. Esta iniciativa decorre no âmbito do Ciclo de Conferências em Sociologia da Infância.

terça-feira, junho 17, 2003

É rara a referência à educação para os media nos próprios media. Hoje, aparece no Público, sob a forma de carta de um leitor:

Educar para Os "Media"!

Quero deste modo enaltecer, mas também completar, a excelente reflexão: "Editores da atenção" (PÚBLICO 03-06-02). Sem dúvida, nas sociedades industrializadas, o excedente de produtos não satisfaz a escassa atenção que se dedica aos indivíduos. Os "media" conseguiram fazê-lo, na medida em que estes se revêem na projecção das essências humanas editadas. Assim, criaram uma "agenda" do nosso consumo. Porém, o diagnóstico da patologia "per se" é insuficiente e urge oferecer algum receituário.

Numa sociedade de informação, não será relevante uma educação para a mediatização da mesma? Ao lado da língua francesa ou inglesa, o currículo escolar pode e deve desenvolver uma alfabetização para os "media". Um lugar onde os nossos filhos aprendem a distinguir entre a notícia e o sensacionalismo da forma como é difundida, assim como a verdade e o espectáculo em torno dela. Todavia, sendo a família o centro emocional das crianças, que melhor lugar encontramos para a desalienação que provém dos "media". Destarte, os pais devem chamar a si a responsabilidade de denunciar a perversão dos sentimentos explorados até à exaustão. Como modelos, positiva ou negativamente, serão exemplo do consumo dessa venenosa "sedução".

A educação para os "media" também se aprende no lar. Mas será que nós adultos lemos ou vemos aquilo que consumimos sob um olhar crítico? Estaremos à mercê de um destino que está traçado para manipular as nossas opiniões e conduzir-nos a comportamentos "programados"? Finalmente, porque acredito que os "media" são instrumentos civilizacionais relevantes, também devem ser incluídos na estratégia de educação para a actual cultura comunicativa. Enquanto agentes de socialização, as suas grelhas de programação devem ser sensíveis à instrução para o consumo dos seus conteúdos - à semelhança de alguns editoriais do José Manuel Fernandes. E, em atalho de foice, porque não envolver a Igreja enquanto escola para a vida? Não fora São Paulo quem advertiu para necessidade de não nos deixarmos modelar sem exercer reflexividade? Não é ela a força motora para a transformação das nossas mentalidades? Enfim... cada vez mais carecemos de uma educação para um exercício crítico continuamente renovado.

Simão Daniel Fonseca da Silva

Póvoa de Santo Adrião

sábado, junho 14, 2003

Na revista latino-americana "Chasqui" (nº 58, Junho de 1997" dedicado a "LA EDUCOMUNICACION"), vem este texto de Mario Kaplún:
De medio y fines en comunicación, que está disponível online.

sexta-feira, junho 13, 2003

Educação para os Media

Estamos a dedicar as últimas sessões à Teoria e Prática da Educação para os Media. Um dos terrenos em que há décadas se promovem experiências interessantes e diversas é a do uso dos jornais e da actualidade na sala de aula, através de programas que, no universo anglo-saxónico, são designados por NIE (Newspaper in Education).

Proponho uma rápida apresentação dos objectivos de um programa (no caso nos EUA e da WAN - World Association of Newspapers) e um sumário dos resultados de um inquérito que, pelo quinto ano, a mesma WAN realizou:

What is NIE?b>
· NIE, the acronym for Newspaper in Education, is the name of an educational partnership between the newspaper industry and participating school systems.
· To our knowledge, NIE programs were first introduced in the 1930s. Today, in some thirty countries there are programs and activities for preschool through college and beyond.
· Schools may use newspapers at all grade levels to teach a variety of subjects -- history, reading, social science, maths, economics, composition, journalism and government, to name a few.
· Outside the school walls, NIE programs can be found in prisons, senior citizen centers, institutions for the physically and mentally challenged and language classes for new residents from other countries.


Newspapers in the Classroom
· Cultivate critical thinking and writing skills with analysis of local, national and world news, political cartoons and editorials.
· Strengthen student reading, writing and thinking skills with all content and analysis of content.
· Clarify and develop decision-making and life skills.
· Sharpen math and problem-solving skills.
· Heighten awareness of current events and issues.

Program Goals
APA's Newspaper in Education programs offer students the opportunity to develop:
· a better understanding of their local community and the world around them.
· an appreciation of their community and its quality of life.
· an understanding of their own values and feelings about the community in which they live.
· an awareness of the importance of the local newspaper as a continuous source of information about their community and the world around them.
· skills in decision-making and problem-solving.
· basic skills through a variety of reading, writing, and research activities.

Fonte:
ARKANSAS NEWSPAPERS IN EDUCATION


World Survey on Newspapers in Education

We focused on NIE and young reader programmes, not specifically on the use of Internet.

We have more countries listed than ever. 52 compared to 35 in 1997, and 32 in 1994/95.
(…)
Special pages and supplements are far more used than special newspapers targeted at children/young people. Reasons might be economic or a strong belief in using the main newspaper to reach the young instead of a creating a special newspaper. There is a significant connection between newspapers that have programmes and the use of children as reporters.
We see a considerable growth in the use of free newspapers from 1995 with 46.4% and 1997 with 42.3%, to 2001 with 53.2%
Respondents were most likely to focus on students 12 to 16 years old. They add 11-year-olds as very important when asked about most important age groups. We believe that the respondents consider the age group they mostly work with as the most important.
The newspapers is still the main medium being used, by about 8 of 10 respondents, with the Internet used by slightly more than a quarter of respondents
When asked about topics for which teachers use the newspaper, respondents answered that “critical thinking” is most used, and add that “reading” is most effective. An “NIE Week” is the least common, and the use for “civics and social science” is growing the most.
(…)
Two respondents in ten reported that their country’s government does NIE work. For example, the French education ministry has a special media education section (CLEMI) and the cultural department in Uruguay is involved in this work.
NIE is part of the essential training of teachers in about third of the countries. We asked this question for the first time.
In four out of ten countries, NIE is part of a national statue or “official curriculum.” (In earlier surveys we asked a less rigorous question about whether the curriculum stimulated NIE, with an even higher positive response.)
The pattern for who publishes NIE materials has not changed substantially since 1997. Individual newspapers remain the main publisher of NIE material, more than 80 percent, closely followed by organizations, about 70 percent.
Our respondents were most likely to see increasing support for NIE among teachers (76.6%), children (71.7%) and individual newspapers (65.3%). About half saw increasing support among school administrators and newspaper associations.
Our respondents put a high emphasis on the importance of training teachers, with more than three-quarters considering this activity as “very important,” followed by influencing school officials and developing teaching aids.