domingo, abril 06, 2003

E também no mesmo jornal:
"Polémica en Italia sobre el efecto de las imágenes de la guerra en los niños", na sequência da revelação de dados de audimetria que indicam que três milhões de crianças italianas seguem diariamente os desenvolvimentos do conflito no Iraque. E estas afirmações:
“Nunca como ahora se hace tan urgente la vigilancia activa de los padres, que deben dar esperanza, hablar de reconstrucción”
“Esta vez no se trata de dibujos animados, es algo muy grave; los niños necesitan que alguien responda a sus preguntas” .

quinta-feira, abril 03, 2003

Alguns recursos pedagógicos para abordar, reflectir e agir em torno da guerra no Iraque:

- Cómo responder a las inquietudes de los niños sobre la guerra?

- Education aux Médias - Irak/ Ressources pédagogiques;

- E este texto de J.J.Rousseau:

Du Contrat social (cap. 3):

"Le plus fort n'est jamais assez fort pour être toujours le maître, s'il ne transforme sa force en droit et l'obéissance en devoir. De là le droit du plus fort; droit pris ironiquement en apparence, et réellement établi en principe. Mais ne nous expliquera-ton jamais ce mot? La force est une puissance physique; je ne vois point quelle moralité peut résulter de ses effets. Céder à la force est un acte de nécessité, non de volonté; c'est tout au plus un acte de prudence. En quel sens pourra-ce être un devoir? Supposons un moment ce prétendu droit. Je dis qu'il n'en résulte qu'un galimatias inexplicable. Car sitôt que c'est la force qui fait le droit, l'effet change avec la cause; toute force qui surmonte la première succède à son droit. Sitôt qu'on peut désobéir impunément on le peut légitimement, et puisque le plus fort a toujours raison, il ne s'agit que de faire en sorte qu'on soit le plus fort. Or qu'est-ce qu'un droit qui périt quand la force cesse? S'il faut obéir par force on n'a pas besoin d'obéir par devoir, et si l'on n'est plus forcé d'obéir on n'y est plus obligé. On voit donc que ce mot de droit n'ajoute rien à la force: il ne signifie ici rien du tout. Obéissez aux puissances. Si cela veut dire : cédez à la force, le précepte est bon, mais superflu, je réponds qu'il ne sera jamais violé. Toute puissance vient de Dieu, je l'avoue; mais toute maladie en -vient aussi. Est-ce à dire qu'il soit défendu d'appeler le médecin? Qu'un brigand me surprenne au coin d'un bois : non seulement il faut par force donner la bourse, mais, quand je pourrais la soustraire, suis-je en conscience obligé de la donner? Car, enfin le pistolet qu'il tient est aussi une puissance. Convenons donc que force ne fait pas droit, et qu'on n'est obligé d'obéir qu'aux puissances légitimes. ».
(Uma leitura deste e de outros textos filosóficos sobre a guerra: clicar AQUI).

quarta-feira, abril 02, 2003

"Un periódico para niños ha de ser un verdadero periódico". É esta a teoria implícita de um grupo mediático francês que aposta em jornais de actualidade para os mais pequenos. O tratamento da guerra no Iraque é um ponto sensível, mas um teste à teoria referida. Um texto do site espanhol Mediabriefing permite reflectir um pouco sobre o assunto.
Vale a pena ler a coluna de Joaquim Fidalgo, no Público de hoje, intitulada "As novas redes". Só um cheirinho:
"Contava-me em tempos um professor provisório, daqueles que ano a ano eram colocados numa escola desconhecida, o truque que usava para meter conversa com novos colegas e, assim, rapidamente encontrar um grupo com que, à partida, presumisse sentir afinidades. Chegado à sala dos professores, reparava em quem lia qual jornal. Então ele, um fiel e quase militante leitor do PÚBLICO recém-nascido, acercava-se de quem estivesse a ler também o PÚBLICO. Essa simples circunstância punha-o, a ele que era tímido, suficientemente à vontade para começar a falar com um "estranho", pois a bem dizer já não era um estranho: lia o mesmo jornal...
Explicava-me ele que, na sua maneira de ver, gente que lesse o mesmo jornal (e então um jornal com as características inovadoras muito próprias que o PÚBLICO revelou ao nascer, em 1990) era gente que, em princípio, partilhava algo de mais fundo (...)".
Paul Bolt, director do Broadcasting Standards Commission (BSC) do Reino Unido, defende, em entrevista ao jornal The Independent, que as emissões televisivas, nomeadamente de prime time, deveriam ser obrigadas a uma classificação do género da adopatada para cinema. Para ele, são motivo de preocupação os conteúdos emitidos antes das 21 horas, pelo que os espectadores deveriam ter acesso a uma classificação de programas análoga à dos filmes, jogos de computador, vídeos e DVD (em Portugal, como estamos?)

terça-feira, abril 01, 2003

A campanha cívica pela preservação da redacção do Porto da “Notícias Magazine” não produziu efeitos: o grupo PT acaba de fechar as instalações da revista dominical do JN e do DN, despedindo os quatro jornalistas que lá trabalhavam. A notícia é dada pela newsletter do Sindicato de Jornalistas.
O jornal Le Monde publica um trabalho com algumas pistas sobre um tema oportuno: como ajudar as crianças a descodificar as imagens da guerra que entram, por estes dias, pela casa dentro? Uma docente da Universidade de Besançon declara, na peça publicada, aquilo que todos nós de algum modo intuimos: as crianças (e, se calhar, também muitos adultos) não estão preparados para ler criticamente as imagens e as notícias da guerra.
Este parece ser um assunto da maior relevância pública e cívica, atendendo ao papel que os media, não apenas em tempos como este, têm no quotidiano das gerações mais novas.
Lembro-me sempre daquele ditado, creio que oriental, que diz: se te for dado viver à beira-mar, mais vale ensinar os teus filhos a nadar do que construir uma parede junto à praia.Eis alguns links úteis que surgem na peça de Le Monde:
- GRREM - Groupe de Recherche sur la Rélation Enfants-Médias;
- France 5 - Éducation.